81 Linda Hutcheon, Irony’s Edge: The Theory and Politics o f Irony, Routledge, 1994, s
4.2. N e ft Divanında İron
4.2.2. Nef’î Dîvanında İroni Örnekleri:
Nesta seção apresentam-se os procedimentos utilizados na coleta de dados. Ela contém 2 subseções. Na primeira, descreve-se o processo para definição da população e obtenção de uma amostra probabilística dessa população, bem como se expõem as considerações para definição do tamanho da amostra. Na subseção seguinte, abordam-se os procedimentos adotados para coleta de dados.
8.4.1 Definição da população e obtenção de uma amostra probabilística
Conforme exposto no Capítulo 5, a população alvo do estudo é formada pelas grandes empresas nacionais, privadas, não orientadas a projetos. As empresas que compõem esta população foram identificadas a partir da lista das 500 maiores empresas em vendas no ano de 2006, conforme a revista Exame Melhores & Maiores (2007, p. 112-131). Nessa lista, 248 são empresas privadas e com controle acionário exclusivamente por brasileiros, 38 são estatais e 214 são de capital misto ou controladas por estrangeiros. Dentre as 248 empresas, 4 são orientadas a projetos (construtoras, tais como Camargo Correa e Andrade Gutierrez), que também devem ser excluídas. Adicionalmente, algumas empresas aparecem mais de uma vez na lista devido a possuírem unidades de negócios independentes juridicamente, por exemplo, Gerdau Aços Longos (38ª. posição) e Gerdau Comercial de Aços (151ª. posição). Houve casos ainda em que se descobriu que uma empresa é controlada por outra empresa de maior porte, por exemplo, Braskem (12ª. posição) e Copesul ( 34ª. posição). Em ambas as situações, adotou-se a premissa de que a TI é corporativa e eliminou-se da lista a empresa em posição inferior em vendas. Ao final deste procedimento, obteve-se a lista com 231 empresas exibida no Anexo E, que contém a população alvo do estudo.
Definida a população, o próximo passo consistiu em determinar o tamanho de amostra requerido. A definição do tamanho da amostra é uma decisão complexa, sujeita a uma série de considerações, que incluem a estratégia de amostragem, tipos de estimadores, aspectos econômicos e práticos, além de considerações estatísticas (PEDHAZUR; SCHEMELKIN, 1991, p. 336). A escolha final do tamanho levou em consideração fatores econômicos e práticos. Em função da freqüente dificuldade e demora em se conseguir acesso a executivos do mundo corporativo, adotou-se uma amostra com o menor tamanho possível. Uma vez que se objetiva a aplicação de análise discriminante ao modelo conceitual exibido na Figura 9, foram seguidas as recomendações de Hair et al (1998, p. 258) para determinação do tamanho de amostra quando da aplicação dessa técnica. Os autores sugerem um mínimo de 5 observações para cada variável independente e no mínimo 20 observações para cada grupo. Há quatro variáveis independentes no modelo (os quatro construtos na Figura 9) e dois grupos (com EP-TI e sem EP-TI). Portanto, a amostra mínima deve ser de 40 empresas. Quando os grupos variam intensamente em tamanho, os autores alertam para possíveis impactos na estimativa dos coeficientes da função discriminante. Nessa pesquisa, porém, obteve-se uma
amostra com tamanhos comparáveis em cada grupo ( 20 com EP-TI e 20 sem EP-TI), portanto não há necessidade de nenhuma providência neste sentido. Cabe ressaltar que o resultado 20 com e 20 sem foi casual.
Uma prática freqüentemente usada na aplicação de análise discriminante é a divisão da amostra em duas, sendo uma usada no desenvolvimento da função discriminante e outra usada para validação da função. Entretanto, conforme observado por Hair et al (1998, p. 259) isto só é razoável em pesquisas em que o pesquisador dispõe de uma amostra suficientemente grande, por exemplo, maior do que 100. Nesta pesquisa, a amostra tem 40 observações; portanto, construiu-se a função discriminante com todos os elementos da amostra. O teste de validade será feito com a própria amostra, o que deve resultar em um viés positivo de acurácia de previsão (Hair et al, 1998, p. 259).
O passo seguinte consistiu em obter a amostra probabilística da população. Inicialmente, sortearam-se as empresas sem uma preocupação em garantir uma presença relativamente uniforme na amostra de empresas de diferentes portes. Quando já tinham sido coletados dados em diversas empresas, notou-se que a amostra continha um número desproporcional de empresas de menor porte. A partir deste momento, decidiu-se aplicar o método de amostragem probabilístico sistemático, procurando assim ter uma representação relativamente uniforme de empresas na amostra em função da ordem de classificação na lista da revista Exame Melhores & Maiores (2007). Assim, quando uma empresa se recusava a participar, ao invés de sortear uma nova empresa, que poderia ter um porte totalmente diferente, selecionou-se a empresa seguinte na classificação.
