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2. OSMANLI DÖNEMİ ARAP EDEBİYATI

2.2. Osmanlı Döneminde Arap Şiirinin Özellikleri

Os estudos de Oliveira (2013), Corsi (2010), Neta (2008) e Silva (2006) revelam a importância da escola na formação leitora dos jovens e, também, a recorrente crítica em relação aos modos de promoção da leitura literária nessa instituição. Então, buscamos nos depoimentos80 de nossos leitores aspectos positivos e negativos relativos à realização dessa prática. Até porque, ao tratar das práticas leitoras na biblioteca pública, a referência à escola é frequente.

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80 Categorias emersas do item da entrevista: “Você vê diferenças entre as práticas de leitura literária que

4.8.2.1 Aspectos positivos

A discussão das obras está entre os aspectos positivos apontados pelos jovens em relação às práticas de leitura literária promovidas pela escola:

184.P: Vamos pegar lá o exemplo do rodízio que você falou. Fala um pouquinho como funciona isso, o que você acha, a sua opinião sobre a prática.

Daniel: Bom, eu acho interessante, porque muitos jovens não gostam de ler /.../

então, o colégio estabelece esse rodízio pra poder incentivar os jovens a ler /.../ A

gente vai descobrindo novos livros, livros que a gente nunca ouviu falar, vários livros antigos de autores que a gente nem conhece, vai descobrindo e vai

adorando, sabe? Quando eu vivenciei esse momento no quinto ano, eu achei chato /.../ Então, teve a segunda etapa /.../ e eu fui começando a gostar /.../ Eu acho uma boa prática, em todas as escolas devia ter, sabe?... (Leitor/BNE – 13 anos, entrevista, 2014).

185.P: E esses livros que você falou que os professores indicam /.../ depois vocês retornam isso em sala de aula pra discutir sobre os livros?

Ludmila: É a gente faz um seminário /.../ Você tem um conto específico, você lê e o

professor faz um seminário e cada um fala o que entendeu, o que gostou.

P: E você gosta desse tipo de atividade?

Ludmila: Gosto (Leitora/BBA – 16 anos, entrevista, 2014).

186.Giovana: A conversa escolar /.../ reflete mais nos aspectos do livro e com os

amigos é mais informal, mais superficial sobre os personagens e essas coisas. Na escola, eles procuram fazer mais essas coisas pra entender (o que está) por trás do

livro e o significado do livro, eles discutem mais profundo (Leitora/BCS – 15

anos, entrevista, 2014).

Para Daniel, o rodízio é considerado uma boa prática, porque além de incentivar a leitura entre os jovens, também, possibilita o conhecimento de livros que extrapolam suas preferências: “...A gente vai descobrindo novos livros /.../ livros antigos de autores que a gente

nem conhece...”. E, no caso Ludmila, associa-se ao fato da atividade propiciar a produção de sentidos através da discussão coletiva e, ainda, a explicitação da opinião quanto à obra: “... o professor faz um seminário e cada um fala o que entendeu, o que gostou...”. Esse evento social permite a expressão de diferentes vozes quando provoca a expressão do que se entendeu do texto, mas também convoca a subjetividade dos leitores ao solicitar que eles expressem o que mais gostaram nos textos.

O testemunho de Giovana evidencia que as discussões na escola em torno das leituras realizadas diferem-se daquelas que são feitas entre seus pares, as quais ela considera serem mais informais e superficiais: “...eles procuram fazer mais essas coisas pra entender (o que

relato indica que esse compartilhamento orientado por mediadores-referência favorece a construção dos sentidos do texto.

4.8.2.2 Aspectos negativos

Se por um lado, identifica-se a avaliação favorável em torno das práticas de leitura literária realizadas na escola, por outro lado, localiza-se também a crítica nesse sentido:

187.Lorena: ...na escola, quem lê muito mais é... os professores /.../ Quando eu tô

em casa sozinha /.../ você começa a ler /.../ a ver a imagem, um filme /.../ É... você que está lendo... (você) entende um pouco mais da história...

P: Isso você tá falando mais da escola?

Lorena: Em casa. Que... Quando a gente vai ler, você lê do seu jeito de ler.

Calmo... Lá na escola a professora lê, às vezes, numa rapidez e quase a gente não

entende muito não. (Lorena – 13 anos, entrevista, 2014).

188.Karina: ...na escola a gente nem entrava na biblioteca e quando entrava a

moça colocava poucos livros em cima da mesa e não deixava a gente ter liberdade

pra escolher os livros (Leitora/BBA – 14 anos, entrevista, 2014).

189.Clarice:... eu tava lá na escola, a menina tinha me emprestado “A cidade de

vidro”81 /.../ eu tava lendo e a professora mandou eu guardar o livro, eu perguntei:

“Por que você reclama que eu leio se o povo não lê?” Porque tipo, todo mundo

não tá lendo e eu tô lendo! Ela reclama que o povo não lê, mas eu leio. Isso é Bullying (risos).

P: Isso foi na aula de português?

Clarice: Foi, foi na aula de Inglês que ela dá a mesma aula.

Para Lorena, o modo como essas práticas acontecem na escola dificulta sua compreensão: “...

quem lê muito mais é... os professores /.../ lê, às vezes, numa rapidez /.../ a gente não entende

muito não...”. A negociação de sentidos fica comprometida, porque não há participação dos leitores, a leitura centra-se na professora. Esse contexto faz com que a leitora prefira as leituras realizadas em sua casa, porque a interação leitor/texto permite que essa prática adquira sentido. A crítica de Karina deve-se ao cerceamento das suas escolhas textuais na biblioteca escolar: “...a moça colocava poucos livros em cima da mesa e não deixava a gente ter liberdade pra escolher os livros...”. Isto é, entendemos que essas leitoras reivindicam maior participação nas práticas leitoras promovidas na escola.

No relato de Clarice, vemos reiterado o discurso da não-leitura na juventude e, também, a contestação da leitora em relação à atitude tomada pela professora: “...Ela reclama que o povo não lê, mas eu leio. Isso é Bullying...”. Seu discurso ironiza a prescrição da leitura pela

professora, ao mesmo tempo em que mostra a transgressão da autoridade do professor ao ler na aula de Inglês, mostrando a sala de aula como espaço de divergência de diferentes vozes.

Outro aspecto negativo revelado pelos nossos leitores em relação ao exercício das práticas de leituras literárias realizadas no ambiente escolar é a obrigatoriedade:

190.Jussara: ...as escolares, por exemplo, leio por obrigação. Eu leio duas vezes o

livro. Sempre tem prova em relação aos livros /.../ Às vezes, tem um ou outro que eu gosto, mas a maioria das vezes eu não gosto (Leitora/BVN – 15 anos, entrevista, 2014).

191.Henrique: na escola, a professora fala: “todo mundo agora vai pegar o livro “O pequeno príncipe” pra ler” e “vocês vão me contar na próxima aula o que vocês acharam”. Só que, nesse momento, eu poderia pegar outro...” (Leitora/BNE – 16 anos, entrevista, 2014).

No relato de Jussara, vemos que essa obrigatoriedade culmina na avaliação através de provas: “...Sempre tem prova em relação aos livros...”. O descontentamento de Henrique relaciona-se ao fato das leituras impostas pela escola diminuírem a possibilidade de realizar aquelas que são escolhidas pelo leitor: “...eu poderia pegar outro...”.

Benzer Belgeler