• Sonuç bulunamadı

2.1. Okul Öncesi Eğitim

2.1.1 Okul Öncesi Eğitimin Önemi

É permitido pessoas não-residentes realizarem investimentos no Brasil. Segundo Alberto Xavier373 374

: “Juridicamente, o investimento representa a aquisição do direito a um rendimento, precisamente porque o capital é o ‘stock’ de que brotam os frutos em que o rendimento se traduz”.

Fiquemos com três dos títulos sob os quais comumente pessoa não- residente investe no Brasil, a saber: i) a título de constituição de uma sociedade, ou aquisição dos direitos relativos a uma sociedade já existente; ii) a título de empréstimo ou financiamento; iii) a título de transferência de tecnologia. A cada um deles corresponde uma modalidade específica de investimento: o investimento societário, o investimento

financeiro e o investimento tecnológico375

.

Investimentos tais quais os acima indicados podem ser realizados de diversas formas, cada qual determinando a maneira que deve ser verificado seu custo de aquisição, para fins de apuração da base de cálculo do imposto sobre renda decorrente de ganho de capital.

373 XAVIER, Alberto. O conceito de capital estrangeiro. Direito tributário e empresarial – pareceres. Rio de Janeiro: Forense, 1982, p. 332.

374 O citado autor contrapõe a noção de investimento à de haveres. Enquanto a primeira categoria caracteriza-se pela aptidão de produzir rendimentos, a segunda não tem esse condão. XAVIER, Alberto. O conceito de capital estrangeiro. Direito tributário e empresarial – pareceres. Rio de Janeiro: Forense, 1982, p. 332.

375

XAVIER, Alberto. O conceito de capital estrangeiro. Direito tributário e empresarial – pareceres. Rio de Janeiro: Forense, 1982, p. 334.

Pode a pessoa não-residente realizar investimento no Brasil mediante ingresso de moeda estrangeira neste País, segundo regime determinado pela Lei n.º 4.131/62. O valor ingressado nesses termos deverá ser registrado junto ao Banco Central do Brasil, por meio eletrônico376

, consoante disposto na Resolução Conselho Monetário Nacional n.º 2.337/96 e Circulares Banco Central do Brasil n.º 2.731/99, 2.816/00 e 2.997/00377378

.

Na eventualidade de alienação, liquidação ou reembolso do investimento deverá ser verificada a realização ou não de ganho de capital. Para tanto devem ser comparados o valor pelo qual foi praticado o ato de alienação, liquidação ou reembolso e o valor do custo de aquisição do investimento em moeda estrangeira.

Isso porque não se cuida de investimento em moeda nacional referenciado em moeda estrangeira. Há ingresso de moeda estrangeira no Brasil, razão pela qual o seu equivalente em Reais deve servir como custo de aquisição na apuração de ganho de capital. Cuida-se, pois, de regime estabelecido pela Lei n.º 4.131/62379 380. O

376 Através do módulo denominado: i) “RDE-IED”, no caso de investimento societário; ii) “ROF”, no caso de investimento financeiro; iii) simplesmente “RDE”, no caso de investimento tecnológico.

377

O registro do capital estrangeiro é condição para o seu retorno, bem como remessa de dividendos, juros, “royalty” etc. Lei n.º 4.131/62, artigo 3º.

378

O sistema financeiro e monetário brasileiro tem a sua estrutura básica prevista na Lei n.º 4.595/64, que criou, também, o Conselho Monetário Nacional e o Banco Central do Brasil. O artigo 4º da Lei n.º 4.595/64 delegou ao CMN, dentre outras, competência para: (i) fixar as diretrizes e normas de política cambial, inclusive quanto à compra e venda de ouro e quaisquer operações em moeda estrangeira; (ii) outorgar ao Banco Central do Brasil o monopólio das operações de câmbio quando ocorrer grave desequilíbrio no balanço de pagamento ou houver sérias razões para prever tal situação; e (iii) baixar normas que regulem as operações de câmbio, inclusive "swaps", fixando limites, taxas, prazos e outras condições. O BACEN tem competência, ainda, conforme artigo 10 da Lei n.º 4.595/64, para: (i) exercer o controle dos capitais estrangeiros, nos termos da lei; (ii) ser depositário das reservas oficiais de ouro e de moeda estrangeira; e (iii) conceder autorização para as instituições financeiras praticarem operações de câmbio. 379 Determina o artigo 690, II, do Regulamento do Imposto sobre a Renda, aprovado pelo Decreto n.º 3.000/99, que não se sujeitam ao imposto sobre a renda na fonte os valores, em moeda estrangeira, registrados no Banco Central

do Brasil, como investimentos ou reinvestimentos, retornados ao seu país de origem. Não se cuida de isenção a

determinação desse dispositivo. Só se isenta aquilo que, sem a previsão de isenção, é passível de tributação. Se o custo de aquisição é em moeda estrangeira, por óbvio que tudo aquilo que não exceda a isso, em moeda estrangeira, não estará sujeito a imposto sobre a renda. O dispositivo em tela, a despeito da ausência de referência expressa, a nosso ver, tem como fundamento a Lei n.º 4.131/62.

