2. KURAMSAL TEMELLER
2.10 Monte Carlo (MC) Yöntemi
A Tabela 12 apresenta o RM obtido pelos grupos respondentes em todas as dimensões que compõem o modelo de avaliação aplicado aos mesmos, assim como nas suas subdimensões e respectivos indicadores. Observa-se também, para melhor análise dos resultados, o Nível de utilização das boas práticas de GC correspondente ao RM obtido pelos grupos respondentes, ou seja: RM < 2,5 implica em Baixa utilização; 2,5 ≥ RM ≤ 3,5, em
utilização Intermediária; e RM > 3,5, Alta utilização, conforme ressaltado na Seção 4 e no
TABELA 12 – Avaliação do nível de utilização das boas práticas de GC – Resultados da pesquisa RM Nível de GC RM Nível de GC RM Nível de GC RM Nível de GC RM Nível de GC 3,3 I 3,8 A 4,0 A 4,4 A 4,0 A A. 2,4 B 3,3 I 4,0 A 4,4 A 3,7 A A.1 AC 2,2 B 2,6 I 3,9 A 4,3 A 3,3 I A.2 REUNSOC 2,6 I 4,2 A 4,0 A 4,2 A 3,9 A A.3 RECMIN 3,1 I 2,9 I 3,0 I 4,0 A 3,5 I A.4 TAG 1,5 B 3,6 A 5,0 A 5,0 A 4,0 A 4,3 A 4,3 A 4,0 A 4,5 A 4,4 A B.5 ACORD 4,8 A 3,7 A 3,2 I 4,0 A 4,0 A B.6 REGVOT 3,6 A 4,1 A 3,9 A 4,6 A 4,2 A B.7 DISPINF 4,5 A 5,0 A 5,0 A 5,0 A 4,9 A 3,2 I 3,5 I 3,6 A 3,4 I 3,4 I 3,4 I 3,4 I 3,5 I 3,5 I 3,3 I C.8 PRES 3,8 A 4,5 A 3,7 A 4,1 A 3,2 I C.9 COMP 3,3 I 2,8 I 2,3 B 3,2 I 3,0 I C.10 MAND 3,1 I 2,4 B 3,5 I 3,3 I 3,1 I C.11 QUALIF 3,6 A 4,0 A 4,3 A 3,9 A 3,9 A C.12 COMIT 3,3 I 3,3 I 3,8 A 3,2 I 3,9 A 3,1 I 4,3 A 3,6 A 3,3 I 3,4 I D.13 REGIM 4,0 A 4,2 A 4,3 A 3,8 A 4,0 A D.14 AVAL 2,3 B 3,1 I 3,0 I 2,7 I 2,7 I 3,2 I 3,5 I 3,8 A 3,5 I 3,5 I E.15 REMUN 2,6 I 2,4 B 3,3 I 2,4 B 2,5 I E.16 REUN 3,8 A 4,6 A 4,3 A 4,6 A 4,4 A 3,5 I 3,4 I 4,0 A 3,6 A 3,6 A 2,9 I 2,8 I 3,8 A 3,0 I 3,0 I F.17 NOMREM 3,4 I 3,6 A 4,0 A 3,7 A 3,7 A F.18 AVADIR 2,8 I 2,7 I 3,3 I 3,0 I 2,9 I F.19 PLANSUC 2,6 I 2,1 B 4,0 A 2,4 B 2,5 I 4,1 A 4,1 A 4,3 A 4,1 A 4,1 A G.20 RESPDIR 4,5 A 4,2 A 4,3 A 4,5 A 4,4 A G.21 DIALOG 3,8 A 3,9 A 4,3 A 3,7 A 3,8 A AUDITORIA 3,8 A 3,6 A 4,2 A 3,0 I 3,4 I Comitê de Auditoria 3,9 A 3,1 I 4,0 A 2,7 I 3,1 I H.22 FUNCAUD 4,3 A 3,1 I 4,5 A 2,8 I 3,3 I H.23 COMPAUD 3,6 A 3,0 I 3,5 I 2,5 I 2,9 I
Auditoria Interna e Externa 4,2 A 4,6 A 4,3 A 3,6 A 4,0 A
I.24 AUDINT 3,6 A 4,3 A 4,0 A 2,8 I 3,4 I I.25 AUDIND 4,7 A 4,9 A 4,5 A 4,5 A 4,6 A Transparência da Auditoria 3,3 I 3,2 I 4,3 A 2,8 I 3,1 I J.26 RESPAUD 3,3 I 3,2 I 4,3 A 2,8 I 3,1 I FISCALIZAÇÃO 3,3 I 3,6 A 4,1 A 2,5 I 3,0 I Conselho Fiscal 2,8 I 3,3 I 3,8 A 2,5 I 2,9 I L.27 COMPFISC 3,0 I 3,3 I 4,0 A 2,7 I 3,0 I L.28 FUNFISC 2,7 I 3,2 I 3,5 I 2,3 B 2,7 I Transparência da Fiscalização 3,7 A 3,8 A 4,4 A 2,5 I 3,2 I M.29 RESPFISC 3,7 A 3,8 A 4,4 A 2,5 I 3,2 I
CONDUTA E CONFLITOS DE INT. 3,6 A 4,0 A 4,3 A 3,9 A 3,9 A
Conduta 4,2 A 4,9 A 4,5 A 3,8 A 4,2 A N.30 CODCON 4,3 A 4,9 A 4,5 A 3,9 A 4,2 A N.31 ABRANGE 4,1 A 4,9 A 4,5 A 3,8 A 4,1 A Conflitos de Interesse 3,0 I 3,1 I 4,1 A 4,1 A 3,7 A O.32 EMPREST 3,6 A 3,7 A 3,8 A 4,0 A 3,8 A O.33 ARBITRA 2,4 B 2,6 I 4,4 A 4,2 A 3,5 I 3,5 I 3,7 A 4,0 A 3,5 I 3,6 A B. Transparência da Propriedade D IM E N S Õ E S , SU B D IM EN S Õ ES E IN D IC A D O R E S PROPRIEDADE
Proteção aos Acionistas
