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1.3. Tedarik Zincirinde Planlama ve Çizelgelemenin Önemi

1.3.1. Üretim planlama faaliyetlerinin s•n•fland•r•lmas•

1.3.1.2. Orta dönemli üretim planlama faaliyetleri

O ponto de partida para a existência de custos de transação é o reconhecimento de que os agentes econômicos são racionais, porém limitadamente, e oportunistas. Estes dois pressupostos comportamentais explicam porque é tão custoso transacionar.

O reconhecimento de que a capacidade cognitiva dos agentes é limitada, ou seja, de que o entendimento é um recurso escasso (SIMON, 1978), opõe-se ao pressuposto comportamental pregado pela ortodoxia econômica - o da racionalidade ilimitada dos agentes econômicos. Na visão neoclássica, os consumidores decodificam todas as informações a respeito dos atributos dos bens transacionados sem dificuldades, sendo capazes de escolher “racionalmente” entre grupos alternativos de bens. Conforme ressalta Zylbersztajn (1995):

[...] “a figura mítica Marshalliana do “leiloeiro” resolveria o problema do equilíbrio dos mercados a custo zero. Para o autor, a principal contribuição da ECT foi a morte desse “leiloeiro”, que como num toque de mágica trazia à tona quais os preços prevalecentes no sistema após o seu desequilíbrio”. (ZYLBERSZTAJN, 1995, p. 14)

Segundo Simon (1978), a racionalidade limitada dos indivíduos induz à incapacidade das partes em prever todas as contingências futuras relacionadas a uma

transação, tornando os contratos incompletos4. Mas, embora incompletos, os contratos serão possíveis, desde que os agentes não sejam dotados de oportunismo (busca pelo interesse próprio).

Num contexto marcado pela limitação da competência ou cognição, uma das partes envolvidas na transação pode possuir alguma informação privada, não adquirível pela outra parte sem custos. Neste caso, os agentes podem utilizar-se dessa informação em benefício próprio, abrindo espaço para o comportamento aético, ou seja, o interesse próprio das partes que realizam uma transação – o oportunismo – que complica os problemas de organização econômica.

Há basicamente duas formas de oportunismo, de acordo com Willianson (1985): oportunismo ex ante – onde uma parte da transação age aeticamente antes de se efetivar a transação – e o oportunismo ex post – em que o comportamento aético se verifica durante a vigência do contrato. Estes tipos de oportunismo deram origem aos conceitos de

moral hazard e de seleção adversa desenvolvidos por Arrow (1968) e Akerloff (1970).

O termo moral hazard aplica-se ao comportamento pós-contratual, onde uma parte da transação possui uma informação privada e dela pode tirar proveito em prejuízo da outra parte. Dois tipos de moral hazard são diferenciados, a informação oculta e a ação oculta. No primeiro tipo, as ações dos Agentes são observáveis e verificáveis pelo Principal, mas uma informação relevante ao resultado final é adquirida e mantida pelo Agente. Já na ação oculta, as ações do Agente não são observáveis ou verificáveis pelo Principal. Segundo Azevedo (1997), as duas situações podem estar presentes, ao mesmo tempo, numa transação dual.

A seleção adversa refere-se ao comportamento pré-contratual, ou seja, à adesão ou não a uma determinada transação num ambiente caracterizado pela assimetria informacional entre as partes. De acordo com Milgron & Roberts (1992), trata-se de um problema de oportunismo relacionado às informações privadas que agentes possuem mesmo antes da formalização contratual, impossibilitando o principal de determinar com precisão se o agente utilizou-se das ações que melhor atendem seus interesses. As transações sujeitas ao oportunismo ex post se beneficiarão se puderem ser elaboradas salvaguardas apropriadas ex-

ante, o que traz custos.

