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Osmanlı Deniz Tayyare Bölükleri

Makriköy 62 Ahz-ı asker Şubesi’nden, vapur İskelesi Caddesi’nde

4. Deniz Tayyare Gücünün Birinci Dünya savaşı’ndaki Faaliyeti Deniz Tayyare Bölüğünün Birinci Dünya Savaşı’nda, Alman müttefikleri

4.1. Osmanlı Deniz Tayyare Bölükleri

O sector das artes e ofícios, apesar de estar desde há séculos presente na vida do Homem, só recentemente começou a ser visto com outros olhos e isto deve-se em grande parte ao trabalho exemplar e de louvar de muitas entidades públicas e não só.

Existem entidades, organismos e associações responsáveis por promover e desenvolver o sector das artes e ofícios em Portugal, que têm desempenhado um papel crucial no desenvolvimento do sector nas últimas décadas. De acordo com a pesquisa efectuada, serão destacados os mais importantes, nomeadamente: IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional, IP), CEARTE (Centro de Formação Profissional de Artesanato), CRAT (Centro Regional de Artes Tradicionais) AARN (Associação de Artesãos do Norte), FPAO (Federação Portuguesa de Artes e Ofícios), IVBAM (Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira); Museu Etnográfico da Madeira e CRAA (Centro Regional de Apoio ao Artesanato – Açores).

Às autarquias compete, igualmente, um papel importante no que concerne ao desenvolvimento do sector das artes e ofícios, como é possível ver no artigo nº 64, nº2, alínea l) da Lei das Autarquias Locais (Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro97): “compete à câmara municipal no âmbito do planeamento e do desenvolvimento: promover e apoiar o desenvolvimento de actividades artesanais, de manifestações etnográficas e a realização de eventos relacionados com a actividade económica de interesse municipal.” Os Município actuam, muitas vezes, em parceria com as associações culturais dos Concelhos, como é o caso do Município de Ponta do Sol que organiza a Feira de artesanato “Cores” com a colaboração da Casa do Povo local. As parcerias são importantíssimas para chegar mais perto do artesão e da comunidade.

IEFP – O Instituto do Emprego e Formação Profissional, IP

O IEFP98 (Instituto do Emprego e Formação Profissional, IP), criado em 1979, é o serviço público de emprego nacional e é tutelado pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. Tem como missão fomentar a criação e a qualidade do emprego e

97 Disponível em: http://www.pgdlisboa.pt/pgdl/leis/lei_mostra_articulado.php?nid=592&tabela=leis 98 Cf. http://www.iefp.pt/Paginas/Home.aspx

68 combater o desemprego, através da execução das políticas activas de emprego e formação profissional.

Quando a Comissão Nacional para Promoção dos Ofícios e Microempresas Artesanais (PPART) foi extinta, o IEFP passou a integrar as funções inerentes à mesma (Lei Orgânica do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, aprovada pelo Decreto-Lei nº 211/2006, de 27 de Outubro). Neste sentido, o IEFP criou uma unidade orgânica destinada à coordenação e implementação do Programa para a Promoção dos Ofícios e Microempresas Artesanais (PPART), designada por Estrutura de Projecto para a Promoção dos Ofícios e das Microempresas Artesanais e constituiu um grupo de trabalho para apreciação das candidaturas e emissão de pareceres, com a seguinte composição: o Responsável pela Estrutura de Projecto para a Promoção dos Ofícios e das Microempresas Artesanais; um representante do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas; um representante efectivo; um representante suplente; um representante do Ministério da Cultura; um representante do CEARTE e dois representantes das associações de artesãos receptoras dos processos de candidatura, indicados pela FPAO99.

Após a integração do PPART, o IEFP passou a intervir com mais intensidade em determinadas áreas no artesanato: na implementação do Estatuto do Artesão e da Unidade Produtiva Artesanal; no acompanhamento da revisão / actualização do Catálogo Nacional de Qualificações; na qualificação e certificação de produtos artesanais tradicionais; nos apoios à promoção do Artesanato; no Projecto EUROARTE – Rede de Intercâmbios Europeus no Domínio do Artesanato e na Co-edição da revista Mãos100.

