2.2. Araştırmada Yer Alan Sanatçıların Yaşamları ve Sanat Anlayışları
2.2.4. Neşet Günal’ın Yaşamı Ve Sanat Anlayışı (1923-2002)
2.2.4.2. Neşet Günal’ın Sanat Anlayışı
Nesta parte do capítulo, descreveremos as instâncias reguladoras da UNIFAL-MG, as quais, por meio dos documentos que produziram, principalmente resoluções e atas de reuniões, nos proporcionaram um valioso material para análise dos acontecimentos na Universidade, nestes últimos dez anos. Tais documentos permitiram um registro mais fidedigno das modificações ocorridas tanto na Instituição quanto no curso de Ciências Biológicas. Além disso, esse material nos informou sobre os sujeitos envolvidos diretamente nos processos de reformas experimentados pela Instituição e pelo curso de Ciências Biológicas86.
Desse modo, ao trazermos, a seguir, os órgãos que compõem a estrutura acadêmico- administrativa da Instituição, temos a intenção de descrever suas competências e os modos pelos quais, cada um, se tornou extremamente importante para o estudo do objeto desta pesquisa.
4.3.3.1 Conselho Superior
O Conselho Superior é o órgão máximo de natureza normativa, deliberativa e consultiva da Instituição. (EFOA/CEUFE. REGIMENTO GERAL. 2002c)87. Criado em 1º de fevereiro de
86
Tais sujeitos, em sua grande maioria, nos forneceram valiosas informações ao nos concederem entrevistas individuais e nos proporcionarem uma complementação das informações contidas nos documentos.
87 Apesar de ter se transformado em universidade, em 2005, o Regimento Geral que encontrava-se em vigor até o
momento da redação desta parte da obra ainda era o correspondente à época de centro universitário. Durante nesse período de escrita, o novo regimento encontrava-se em tramitação em instâncias responsáveis da
2002, após a transformação em centro universitário federal, o Conselho Superior assumiu responsabilidades que antes cabiam à intitulada Congregação da EFOA.
De acordo com o Regimento Geral, são atribuições do Conselho Superior:
I – fixar diretrizes para o desenvolvimento do Ensino, Pesquisa, Extensão e Administração;
II – elaborar a política acadêmica, científica, cultural e de prestação de serviços à comunidade;
III – examinar e aprovar o planejamento global da Instituição;
IV – organizar lista para efeito de nomeação do Diretor Geral e do Vice-Diretor, de acordo com a legislação vigente;
V – analisar e aprovar a proposta orçamentária;
VI – aprovar a prestação de contas do Diretor Geral, mediante parecer emitido pelo Conselho de Curadores;
VII – examinar e aprovar propostas de alteração do Regimento Geral da Efoa/Ceufe; VIII - deliberar sobre os regimentos internos dos órgãos colegiados da Efoa/Ceufe e dos órgãos de apoio e suplementares da Diretoria Geral;
IX – examinar e aprovar propostas de alteração da estrutura curricular e organizacional da Efoa/Ceufe;
X – deliberar sobre a modificação, criação ou extinção de cursos de graduação e suas modalidades, de pós-graduação, departamentos, centros de pesquisa e serviços de produção da Instituição, por propostas do CEPE;
XI – deliberar sobre a destinação de vagas para os cargos de Professor Titular, ouvida a CPPD88;
XII – autorizar a realização de concursos públicos para provimento de vagas existentes nos quadros de pessoal docente e técnico-administrativo, examinar e aprovar as normas relacionadas a estes concursos, bem como homologar os resultados;
XIII – aprovar procedimentos internos de admissão, contratação, promoção, afastamento, licenças, demissão ou alteração de regime de trabalho de docentes, em consonância com as diretrizes da Instituição, observada a legislação pertinente; XIV – deliberar sobre as normas de progressão dos docentes por avaliação de mérito, encaminhadas pela CPPD;
XV – deliberar sobre a criação ou extinção de funções administrativas para posterior encaminhamento às autoridades superiores;
XVI – deliberar em grau de recurso, nos casos previstos na legislação, sobre penalidades e sanções disciplinares aplicadas ao pessoal docente, técnico- administrativo e discente;
XVII – julgar, em grau de recurso, as decisões da Diretoria Geral e do CEPE; XVIII – examinar e decidir sobre os recursos interpostos de decisões dos demais órgãos em matéria didático-científica e disciplinar;
XIX – autorizar a aquisição de bens imóveis, cessão e permuta de tais bens pertencentes à Instituição.
