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Nedim Divanında İroni Örnekleri:

81 Linda Hutcheon, Irony’s Edge: The Theory and Politics o f Irony, Routledge, 1994, s

4.3. Nedîm Divanında İron

4.3.2. Nedim Divanında İroni Örnekleri:

Cabe inicialmente recordar que a população de interesse da pesquisa é formada por grandes empresas brasileiras, privadas, não orientadas a projetos. A exclusão de empresas públicas, controladas por estrangeiros e orientadas a projetos da lista das 500 maiores por vendas da revista Exame (2006, p. 112-130) produziu a lista de empresas exibidas no Anexo E. Conforme descrito em 8.4.1, uma amostra aleatória de 40 empresas foi obtida desta população. Os dados foram coletados entre fevereiro e novembro de 2008.

A Tabela 14 compara amostra e população no referente a setores econômicos. Observa- se que os setores com maior número de empresas na população apresentaram um maior número de empresas na amostra em relação a outros setores (p. ex., energia). Todavia, o setor mais numeroso – varejo - contou com apenas 2 empresas na amostra. Observa-se ainda que apenas 3 setores (diversos, indústria da construção, telecomunicações) não tiveram nenhum representante na amostra. Ademais, observa-se em alguns setores uma grande divergência entre o percentual na amostra e na população (Bens de Capital, Comunicações, Eletroeletrônicos, Farmacêutico e Indústria Digital). Não obstante, não se notam graves distorções que prejudiquem a amostra do ponto de vista da representatividade dos setores.

Tabela 14 Comparação entre empresas na amostra e na população por setores Setor Empresas na população Empresas na amostra

Atacado 17 7% 3 8% Autoindústria 7 3% 2 5% Bens de capital 3 1% 1 3% Bens de consumo 23 10% 3 8% Comunicações 4 2% 2 5% Diversos 1 0% 0 0% Eletroeletrônico 3 1% 2 5% Energia 27 12% 5 13% Farmacêutico 5 2% 2 5% Indústria da Construção 5 2% 0 0% Indústria Digital 2 1% 1 3% Mineração 9 4% 2 5% Papel e Celulose 7 3% 1 3% Produção Agropecuária 16 7% 3 8% Química e Petroquímica 15 6% 2 5% Serviços 15 6% 4 10% Siderurgia e Metalurgia 18 8% 3 8% Telecomunicações 5 2% 0 0% Têxtil 4 2% 1 3% Transporte 10 4% 1 3% Varejo 35 15% 2 5% Total 231 100% 40 100%

Conforme comentado na seção 8.4.1, a amostra apresenta um percentual de empresas de maior porte ligeiramente superior à presença observada na população, em detrimento das empresas de empresas de menor porte, cuja presença na amostra é ligeiramente inferior à observada na população. Para verificar o efeito deste viés da amostra sobre o modelo, acrescentou-se informação sobre a presença ou não de EP-TI aos dados exibidos na Tabela 11. Os resultados encontram-se na Tabela 15, cabendo lembrar que o critério mencionado na primeira coluna da tabela consiste na ordem da empresa na lista de classificação ou então nas vendas, ambas conforme a Exame Melhores & Maiores (2007). Observa-se que a

probabilidade de existência de EP-TI (coluna a/(a+b)) parece aumentar com o aumento do porte da empresa quando se considera as vendas, ao passo que quando se considera a ordem de classificação a evidência é menos clara. Este resultado não surpreende, pois com o aumento do porte da empresa é lícito supor que aumentem também os investimentos em TI. Logo, torna-se mais necessário existir um setor que ajude a direção de TI a controlar o portfolio de projetos de TI. Embora o porte da empresa seja uma variável influente, acredita- se que seu efeito foi controlado, pois a população contém apenas empresas de grande porte (a menor empresa faturou US$ 290 milhões em 2006). Por isso, o porte da empresa não é variável independente no modelo conceitual exibido na Figura 9. Os dados da amostra porém, parecem sugerir que a inclusão de uma variável no modelo para refletir o efeito do porte da empresa poderia aumentar sua validade. Esta hipótese foi explorada com o uso de regressão logística, mas não foi confirmada. Os resultados, que são apresentados no Anexo F, não indicam que a variável porte é significativa para discriminar os grupos.