380 Luciana Rosanova Galhardo, Giarcarlo Chamma Matarazzo e Ricardo Mariz de Oliveira entendem também que, nesse caso, deve o custo de aquisição ser verificado em moeda estrangeira, todavia, por razões distintas das nossas. GALHARDO, Luciana Rosanova e MATARAZZO, Giancarlo Chamma. Ganho de capital – não residentes – garantia dos investimentos estrangeiros no Brasil. Revista dialética de direito tributário, n.º 74. Dialética, 2001, p. 94;

registro do investimento junto ao Banco Central do Brasil será elemento probatório desse custo de aquisição381.

Pode acontecer de uma pessoa não-residente adquirir de outra, também não-residente, investimento no Brasil, adquirido pela última mediante ingresso de moeda estrangeira no País. Neste caso, o registro será transferido ao novo investidor, sem qualquer alteração com relação ao nele reportado.

Segundo nos ensina Alberto Xavier382, comentando a questão quanto

a investimento societário especificamente: “Nesta hipótese, ocorre que o novo investidor adquirente das participações societárias sucede nos direitos de natureza cambial que a lei reconhecia ao investidor anterior, representados no certificado de registro, notadamente no direito ao retorno de capital, de remessa de lucros e de reinvestimento”.

No entanto, deixará o custo de aquisição do investimento de equivaler ao valor expressado pelo registro junto ao Banco Central do Brasil, o qual corresponderá ao montante efetivamente desembolsado pelo novo investidor, demonstrável no Brasil, na eventualidade de futura apuração de ganho de capital, mediante apresentação de documento traduzido para a língua portuguesa por tradutor juramentado e registrado em cartório de títulos e documentos383

.

A se admitir que, para o novo investidor, o custo de aquisição continuará correspondendo ao montante registrado no Banco Central do Brasil, raciocínio dessa ordem conduziria ao absurdo do preço pago por um terceiro (investidor anterior) ser a referência para apuração de ganho de capital em alienação promovida pelo novo investidor, e não o valor pago por ele próprio.

MARIZ DE OLIVEIRA, Ricardo. Repatriamento de capital estrangeiro – outras formas de extinção – ganhos de capital em geral. Guia IOB – imposto de renda pessoa jurídica. São Paulo: IOB, 2001, Procedimento XIII.4.

381 TÔRRES, Heleno Taveira. Direito tributário internacional – planejamento tributário e operações transnacionais. São Paulo: RT, 2001, p. 569.

382

XAVIER, Alberto. Direito tributário internacional do Brasil, 5ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2002, p. 440-441. 383

Mais uma vez aproveitamos para transcrever as lições de Alberto Xavier384: “Isso significaria afrontoso atropelo ao próprio conceito de ganho de capital –

indissociavelmente ligado ao de acréscimo patrimonial, constante do art. 43 do Código Tributário Nacional – na medida em que se compararia um acréscimo de valor, não com o patrimônio próprio preexistente (preço de aquisição efetivo), mas com o patrimônio de um terceiro , o anterior investidor (valor do certificado do registro). Por outras palavras: seria transformar um simples meio de prova de um custo de aquisição (certificado de registro), no próprio objeto da prova (a base de cálculo do imposto)”.

Pessoa não-residente pode, também, adquirir investimento no Brasil mediante utilização de Reais detidos neste País385

. Nesse caso, por óbvio, o custo de aquisição não será aferido em moeda estrangeira, mas sim em Reais.

É possível uma pessoa não-residente adquirir de outra, também não- residente, em moeda estrangeira, investimento no Brasil, adquirido pela última em Reais. Neste caso, o custo de aquisição será aferido em moeda estrangeira, e não Reais.

Aplicando-se o raciocínio anteriormente averbado, o que valerá é o preço pago pelo novo investidor. Se este foi em moeda estrangeira, em função de aquisição ter se operado fora do Brasil, assim será a referência para apuração de eventual ganho de capital. Tal custo pode ser demonstrado mediante apresentação de documento traduzido para a língua portuguesa por tradutor juramentado, registrado em cartório de títulos e documentos386

, que comprove o montante desembolsado pelo novo investidor.

384 XAVIER, Alberto. Direito tributário internacional do Brasil, 5ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2002, p. 440-441- 442. No mesmo sentido, ver: GALHARDO, Luciana Rosanova e MATARAZZO, Giancarlo Chamma. Ganho de capital – não residentes – garantia dos investimentos estrangeiros no Brasil. Revista dialética de direito tributário, n.º 74. Dialética, 2001, p. 92.

385 Apenas a título ilustrativo, é permitido pessoa não-residente possuir conta-corrente em Reais no Brasil, nos termos da Circular Banco Central do Brasil n.º 2.677/96.

386