ASSESMENT OF INTEROCEPTIVE AWARENESS IN PATIENTS WITH ALCOHOL DEPENDENCE
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A técnica laboratorial para confecção das restaurações e as propriedades inerentes dos materiais podem estar associadas com as falhas coesivas da cerâmica de cobertura frequentemente observadas clinicamente (Bonfante et al., 2010), uma vez que a quantidade, o tamanho e a distribuição das porosidades, assim como a inclusão de falhas, em sistemas totalmente cerâmicos podem estar relacionados ao material ou ao processo de fabricação destas restaurações (Beuer et al., 2009b; Choi YS et al., 2012).
As técnicas mais utilizadas nos laboratórios para aplicação da cerâmica de cobertura sobre a infraestrutura metálica ou cerâmica são a técnica estratificada e a técnica prensada. Mais recentemente, sistemas do tipo CAD/CAM também vêm sendo utilizados na fabricação de coroas.
Na técnica estratificada uma mistura de pó de cerâmica e líquido modelador ou água destilada é aplicada sobre a infraestrutura. O excesso de líquido é removido e a restauração é, então, levada ao forno de sinterização. Nesta técnica várias camadas são aplicadas para que a anatomia, a cor e a oclusão desejadas sejam alcançadas. Esta técnica é considerada mais sensível devido às consecutivas camadas de cerâmica de cobertura aplicadas e queimas de sinterização (Holand et al., 2000; Choi YS et al., 2012), além da maior possibilidade de incorporação de porosidades e falhas (Tsalouchou et al., 2008; Choi YS et al., 2012).
Na técnica prensada a parte correspondente à cerâmica de cobertura é esculpida em cera sobre a infraestrutura. Este conjunto é incluído em um anel de revestimento e a cera é submetida a uma queima para que evapore. O espaço deixado pela cera é, então, preenchido pela cerâmica prensada que será injetada dentro do anel de revestimento (Bonfante et al., 2010).Esta técnica garante uma estética adequada e uma boa biocompatibilidade (Rosentritt et al., 2009a). Além disso, acredita-se que a técnica prensada introduza menor quantidade de porosidades na coroa (Tsalouchou et al., 2008; Beuer et al., 2009a) e, consequentemente, diminua a incidência de falhas nas restaurações, aumentando sua resistência à fratura.
De acordo com Cheung e Darvell (2002) as porosidades introduzidas no processo de fabricação das coroas cerâmicas podem atuar como pontos de estresse para o início da trinca. Por isso, a integridade e a confiabilidade das restaurações totalmente cerâmicas com infraestrutura de zircônia são consideradas maiores quando a técnica prensada é utilizada (Taskonak et al., 2008; Bonfante et al., 2010). No entanto, as cerâmicas prensadas devem ser indicadas para áreas com pouco ou moderado estresse devido a sua menor resistência e menor tenacidade à fratura quando comparadas com as cerâmicas usadas na técnica estratificada (Anusavice, 2005).
A técnica prensada é considerada mais controlada e previsível por, teoricamente, apresentar menor incorporação de bolhas e falhas (Tsalouchou et al., 2008; Beuer et al., 2009a; Guess et al., 2013). Ao avaliar clinicamente o comportamento mecânico de próteses fixas posteriores totalmente cerâmicas feitas com cerâmica de cobertura prensada, Beuer et al. (2009a) observaram que, após 30 meses de uso, as próteses fixas não apresentaram nenhum tipo de fratura da cerâmica de cobertura. No entanto, no estudo realizado por Bonfante et al. (2010) com espécimes cerâmicos prensados, a quantidade de porosidades observadas na cerâmica foi elevada.
A presença de cristais finos dispersos na matriz vítrea das cerâmicas de cobertura prensadas é um dos fatores que podem estar relacionados ao aumento da resistência à fratura destes materiais (Albakry et al., 2003b; Shenoy, Shenoy, 2010). Cristais de leucita tendem a afetar a organização estrutural e as propriedades do material, tais como o CET e a resistência à fratura (Isgrò et al., 2005; Choi JE et al., 2011b), que aumentam proporcionalmente ao conteúdo de leucita uma vez que estes cristais reduzem a propagação das trincas dentro da cerâmica (Albakry et al., 2003a; Anusavice, 2005; Choi JE et al., 2011b). Christensen e Ploeger (2010) observaram uma incidência menor de fraturas em cerâmicas prensadas com cristais de leucita e acreditam que o melhor desempenho clínico das restaurações tenha sido devido à presença destes cristais.
Independente da técnica de aplicação há uma grande variação de incidência de fraturas na cerâmica de cobertura observada em estudos clínicos. A presença de chipping foi observada em 2% (Örtorp et al., 2009), 8% (Tinschert et al., 2008), 15,2% (Sailer et al., 2007), 20% (Raigrodski et al., 2006), 25% (Sailer et al., 2009) e 50% (Christensen, Ploeger, 2010) após 3 anos de uso e de 3% (Örtorp et al., 2012), 10% (Vult von Steyern et al., 2001) e 15% (Sailer et al., 2007) após 5 anos de uso clínico. Este tipo de fratura indica que há uma adesão suficiente entre a infraestrutura de zircônia e a cerâmica de cobertura, mas que esta cerâmica é pouco resistente (Tinschert et al., 2004; Sailer et al., 2006; Beuer et al., 2009a; Preis et al., 2013).
Por isso, Bonfante et al. (2010) acreditam que a técnica de aplicação da cerâmica pode ser um fator menos relevante na integridade das cerâmicas de cobertura do que o CET, a taxa de resfriamento, a espessura da cerâmica e o desenho da infraestrutura.
De acordo com Bindl et al. (2006), para aumentar o custo/benefício das restaurações totalmente cerâmicas é necessário que todo o processo de obtenção da restauração seja feita por meio de blocos
e da tecnologia CAD/CAM para que haja uma redução no tempo de fabricação.
Recentemente, foi lançada no mercado odontológico uma nova técnica de fabricação de coroas unitárias e próteses fixas. Nesta técnica, utilizando o sistema CAD/CAM/CEREC, o modelo em gesso obtido do paciente é escaneado e, tanto a infraestrutura quanto a cerâmica de cobertura, são desenhadas no software. A infraestrutura é usinada e sinterizada em forno apropriado e a cerâmica de cobertura, com a forma anatômica final da coroa, é usinada a partir de um bloco de cerâmica feldspática sinterizada. Por fim, a cerâmica de cobertura é cimentada sobre a infraestrutura, obtendo-se a restauração final.
Desta maneira, o fabricante sugere que, por não haver sucessivas queimas dos materiais com diferentes CET, desarmonias térmicas são evitadas e, consequentemente, o risco do surgimento de chipping é reduzido. Além disso, o amortecimento da camada de cimento resinoso traria uma liberdade de tensões entre a infraestrutura e a cerâmica de cobertura. Outra vantagem está na ausência ou menor quantidade de falhas internas na restauração uma vez que o bloco cerâmico é produzido industrialmente e é mais homogêneo (Beuer et al., 2009b; Christensen, Ploeger et al., 2010; Guess et al., 2010; Schmitter et al., 2012a;Guess et al., 2013).
Existem poucas pesquisas que avaliaram este tipo de sistema (Beuer et al., 2009b; Choi YS et al., 2012; Schmitter et al., 2012a;Preis et al., 2013; Schmitter et al., 2013) e, ainda assim, poucas informações estão disponíveis sobre esta técnica.