Fernando Gaspar apresentou o programa de actividades do IEFP no quadro do PPART, no domínio do artesanato e as principais áreas de actuação para 2010, na I Convenção de Artes e Ofícios. O representante do IEFP referiu que o artesanato não tem, actualmente, uma tutela definitiva, mas existem sectores que focam as questões do artesanato nas diversas áreas, tais como cultura, emprego, economia e educação. No final da sua intervenção, Fernando Gaspar referiu que a maior parte dos artesãos está fora dos quadros estatísticos e é essencial revitalizar este trabalho através das associações, levando

99 Disponível em:

http://www.dgadr.minagricultura.pt/aaaDefault.aspx?f=1&back=1&codigono=69646966AAAAAAAAAAA AAAAA

69 as pessoas ao registo nacional de artesanato, para que o sector tenha um peso, sendo assim reconhecido.

O IEFP tem desempenhado um papel importante no que concerne à publicação de monografias e revistas sobre o sector das artes e ofícios. É possível consultar a base de dados destas edições no site. Neste estudo, são destacadas as seguintes publicações: as revistas “Dirigir”, “Formar” e “Integrar”; os livros “Artesanato da Região Norte”, “Artesanato da Região Centro”, “Artesanato da Região de Lisboa”, “Artesanato da Região do Alentejo”, “Artesanato da Região do Algarve” e os Catálogos FIA (Feira Internacional de artesanato de Lisboa).

CEARTE – Centro de Formação Profissional do Artesanato

O CEARTE é um centro de Formação Profissional no sector do artesanato e foi criado em 1986 através de um Protocolo entre o IEFP e a Cáritas Diocesana de Coimbra, com a finalidade de promover acções de formação profissional orientadas para as diversas áreas do sector do artesanato. É um centro de formação com sede em Coimbra, mas cuja intervenção se estende um pouco por todo o país, embora com grande incidência na Região Centro.

Tem como missão “promover e desenvolver acções de formação profissional e de certificação de competências visando o aumento das qualificações profissionais e escolares da população em geral e em particular do sector do artesanato, bem como projectos de consultoria, de inovação e de modernização do sector das artes e ofícios em Portugal e de valorização e actualização profissional dos artesãos”101.

Esta entidade tem como objectivos essenciais: a qualificação de novos artesãos através da formação; formação contínua dos artesãos activos, numa lógica de formação ao longo da vida, nas áreas Tecnológicas, do Design, da Qualidade, da Gestão Empresarial e da Promoção e Comercialização; desenvolvimento de projectos inovadores nas áreas do design, associando tradição e modernidade, contribuindo para a inovação nas artes e ofícios tradicionais; certificação das competências adquiridas pelos artesãos dando-lhes equivalência escolar ao nível do 6º, 9º e 12º ano de escolaridade e/ou uma certificação profissional; participação em projectos transnacionais que estimulem o espírito Europeu, o

70 intercâmbio e a mobilidade no âmbito das artes e ofícios e apoio técnico especializado a artesãos e micro empresas apropriado às suas necessidades.

Segundo Luís Rocha, (2006: 19), esta instituição tem contribuído muito no que concerne a dar resposta às necessidades de formação profissional no sector das artes e ofícios.

“Pela formação, foi introduzido no artesanato um novo fôlego expresso na criação de novas unidades produtivas e no aparecimento de jovens artesãos que, com níveis de escolaridade, com preparação profissional adequada, muitas vezes munidos de competências na área do design, da gestão e das novas tecnologias, se deixam seduzir pela cerâmica, pelo vidro, pelas madeiras, pelos têxteis, e que optam pelas Artes e Ofícios como projecto profissional, garantindo, com qualidade acrescida, a sua continuidade e desenvolvimento.”