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Schwartz e Tirole apud Neves (2003), apresentam quatro outras causas que explicam a incompletude dos contratos: a) contratos podem ser vagos ou podem ter palavras ambíguas que torna difícil sua verificação; b) uma das partes envolvidas na transação não-intencionalmente falha em algum aspecto; c) o custo de fazer o contrato excede o custo de resolver problemas futuros e, d) a complexidade crescente dos produtos e atributos também traz incompletude dos contratos.

O pressuposto colocado pela ECT não é de que todos os indivíduos agem sempre oportunisticamente, tendo em vista que o auto-interesse pode ser buscado de maneira não oportunista. Contudo, basta que algum indivíduo tenha a possibilidade de agir aeticamente para que os contratos fiquem expostos a ações que demandam monitoramento, o que também eleva os custos de transação.

Quando não há oportunismo, segundo Williamson (1985), as transações não estão sujeitas à incerteza, revelação incompleta e distorcida da informação, esforço premeditado para equivocar, ocultar, ofuscar ou confundir a outra parte e todo comportamento pode ser governado por regras, por meio das quais as partes aceitam a limitação de ações de maximização conjunta do benefício.

A assimetria informacional é, portanto, uma forte ameaça à eficiência de qualquer transação na economia capitalista, porque não permite que a informação seja transmitida. De acordo com Azevedo (1997), citando Barzel, há basicamente três tipos de produtos: a) aqueles onde todas as informações relevantes para a transação estão disponíveis antes do acordo de troca; b) aqueles onde algumas informações relevantes só podem ser obtidas após a efetivação da troca ou consumo (caso dos produtos agrícolas) e, c) aqueles onde as informações relevantes para a transação não são obtidas nem após o consumo do produto (caso dos bens de crença).

Para reger transações que envolvem o primeiro tipo de produto, o mercado spot pode tranqüilamente ser empregado, já que não há assimetria de informação. Já no caso do segundo tipo de produto, os atributos intrínsecos e os problemas de mensuração de informação5 exigem uma forma de coordenação que sinalize adequadamente as informações relevantes, como é o caso do contrato. O mecanismo de mercado não poderia ser empregado porque é a forma de coordenação mais sensível aos problemas derivados da assimetria de informação, principalmente num ambiente de incerteza, pois não há controle sobre as transações.

Assim, a racionalidade limitada dos agentes torna os mercados incompletos e imperfeitos, acarretando custos de transação que decorrem dos altos custos de informação e do fato de as partes deterem informações de forma assimétrica (NORTH, 1990, p. 17-18). Por

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Há um ramo na agenda de pesquisa da Economia dos Custos de Transação que se preocupa em mensurar os atributos dos produtos transacionados, denominada “measurement”, sendo Barzel (1982) a principal referência. O autor argumenta que tanto o vendedor quanto o comprador querem medir os atributos do produto objeto da transação. O primeiro para assegurar que não está dando mais e o segundo (o comprador) para garantir que não está comprando menos. O processo de buscar informações que permitam medir os atributos de um bem transacionado é bastante custoso e o erro nessa medida permite manipulações, o que requer salvaguardas (que aumenta os custos de transação).

isso, formas organizacionais ou mecanismos de coordenação específicos são necessários para que a transmissão da informação ocorra. Nas transações que envolvem produtos da terceira classificação de Azevedo (1997), as informações só se tornam críveis se for possível verificar, controlar e monitorar o processo produtivo do bem, o que torna o mecanismo de integração vertical o mais indicado.

A estrutura de governança eficiente para regular as transações entre atores seria, então, aquela capaz de minimizar esses custos (ex ante e ex post) para cada ator, promover maior coordenação entre eles e mais rápida adaptação às modificações no ambiente institucional, tecnológico e organizacional. Assim, os trabalhos no âmbito da Economia dos Custos de Transação vão examinar os custos comparativos de planejar, adaptar e monitorar tarefas em estruturas de governança alternativas.

Em resumo, os pressupostos adotados pela ECT são de que custos de transação existem e são diferentes de zero, o ambiente institucional não é neutro e é sujeito a análise e, por último, os indivíduos são racionalmente limitados e podem agir de forma oportunista.

Benzer Belgeler