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Okul gıdası logosu

Belgede Gıda etiketleme sistemleri (sayfa 38-0)

3. TÜRK GIDA KODEKSİ ETİKETLEME YÖNETMELİĞİ

3.13. Etikette Bulunan Ekstra Bilgilendirmeler

3.13.7. Okul gıdası logosu

No fundo da prática científica existe um discurso que diz: “nem tudo é verdadeiro; mas em todo lugar e a todo momento existe uma verdade a ser dita e a ser vista, uma verdade talvez adormecida, mas que, no entanto está somente à espera de nosso olhar para aparecer, à espera de nossa mão para ser desvelada. A nós cabe achar a boa perspectiva, o ângulo correto, os instrumentos necessários, pois de qualquer maneira ela está presente aqui e em todo lugar” (Foucault).

A guarda de presos condenados está atualmente sob a gerência da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo. Esta Secretaria de Estado foi criada pela Lei n. º 8.209 de 04 de janeiro de 1993, meses após o grave incidente conhecido como o massacre da Casa de Detenção de São Paulo em outubro de 1992, quando pelo menos 111 presos foram assassinados após a entrada de policiais militares da tropa de choque do Estado, supostamente visando debelar uma rebelião iniciada pelos próprios sentenciados do pavilhão nove daquela unidade prisional. Até aquele momento, a custódia de presos condenados estava sob os cuidados da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Ainda sob o comando dessa Secretaria de Estado e em 1989, durante o Governo de Orestes Quércia, “os estabelecimentos penitenciários pularam de 22 para 39 unidades” (Português, 2001, p. 36), espalhados por todo o Estado. Buscando solucionar o grave problema das superlotações de prisioneiros em Delegacias e Cadeias Públicas espalhadas pelo Estado de São Paulo e com a desativação e posterior implosão da Casa de Detenção Professor Flamínio Fávero, localizada no complexo penitenciário do Carandiru, em São Paulo, ocorrida em 08 de dezembro de 2002, o Governo do Estado de São Paulo, viu-se obrigado a realizar um mutirão de construções de unidades prisionais no Estado. O déficit de vagas para homens e mulheres condenados pela justiça persistiu e o número de instituições prisionais triplicou, após quatorze anos, saltando para 117 unidades em junho de 2003. Em São Paulo, atualmente, não se passa um mês em que não haja inaugurações de instituições penais. Exemplo dessa constatação é o Decreto n. º 48.905, de 30 de Agosto de 2004 que “cria e organiza na Secretaria de Administração Penitenciária, as Penitenciárias I e II de Reginópolis e dá providências correlatas” (D.O.E., Seç. I. São Paulo, quarta-feira, 01 set, 2004).

Em termos de posição hierárquica, os diretores das atuais instituições prisionais estão subordinados aos Coordenadores de Presídios. Atualmente, cinco Coordenadorias de Presídios respondem por uma quantidade destas instituições numa determinada região do Estado de São Paulo, além de uma Coordenadoria de Saúde, que responde por toda a política de saúde e saúde mental no interior das instituições prisionais.

Antes de 2001, ano em que foram criadas as Coordenadorias Regionais de Presídios, tínhamos basicamente seis tipos de construções destinadas a abrigar prisioneiros, cada uma delas com uma função específica: além das Penitenciárias – locais de cumprimento de pena para sujeitos já julgados e condenados pela justiça - para homens e outras para mulheres, tínhamos as Casas de Detenção – locais de cumprimento provisório de pena, para sujeitos ainda não julgados pelos seus crimes; os Manicômios Judiciários – locais destinados ao recolhimento de sujeitos considerados inimputáveis, ou seja, não passíveis de pena, os “doentes mentais” que cometem crimes; os Institutos Penais Agrícolas – locais para cumprimento de pena em regime semi- aberto, onde os prisioneiros podem trabalhar em locais externos ao presídio durante o dia, devendo recolher-se ao mesmo no período noturno; o Centro de Observação Criminológica – destinado à observação e classificação dos criminosos, além das Delegacias e Cadeias Públicas que, teoricamente, não deveriam abrigar sujeitos presos por um período longo de tempo – estas duas últimas subordinadas à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Atualmente, temos uma classificação muito mais ampla das instituições prisionais espalhadas pelo Estado de São Paulo. São elas: As Alas de Progressão Penitenciária, os Centros de Progressão Penitenciária e os Institutos Penais Agrícolas, todos eles destinados aos presos que cumprem pena em regime semi-aberto; os Centro de Detenção Provisória, que abrigam presos provisórios, sem condenação ainda pela justiça; os Centros de Ressocialização, presídios que são administrados por ONGs (Organizações Não Governamentais), construídos para, no máximo, 210 prisioneiros; as Penitenciárias Compactas – como o próprio nome sugere, são unidades penais de cumprimento de pena em regime fechado de modelo arquitetônico similar às Penitenciárias “comuns”, porém menores em termos de sua dimensão física e dos espaços internos; os Centros de Readaptação Penitenciária, locais destinados ao cumprimento de pena aos prisioneiros que tenham cometido infrações disciplinares em

