3.5. Araştırma Bulgularının Değerlendirilmesi
3.5.6. Normal Dağılıma Uygunluk Testleri ve Korelasyon Analizi
A metodologia da pesquisa colocou ênfase no uso de técnicas participativas. Estas tinham como objetivo: a) conhecer as áreas estudadas em todos os seus aspectos
relevantes para os fins da pesquisa; b) trabalhar com os moradores com a finalidade de engajá-los nos projetos nas duas áreas selecionadas para o trabalho de campo e c) obter informações que respondessem aos tópicos estudados, conforme o quadro que orientou a pesquisa, e que contribuíssem para alcançar os objetivos propostos.
As técnicas participativas usadas baseiam-se na metodologia de Avaliação Rural / Rápida Participativa (PRA) e no método SARAR, cuja sigla remete às noções de auto- estima, associação, capacitação, planejamento-ação, e responsabilidade. Esses métodos foram desenhados para criar um ambiente de aprendizagem que provocasse a reflexão e a ação. Eles ajudam os participantes a serem espontâneos e criativos e os motivam a aceitar e assumir papéis mais ativos, especialmente no setor de água, saneamento ambiental e higiene (SRINIVASAN, 1990; NARAYAN, 1993).
O uso das técnicas buscou suporte nas considerações por Mukherjee e van Wijk (2003) sobre as vantagens do seu uso. Essas autoras esclarecem que as técnicas participativas possibilitam uma representação visual rápida das condições locais e práticas, minimizando os vieses da informação que resulta da linguagem falada. Qualquer pessoa pode participar, mesmo aquelas com baixo nível de escolaridade. Os participantes sentem-se livres para apresentar seu conhecimento, suas opiniões e seus interesses sobre cada tema. Assim, são vários os tipos de pessoas que chegam a expressar seu pensamento sobre um assunto, e a informação obtida é rica e bastante elucidativa. Para os mais pobres, expressar-se através dessas técnicas é mais fácil do que falar em público ou em entrevistas, pois o processo não se limita nem se influencia pelas pessoas externas ao grupo de moradores. O processo coletivo das técnicas participativas ajuda a ter informação que reflita melhor a realidade local. Muitas vezes, ao usar técnicas participativas, a discussão faz com que os participantes descubram problemas no seu ambiente que não haviam notado antes. Os resultados são compartilhados imediatamente, abertos a análises e conclusões por todos. As pessoas ficam donas dos conhecimentos gerados e podem atuar imediatamente sobre os resultados.
Em geral, gerentes de grandes projetos de abastecimento de água, saneamento e drenagem não usam técnicas participativas, já que a informação obtida por meio delas é predominantemente qualitativa. O tipo de dado produzido não é apropriado para grandes
agregações, análises estatísticas nem para a construção de um banco de dados ao longo de muitos anos. A comparação dos resultados entre as comunidades e suas características comuns é limitada já que os indicadores e os modos de investigação são diferentes. Outro aspecto considerado como uma desvantagem pelos gerentes de grandes projetos é que os métodos participativos usam amostras menores, e os dados de um pequeno número de localidades nem sempre satisfazem todas as necessidades de monitoramento extensivo. Por outro lado, prevalece a ideia de que os métodos participativos são sempre mais demorados do que os levantamentos, ainda que há muitos exemplos de diagnósticos rurais rápidos que, quando comparados com os levantamentos de tipo tradicional, resultaram em prática menos onerosa e mais rápida. Não existe a ‘cultura’ entre os empreendedores de grandes obras hidráulicas de usar as técnicas participativas.
Quando se trabalha com os moradores, há que se dar muita atenção para o controle da qualidade da informação obtida, pois não é fácil conseguir dados de maneira bastante objetiva. Isso porque, muitas vezes, os condutores se deixam levar pela novidade da técnica e pelo envolvimento dos participantes e acabam por induzir atitudes e comportamentos. Os condutores da atividade devem ter facilidade no contato com moradores e ter a sua confiança. É necessário também que tenham experiência com o uso das técnicas participativas. Disso dependem a qualidade e a validade dos resultados. Algumas pequenas regras devem ser seguidas, como, por exemplo, estimular que pessoas comuns, homens e mulheres participem e não apenas os mais bem informados e os líderes ou os mais ricos da comunidade. É importante conseguir o entrosamento entre condutores e moradores durante todo o processo. Ao trabalhar com muitos grupos, é importante que todos eles tragam informações padronizadas para mais tarde poder tirar conclusões quanto ao padrão de determinados comportamentos. Na reunião geral para desenhar o monitoramento, é preciso que os moradores cheguem a conclusões quanto à veracidade da informação resultante das técnicas. Devem checar se aspectos importantes foram vistos e se existem realmente grandes diferenças quanto a comportamentos e atitudes e ainda quanto ao abastecimento de água, ao esgoto e ao lixo, entre os grupos sociais presentes. As entrevistas de acompanhamento com os participantes têm o propósito de complementar as informações levantadas e a sua validade.
Durante o trabalho com moradores, os condutores das dinâmicas procuram levar esses aspectos em consideração. No entanto, nem sempre é possível ater-se às considerações aqui mencionadas. Técnicos condutores das atividades chegam a contribuir no desenho do mapa da localidade, atividade que deveria ser exclusivamente levada a cabo por moradores. Algumas vezes, lideranças com forte poder de influência e candidatos a cargos eletivos chegam a desviar o foco da atividade para temas não relacionados com a situação da água urbana. Também desentendimentos entre os condutores da atividade podem levar uma reunião a não atingir seus objetivos. No Capítulo 5 são descritas as circunstâncias de realização das dinâmicas nas duas áreas da pesquisa. A descrição detalhada do processo de trabalho de campo é semelhante a um diário onde se anota as falhas e os sucessos com o intuito de alertar para as dificuldades inerentes aos processos participativos.