A formação é o caminho para o crescimento em qualquer actividade. O CEARTE tem contribuído, sem dúvida, para o desenvolvimento do sector das artes e ofícios em Portugal, através da formação e qualificação de jovens e artesãos activos.

CRAT – Centro Regional de Artes Tradicionais

O CRAT, Centro Regional de Artes Tradicionais, é uma associação privada de utilidade pública, sem fins lucrativos. Segundo Graça Ramos102, o Estado não apoia directamente esta instituição, apenas em projectos pontuais. O CRAT iniciou a sua actividade em 1985, no entanto a sua constituição e a publicação dos estatutos só aconteceu em Maio de 1991. Esta entidade tem a sua sede na zona histórica do Porto e apesar de, no início ser vocacionado mais para Região do Porto, em 2006 procedeu a uma alteração dos estatutos e passou a ter âmbito nacional.

O Centro Regional de Artes Tradicionais é uma instituição cultural vocacionada para o estudo, promoção e divulgação das artes e ofícios portugueses. Ao longo destes 25 anos de existência, o CRAT lutou pela valorização e credibilização do artesanato, enquanto plataforma de afirmação de identidade e cultura, dinamizando, assim, as economias locais.

Segundo Graça Ramos (2006: 14), o CRAT é a “única instituição portuguesa que se dedica à promoção da investigação sistemática na área das artes tradicionais e à sua publicação. Sendo responsável pela difusão do conhecimento das artes e cultura locais,

102 Directora do Centro Regional de Artes Tradicionais. Entrevista realizada no dia 25 de Março de 2010, no

71 proporciona um vasto espaço de diálogo e confronto entre a tradição e a modernidade, entre a memória e a criação.”

O CRAT visa, essencialmente, a promoção de estudos no campo das artes tradicionais e a sua ligação às novas expressões do artesanato contemporâneo; a defesa da qualidade dos produtos tradicionais, apoiando a sua preservação e divulgação, assim como as suas possibilidades económicas e artísticas; a colaboração com artesãos e instituições educativas, numa vertente pedagógica; o recrutamento e formação de novos artistas que assegurem a continuidade e a inovação nas artes e ofícios e o apoio à produção artesanal nas suas diversas componentes: técnicas, estéticas, organizativas e comerciais.103

Para a melhor prossecução destes objectivos, o CRAT criou três sectores de actividade: o Centro de Estudos e Documentação; o espaço de Exposições e a Formação/Animação104 e a Loja Artefacto. O Centro de Estudos e Documentação congrega a informação existente sobre o sector, contando, actualmente, com um importante núcleo de publicações próprias, que versam sobre a temática das artes tradicionais nas suas múltiplas vertentes, tais como: Guia de Artesanato da Região Norte (2003); Gramáticas de

Pedra – Levantamento de tipologias de construção murária (2003); O Tempo da festa

(1997), entre outros. A CRAT é, também, responsável pela edição da Revista de Artes e Ofícios “Mãos”, única revista portuguesa sobre esta temática.

O programa de exposições do CRAT proporciona um diálogo constante entre artesanato tradicional e artístico. O rigor científico dos conteúdos aliado à qualidade estética da montagem fazem com que as exposições do CRAT sejam reconhecidas a nível nacional. Exemplos de exposições: Exposição “Velhos Saberes Novas Tendências”; Exposição de Cerâmica Contemporânea” e “Talha Cerâmica de Bisalhães”105.

No que concerne ao programa de formação e animação, o CRAT promove diversas oficinas, como Workshops de escultura de papel; Oficina de pasta de papel e Jogos tradicionais, entre outros. Esta instituição pretende, acima de tudo, ser um “espaço cultural aberto no interior do centro histórico do Porto”106 onde todos são convidados a participar na descoberta das memórias das artes e ofícios, dos materiais e das tecnologias.

103 In Folheto informativo do Centro Regional de Artes e Ofícios 104 Ibidem

105 Ibidem 106 Ibidem

72 A Loja Artefacto presta um serviço de representação ao artesão. Tem como missão promover e divulgar as actividades e produtos das artes tradicionais, bem como das versões inovadoras de tais técnicas, saberes e formas.