outros presídios e que “devem”, pela gravidade de seu “ato de desobediência”, ser afastados do convívio dos demais prisioneiros; os Hospitais Penitenciários, que são locais de tratamento aos prisioneiros adoecidos e que necessitem de cuidados especiais; os Hospitais de Custódia e Tratamento Penitenciário, denominação recente dos antigos Manicômios Judiciários e o Núcleo de Observação Criminológica, antigo Centro de Observação Criminológica, além das Penitenciárias Masculinas e Femininas mais antigas.

Dessas unidades de cumprimento de pena, apenas as Penitenciárias Masculina e Feminina, as Penitenciárias Compactas, os Hospitais de Custódia e Tratamento Penitenciário e os Institutos Penais Agrícolas possuem, em sua estrutura física, espaços destinados às salas de aula. Outros locais de cumprimento de pena estudam alternativas possíveis à carência de espaços destinados à educação e ao trabalho dos sentenciados. Atualmente, já temos notícias de Centros de Detenção Provisória e de Centros de Ressocialização que montaram suas salas de aula.

Quando falamos em números de prisioneiros freqüentando as salas de aula das instituições prisionais temos uma contradição: dados da própria Secretaria de Administração Penitenciária – SAP22, indicavam que havia, em julho de 2003, 17.919 prisioneiros freqüentando as salas de aula nas instituições a ela subordinada. Esse número representava 24,77 por cento do número total de 94.286 prisioneiros no Estado de São Paulo, sendo 72.347 presos condenados e 21.939 presos provisórios. Dados também já comentados da Superintendência – DIAPH, da FUNAP, de setembro de 2004, dois anos e dois meses depois daqueles da SAP, mostram 15.823 alunos estudando, num universo de 80.543 prisioneiros. Tivemos então, se os dois dados forem reais, um decréscimo de 2.096 alunos, no universo total de estudantes no interior das instituições prisionais, ao invés de um esperado acréscimo, ou uma diminuição percentual de 5,12%23.

22 Dados obtidos por intermédio do CD “O Sistema Prisional está mudando...”, de edição da própria Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, elaborado pela Assessoria de Imprensa da SAP, 2003.

23 Num dos textos de Adorno (1991) que utilizamos para o estudo que fazemos, o autor cita, em vários momentos, as dificuldades em se levantar dados consolidados e, de certa forma, que expressem a precisão das informações nas instituições jurídico-penais.

Em decorrência de nossa atuação profissional, conforme dissemos logo no início deste trabalho, primeiramente como psicólogo numa instituição prisional específica, depois, como docente da Escola de Administração Penitenciária - EAP e, posteriormente, como Diretor responsável pela implantação de uma política de saúde do trabalhador em todas as instituições prisionais, na mesma EAP, tivemos o raro privilégio de visitar um grande número dessas instituições, além de adentrar e conhecer suas instalações. Como já vínhamos nutrindo o desejo de pesquisar as práticas educacionais e a sua relação com o conjunto das outras práticas, aproveitávamos o momento de visita às unidades prisionais para observar informalmente as suas escolas. Assim, não foi muito difícil optar por quais das unidades prisionais iríamos escolher para a comparação que gostaríamos de realizar.

