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Ortodoks İttifakı Teşebbüsleri

B- PATRİKHANE’NİN EKÜMENİKLİĞİNİN DİĞER ORTODOKS KİLİSELERİ

1- Ortodoks İttifakı Teşebbüsleri

É marcante nos depoimentos analisados a grande valorização que é dada ao

conhecimento, sendo a falta de conhecimento o argumento utilizado para justificar a

continuidade das práticas agrícolas com intenso uso de agrotóxicos. No depoimento do

Sujeito A, percebemos que ela relaciona ainda todo o processo histórico da cidade com a

forma de agricultura praticada até os dias de hoje à falta desse conhecimento:

E quando eu reuni as pessoas mais velhas da comunidade pra pensar um nome pra escola, eles foram logo enfáticos, que o comendador Toshimaro Cacuta merecia levar o nome da escola [...] E quando a gente foi coletar dados pra fazer... se era uma vontade da comunidade, pra fazer um histórico dele pra mandar pra SP, passar na Assembléia Legislativa, pra fazer o patronímico da escola, eu fui conversar com a viúva dele, e ela tinha um acervo [...] ela tinha um acervo da vida pessoal dele muito grande, e ela colocou todo esse acervo à nossa disposição, pra gente conhecer toda a história de vida dele, e um desses acervos era um diário dele, que com a autorização da viúva a gente teve acesso, e ele conta desde o momento em que ele chegou em Guapiara. E o fato mais marcante, que marcou muito, muito, muito... a esposa dele morreu intoxicada por veneno de pêssego. Ela morreu intoxicada, e ele relata no diário dele, que ela morreu intoxicada, que ela foi aplicar porque eles estavam com uma praga nova, que ele tava muito preocupado com a safra, e que ela ajudava muito. Mas em nenhum momento, isso que me chama muito a atenção, em nenhum momento do relato dele no diário, ele questiona o uso do veneno, porque pra eles era remédio, remédio para fruta, ou veneno para o bicho... falta de conhecimento. (Sujeito A).

Em outro trecho da entrevista, essa valorização do conhecimento é por ela novamente

reforçada:

O conhecimento é importante pra ser referencial. Tem gente que mesmo tendo conhecimento fala ‘ah, não quero fazer parte disso, não me interesso por isso mesmo, o que eu quero pra minha vida mais é... não quero me importar com quem vem pra frente, quem não vem, se vai sobreviver, se não vai sobreviver, se vai ter um mundo com qualidade de vida, se não vai ter, não tô preocupado com isso, tô preocupado comigo, quero mesmo é ter bens, muitos bens, não quero viver em Guapiara desse jeito’, enfim... pode até fazer essa opção mesmo depois de ter conhecimento, mas as pessoas que mudam a sua prática e fazem as suas escolhas mais sustentáveis, elas, inevitavelmente, passaram por esse processo de formação. (Sujeito A).

No depoimento do Sujeito B, podemos perceber que ele enfatiza a falta de formação e

informação do agricultor, geradores dos problemas encontrados em nossas práticas agrícolas,

como também do problema educacional do país como um todo, tomando até mesmo sua

própria experiência como exemplo, já que lamenta que em sua trajetória acadêmica não teve a

oportunidade de cursar uma graduação de melhor qualidade, conforme nos mostra o trecho a

seguir:

Não tive grandes orientadores, era mais na minha vontade. Eu sempre digo, todos os dias eu leio alguma coisa. De Biologia então nem se fala né... todos os dias eu estou lendo e aprendendo alguma coisa, até porque a minha formação, infelizmente... um pouco das questões que a gente tem né? Filho de operário faz escola pública, depois faz universidade privada. Hoje a gente muda essa realidade com a questão das vagas, das cotas, se quebra isso um pouco, mas por outro lado se percebe, sabendo como está a qualidade da escola, a gente sabe que também a universidade vai ter um problema com a qualidade. São coisas que a gente paga num país que não vê educação como prioridade, né, que de certa forma vai desembocar todo o histórico... a ignorância do nosso agricultor tem uma causa, tudo tem um motivo. Ele não é ignorante porque ele quer ser ignorante. Ele é ignorante porque lhe faltou formação e lhe falta informação. (Sujeito B).

