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Belgede Evrak Tarihi ve Sayısı: (sayfa 39-48)

Quando abri a discussão, o grupo estava com posto por oito professores, um a Auxiliar de período, o Diret or, a Coordenadora Pedagógica e eu. Est a part e da reunião foi gravada e posteriorm ente transcrita. Após a transcrição, aloquei um a cor para cada participante, para que pudesse dar m aior visibilidade à dinâm ica do grupo e identificar que afirm ações ou obj eções teriam suscitado m ais negociações. Dez afirm ações feitas no texto foram discutidas:

1 Falta de funcionário

2 Presença de grades na escola como forma de coibir a liberdade dos alunos

3 Emprego seguro = descomprometimento do educador.

4 Metáforas

5 Para mandar um professor embora eu tenho que fazer muita m... (fala direta de um educador).

6 O pedido de remoção dos professores.

7 O que considero violento é a situação socioeconômica dos alunos (minha leitura final).

8 O maior problema é a centralização das decisões nas mãos da direção minha leitura final).(

9 Vocês, jun amente com os professores do mesmo período procuram negociar com os alunos algumas t , regras de convivência. No entan o, os primeiros a quebrarem esses acordos são os próprios t professores e direção(minha leitura).

10 ...Este texto mostra uma leitu a particular do que eu entendi desse cotidiano escolar...É a minha r visão...Vocês podem não estar de acordo...O que importa é discu irmos quais concordâncias e t discordâncias que o texto desperta (trecho inicial do texto).

O diagram a I possibilita visualizar a seqüência de interlocutores e o grau de envolvim ent o na discussão:

LEGENDA P1 - Professor 3o período P2 - Professor 3o período P3- Professor 3o período P4- Professora 3o período P5- Auxiliar de período D- Diretor

CP- Coordenadora Pedagógica 3o período P6- Professor 3o período

P7- Professora 3o período P8- Professora 3o período A- Pesquisador

Momento inaudível / tumulto

INÍCIO

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Dia gram a 1 – Dinâm ica da discussão.

As discussões se iniciaram com a Coordenadora Pedagógica solicitando correções quanto à falta de funcionário. Segundo ela, não é falta de professor – núm ero reduzido - e sim falta do funcionário – ausência eventual - que acarreta um núm ero grande de aulas vagas. Tal reivindicação recebeu o apoio do Diretor.

A seguir, P3 enfatiza a necessidade de acrescentar ao texto um a inform ação sobre as grades que, segundo ele, tam bém servem para proteger as pessoas que estão na escola.

Seguindo est a linha, o Diret or j ust ificou, oferecendo um panoram a histórico do porquê das grades na escola. Ele m onopolizou por um certo tem po a reunião e isto m e fez int ervir, principalm ent e quando, num dado m om ento, ele disse: P5 é testem unha. Esclareci que aquela reunião não era um a audit oria ou diagnóst ico inst it ucional, o que possibilitou um a circulação m aior de vozes a partir da entrada de P4 na discussão.

Na observação sobre “ descom prom etim ento” e “ m etáforas” usadas, destacou- se a participação de P8 cuj o discurso fora um a crítica constante à parcialidade de m inha leitura, apoiado por P7. P3 entrou na discussão sobre “ m etáforas” dando apoio à crítica de P8, m as de m aneira m ais aberta à negociação.

A discussão sobre m andar um professor em bora, não só aum entou a participação, m as tam bém a tensão no grupo. P1 identificou com o sua a fala sobre esta questão e isto deslocou em sua direção o foco que, anteriorm ente, estava em P8. Sem elhantem ente a P8, P1 verbalizou críticas às observações feit as no t ext o, tendo com o aliados P2, P7 e P8. Mas houve t am bém defesas às m inhas interpretações nas vozes de P3 e P6 ( sua única participação) . Esta fase da discussão, tom ada com o incidente crítico, será discutido em m aior detalhe a seguir.

