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2. KURAMSAL TEMELLER

2.8 Bilgisayarlı Tomografi (BT)

A dimensão Auditoria foi avaliada a partir das subdimensões que a compõe: Comitê de Auditoria (H); Auditoria Interna e Externa (I); e Transparência da Auditoria (J). O resultado da aplicação do modelo nos grupos respondentes estão destacados no Gráfico 20, a partir do qual pode-se verificar que os Grupos MT, N1 e N2 obtiveram uma Alta utilização das práticas de governança e o Grupo NM obteve utilização Intermediária das mesmas (MT=3,8; N1=3,6; N2=4,2 e NM=3,0) e, consequentemente, na média geral (score total=3,4). Também pode-se observar que o Grupo NM obteve a menor pontuação devido ao baixo nível de utilização das boas práticas de GC obtido nas subdimensões Comitê de Auditoria (H) e Transparência da Auditoria (J).

GRÁFICO 20 – Nível de utilização das práticas de GC – Dimensão Auditoria

Fonte: Resultados da Pesquisa.

Estratificado: Ranking Médio (RM); Mercado Tradicional (MT); Nível 1 (N1); Nível 2 (N2); Novo Mercado (NM)

A subdimensão Comitê de Auditoria (H) avaliou o funcionamento (Indicador H.22) e a composição do comitê de auditoria (Indicador H.23).

O Indicador H.22 (FUNCAUD) avaliou a existência de comitê de auditoria e suas reuniões nas empresas respondentes. Nesse indicador, conforme Gráfico 30 (Apêndice F), verificou-se que os Grupos NM e N1 obtiveram utilização Intermediária das boas práticas relacionadas ao mesmo e que as empresas dos Grupos MT e N2 obtiveram Alta utilização, com destaque para o N2 (MT=4,3; N1=3,1; N2=4,5 e NM=2,8). Vale ressaltar que apenas 7 das 22 empresas respondentes do Grupo NM (31,8%) instituíram formalmente o Comitê de Auditoria (Gráfico 18).

O Indicador H.23 (COMPAUD) avaliou o nível de utilização das boas práticas de GC das empresas em relação a composição do comitê de auditoria: número de membros, independência e qualificação dos mesmos. Nesse indicador, a maioria dos Grupos obteve

utilização Intermediária dessas práticas, sendo que apenas o Grupo MT obteve Alta utilização das mesmas, ficando, contudo, próximo do nível intermediário (MT=3,6; N1=3,0;

N2=3,5 e NM=2,5).

Na subdimensão Auditoria Interna e Externa (I), as empresas respondentes foram avaliadas quanto a sua auditoria interna (Indicador I.24) e a questões relacionadas à auditoria independente (Indicador I.25).

Nível de utilização das práticas de GC

Dimensão Auditoria - Ranking Médio

3,8 3,9 4,2 3,3 3,6 3,1 4,6 3,2 4,2 4,0 4,3 4,3 3,0 2,7 3,6 2,8 3,4 3,1 4,0 3,1 Score Total H. Comitê de Auditoria I. Auditoria Int.e Ext. J. Transp.da Auditoria 4 . A U D IT O R IA RM-MT RM-N1 RM-N2 RM-NM RM-GERAL

O Indicador I.24 (AUDINT) avaliou o nível de utilização das boas práticas relativas a existência de auditoria interna não terceirizada nas empresas respondentes e a participação do CA e do comitê de auditoria nos trabalhos da mesma. Conforme Gráfico 31 (Apêndice F), pode-se observar que o Grupo NM obteve utilização Intermediária das práticas relativas ao mesmo (2,8), enquanto os demais grupos obtiveram Alta utilização (MT=3,6; N1=4,3; N2=4,0).

O Indicador I.25 (AUDIND) avaliou as empresas respondentes quanto à existência de auditoria externa, suas regras para contratação e independência da mesma. Conforme Gráfico 31 (Apêndice F), todos os Grupos obtiveram Alta utilização das boas práticas relativas ao mesmo, com destaque para o Grupo N1 que ficou próximo da pontuação máxima (MT=4,7; N1=4,9; N2=4,5 e NM=4,5), refletindo no RM-Geral (4,6).

Na subdimensão Transparência da Auditoria (J), as empresas foram avaliadas quanto a definição formal das atribuições do comitê de auditoria (Indicador J.26).