Durante a entrevista com o Sujeito B esta tendência de valorização do conhecimento,

fica bastante evidente, quando ele aborda os problemas que a falta de conhecimento pode

acarretar. Esse professor, militante educacional, acredita que, no caso principalmente da

agricultura, muitas vezes esse conhecimento não é transmitido devido aos interesses do

sistema capitalista, que se encontra por trás das indústrias produtoras de veneno, e seus

revendedores. Vejamos:

Você sabe que, se a gente olhar [...] pra um dia de um agricultor, e perguntar pra esse agricultor que trabalha com agricultura convencional, que já tem trabalhado com aquela cultura há um bom tempo. Ele consegue diagnosticar alguns problemas? Ele consegue. Não pense que ele não consegue, porque ele consegue. Bom, ele não tem acompanhamento, mas ele consegue diagnosticar alguma coisa. E ai? Pra onde é que ele vai? Com quem esse agricultor vai dialogar? Ele tem um centro de referência que ele possa chegar, trocar ideias, telefonar e receber isso? Nós estamos falando de um município que tem a sua matriz econômica na agricultura, né, e que vive pra agricultura. A grande matriz econômica aqui é a agricultura, portanto, ficaria subentendido que isso naturalmente estaria ocorrendo. Não! Esse cara, ele vai tirar informação justamente pra quem quer vender o veneno pra ele. Ele vai pra onde? Ele vai na loja especializada. Então ele chegando lá, ele vai ter muitos dos meus alunos, que terminaram “malemá” o ensino médio, vendendo agrotóxico pra ele... vendendo agrotóxico pra ele. E isso é um ciclo vicioso de hoje e de sempre. (Sujeito B).

Em uma afirmação do Sujeito C também fica evidente a exaltação da importância do

conhecimento, tanto para sua própria vida e formação quanto para a melhoria no processo de

produção agrícola hoje presente. É possível perceber isso quando ela nos conta que:

Você vê que tem muita coisa errada... a maneira de trabalhar, quanto dinheiro eles jogam fora com produto, com manejo errado... e não é por maldade, é por falta de conhecimento, entendeu? [...] Eu acho assim, o agricultor não tem que ser burro. Ele tem que ser um cara instruído. Ele tem que saber das coisas. Não tem porque os técnicos esconderem a verdade do agricultor. Ele não é funcionário, ele é patrão. Ele é patrão dele mesmo. A hora que o agrônomo chega lá e fala ‘viu fulano, a planta, ela se desenvolve dessa maneira’. Ele já vai pensar na cabeça dele ‘ih, to fazendo errado’. Eu não preciso nem continuar a instrução. Ele vai perguntar pra você ‘viu, mas ai o que eu faço então?’. Ai cê ganhou a consultoria. Cê pode até não ganhar dinheiro, mas você ganhou uma experiência ai pra sua vida inteira, né? (Sujeito C).

Nos depoimentos do sujeito D, que é professor, agricultor e cursa o último ano de

Engenharia Agronômica, a valorização do conhecimento também é bastante evidenciada. Em

um dos trechos de sua entrevista, ele relata uma situação de abordagem de projetos ambientais

nas escolas, os quais muitas vezes distanciam o conhecimento do aluno de sua realidade:

Tinha no currículo da escola “projetos ambientais”. Só que a gente discutiu muito na hora de fazer o projeto ambiental, porque todos os projetos que vinham no currículo, eram, praticamente todos, trabalhados com o pessoal da área urbana. Então, aquela coisa de você discutir como seria a Educação Ambiental no município, naquela localidade, ao redor da escola, nunca foi discutido. Então, eles não sabiam quais eram os problemas ambientais que aconteciam ali. Eles podiam saber que tinha problema de saneamento básico lá em São Paulo, contaminação do rio Tietê lá em São Paulo, problemas de poluição, de gases, de efeito estufa lá em São Paulo, nas cidades grandes, mas nas cidades ao redor deles, pra eles não tinha nenhum problema, né? E até a questão que você falou, que o seu trabalho é em relação aos agrotóxicos... se percebe que eles não veem isso como um problema, eles não tem essa preocupação com os agrotóxicos. A gente vê que eles não se preocupam tanto, e acabam tendo esses problemas de saúde, que a gente pode até ver mais pra frente aí...(Sujeito D).

