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Osmanlı Devleti’nin Islahat Politikası

Belgede Ulemâ-Siyaset İlişkisi (sayfa 29-33)

Inicialmente, recorremos à pesquisa bibliográfica, a fim de identificar e sistematizar informações já realizadas sobre a temática e sobre o objeto de estudo escolhido. Para realizar a pesquisa, foi necessário conhecer os lugares referenciados pela população. Para tanto, a inserção nas comunidades, pautada na pesquisa etnográfica, e as observações realizadas em torno dos bens culturais referendados nos depoimentos geraram dados importantes para a identificação e o mapeamento a que nos propusemos. Então, através das entrevistas com a população, colhemos informações importantes, tendo em vista a carência de documentos relacionados a essas comunidades.

Para dar embasamento às informações citadas pela comunidade, recorremos às inovações tecnológicas para garantir, com precisão, as coletas de informações em trabalho de campo, a saber: o aparelho GPS, sigla de “Global Positioning System”, que significa sistema de posicionamento global, ou seja, um sistema de navegação por satélite que envia informações sobre a posição de algo, em qualquer horário e qualquer condição climática. Esse equipamento possibilitou mapear, com mais precisão e segurança, os artefatos encontrados. Esse sistema de coordenadas tem o objetivo de georreferenciar os bens culturais, ou seja, os pontos identificados que serão inseridos no mapa, conhecidos como pontos de controle, que foram construídos com recursos tecnológicos que nos garantiram, com precisão, a coleta das informações em campo, como o aparelho GPS, que capta sinais de satélites e asseguram a exata posição de cada ponto estabelecido por meio das coordenadas geográficas. Concluídos a identificação e o mapeamento dos bens, elaboramos um programa de software e de vetorização do georreferenciamento.

A pesquisa visa identificar e mapear os bens culturais do Vale do Gramame. A metodologia empregada para desenvolvê-la tem o objetivo de propor que se tomem as coisas encontradas no campo do mesmo modo como elas se apresentam, ao invés de assumir, imediatamente, o que significam, representam ou que estariam em função de algo mais.

Devido à complexidade de mapear e identificar os bens culturais das comunidades foi necessário construir uma ficha técnica, com o objetivo de obter informações e suas características e os significados das referências históricas, uma vez que o bem cultural é relativamente antigo. Da mesma forma, foram utilizados

alguns instrumentos, como, por exemplo, a documentação fotográfica; levantamento bibliográfico acerca dos tipos de bens culturais das comunidades; entrevistas, com roteiro previamente elaborado, com moradores para identificar as referências culturais; ficha técnica para identificar os bens culturais; e elaboração e levantamento das coordenadas georrefecenciadas.

Todas essas técnicas instrumentais ancoram-se num olhar acerca do Outro, característica fundante da pesquisa etnográfica, concebida como

Num exercício do olhar (ver) e do escutar (ouvir), [impondo] ao pesquisador [...] um deslocamento de sua própria cultura para se situar no interior do fenômeno por ele ou por ela observado através da sua participação efetiva nas formas de sociabilidade por meio das quais a realidade investigada se lhe apresenta (ROCHA; ECKERT, 2008, p. 2).

De acordo com Lage (2009), a etnografia se consolidou como um instrumento de pesquisa e de narrativa para a Antropologia moderna [e com ampla utilização nas Ciências Sociais e Aplicadas, especificamente, na Ciência da Informação]. A discussão em torno da etnografia e das pesquisas etnográficas leva a uma reflexão sobre esse método de investigação. Rocha e Eckert (2009, p. 2) asseveram que

o método etnográfico é composto por inúmeros procedimentos incluindo levantamento de dados de pesquisa probabilística e quantitativa (demografia, morfologia, geografia, genealogia, etc.), a observação direta é sem dúvida a técnica privilegiada para investigar os saberes e as práticas na vida social e reconhecer as ações e as representações coletivas na vida humana.

Nos aspectos estabelecidos pelo estudo de campo, realizamos um levantamento dos bens culturais de caráter simbólico, arquitetônico, identificado pela tipologia, pela época e pela historicidade. Com base nessas informações, buscamos identificar e mapear os bens culturais indicados pelos informantes das comunidades citadas. Por meio da identificação e do mapeamento, foi possível verificar o estado de conservação desses bens, cujo inventário constitui o foco deste estudo.

Para Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (2010, p. 20127), “inventariar” significa, entre outros, “descrever miudamente”; e “inventário”, a listagem, “relação de bens”.

É fundamental a interação dos conceitos entre o inventário e a composição de um novo paradigma de ações dentro de uma comunidade. Toda medida de proteção

referente ao patrimônio cultural está direcionada ao desempenho do respeito aos bens identificados e, consequentemente, registrados por meio de uma pesquisa.

Para alcançar os resultados obtidos nesta pesquisa, foi necessário elaborar uma ficha de identificação para preencher as informações de forma clara e objetiva. Os resultados dos trabalhos de pesquisa para fins de inventário são registrados normalmente em fichas, onde há a descrição sucinta do bem cultural e informações básicas quanto a sua importância histórica, às características físicas, à delimitação, ao estado de conservação, ao proprietário etc. (MIRANDA, 2008).

Para iniciar os trabalhos, tomamos como ponto de partida as entrevistas com os moradores e a documentação fotográfica dos bens culturais e dos interlocutores. Com base nas informações do levantamento de campo, obtivemos novas informações sobre as características das edificações existentes, pois algumas edificações que se constituem como referências culturais, principalmente pelos sentidos e valores que as pessoas atribuem a eles, permitiram-nos enfatizar a importância de cada referência, seja simbólica, histórica ou religiosa.

Belgede Ulemâ-Siyaset İlişkisi (sayfa 29-33)