A Tabela 11 resume dados sobre o porte das empresas na população e na amostra. Pode- se notar que tanto em termos de ordem de classificação como em termos de vendas as empresas de menor porte na população têm uma presença na amostra moderadamente inferior à presença na população. O efeito deste viés foi investigado inserindo a variável porte como mais uma variável independente no modelo discriminante obtido. A análise foi feita usando-se regressão logística, e seus resultados são apresentados no Anexo F. Constatou-se que esta nova variável não é significativa, ou seja, o porte da empresa não discrimina os grupos. Logo, o pequeno viés da amostra não preocupa.
Tabela 11: Comparação por porte entre as empresas na amostra e na população
Critério População Amostra
1-100 34 (15%) 7 (18%) 101-200 41 (18%) 9 (23%) 201-300 49 (21%) 8 (20%) 301-400 56 (24%) 10 (25%) 401-500 51 (22%) 6 (15%) Classificação Total 231 (100%) 40 (100%) > 5 bi 7 (3%) 2 (5%) > 1bi e < 5 bi 53 (23%) 13 (33%) < 1 bi 171 (74%) 25 (63%) Vendas (US$) Total 231 (100%) 40 (100%)
8.4.2 Procedimentos adotados no campo
De posse do nome da empresa sorteada, entrou-se em seu site na internet para descobrir um telefone para contato com a empresa. Quando não havia um número telefônico disponível, enviou-se um e-mail apresentando a pesquisa e seus objetivos, bem como solicitando um telefone para contato. Em seguida, através de contato por telefone, obteve-se o nome, endereço e telefone do principal executivo de TI dentro da empresa. A seguir, enviou-se a esses executivos um e-mail ou carta de apresentação da pesquisa e de seus objetivos. Uma semana após o envio, telefonou-se a esses executivos visando esclarecer eventuais dúvidas sobre os objetivos da pesquisa, confirmar a disponibilidade da empresa em participar da pesquisa, identificar se a empresa tem ou não EP-TI e agendar a entrevista pelo telefone. Várias tentativas geralmente foram necessárias até finalmente conseguir o agendamento.
Um dia antes da data combinada, enviou-se por e-mail o questionário, desta forma permitindo agilizar a conversa pelo telefone caso o respondente tivesse lido as perguntas previamente. No dia e hora combinados, telefonou-se ao executivo e acompanhou-se sua leitura e resposta às perguntas, que iam sendo anotadas pelo pesquisador. Acredita-se, assim, ter sido possível garantir a qualidade dos dados coletados na pesquisa, evitando tanto mal- entendidos como outros desvios no processo de coleta dos dados. Outra vantagem deste
procedimento foi permitir a simplificação do questionário, pois foi possível enviar o questionário apropriado aos respondentes, uma vez que se sabia se a empresa tem ou não tem EP-TI.
Quando necessário, descartou-se uma empresa e passou-se à empresa seguinte na lista, conforme procedimentos descritos na seção 8.4.1. Isto ocorreu quando não foi possível fazer contato com executivos de TI da empresa, ou ainda quando os executivos se recusaram a participar da pesquisa. Para obter respostas de 40 empresas, enfrentou-se a recusa direta ou indireta de 14 empresas, ou seja, foi preciso entrar em contato com 54 empresas para conseguir dados de 40 empresas. Os motivos de recusa foram variados; os principais foram falta de tempo, política da empresa de não responder a pesquisas, falta de resposta após sucessivas tentativas de contato e, finalmente, mudanças na empresa tornavam inoportuna a participação em pesquisas. Conforme veremos na seção 9.2.1, não houve um padrão entre as empresas que se recusaram a participar tanto no referente ao setor como em relação ao porte.
Em 2 empresas foi possível entrevistar além do principal executivo de TI o seu responsável direto, permitindo portanto uma desejável triangulação de dados. A pontuação dos itens nesses casos foi a média das respostas dos dois respondentes. Quando a diferença entre os pontos do primeiro e segundo respondente foi maior do que 4, investigou-se se a diferença devia-se a divergências de opinião ou de interpretação. Na caso daquelas, as diferenças eram mantidas, posto que consideradas legítimas, ao passo que no caso dessas, foram prestados esclarecimentos para permitir um alinhamento das interpretações.