Por esse depoimento, podemos perceber que o professor considera que a falta de

conhecimento do aluno pode levá-lo a ignorar um problema ambiental que o cerca.

A importância de conhecermos nossa realidade, com o intuito de, quem sabe,

transformá-la, é exemplificada pelo sujeito, quando ele fala das mudanças hoje vistas na

propriedade de sua família, após seu ingresso na universidade:

Meu pai é agricultor até hoje. Ele saiu dessa área de plantar tomate em campo aberto, e a gente começou a colocar a propriedade a produzir em estufa. Então a gente tá com um outro tipo de tecnologia sendo aplicada, graças à minha entrada na faculdade. Então, tudo que eu vejo lá na faculdade... claro, eu não consegui entrar em agroecologia até agora, mas eu consegui ver tecnologias novas que reduzissem o uso de veneno, e também a mão de obra menos degradante, porque você sabe... roça... plantar dez mil pés de tomate... meu pai e minha mãe com mais de quarenta anos ai... é um trabalho degradante.(Sujeito D).

As melhorias na sua vida e na vida de sua família, advindas da aquisição de

conhecimento são novamente relatadas no trecho que se segue:

A gente conseguiu transformar o ambiente no mais adaptável possível pra cultura. Não tá tendo muita incidência de doença, por exemplo. Pode ser que apareçam algumas doenças? Pode ser, mas não vão afetar diretamente a produção. Você não tem uma linha de doença e produção decaindo também, então você não vai ter isso. Olha, eu posso falar que tem produtos lá que a gente não usa agrotóxicos e nem adubo [...] A única coisa que a gente utiliza mais recursos seria para o tomate. Para as frutas, o máximo que eu utilizo é uma adubação orgânica e calagem, que é pra minha goiaba e ameixa. A gente produz mandioca, a gente produz couve, não utiliza agrotóxico na couve, a gente só utiliza adubação química, porque como ela tem um ciclo muito rápido, o adubo orgânico acaba não conseguindo suprir essa necessidade. Quer dizer, a gente tá a um passo de fazer uma transição para a produção orgânica.(Sujeito D).

A falta de conhecimento é apontada pelo sujeito D como um dos fatores responsáveis

pela pouca atenção dedicada ao uso abusivo de produtos químicos. Isso fica claro no trecho

abaixo:

Eles não conseguem perceber, de fato, porque pra eles, o envenenamento, se intoxicar com agrotóxico, deveria ser tipo veneno de rato, sabe? Que você tomasse e já morresse, ou que você já tivesse náusea e vomitasse. Então, se você não tiver náusea ou vomitar, por algum motivo não tiver que ir para o hospital, não tá envenenado. Eles não percebem que isso ai, de médio a longo prazo, pode trazer algum problema para a saúde deles, então, se não for pra ser envenenado na hora, não tá tendo problema. Pode estar passando Furagan, não tem problema nenhum. Se não chegou a me dar problemas naquele momento, eu não tô envenenado. Então, eles não percebem isso.(Sujeito D).

Notamos assim que o Sujeito A relaciona a falta de conhecimento aos problemas

encontrados na agricultura e especificamente ao problema dos agrotóxicos, enfatizando

também que o conhecimento é responsável por mudanças de atitudes e escolhas, e que ela

acredita que as pessoas que mudam suas práticas, inevitavelmente passam por um processo de

formação anterior.

Para o Sujeito B, falta informação ao produtor agrícola, o que faz disso um problema

ainda de maior extensão quando esse agricultor vai em busca da informação que lhe falta.

Normalmente, segundo seus relatos, o agricultor recebe as informações justamente de quem

vende o veneno a ele, o que torna desse problema um ciclo com baixas perspectivas de

melhora.

Tanto nos trechos do Sujeito C, como do Sujeito D aqui apresentados, o erro no

preparo e cultivo nas plantações, responsável por uma cadeia de degradação ambiental, tem

sua base no desconhecimento das práticas corretas.

A partir do nosso olhar sobre o que os sujeitos expressaram, entendemos que um longo

processo histórico de práticas agrícolas realizadas de forma errônea, pouco preocupadas com

a saúde do ambiente e das pessoas, tanto das que ali vivem e trabalham, quanto dos futuros

consumidores dos produtos resultantes, tem como principal causa a falta de conhecimento dos

trabalhadores rurais.