Optamos então, em primeiro lugar por escolher duas instituições prisionais designadas como Penitenciárias; em segundo lugar decidimos que essas instituições deveriam contar com um período maior de existência, uma vez que, nelas, os processos de escolarização já estão devidamente instalados quando comparados com outras unidades prisionais de inauguração mais recente, que também visitamos eventualmente e onde os procedimentos de instalação da escola encontravam-se incipientes; em terceiro lugar, optamos por escolher uma penitenciária onde os processos educacionais se davam em salas de aula, em comparação à uma penitenciária onde esses mesmos processos se efetivavam em “celas” de aula, entendendo que essa discussão é, para nós, de caráter essencial, quando buscamos pistas para deduzir o que possa existir de diferença significativa no que se refere às repercussões para os prisioneiros num ou noutro modelo de escolarização. Também pesou na escolha, o fato de que, numa das penitenciárias, o conjunto de docentes é todo ele constituído por monitores presos, ao passo que na outra instituição, havia um misto de professores de “dentro” e de “fora” da instituição. Buscávamos possíveis diferenças nos modelos educacionais em duas instituições bastante separadas entre si na questão da distância física, entendendo que a distância de uma delas do centro administrativo da Secretaria de Administração Penitenciária e da FUNAP poderia mostrar alterações significativas quanto à condução das práticas educacionais por parte de seus gestores. Cabe dizer que essa última hipótese logo se mostrou irrelevante e sem fundamento, já que ambas, SAP e FUNAP, mantêm, regionalmente, subordinados hierárquicos que são responsáveis pelo acompanhamento sistemático – e isto sim, é questionável por conta das informações que temos de que

esse acompanhamento não é, de forma alguma, sistematizado - das políticas gerais de seus respectivos órgãos.

Tendo em vista a facilidade de ingresso pelo pesquisador24, aliado a observações anteriores que já realizamos, uma das unidades prisionais por nós escolhida, foi justamente a Penitenciária 1, localizada em município da Grande São Paulo. Inaugurada em fins de 1990, esta Penitenciária foi construída para abrigar 792 prisioneiros, distribuídos em três pavilhões ou raios, entretanto, em setembro de 2004, contava com, aproximadamente, 1100 deles. Junto com mais um Presídio, dois Centros de Detenção Provisória e uma Ala de Progressão Penitenciária compõe o que, convencionou-se chamar de Complexo Penitenciário do município que os abriga.

A Penitenciária 1 possui, no prédio destinado à escola, uma biblioteca com um acervo, em setembro de 2004, segundo os catálogos ali presentes, de 5.623 obras, entre livros de temas variados, incluindo didáticos, enciclopédias, dicionários, entre outros; uma sala utilizada para a guarda de produtos de higiene e limpeza; um sanitário destinado aos alunos; uma sala utilizada pelos professores e que também funciona como secretaria escolar e atendimento geral, e no interior desta, outro sanitário de uso dos monitores e de visitantes do setor e uma pequena sala que funciona como almoxarifado,

24 Esta facilidade mostrou-se relativa. Enquanto realizávamos etapas da pesquisa anterior à consolidação dos dados, tivemos que aguardar autorização legal do poder judiciário do Estado para que pudéssemos ingressar nessa Penitenciária como pesquisador. Diferentemente da instituição prisional que chamaremos de penitenciária 2, por nós elencada para a pesquisa e que autorizou de pronto o nosso ingresso na mesma, o trâmite burocrático para se conseguir autorização na penitenciária 1, mostrou-se um grande dificultador para o trabalho de pesquisa naquele momento. Nosso pedido de autorização para a pesquisa nessa penitenciária circulou, primeiro, pela Direção Geral da Instituição Prisional, depois, pela Coordenadoria de Presídios da região onde se localiza, na seqüência, pela Vara de Execuções Criminais responsável e, soubemos depois, ainda pela Promotoria Pública do Estado. Procedimentos completamente diversos entre uma unidade prisional, que nos autorizou de pronto o ingresso e outra que houve por bem, enviar nosso pedido à instancias superiores. Esse fato, para além de curioso, vem somar pontos à nossa suspeita de procedimentos muito peculiares por parte de quem dirige essas instituições.

guardando os materiais didáticos utilizados no dia a dia da escola, além de cinco salas de aula25, conforme figura nº 1.

Figura nº 1 – croqui da penitenciária 1 (escala aproximada: 1 cm = 20 metros)26.

25 Quando realizamos uma primeira visita de campo à esta penitenciária, funcionava, no recinto escolar, um mini-escritório onde podíamos escutar, quase que ininterruptamente, uma impressora matricial muito barulhenta. Naquela ocasião, pudemos sentir a dificuldade dos alunos para estabelecer um nível adequado de concentração para as matérias que lhes eram transmitidas caso a impressora estivesse em uso. Quando realizamos uma nova visita de campo, em setembro de 2004, já não existia esse mini-escirtório.