Tabela 15: Porte das empresas e sua influência na existência de EP-TI

Critério Empresas na População na Amostra Empresas EP-TI (a) Tem EP-TI (b) Não tem a/(a+b)

De 1 a 100 34 15% 7 18% 6 1 86% De 101 a 200 41 18% 9 23% 6 3 67% De 201 a 300 49 21% 8 20% 2 6 75% De 301 a 400 56 24% 10 25% 3 7 60% De 401 a 500 51 22% 6 15% 3 3 100% Total 231 100% 40 100% 20 20 > 5bi 7 3% 2 5% 2 0 100% > 1bi e < 5 bi 53 23% 13 33% 10 3 46% < 1 bi 171 74% 25 63% 8 17 24% Total 231 100% 40 100% 20 20

A Figura 11 exibe o cargo dos respondentes. Observa-se que os respondentes foram os principais executivos de TI das empresas (CIO) na esmagadora maioria dos casos (30 empresas, 75% dos casos). Em 2 empresas (5 % dos casos), foi possível entrevistar não somente o CIO, mas também seu chefe direto. Finalmente, em 8 empresas (20% dos casos) o CIO indicou um de seus subordinados para a entrevista. Para essas 8 empresas, a pessoa

indicada foi o responsável pelo EP-TI quando ele existia, ao passo que nas empresas sem EP- TI a pessoa indicada foi um dos supervisores da área de TI.

30 - 75% 8 - 20% 2 - 5% Principal executivo de TI Reporta ao principal executivo de TI Principal executivo de TI e seu chefe

Figura 11: Quantidade de empresas e percentual em função do cargo do respondente

Um dos pontos críticos para a validade dos dados coletados é a familiaridade dos respondentes em relação ao contexto da área de TI e do seu portfolio de projetos. Havia uma pergunta no questionário para medir esta familiaridade (perguntas 3 do Anexo C e 2 do Anexo D). Conforme descrito na seção 8.3, caso a familiaridade fosse inferior a 5 ou menor do que 7 para empresas que tivessem criado um EP-TI antes de 2005, seria buscado outro respondente na empresa. Lembrando que a escala de familiaridade vai de 1 a 10, a distribuição das respostas apresentou as seguintes características: média 9.1, moda 10, mediana 9, mínimo 7. O valor mínimo corresponde a uma empresa com EP-TI criado após 2005. Portanto, todos os respondentes estavam habilitados a responder às perguntas do questionário.

Cabe mencionar que 14 empresas recusaram-se a participar da pesquisa, conforme indicado na Tabela 16. Não obstante, foi possível ter uma representação adequada na amostra dos setores em que houve recusas, pois se observa que não existe uma predominância de recusas em um setor, com exceção do setor varejo. Nota-se que a representatividade desse setor na amostra é menor do que na população, exatamente em virtude do número elevado de recusas de empresas deste setor em participar na pesquisa. Do ponto de vista teórico, não há razão para pensar que o fenômeno de criação de EP-TI em empresas na área do varejo seja diferente do observado em empresas de outros setores. Portanto, é lícito supor que a inclusão na amostra de mais empresas do varejo não afetaria os resultados obtidos.

Tabela 16: Setores das empresas que se recusaram a participar da pesquisa Setor Empresas na população Empresas na amostra Empresas que se recusaram Atacado 18 8% 2 6% 1 7% Autoindústria 7 3% 2 6% 1 7% Indústria da Construção 5 2% 0 0% 1 7% Mineração 10 4% 2 6% 1 7% Papel e Celulose 7 3% 1 3% 1 7% Produção Agropecuária 16 7% 3 8% 1 7% Química e Petroquímica 15 6% 2 6% 1 7% Serviços 15 6% 2 6% 1 7% Siderurgia e Metalurgia 18 8% 3 8% 2 14% Têxtil 4 2% 1 3% 1 7% Varejo 35 15% 2 6% 3 21% Total 150 64% 20 58% 14 100%

A Tabela 17 mostra os motivos da recusa em participar na pesquisa. Se considerarmos que as empresas que não respondem a contatos após inúmeras tentativas fazem isso devido a falta de tempo ou de interesse na pesquisa, então podemos afirmar que 42% das empresas não participaram da pesquisa por falta de tempo ou de interesse. O segundo motivo mais freqüente - 28% dos casos - para não participação está ligado à política da empresa com relação a pesquisas em geral ou com relação ao tema desta pesquisa. A análise dos dados na Tabela 29 não revela nenhum indício de viés para a amostra em função do tipo de pesquisa.

