Tecavüzün Tanımlanması*
OLGUDA SEÇİCİLİK: TECAVÜZÜN TANIMLANMASI
Durante todas as análises e estudos realizados neste trabalho, percebeu-se que, para muitos profissionais, a humanização hospitalar limita-se a uma boa relação entre a equipe médica e o paciente. No entanto, pôde-se verificar, também, o quanto o espaço físico interfere diretamente nessa relação e, se adequado às condições de conforto ambiental ideal, pode atuar positivamente no processo de recuperação dos pacientes e na melhor qualidade das tarefas e procedimentos executados por todos os funcionários do hospital.
As análises realizadas pelos métodos de Givoni e Mahoney indicaram a promoção da ventilação, da alta inércia térmica e do resfriamento evaporativo como diretrizes importantes para se obter conforto nas edificações em Uberaba – MG. No HC da UFTM, sua implantação favorece a ventilação cruzada, já que está voltada para a orientação dos ventos dominantes na cidade. Em relação às materialidades, o hospital não está adequado às propriedades térmicas sugeridas pela análise de Mahoney. Para isso, a utilização de isolantes térmicos pode ser uma forma de reduzir o ganho excessivo de calor para o interior do hospital. A indicação de resfriamento evaporativo como estratégia de conforto térmico poderia ser uma oportunidade para se aproveitar os diversos espaços vazios pavimentados que o HC possui fora e dentro de seu complexo hospitalar. Criando novos usos e espaços de convivências, como jardins e pequenas praças.
As medições in loco das alas de clínicas médicas e cirúrgicas do HC indicaram um alto ganho térmico devido, também, à implantação do edifício ser voltada para as orientações leste e oeste, o que é recomendado por Mahoney apenas em regiões onde o frio é predominante. Nas médias em geral, as enfermarias do lado oeste obtiveram valores maiores de temperatura interna, principalmente durante a tarde. A partir das 12h, em todos os dias das medições, ambos os lados tiveram suas temperaturas elevadas significativamente
e saíram dos limites recomendados por Mahoney de 22ºC a 27ºC. Estas temperaturas elevadas mostram como é importante adotar as recomendações projetuais de Mahoney e Givoni para reduzir a alta sensação térmica dos interiores do HC.
Em relação à iluminação, os valores obtidos não atendem a NBR 8995-1, que recomenda para enfermarias uma iluminação geral de 100 lux e para procedimentos simples e leituras, 300 lux. É importante destacar que as cores, texturas e materialidades utilizadas nas enfermarias do HC e, também, em outras áreas do hospital, não favorecem uma percepção visual positiva para os pacientes, e isto, aliado à inadequação da iluminação artificial, pode causar efeitos negativos diversos. No entanto, através de algumas leituras de projetos observou-se como alguns hospitais têm adotado uma nova concepção visual para seus espaços. Trabalhando com iluminação adequada, mais indireta e acessível ao controle do paciente, assim como um estudo aprofundado da utilização de cores e materialidades que valorizam o espaço físico. Dessa forma, o ambiente pode passar aos pacientes sensações positivas durante o processo de recuperação, além de segurança na execução do trabalho dos funcionários e das equipes médicas.
Todos os estudos realizados neste trabalho nas alas de clínicas médicas e cirúrgicas do HC da UFTM comprovaram as diversas queixas que se ouvia das sensações de conforto do hospital e que prejudica pacientes e funcionários. Há diversas soluções que podem ser implantadas, a começar pela instalação de uma nova cobertura, que poderia reduzir significativamente a sensação de desconforto térmico interno. A instalação de isolantes térmicos nos fechamentos verticais e a criação de espaços ajardinados são outras estratégias que melhorariam o microclima do HC. Além disso, uma nova concepção visual para o hospital seria imprescindível, juntamente com a renovação do sistema
de iluminação artificial aliado a uma nova leitura das cores e materialidades empregadas, garantindo a qualidade nos exames clínicos e procedimentos, além de melhorar a forma como o ambiente é percebido por todos.
Intervenções como estas no HC podem melhorar o desconforto térmico e visual das enfermarias analisadas, diminuindo as altas temperaturas registradas e melhorando o desempenho lumínico dos ambientes. A renovação dos espaços internos com elementos visuais harmônicos e com a criação de áreas de convivência ajardinadas aliviam a sensação de enclausuramento vivida por diversos pacientes. Ao se conseguir que seus cotidianos sejam amenizados com espaços que tenham condições ideais de conforto, certamente os auxiliará nas suas recuperações físicas e psicológicas. Além disso, as atividades e os procedimentos realizados pelos funcionários tornam-se mais seguros e menos desgastantes.
Dessa forma, novas estratégias de humanização surgem nos ambientes de saúde, em que a relação entre o espaço físico e o paciente é tão importante quanto o bom atendimento dado pela equipe médica e pelo corpo de funcionários, que inclusive, pode ser melhor em espaços que sejam adequados e agradáveis.
Portanto, possibilidades existem para se conseguir atingir sensações ótimas de conforto térmico e visual. O importante e necessário é que se tenha no HC, independente de sua estrutura físico- econômica, um conjunto de ações que humanizem o processo de cura e/ou recuperação dos pacientes, assim como, os serviços realizados pelos funcionários do hospital. E, para estas ações, a compreensão de que a qualidade dos espaços físicos é imprescindível, é um dos primeiros passos para que se tenha a humanização hospitalar em sua plenitude.
7.1 SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS
Através desta pesquisa, foi observado como o desempenho térmico e o visual pode interferir na qualidade da permanência dos pacientes nas alas de clínicas médicas e cirúrgicas do HC da UFTM e, também, no cotidiano de atividades e trabalho de todos os funcionários. As análises realizadas podem servir de subsídios para outros trabalhos e contribuir para o desenvolvimento da área de conforto ambiental em ambientes hospitalares. Para isso, algumas sugestões serão apresentadas a seguir:
1) Realização de medições in loco das variáveis ambientais em outros blocos e alas do HC e em outras estações do ano, como o inverno. Além disso, também seria interessante realizar essas medições em períodos noturnos.
2) Avaliação do conforto acústico do HC, pois durante as visitas in loco, o ruído gerado por equipamentos médicos, assim como pelas reformas de ampliação, causavam grande desconforto aos pacientes.
3) Avaliação da sensação térmica, visual e acústica dos pacientes, através de entrevistas e questionários subjetivos.