Legendas:

1 – Portaria 13- Sala de aula 3

2 – Almoxarifado 14- Sala de aula 4

3 – Prédio da administração- diretoria geral 15- Sala de aula 5 4 – Administração – diretoria seg. e disciplina 16- Cozinha Geral 5 – Diretoria de reabilitação e diretoria escolar 17- Oficinas de trabalho

6 – Inclusão 18- Raio ou Pavilhão 2

7 - Raio ou Pavilhão 1 19- Raio ou Pavilhão 3 8 – Enfermaria 20- Celas disciplinares 9 – Biblioteca 21- Gaiola dos raios 2 e 3 10- Sala de atendimento/professores 22- Gaiola do raio 1 11- Sala de aula 1 23- Galeria ou Radial

12- Sala de aula 2

____ = portões com funcionários de vigia -- -- = portões abertos

Sem a característica, já observada por nós, de gradear todo o seu espaço escolar, diferentemente do que observamos na penitenciária 2, em setembro de 2004, estavam matriculados em sua escola, 471 alunos, indicando um aumento de 102 alunos em relação à agosto de 2003, data de nossa primeira observação de campo. Esse número (471) representa um percentual de, aproximadamente, 42, 81% quando comparado com a população de prisioneiros, bem acima, portanto, da média percentual geral de alunos para o sistema prisional paulista de 19,65 %, conforme já dito anteriormente.

A segunda instituição escolhida para a comparação que queríamos, e que designaremos de penitenciária 2, está localizada no extremo oeste do Estado de São Paulo, distante 620 quilômetros do centro de São Paulo e bem próxima à divisa de Estado com o Mato Grosso do Sul. É uma das mais antigas penitenciárias de São Paulo. Sua inauguração aconteceu à 05 de dezembro de 1961 e foi “a primeira de uma série de Penitenciárias Regionais de acordo com a moderna técnica penitenciária adotada pelo Departamento dos Institutos Penais do Estado”, segundo documento desse Departamento – DIPE, datado de 1967 (Secretaria de Estado dos Negócios da Justiça,

26 Diferentemente da figura nº 2, que é a reprodução fiel de uma planta da penitenciária 2, a figura nº 1 foi elaborada a partir da observação e da medição dos espaços internos da penitenciária 1 pelo pesquisador, tendo em vista a dificuldade em se conseguir material similar junto à administração dessa instituição. Alguns espaços do croqui da penitenciária 2 foram deixados sem identificação propositadamente, por serem espaços que não interessam para a pesquisa em questão.

1967). Em decorrência de sua distância física em relação ao centro da cidade de São Paulo, a penitenciária 2 foi, durante muitos anos, utilizada como unidade penitenciária de “castigo”, para onde eram enviados os prisioneiros que mantinham, mesmo detidos, uma “conduta reprovável do ponto de vista de quem administrava as outras unidades prisionais existentes. Parece que a finalidade desse procedimento, incluído na “moderna técnica penitenciária”, era a de penalizar o prisioneiro retirando dele aquilo que ainda lhe restava de “mais sagrado”, a presença próxima de seus familiares. Durante muitos anos, as celas dessa penitenciária abrigaram apenas um prisioneiro. Com o passar dos anos e com a exigência de vagas no sistema prisional, as celas dessa penitenciária foram reformadas e adaptadas para receber dois prisioneiros.

A presença de múltiplas grades em seu interior contrasta com aquela primeira imagem que temos dessa penitenciária. Sua estrutura física exterior lembra antes um hospital ou ainda uma instituição de abrigo para pessoas que necessitam de atenções especiais. As suas muralhas só podem ser avistadas quando ultrapassados os dois primeiros portões que, contrastando igualmente com os portões de grade de ferro localizados no interior, são constituídos de madeira maciça.

No recinto escolar, localizado na mesma posição em que o encontramos na penitenciária 1, temos uma biblioteca com um acervo de, aproximadamente, 3.000 títulos, entre livros – didáticos ou não, enciclopédias e dicionários e que também serve como sala de professores. Dentro dessa biblioteca, temos um sanitário de uso exclusivo de monitores, funcionários e visitantes da instituição. Além dela, encontramos ainda, quatro salas de aula, todas elas com seus portões de acesso gradeados, imitando celas. Em todas as “celas” de aula, encontramos um sanitário, para uso dos alunos (vide figura nº 2).