Tabela 17: Motivos da recusa em participar na pesquisa

Motivo da Recusa Empresas

Falta de tempo 3 21%

Não responde a pesquisas por política da empresa 3 21%

Mudanças na empresa 3 21%

Sem resposta após inúmeras tentativas 2 14%

Falta de tempo e de interesse 1 7%

Diretoria não autorizou a participação nesta pesquisa 1 7%

Desconhecimento do conceito de EP 1 7%

A Figura 12 mostra o ano de criação do EP-TI das empresas na amostra. Observa-se que a criação de EP-TI é um fenômeno recente, que se intensificou fortemente em 2007. Visto que a coleta de dados ocorreu de fevereiro a novembro de 2008, cabe explicar o EP-TI com criação em 2009. No momento da coleta de dados este EP-TI ainda não tinha sido criado, pois faltava a contratação das pessoas que atuariam na entidade. Todavia, tanto a criação do EP-TI como a contratação das pessoas necessárias em 2009 já tinha sido aprovada pela direção da empresa. Portanto, foi considerado apropriado considerar que essa empresa tinha um EP-TI, conforme exposto em 8.2.1. 1 0 1 2 3 8 4 1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009

Figura 12: Número de EP-TI criados ano a ano

As empresas que tinham EP-TI em operação no momento das entrevistas avaliaram tanto sua intenção de fechar a entidade como sua satisfação com ela (ver pergunta 6, Anexo C). Dentre as 20 empresas com EP-TI, quatro não opinaram porque a criação do EP-TI era muito recente, ou ainda não fora concluída, ou o EP-TI fora fechado tempos depois de ser criado.

Com relação à intenção de fechar o EP-TI, as 16 empresas que fizeram esta avaliação foram praticamente unânimes em discordar inteiramente da afirmação de que a empresa pensa em fechar o EP-TI. Em uma escala de 1 a 10, que vai de discorda inteiramente a concorda inteiramente, 15 empresas escolheram a nota 1 e apenas uma empresa a nota 2. Cabe notar que este respondente, como muitos outros, evitou dar as notas extremas (1 ou 10) em todas as perguntas. Portanto, pode-se considerar que a nota 2 deste respondente também significa uma inteira discordância. Este resultado contrasta com o obtido por Hobbs e Aubry (2007, p. 79) de que EPs estão sendo criados tão rapidamente como são fechados. A análise de uma

explicação para esta discrepância foge ao escopo desta pesquisa. Cabe ressaltar, entretanto, que 2 das empresas entre as 40 da amostra fecharam o EP-TI tempos depois de criá-lo. Na caso da primeira, isto ocorreu em função da percepção da direção da empresa de que a decisão havia sido equivocada. O EP-TI havia tornado o gerenciamento de projetos de projetos muito burocrático, o que desagradou a direção da empresa. O CIO destacou, entretanto, que discordou da decisão e pretendia no futuro fazer uma tentativa de recriar a entidade. No caso da segunda empresa, o fechamento do EP-TI ocorreu em virtude de uma crise financeira e sucessivo cancelamento ou adiamento da maioria dos projetos do portfolio de TI.

Com relação à satisfação com o EP-TI, em uma escala de 1 (insatisfeita) a 10 (satisfeita), a média foi 8,1, a moda 8, a mediana 8, o mínimo 6, o máximo 10. As empresas que não deram nota máxima para a satisfação justificaram-se afirmando perceberem a existência de oportunidades de melhoria que possibilitarão um maior nível de satisfação com a atuação do EP-TI. Logo, as empresas que tem EP-TI estão bastante satisfeitas com a entidade, o que explica sua inteira discordância com a afirmação de que pensam em fechar o EP-TI.

As 20 empresas sem EP-TI no momento da entrevista, por outro lado, avaliaram sua intenção de criar a entidade, bem como se já haviam pensado no assunto (ver pergunta 5, Anexo D). Com relação à afirmação de que estão considerando criar a entidade, em uma escala de 1 (discorda inteiramente) a 10 (concorda inteiramente), a média foi 3,6, a moda 1, a mediana 3, o mínimo 1 e o máximo 9. Nota-se que a maioria das empresas sem EP-TI apresenta baixa intenção de criar o EP-TI. A única exceção – corresponde à nota máxima de 9 - é uma empresa que já teve EP-TI, mas o fechou em função da percepção da direção da empresa de que houve aumento da burocracia. Conforme explicado anteriormente, o CIO pretende oportunamente recriar a entidade. Com relação à afirmação sobre a empresa nunca ter considerado a criação de um EP-TI, em uma escala de 1 (discorda inteiramente) a 10 (concorda inteiramente), a média foi 5,7, a moda 10, a mediana 6, o mínimo 1 e o máximo 10. Portanto, as empresas sem EP-TI apresentam ter pouca disposição de criar um EP-TI, muito embora já tenham pensado sobre isso de forma razoavelmente intensa.