Houve um a trégua na discussão sobre o “ pedido de rem oção dos professores” , t alvez pelo fat o de a m inha leit ura t er sido m ais sensível à t ensão pela qual o grupo passara, por ocasião do rem anej am ento das salas de aula; P1 e P7 concordaram com a m inha interpretação.

A discussão reassum iu o tom crítico quando a im agem da escola perante os futuros educadores foi abordada. P3 entrou na discussão se contrapondo às críticas encabeçadas por P8 e P1.

O Diretor, que entre os argum entos 2 e 7 havia perm anecido em silêncio, retornou à cena no argum ento 8, pedindo esclarecim entos quanto à centralização das decisões por parte da Direção. De certa form a ele retom ou o que parecia j á ter sido esclarecido no início da discussão, o que m e fez pensar que as perguntas tinham um duplo endereçam ento: a m im , que havia escrito o texto e tam bém a P1, que verbalizara as queixas quanto a essa centralização. Entendendo esta convocação, P1 argum entou que, se não houvesse centralização, deveria ter sido explicado aos alunos, então.

D: Eu queria só entender melhor essa parte da página quinze que você colocou (argumento Eu ). cen ralizo o que é pagamen o...parte burocrática...porque é parte da estru ura. Eu sempre me colocot t t

aberto ao diálogo, por isso gostaria de entender. A questão das chaves36 estamos negociando. A

nossa idéia de direção é essa, ouvindo todo mundo. Quanto à distribuição das salas, não foi aleatoriamente que o Diretor e a vice-Diretora resolveram assim, sem conversar com a coordenação. Sem conversar com os professores. E eu até já sabia que iria causar um mal estar (...)...Eu queria entender e aproveitar que a gente está na época da avaliação do ano letivo...Que decisões são essas que são cen ralizadas? Aqui na pagina 11...O P1 tinha en endido que eu que decidi pin ar a fachada t t t e não fui eu que decidi, foram os empreiteiros dentro da escola, com determinação da sub- prefeitura, e saiu daqui como se fosse o Diretor, que como tinha pouca tinta, não pintou as salas. Pelo con rário assim que eu tive recursos, eu fui pin ando toda sala.... t , t

P1: Então caberia um alerta, se realmen e foi isso que aconteceu....Em função de uma burocracia out as exigências políticas do momento, exigiram que fosse deixada de lado a sala de aula do aluno, que é a prioridade única da escola, para pintar a fachada porque é caminho do CEU.

No argum ento 9, P8 pediu esclarecim entos em tom de confronto e, quando seus colegas tentaram dar esclarecim entos, ela os interrom peu dizendo: Eu quero entender ele! Não foi ele que escreveu? Satisfeita com m eus esclarecim entos, a discussão seguiu em tom m ais am eno. P3 afirm ou que o que eles falaram durante o processo de pesquisa não foi dirigido som ente à Direção, m as a eles próprios, enquanto categoria. Em outras palavras, ele, em nom e da categoria, se m ostrou responsável pelo que foi dit o acerca da violência. A Coordenadora Pedagógica criticou a postura de alguns educadores pouco com prom etidos com as atividades da escola.

Ao encerrar, retom ei a proposta apresentada no início da reunião, m om ent o em que houve m aior part icipação do grupo. P1 reiterou sua posição de crítica ao t exto, defendendo o grupo ao qual pert encia, considerando- o coeso e unido diante dos desafios da Educação. P8 tam bém retom ou suas crít icas. Aproveit ei o m om ent o para negociar a assinatura do consentim ento inform ado, negado por P8 no argum ento 3, quando afirm ara:

P8- Tudo bem, pra falar a verdade eu fiquei chocada aqui com esse seu trabalho (...) Sinceramente...se você me pedir para assinar isso aqui eu não vou assinar, ta?

Ao térm ino dos trabalhos, todos concordaram em assinar, inclusive P8, após m eu com prom isso de incluir no texto final as alterações propostas. Considerei o encerram ent o t am bém com o incident e crít ico e o analisarei m ais det alhadam ent e, a seguir.

Belgede Evrak Tarihi ve Sayısı: (sayfa 39-48)

Benzer Belgeler