AARN – Associação de Artesãos da Região Norte

A AARN – Associação de Artesãos da Região Norte foi criada em 1996 (legalizada em 1997) por um grupo de artesãos da Região Norte, para colmatar uma lacuna, pois não existia, na altura, uma estrutura organizada que os representasse, defendesse os seus interesses e promovesse o desenvolvimento das profissões inseridas no sector das Artes e Ofícios. A AARN tem, assim, como objectivo essencial promover a melhoria das condições socioprofissionais dos artesãos da Região Norte. Para esta associação, artesanato é sinónimo de “expressões singulares das Artes”; “pluralidades únicas de Ofícios” e “identidades que valorizamos e promovemos”.

Esta entidade adquiriu, ao longo dos tempos, um âmbito nacional, uma vez que trata da problemática do sector em todas as suas vertentes, dando atenção a todas as regiões portuguesas e fazendo parte de diversas entidades nacionais como é o caso do PPART e da FPAO. Dá a conhecer projectos e iniciativas, eventos e feiras do sector das artes, possuindo, igualmente, uma galeria com trabalhos expostos de vários artesãos nacionais, no seu site oficial.

Esta entidade dá, também, apoio aos artesãos nos processos de atribuição da Carta de Artesão e da Carta de Unidade Produtiva Artesanal, assim como na organização de diversas acções de formação e seminários sobre a problemática do sector, como foi o caso da I Convenção de Artes e Ofícios, no Porto.

A AARN tem vindo, ao longo do seu percurso, a estabelecer alguns protocolos, acordos e convénios dos quais têm resultado progressos efectivos para o desenvolvimento do Sector. Organiza, anualmente, a feira de artesanato no Porto denominada “Artesanatus”, uma referência nacional no que concerne a feiras deste âmbito107.

FPAO – Federação Portuguesa de Artes e Ofícios

A Federação Portuguesa de Artes e Ofícios (antiga CNA - Comissão Nacional de Artesãos) foi criada em 2001 e é uma instituição sem fins lucrativos, que representa e

73 tutela o movimento associativo dos artesãos portugueses do Continente e da Região Autónoma dos Açores. Infelizmente a Região Autónoma da Madeira não está representada nesta entidade.

Este organismo tem contribuído significativamente para a regulação do sector do artesanato, principalmente no que concerne ao processo de atribuição de cartas de artesão e de unidade produtiva artesanal. Tem como objectivos fundamentais criar parcerias e projectos no sentido de promover e valorizar o Artesanato Português, quer tradicional quer contemporâneo.

“A FPAO acredita, acima de tudo, que o Artesanato Português poderá ser o melhor embaixador da identidade cultural dos Portugueses”108.

IVBAM - Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, I.P.

O Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, I.P. – IVBAM surgiu através da fusão do Instituto do Vinho da Madeira (IVM) e do Instituto do Bordado, Tapeçarias e Artesanato da Madeira (IBTAM), em Julho de 2006.

Este organismo tem as seguintes funções:

 Fiscalização das actividades vitivinícolas regionais, certificação e controlo de qualidade do Vinho da Madeira;

 Emissão da certificação de qualidade para o Bordado Madeira;

 Promoção e divulgação dos produtos regionais nos mercados regional, nacional e internacional109

.

O IVBAM tem no seu organigrama uma Direcção de Serviços de Artesanato (DSART); uma Divisão de Certificação do Artesanato (Div. Cart.), uma Divisão de Criação Artística (Div. CA) e uma Divisão de Promoção (Div. Prom.)110.

Esta entidade colabora com alguns artesãos regionais, cedendo as suas instalações e o forno para a concretização de peças de cerâmica111.

108 Disponível em: http://www.fpao.org/ 109 http://www.bordadomadeira.pt/

110 Portaria n.º 62-A/2006. Jornal Oficial I Série Nº 64 - 31-05-2006 111 Cf. Anexo nº 3, p. 176.

74 Museu Etnográfico da Madeira

O Museu Etnográfico da Madeira tem realizado um trabalho importantíssimo em prol do artesanato madeirense, desde a sua criação em 1996. A sua directora, a Dr.ª Lídia Góes Ferreira, tem levado a cabo um trabalho exaustivo de recolha e investigação das artes e ofícios na Madeira. Desta recolha, nasceram diversos frutos produtivos tais como exposições, feiras de artesanato e a autoria de diversos documentários etnográficos tais como: “Museus Vivos” (1998); “Raízes” (1ª série – 2001; 2ª série - 2008); “Presépios Madeirenses” (2008); “Gente d’ Ofício” (2009) e “Presépios na Madeira, Abençoada Tradição” (2009) que a RTP Madeira exibiu, dando a conhecer o panorama do artesanato na Região.

Desde 1996, o Museu Etnográfico organizou cerca de 30 exposições temporárias dando oportunidade aos artesãos regionais de divulgarem as suas peças, o seu trabalho, a sua vida. Muitas foram as temáticas apresentadas. Uma das primeiras exposições temporárias esteve patente de Dezembro de 1996 a Junho de 1997 e intitulava-se “Arte e Devoção – Presépios Portugueses, algumas representações”. Teve a participação de doze artesãos regionais e cinco artesãos continentais. As exposições seguintes versaram diversos temas, tais como: “O Homem e o artefacto - Artesanato Madeirense”; “A tradição do barro” - José Vasconcelos; “Objectos Voadores da Minha Infância” – Agostinho Vasconcelos; “Presépios Madeirenses - Tradição e Inovação”; “Tem arte” – Embutidos e Cerâmica – Susana Ornelas; Garrafões empalhados (com vimes) – José Celestino Gouveia e Heliodora Gouveia; Artesanato: tradição e inovação – Centro de Formação Agrária das Preces; Profissões Tradicionais: “A obra de vimes – cestaria”; “Palha de Bananeira: Aproveitar, criar, inovar”, entre outros.

Com as exposições, feiras, documentários, o Museu pretende homenagear os artesãos regionais, divulgando o património cultural, incentivando a população mais jovem, revitalizando e renovando o artesanato da RAM. Segundo Lídia Góes Ferreira (1997: 21), o Museu Etnográfico tem como finalidades essenciais a recolha e conservação dos testemunhos da cultura tradicional madeirense; a investigação científica, a comunicação e a animação, através do Centro de Documentação / Biblioteca / Videoteca e de um Auditório de Serviços Educativos. A Loja de Vendas do Museu foi criada para valorizar, divulgar, apoiar e comercializar a produção artesanal regional.

75 O Centro Regional de Apoio ao Artesanato (C.R.A.A.)

O Centro Regional de Apoio ao Artesanato foi criado em 1988, através do Decreto Legislativo Regional n.° 7/88/A, de 22 de Marco, e está, actualmente, na dependência do Gabinete do Secretário Regional da Economia, actuando em todas as ilhas do Arquipélago dos Açores. Esta entidade tem como funções essenciais desenvolver e valorizar os produtos tradicionais dos Açores.

O CRAA concretiza uma série de medidas que apoiam, em todas as vertentes, o artesanato na região, realizando, por exemplo, todos os anos, Feiras Regionais e Nacionais, com o objectivo de divulgar e comercializar os produtos artesanais dos Açores. Na Madeira, isto não se verifica.

Todas as entidades referidas, anteriormente, trabalham em parceria em muitos projectos, com os mesmos ideais, com o único intuito de desenvolver o sector das artes e ofícios em Portugal. Relativamente ao IVBAM, entidade que tutela o artesanato na RAM, nota-se que se encontra afastado da realidade nacional, uma vez que não participa em projectos de parceria com as outras entidades, como o faz, e muito bem, a Região Autónoma dos Açores. Isto só prejudica a Madeira, aumenta ainda mais os limites insulares e não alarga horizontes.