O Indicador J.26 (RESPAUD) avaliou o nível de utilização das boas práticas de GC das empresas respondentes relativas ao estabelecimento formal dos papéis e responsabilidades do comitê de auditoria no estatuto social ou regimento próprio. Como pode- se observar no Gráfico 32 (Apêndice F), a maioria dos Grupos obteve utilização

Intermediária (MT=3,3; N1=3,2; e NM=2,8), enquanto o Grupo N2 obteve Alta utilização

das boas práticas relacionadas (4,3).

O RM obtido por cada Grupo de segmento respondente nas Subdimensões que compõem a Dimensão Auditoria e seus respectivos indicadores, bem como o RM-Geral pode ser observado na Tabela 8.

TABELA 8 – Avaliação do nível de utilização das boas práticas de GC – Dimensão Auditoria Subdimensão Indicadores F U N C A U D C O M PAU D A U D IN T A U D IN D R ESPA U D

RM-Segmento H.22 H.23 I.24 I.25 J.26

MT 4,3 3,6 3,9 3,6 4,7 4,2 3,3 3,3 3,8 N1 3,1 3,0 3,1 4,3 4,9 4,6 3,2 3,2 3,6 N2 4,5 3,5 4,0 4,0 4,5 4,3 4,3 4,3 4,2 NM 2,8 2,5 2,7 2,8 4,5 3,6 2,8 2,8 3,0 RM-Geral 3,3 2,9 3,1 3,4 4,6 4,0 3,1 3,1 3,4 DIMENSÃO AUDITORIA R M ( H ) R M ( I) R M -Au d it o ri a R M ( J )

H. Com.de Aud. I. Aud.Int.e Ext. J. Transp.

Fonte: Resultados da pesquisa.

Estratificado: Ranking Médio (RM); Mercado Tradicional (MT); Nível 1 (N1); Nível 2 (N2); Novo Mercado (NM)

Na Subdimensão Comitê de Auditoria (H) destaca-se o baixo nível de utilização das boas práticas pelo Grupo NM nos indicadores FUNCAUD (H.22) e COMPAUD (H.23). No primeiro indicador (FUNCAUD), 32,6% das empresas (14) disseram não utilizar as práticas relativas a instituição formal de Comitê de Auditoria para auxiliar nas atividades do CA, tais como a análise das demonstrações, o monitoramento dos controles internos e a avaliação da auditoria externa (IBGC, 2004), fazendo reuniões periódicas com o CEO, a diretoria e os auditores independentes, sendo a maioria (10) pertencente ao Grupo NM. Com relação ao indicador COMPAUD, como as boas práticas relacionadas ao mesmo dizem respeito ao comitê de auditoria, está justificado que o Grupo NM também tenha obtido menor resultado quanto a utilização das mesmas, visto que as mesmas empresas do Grupo NM citadas acima disseram também não utilizar as boas práticas relacionadas a composição do comitê indicadas pelos organismos (CVM, 2002; IBGC, 2004).

Apesar disso, ressalta-se a partir da pesquisa de Santos (2000) que o conselho das empresas tem dado maior importância a instituição do comitê de auditoria e pela sua independência, visto que 21 (48,8%) delas instituíram formalmente o órgão e que em 15 delas (34,9%) este é formado somente por conselheiros independentes, sendo pelo menos um deles representante dos minoritários.

Na Subdimensão Auditoria Interna e Externa (I), destaca-se também o baixo resultado obtido pelo Grupo NM no indicador AUDINT (I.24) em relação aos demais grupos, pois 40,9% das empresas pertencentes a esse segmento (9) disseram não utilizar as boas

práticas referentes a existência de uma auditoria interna não terceirizada que se reporta diretamente ao comitê de auditoria ou ao CA, o qual participa do planejamento dos trabalhos de auditoria (IBGC, 2004). Contudo, no indicador AUDIND (I.25), quase todas as empresas do Grupo NM (20) indicaram utilizar plenamente as boas práticas relacionadas a competência, qualificação, critérios para contratação (IBGC, 2004), e 54,5% (12) disseram utilizar plenamente as boas práticas relativas a aprovação dos honorários pelo CA e divulgação dos mesmos às partes interessadas, conforme recomendado (IBGC, 2004).

Na subdimensão Transparência da Auditoria (J), o Grupo NM também se destaca pelo menor resultado no indicador RESPAUD (J.25). Do Grupo NM, 45,5% das empresas (10) disseram não utilizar as boas práticas relativas a definição formal das responsabilidades do comitê de auditoria (IBGC, 2004).