XX – examinar e aprovar a concessão de dignidades acadêmicas;
XXI – praticar outros atos que, embora não previstos neste artigo, aconselhem sua interferência, dada a natureza da causa. (EFOA/CEUFE. REGIMENTO GERAL. 2002c. p. 5-7)
Instituição. A UNIFAL-MG já possui o seu Estatuto aprovado, no entanto, este está aguardando a aprovação do novo regimento para entrar em vigor.
O fato de ser a instância máxima de decisão da Instituição fez com que as resoluções do Conselho Superior se tornassem documentos importantíssimos ao registrarem marcos históricos por meio dos quais conseguimos ter uma ideia acerca dos momentos em que as mudanças institucionais efetivamente ocorreram. Pelo conjunto de todas as suas competências, o Conselho Superior se configurou também como o órgão em que foram discutidos os principais acontecimentos da Instituição como, por exemplo, os processos de transformação em centro universitário e, posteriormente, em universidade. Neste órgão, também foram discutidas as alterações no currículo do curso de Ciências Biológicas, objeto de estudo desta pesquisa.
4.3.3.2 Conselho de Curadores
De acordo com o Regimento Geral da Efoa/Ceufe, aprovado em 2002, o Conselho de Curadores é “o órgão deliberativo para assuntos econômico-financeiros, de execução orçamentária e patrimonial.” (p.6).
Não investigamos atas e resoluções deste órgão por acreditar que elas não trariam maiores revelações ou explicações sobre os processos de reforma e acontecimentos ocorridos na Instituição, além daquelas já fornecidas por documentos produzidos por outros órgãos.
4.3.3.3 Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE).
Segundo o artigo 14 do Regimento Geral da Efoa/Ceufe, o CEPE trata-se de um “órgão de natureza normativa, deliberativa e consultiva da Efoa/Ceufe, em matéria acadêmica, da área de ensino, pesquisa e extensão.” (p.7).
Desse modo, ainda de acordo com o mesmo documento, são competências do CEPE:
I – propor ao Conselho Superior as diretrizes do ensino, da pesquisa e da extensão na Efoa/Ceufe;
II – propor modificação, criação ou extinção de cursos de graduação e suas modalidades, de pós-graduação, departamentos, centros de pesquisa e serviços de produção da Instituição;
III – aprovar os planos de ensino e os critérios de avaliação do rendimento escolar; IV – regulamentar a matrícula, o regime escolar e aprovar o calendário escolar; V – decidir sobre programas de pesquisa e atividades de extensão;
VI – estabelecer as normas de afastamento de docentes para fins de estudo e cooperação, propostas pela CPPD;
VII – supervisionar a execução da política de pessoal docente;
VII - fixar e aprovar normas complementares às do Regimento Geral, sobre currículos, ementas e programas de disciplinas, transferências de alunos, adaptações curriculares, aproveitamento de estudos, estágios supervisionados, além de outras no âmbito de suas competências;
IX – elaborar o seu próprio Regimento e manifestar-se no que for de sua competência específica, sobre modificação do Estatuto e deste Regimento Geral, para apreciação do Conselho Superior;
X – constituir comissões no âmbito de suas atribuições;
XI – decidir sobre assuntos que lhe forem submetidos em matéria de ensino, pesquisa e extensão. (EFOA/CEUFE. REGIMENTO GERAL. 2002c. p. 7-8)
As competências descritas nos incisos II e VII refletem a importância do CEPE na organização dos currículos da Instituição. Dessa maneira, antes de serem remetidas à apreciação pelo Conselho Superior, quaisquer modificações nas matrizes curriculares, assim como em outros aspectos concernentes aos currículos dos cursos, deveriam, necessariamente, ser antes, objeto de apreciação desse órgão.
4.3.3.4 Órgãos de administração superior
De acordo com o Regimento Geral da Efoa/Ceufe, são considerados órgãos de administração superior a Diretoria-Geral, a Pró-Diretoria de Graduação, a Pró-Diretoria de Pós-Graduação e Pesquisa, a Pró-Diretoria de Extensão, a Procuradoria Jurídica, a Pró-Diretoria de Recursos Humanos, a Pró-Diretoria de Administração e Planejamento e os Departamentos Didático- Científicos.
Após a transformação em universidade esses órgãos, apesar de ainda serem administrados pelo mesmo regimento de quando era centro universitário, mudaram de nome visando adaptar-se à nova organização. Desse modo, a Diretoria-Geral passou a ser denominada Reitoria, da mesma forma que as demais Pró-Diretorias foram transformadas em Pró- Reitorias.
Além do Conselho Superior e do CEPE, ainda foram instâncias investigadas nesta pesquisa, o Colegiado da Pró-Reitoria de Graduação da UNIFAL-MG e o Colegiado do Curso de Ciências Biológicas. A seguir trazemos algumas considerações sobre esses órgãos.
4.3.3.4.1 Colegiado da Pró-Reitoria de Graduação
O Colegiado da Pró-Diretoria de Graduação da EFOA foi subsequentemente substituído pelo Colegiado da Pró-Diretoria de Graduação da Efoa/Ceufe e pelo Colegiado da Pró-Reitoria de Graduação da UNIFAL-MG. Este, segundo o artigo 26 do Regimento Geral, é “o órgão da administração responsável pela definição, coordenação e supervisão das atividades relacionadas ao ensino de graduação.” (EFOA/CEUFE. REGIMENTO GERAL. 2002c. p. 11)
Além do mais, de acordo com o regimento em vigor, são competências desse órgão:
I - elaborar o seu Regimento e submetê-lo ao Conselho Superior para aprovação; II - elaborar o calendário escolar dos cursos de graduação;
III - fixar o horário das aulas, estágios e provas propostos pelos colegiados; IV - propor normas para matrícula, trancamento e recusa de matrícula;
V - propor normas para transferência e para a admissão aos cursos de graduação por via que não a do processo seletivo (vestibular);
VI - propor normas para a elaboração do conteúdo programático e planos de curso; VII - propor alterações dos currículos dos cursos de graduação;
VIII - analisar e aprovar os programas das disciplinas propostas pelos respectivos Departamentos e promover a integração dos mesmos;
IX - elaborar normas para a avaliação do aproveitamento das disciplinas; X - decidir sobre a convalidação e aproveitamento de estudos;
XI - normatizar o sistema de verificação do rendimento escolar proposto pelos Departamentos;
XII - emitir parecer sobre a criação ou desativação do rendimento escolar proposto pelos Departamentos;
XIII - executar todas as demais funções não previstas neste Regimento, mas inerentes à graduação, de acordo com a legislação vigente.
XIV - decidir sobre questões já normatizadas pelos colegiados superiores, sendo o CEPE, instância recursal. (EFOA/CEUFE. REGIMENTO GERAL. 2002c. p. 12).
Por se tratar de um órgão em que são discutidas as questões relativas ao ensino nos cursos de graduação da Instituição, tornou-se imprescindível a leitura das atas e resoluções produzidas por ele. Isso nos permitiu entender com uma riqueza maior de detalhes as modificações que estavam sendo propostas nos currículos dos cursos de graduação. Além do mais, o Colegiado da Pró-Reitoria de Graduação da UNIFAL-MG se configurou no órgão em que eram inicialmente apreciadas as sugestões de alterações para o currículo do curso de Ciências Biológicas.
4.3.3.4.2 Colegiado do Curso de Ciências Biológicas
O Regimento Geral da Efoa/Ceufe, em seu artigo 27, estabelece o seguinte:
cada curso de Graduação terá um Colegiado, constituído pelo Coordenador do Curso, por 3 (três) docentes e 1 (um) representante discente, sendo os docentes indicados pelos departamentos, 2 (dois) deles por departamentos da área profissional e 1 (um) por departamento de área básica, com mandato de 2 (dois) anos, sendo permitida uma recondução; o representante discente será indicado pelo órgão máximo de representação estudantil da instituição, com mandato de um ano, sendo permitida uma recondução. (p. 11-12)
Em continuidade, o documento institui em seu parágrafo 1° que “os colegiados serão presididos pelos Coordenadores dos respectivos cursos”. (p.12)
Dessa forma, no dia 13 de setembro de 1999, é realizada a primeira reunião do Colegiado do Curso de Ciências Biológicas da EFOA, na qual, dentre outras providências, são discutidas a estruturação e organização desse curso que teve o seu funcionamento iniciado no ano posterior. (EFOA. COLEGIADO DO CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS. ATA DA 1ª REUNIÃO. 1999b)
O Colegiado do curso de Ciências Biológicas demonstrou ser a instância de onde formalmente partiam as primeiras propostas de alteração no currículo desse curso.