Tanto na pesquisa de Lund et al. (2010), quanto na pesquisa de Panneerselvam et al.

(2011), já comentadas na introdução deste trabalho, os autores avaliam que as práticas

agrícolas agressivas ao meio ambiente e à saúde do ser humano são decorrentes, entre outros

fatores, da falta de conhecimentos necessários para mudanças em tais práticas e da falta de

acesso às mais diversas informações, concluindo-se que a extensão do conhecimento deve

acontecer para a melhora do quadro vigente.

Pelos depoimentos de nossos sujeitos de pesquisa, pudemos perceber então uma

valorização marcada da dimensão do conhecimento, podendo talvez, estar relacionado – esse

desconhecimento – ao interesse capitalista daqueles que vendem os agrotóxicos. Mesmo não

podendo afirmar que esses sejam fatores isolados, estes tiveram destaque no depoimento dos

sujeitos entrevistados.

5.1.3 Ênfase nas perspectivas que apontam para ilusão ou otimismo pedagógico

No que diz respeito às possíveis relações das práticas de Educação Ambiental com a

questão do uso indiscriminado de agrotóxicos, pudemos perceber que os sujeitos pesquisados

consideram a educação como caminho para mudança e melhoria do atual quadro em que se

encontra a agricultura em nosso país, como também para mudanças em outras situações de

degradação ambiental.

Apesar do conhecimento que temos da educação como grande possibilidade de

transformações sociais, já vimos em Carvalho (1989) que devemos perceber que esta ênfase

ou visão pode mascarar as possibilidades concretas de transformação social e os limites da

prática educativa como uma, dentre outras práticas sociais. Suas considerações explicitam-se

ao afirmar que “[...] é apenas entendendo o processo educativo, articulado com todo o social e

a ele submetido, que será possível reconhecer nele um instrumento não mistificado de

transformação social.” (CARVALHO, 1989, p. 171).

Entendemos que alguns trechos das entrevistas realizadas podem ser vistos como

indícios ou podem apontar para perspectivas nas quais a ilusão pedagógica se faz presente:

Então eles têm que ter pessoas que goste, que compreenda esse processo, que tenha capacidade técnica e financeira de estar apoiando. Não fazendo a gestão por eles, não fazendo por eles, mas apoiando, porque as fragilidades, as vulnerabilidades pessoais, de escolaridade, ainda é muito grande, né? Se a gente fizer um trabalho de Educação Ambiental, talvez uma geração futura não precise de políticas públicas tão presentes junto com eles como precisa nesse momento. (Sujeito A).

Isso seria a luz no fim do túnel. Efetivamente, implantar nos sistemas educacionais de nível municipal, estadual e federal, diretrizes e programas de Educação Ambiental. Essa é a grande luz no fim do túnel, porque aí você pensa os seus problemas ambientais locais, e aí com certeza o uso abusivo e indiscriminado, ou uso de agrotóxicos na lavoura, deverá ser uma diretriz do município, por conta da vocação, das características do município. (Sujeito A).

Para o professor de Ciências, que é o Sujeito B de nossa pesquisa, ao ser questionado

sobre a possibilidade de mudança nas práticas agrícolas hoje encontradas, ele também enfatiza

a importância do processo educacional, assumindo e apontando tal prática como “a solução”.

Porém, no excerto que apresentamos a seguir

,

fica registrada a sua compreensão de se tratar de

uma situação com capacidades de modificação apenas a longo prazo. Em suas palavras

podemos reconhecer, mais uma vez, a importância por ele atribuída ao conhecimento:

A solução é educação... a solução é a educação, agora, até se chegar lá, a curto prazo... a curto prazo, nessa prática aqui ? O que é interessante é que eu vejo que muitas das práticas da agricultura, se, pelo menos, não erradicar totalmente, mas diminuir muito. Muitas das práticas, que trariam respostas mais rápidas, talvez a curtíssimo prazo, é a questão da agricultura orgânica, só que você vir pra cima do teu agricultor, discutir com ele, a questão por exemplo de que você não vai mudar, você não foi preparado pra mudar, e pra trabalhar em agricultura orgânica, você tem que ta preparado pra mudar, você requer muita observação, muito conhecimento que o cara não tem. Mas uma série de práticas da agricultura orgânica, ela entra muito facilmente dentro da agricultura convencional... muito facilmente dentro da agricultura convencional, e é evidentemente que barateando, né, diminuindo custos e diminuindo muito a aplicação de, por exemplo, de defensivos né? De agrotóxicos. (Sujeito B).