A penitenciária 2, contabilizava, em maio de 2004, quando realizamos nossa segunda observação de campo, 797 prisioneiros, divididos em dois pavilhões ou raios inferiores e dois pavilhões ou raios superiores. Inicialmente projetada para abrigar prisioneiros em celas individuais, hoje esta penitenciária comporta em cada cela, dois prisioneiros. Naquela ocasião, 375 alunos estavam matriculados na escola da instituição, ou 47,05% em relação ao número total de reclusos. Esse número (375) representava, em relação a agosto de 2003, quando realizamos nossa primeira investigação de campo, um decréscimo de 103 alunos. Em relação ao percentual geral de alunos no sistema prisional do Estado, o índice de 47,05 também é muito superior (vide nota de rodapé nº

12). Esse percentual também é superior ao encontrado na Penitenciária 1. Diferentemente da Penitenciária 1, onde todos os monitores foram recrutados a partir da população reclusa, nesta unidade prisional, quatro monitores são oriundos da própria população carcerária, dois monitores são contratados pela FUNAP e três são professores da rede municipal de ensino27.

Figura nº 2 – croqui da penitenciária 2 (escala aproximada: 1cm = 15 metros)

27 Segundo os dados da Superintendência DIAPH/FUNAP de setembro de 2004, 63 monitores em ação no sistema prisional paulista eram contratados via CLT, pela própria Fundação, 196 monitores eram estagiários, 100 monitores eram presos e 97 monitores pertenciam a instituições parceiras da SAP (Secretarias Municipais e Estadual de Educação e Fundação Roberto Marinho).

Legendas:

Administração – Lado esquerdo – diretorias de reabilitação, educação e segurança e disciplina. Lado direito – diretoria geral

1 – Portaria 13 – Salão de visitas

2 – Cozinha Geral 14 – Oficina “Regina”

3 – Refeitório dos funcionários 15 – Sala vazia

4 – Oficina “Regina" 16 – Oficina de artesanato 5 – Oficina de carteiras 17 – Oficina de artes 6 – Sala de aula nº 4 18 – Oficina gráfica 7 – Sala de aula nº 3 19 – Galeria ou Radial

8 – Sala de aula nº 2 20 – 1ª Gaiola

9 – Sala de aula nº 1 21 – 2ª Gaiola (escola) 10- Salão de visitas (19 metros X 9 metros) 22 – 3ªGaiola

11- Biblioteca 23 - Barbearia

12 – Oficina de Encadernação

Temos assim, duas unidades prisionais de mesma finalidade em relação ao tipo de prisioneiro que recebe. Tanto a penitenciária 1 quanto a penitenciária 2 são unidades de cumprimento de pena em regime fechado. Ambas são consideradas de porte médio e de segurança máxima e ainda, são consideradas unidades departamentais, indicando uma hierarquização composta de Diretor de Departamento, Diretores de Divisão e Diretores de Serviço. Os funcionários responsáveis pela segurança interna são todos Agentes de Segurança Penitenciária.

Possuem algumas diferenças, principalmente, em relação à estrutura física de suas instalações. Aproximadamente trinta anos separam as datas de suas construções e respectivas inaugurações. Estão separadas fisicamente por uma distância considerável. Uma localizada na Grande São Paulo, próxima então, do centro político do Governo, da Administração Penitenciária, da FUNAP e da Escola de Administração Penitenciária, órgão responsável pela troca de informações entre os funcionários de instituições prisionais e a outra, já próxima de outro Estado da Federação e longe, portanto, do que chamamos de centro político das propostas para o setor.

Ao que sabemos, as únicas informações trocadas pela equipe dirigente das duas instituições se referem, basicamente, às transferências de prisioneiros entre ambas, já que o cotidiano das instituições prisionais é pautado pela administração de conflitos, tais como, da possibilidade de rebeliões, de fugas de prisioneiros, de brigas ou outros eventos que possam colocar em risco a vida das pessoas que habitam o local ou mesmo

a segurança da instituição, além da permuta entre prisioneiros quando da conveniência de uma ou de ambas as partes. Desconhecemos haver intercâmbio de informações pertinentes à escolarização de seus internos e aqui temos algo que também poderemos

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