D. Regimento CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO C. Estrutura e Composição Geral N2 NM G. Transparência da Diretoria DIRETORIA EXECUTIVA F. Qualidade da Gestão E. Transparência do C.A.
Ranking Médio/ Nível de GC*
Grupo de Segmento Respondente MT N1
L.
M.
N.
O.
RM-Geral e Nível de GC por Segmento 1 2 3 4 5 6 H. I. J.
Fonte: Resultados da pesquisa.
*Categorizado: Baixa Utilização (B) → RM < 2,5; Utilização Intermediária (I) → 2,5 ≤ RM ≤ 3,5; Alta Utilização (A) → RM> 3,5. Estratificado: Ranking Médio (RM); Mercado Tradicional (MT); Nível 1 (N1); Nível 2 (N2); Novo Mercado (NM)
A partir dos resultados obtidos pelas empresas respondentes foi possível verificar que, na dimensão Propriedade (1), com relação a Proteção aos Acionistas (subdimensão A),
nos Grupos onde a alta concentração do controle está presente nas empresas, existe pouca adesão às práticas relacionadas à proteção dos minoritários, o que pode ser observado nos Grupos MT e N1, os quais obtiveram, respectivamente, Baixa utilização e utilização
Intermediária nessa subdimensão. Contudo, os Grupos N2 e NM apreenderam a importância
das práticas relacionadas a Proteção aos Acionistas, utilizando-as, inclusive, na sua plenitude como no caso das práticas relativas ao tag-along. Já, o Grupo MT descurou da maioria das boas práticas recomendadas nesta dimensão.
No que se refere a transparência das empresas respondentes (subdimensão B), verificou-se um Alto nível de utilização das boas práticas pelo Grupo NM, assim como pelos demais grupos, quanto a sua política de divulgação, principalmente, relacionada a disponibilidade de informações às partes interessadas. Esse resultado refletiu positivamente no RM da dimensão Propriedade para os mesmos, principalmente, para os grupos MT e N1, que obtiveram baixo resultado no nível de utilização das práticas na subdimensão A.
Na dimensão Conselho de Administração (2), observa-se que os Grupos respondentes não põem em prática todas as recomendações relativas a composição e a instituição de comitês auxiliares do conselho (subdimensão C) e que apenas o Grupo N2 apresentou Baixa utilização quanto as práticas relacionadas a composição do conselho e o N1 quanto ao mandato dos conselheiros. Contudo, pode-se verificar que há uma alta predominância das boas práticas no que se refere a segregação das funções de presidente do CA e da diretoria e a qualificação dos conselheiros. No que se refere às boas práticas relacionadas ao regimento interno do CA (subdimensão D), percebe-se que houve uma Alta utilização pela maioria das empresas dos grupos quanto a sua formalização, o que não ocorreu no que tange a avaliação dos conselheiros, principalmente, pelos Grupos MT e NM. Ainda, verificou-se nas empresas, uma baixa adesão a instituição de programas de avaliação e treinamento para os conselheiros, talvez pelo fato de que, segundo pesquisas já citadas, não seja considerado ponto importante pelas mesmas. Quanto a transparência do CA (subdimensão E), pode-se constatar em todos os grupos uma Alta utilização das práticas relacionadas a reunião dos conselheiros, contudo a maioria dos grupos (MT, N1 e NM) utilizou pouco as práticas recomendadas em relação a divulgação das remunerações dos conselheiros e da diretoria.