O entrevistado não deixa de considerar que o processo de mudanças exige tempo, no

entanto, colocar a educação como caminho de solução do problema, é claramente, uma

indicação de uma certa “ilusão” pedagógica.

Neste outro trecho, o professor (Sujeito B) manifesta sua esperança na educação como

fator de mudanças, mas enfatiza que talvez esse processo leve tempo para se efetivar:

Mas peraí, vai ver o sitio que você tem na zona rural... a sujeira, você entendeu? E ai tá... o caminhão tá passando lá, pegando lixo. Só a educação que muda isso. Senão não é educação, é brincar de faz de conta. E a gente tem esse problema, né? Quando a gente fala disso, que falta educação, que escola e tal... a ideia lá na escola ou nas escolas né... eu discuti isso em sustentabilidade... não tem problema, agora, as pessoas que se coloquem e defendam esse termo como querem, entendam como querem, mas eu acho que as coisas também tem que ser paulatinas. Não tem que ser na velocidade que eu quero e com a expectativa que eu quero. (Sujeito B).

O Sujeito C, apesar de ser mais jovem em relação aos outros dois sujeitos, e ainda

estar na graduação, cursando engenharia agronômica, também revela enfaticamente em seus

depoimentos o quanto deposita suas esperanças no processo educacional, seja para a

transformação de qualquer realidade, entre elas o método agrícola praticado no município

onde ela mora. No trecho a seguir, quando fala em educação, a entrevistada coloca em

destaque a educação escolar:

Olha, eu acho assim... seja qual linha você quer seguir de conhecimento, a educação é a fonte, né? Seja reciclagem, seja meio ambiente, seja uso de produtos, a fonte é a educação. Seja educação de agricultor, seja educação na escola. Eu acho que projetos na escola tem muito mais rendimento, porque o pai fica envergonhado que o filho... quanto mais pequeno pior... chegar lá e corrigir, chamar a atenção... começam a mudar as coisas, e outra... esse filho que vai ficar na roça, e se esse filho não entende o processo, ele não vai querer. Ele vê o seu pai doente, reclamando, reclamando e reclamando. Ele vai quere ficar na roça por quê? (Sujeito C).

Quando, durante a conversa, falava-se novamente sobre a educação como meio

possível de transformação social, suas reações eram afirmativas quanto a isso, tendo na escola

sua principal esperança:

Olha, eu só não acho que é possível, como eu tenho certeza [...] Eu acho que o caminho tem que ser na escola, né? Tem que ser com as crianças, os adolescentes, os jovens, adultos de EJA. A pessoa vai na escola pra buscar o conhecimento, não é verdade? Ele confia... você confia no professor que tá ali, você confia no palestrante, você confia no diretor, então, ai a hora que o jovem, que é quem vai assumir um negocio, começa a tomar gosto pela coisa, começam a surgir as mudanças. Ele começa a incentivar, ai o pai também vê o filho participando dessas coisas e fala ‘não é que esse tal de meio ambiente é um negócio legal?’, não é verdade? (Sujeito C).

Falando especificamente sobre o problema enfrentado nas lavouras, com o intenso uso

de agrotóxicos, ela, que é filha de agricultor, acredita que aos produtores falta muita

informação, capaz de lhes possibilitar um planejamento. Podemos ver isso claramente quando

ela diz:

Mas quanto aos agrotóxicos, eu vejo assim... pra acontecer as mudanças, tem que vir da base. A orientação, a educação ambiental, ela é o veículo. Um veículo de orientação. A base do negócio se chama planejamento, e ninguém planeja nada. (Sujeito C).

O Sujeito D, em sua experiência enquanto professor também explicita suas ideias a

respeito das práticas educativas, principalmente de Educação Ambiental, como uma