Na dimensão Diretoria Executiva (3), pode-se averiguar que as boas práticas relacionadas a qualidade da gestão (subdimensão F) foram aderidas pela maioria das empresas
dos grupos apenas no que se refere a instituição de regras de nomeação e remuneração da diretoria, ficando abaixo do recomendado no que tange a avaliação do executivo principal e diretores, principalmente, pelos Grupos MT, N1 e NM. A instituição de plano de sucessão atualizado foi uma prática pouco utilizada pela maioria das empresas dos Grupos, sobretudo pelos Grupos N1 e NM. Contudo, em todos os grupos pode-se verificar uma alta utilização das boas práticas relacionadas a transparência da diretoria (subdimensão G) no que se refere a formalização das responsabilidades da mesma e sua política de divulgação e engajamento com as partes interessadas.
Na dimensão Auditoria (4), as boas práticas relativas a criação de comitê de auditoria para auxiliar o CA na análise das demonstrações, no monitoramento dos controles internos e na avaliação da auditoria externa (subdimensão H) não foi considerada uma prática relevante pelo Grupo NM. Esse grupo também utilizou de forma intermediária as práticas relacionadas a auditoria interna (Subdimensão I), entretanto, todos os grupos se destacaram pela Alta utilização das boas práticas em relação aos critérios na contratação da auditoria externa. Quanto à transparência da auditoria (subdimensão J), os Grupos MT, N1 e NM também se apresentaram no nível intermediário no que se refere a utilização das boas práticas relativas a formalização dos papéis e responsabilidades do Comitê de Auditoria e a instituição das regras para sua composição, qualificação de seus membros e o relacionamento destes com o CA, a diretoria e outros.
Na dimensão Fiscalização (5), o nível de utilização das boas práticas de GC ficaram comprometidos no Grupo NM no que se refere a composição do conselho fiscal e, principalmente, ao seu funcionamento (subdimensão L). Isso, também se refletiu na transparência da fiscalização (subdimensão M) para o Grupo NM.
Na última dimensão, Conduta e Conflitos de Interesse (6), pode-se observar que as empresas respondentes, em todos os grupos, utilizaram de forma quase plena as boas práticas relativas a elaboração de código de conduta/ética, abrangendo todas as partes interessadas, além do seu compromisso socioambiental (subdimensão N). Também verificou- se que os grupos aderiram às práticas de transparência, com regras formais no que se refere a empréstimos e operações com controlador e demais partes interessadas, o que não pode ser observado no que se refere ao uso exclusivo da arbitragem nos conflitos de interesse, principalmente pelas empresas do Grupo N1.
A partir dos resultados apresentados, pode-se observar que o Grupo MT obteve resultado positivo na maioria das dimensões do modelo, apresentando Baixo nível de utilização das boas práticas de GC apenas em relação à subdimensão Proteção aos Acionistas (dimensão Propriedade). O Grupo obteve Utilização intermediária em todas as subdimensões da Dimensão Conselho de Administração e na maioria das demais subdimensões: Qualidade da Gestão (dimensão Diretoria Executiva), Transparência da Auditoria (Dimensão Auditoria), Conselho Fiscal (dimensão Fiscalização) e Conflitos de Interesse (dimensão Conduta e Conflitos de Interesse).
Na subdimensão Proteção aos acionistas (A), verificou-se que:
• 62,5% do Grupo MT (5 empresas) possuiam free float abaixo de 25%; • Em 50,0% (4 empresas), os controladores detinham entre 76 e 80% das
ações ON;
• Apenas 37,5% das empresas do grupo (3 empresas) não emitiam ações PN e das que possuiam ações preferenciais (5 empresas), apenas 1 concedia voto pleno às mesmas;
• 50,0% delas (4 empresas) disseram não possuir mecanismos formais para resolução de conflitos nas reuniões de sócios e de proteção aos acionistas; • Apenas 1 empresa (12,5%) concedia tag-along diferenciado de 100% às
suas ações ON, entretanto, a mesma não pertencia ao ITAG.
Em relação à subdimensão Qualidade da Gestão (F), constatou -se o seguinte: • Apenas 2 empresas do Grupo MT (25,0%) disseram possuir mecanismos
de avaliação de desempenho do executivo principal e demais diretores; e • 50,0% (4 empresas) disseram não possuir plano sucessório, do seu
executivo principal e pessoas-chave da organização, atualizado e conduzido por conselho de remuneração ou de governança corporativa. Quanto à subdimensão Conselho Fiscal (L), ressaltam -se os seguintes pontos: