2. KURAMSAL TEMELLER
2.5 Derin Doz Dağılımları
2.5.2 Doz GiriĢ (Build-up)
A dimensão Diretoria Executiva foi avaliada, conforme o modelo proposto, a partir das subdimensões Qualidade da Gestão (F) e Transparência da Diretoria Executiva (G). O resultado obtido na aplicação do modelo nos Grupos de empresas respondentes estão destacados no Gráfico 19, no qual pode-se verificar que a maioria obteve Alta utilização das práticas de governança relacionadas a dimensão (MT = 3,5; N2=4,0 e; NM=3,6) e que apenas o Grupo N1 obteve utilização Intermediária (3,4), o que se refletiu no seu RM Geral (score total=3,6).
GRÁFICO 19 – Nível de utilização das práticas de GC – Dimensão Diretoria Executiva
Fonte: Resultados da Pesquisa.
Estratificado: Ranking Médio (RM); Mercado Tradicional (MT); Nível 1 (N1); Nível 2 (N2); Novo Mercado (NM)
Contudo, observando-se as Subdimensões que formam a Dimensão Diretoria Executiva (Gráfico 19), verificou-se que nas subdimensões Qualidade da Gestão (F), o Grupos MT e N1 obtiveram score abaixo do obtido pelos Grupos N2 e NM, que apesar da alta pontuação na subdimensão Transparência da Diretoria (G), se mantiveram no Ranking total dos mesmos.
A partir da subdimensão Qualidade da Gestão (F) buscou-se avaliar as empresas respondentes quanto ao nível de utilização das boas práticas de GC nomeação e remuneração dos membros da diretoria (Indicador F.17), a avaliação de desempenho dos mesmos (Indicador F.18) e o plano de sucessão (Indicador F.19).
O Indicador F.17 (NOMREM) avaliou o nível de utilização das boas práticas de GC pelas empresas quanto as regras para nomeação da diretoria e a política de remuneração da mesma. Nesse indicador, conforme pode-se observar no Gráfico 28 (Apêndice F), apenas o Grupo MT obteve utilização Intermediária das práticas relacionadas (3,4). Os demais Grupos respondentes obtiveram Alta utilização com destaque para o Grupo N2 (N1=3,6; N2=4,0; e NM=3,7).
O Indicador F.18 (AVADIR) avaliou as empresas respondentes quanto a existência de mecanismos de avaliação de desempenho do executivo principal e demais diretores. As boas práticas relacionadas nesse indicador apresentaram utilização
Intermediária em todos os Grupos respondentes (MT=2,8; N1=2,7; N2=3,3; e NM=3,0). Níve l de utilização das práticas de GC
Dimensão Dire toria Exe cutiv a - Ranking M édio
3,5 2,9 4,1 3,4 2,8 4,1 4,0 3,8 4,3 3,6 3,0 4,1 3,6 3,0 4,1 Score Total F. Qualidade da Gestão G. Transp.da Diretoria 3 . D IR E T O R IA E X E C U T IV A RM-MT RM-N1 RM-N2 RM-NM RM-GERAL
O Indicador F.19 (PLANSUC) avalia as empresas respondentes quanto à existência de plano de sucessão atualizado para o executivo principal e outras pessoas-chave. Como pode-se observar no Gráfico 28 (Apêndice F), nesse indicador, apenas o Grupo N2 obteve Alta utilização das boas práticas relativas ao mesmo (4,0), o Grupo MT obteve utilização Intermediária (2,6) e os demais obtiveram Baixa utilização (N1=2,1 e NM=2,4).
Na subdimensão Transparência da Diretoria Executiva (G) buscou-se avaliar o nível de utilização das boas práticas de GC em relação a formalização dos papéis e responsabilidades da diretoria (Indicador G.20) e a disponibilidade de informações e diálogo com as partes interessadas (Indicador G.21).
O Indicador G.20 (RESPDIR) avaliou as empresas respondentes quanto ao estabelecimento formal dos papéis e responsabilidades da diretoria em estatuto social e outras questões relativas aos mesmos. Todos os Grupos obtiveram Alta utilização das boas práticas relativas a esse indicador (MT=4,5; N1=4,2; N2=4,3; NM=4,5), destacando-se os Grupos MT e NM, conforme pode-se observar no Gráfico 29 (Apêndice F).
O Indicador G.21 (DIALOG) avaliou as empresas quanto a divulgação de informações pela diretoria e a existência de mecanismos de diálogo e engajamento com as partes interessadas. Também pode-se verificar no Gráfico 29 (Apêndice F) que, nesse indicador, todos os Grupos obtiveram Alta utilização das boas práticas relacionadas ao mesmo com destaque para o Grupo N2 (MT=3,8; N1=3,9; N2=4,3; NM=3,7).
Verificou-se também que 90,7% das empresas respondentes (35) possuía área de Responsabilidade Social/Sustentabilidade no seu site institucional, sendo 18 empresas pertencentes ao Grupo NM (81,8% do total de empresas do segmento). Em 3 empresas do Grupo MT eram divulgadas apenas informações relativas ao Meio Ambiente e 1 empresa do Grupo N2 divulgaram as suas iniciativas sociais e culturais em área específica. Em 4 empresas do Grupo NM foi verificado que não havia área específica de Responsabilidade Social.
Na Tabela 7, pode-se observar o RM de cada Grupo nas Subdimensões que fazem a Dimensão Diretoria Executiva com os seus respectivos RM-Geral.
TABELA 7 – Avaliação do nível de utilização das boas práticas de GC – Dimensão Diretoria Executiva
Subdimensão Indicadores N O MR E M AVAD IR PL AN SU C R E SPD IR D IA L O G RM-Segmento F.17 F.18 F.19 G.20 G.21 MT 3,4 2,8 2,6 2,9 4,5 3,8 4,1 3,5 N1 3,6 2,7 2,1 2,8 4,2 3,9 4,1 3,4 N2 4,0 3,3 4,0 3,8 4,3 4,3 4,3 4,0 NM 3,7 3,0 2,4 3,0 4,5 3,7 4,1 3,6 RM-Geral 3,7 2,9 2,5 3,0 4,4 3,8 4,1 3,6 R M -D ir e to ri a Ex e c .
F. Qual. da Gestão G. Transp. Dir. DIMENSÃO DIRETORIA EXECUTIVA
R M ( F ) R M ( G )
Fonte: Resultados da pesquisa.
Estratificado: Ranking Médio (RM); Mercado Tradicional (MT); Nível 1 (N1); Nível 2 (N2); Novo Mercado (NM)
Na Diretoria Executiva, em sua Subdimensão Qualidade da Gestão (H), pode-se averiguar que apenas no Indicador NOMREM (F.17) o RM-Geral revelou uma Alta
utilização das práticas, visto que a maioria dos Grupos respondentes buscou seguir as
recomendações (IBGC, 2004) em relação a instituição de processos formais para a nomeação da diretoria, plano de remuneração com aprovação do CA, prevendo a vinculação da remuneração aos resultados e restrições quanto a incentivos e envolvimento da diretoria nessas decisões. Contudo, o RM está próximo do nível intermediário, pois apenas 18,6% dos respondentes (8 empresas) disseram utilizar essas práticas de forma plena (3 do Grupo NM, 2 do N1, 2 do MT e 1 do N2).
Nos indicadores AVADIR (F.18) e PLANSUC (F.19) é evidenciado no RM-Geral uma utilização Intermediária das boas práticas relativas aos mesmos. No primeiro (AVADIR), os Grupos MT e N1 colaboraram para esse resultado pois, apenas 7,0% das empresas (3) disseram utilizar plenamente as práticas referentes a avaliação de desempenho do executivo principal e da diretoria (2 do Grupo MT e 1 do N1). Nos demais grupos, as práticas recomendadas (IBGC, 2004; LORSH, 2001; SALMON, 2004 apud HBR, 2004) são mais utilizadas, mas somente de forma plena por 11,6% das empresas (4 do Grupo NM e 1 do N2).
No indicador PLANSUC (F.19), que trata das boas práticas relativas a instituição de um plano sucessório e sua condução pelo comitê de remuneração ou de governança corporativa, conforme recomendado (IBGC, 2004; SALMON, 2004 apud HBR, 2004)
observou-se uma Baixa utilização pelos Grupos N1 e NM e utilização Intermediária pelo Grupo MT. Das empresas respondentes, 41,9% (18) disseram não utilizar essas práticas (8 do Grupo NM, 6 do N1 e 4 do MT) e 4 disseram utilizar pouco, sendo todas do Grupo NM, revelando a pouca preocupação destas quanto ao planejamento sucessório dos seus gestores.
A subdimensão Transparência da Diretoria (G) demonstrou uma Alta utilização das boas práticas relacionadas aos indicadores RESPDIR (G.20) e DIALOG (G.21). No indicador RESPDIR, 60,5% das empresas (26) disseram utilizar de forma plena as práticas referentes a formalização dos papéis e responsabilidades da diretoria e sua simetria com as do CA (ANDRADE; ROSSETTI, 2004). Nenhuma empresa disse não utilizar essas práticas.
No indicador DIALOG, 58,1% das empresas (25) disseram atender plenamente as boas práticas referentes a disponibilização pela diretoria de demonstrações no padrão internacional de Contabilidade e de informações além das obrigatórias, inclusive sobre suas ações socioambientais, de forma clara, tempestiva e simultânea a todos os interessados (12 do Grupo NM, 6 do N1, 4 do N2 e 3 do MT), conforme recomendado pelos organismos (BOVESPA, 2006b; IBGC, 2004). Entretanto, somente 32,6% destas (14 empresas, sendo 5 do Grupo MT, 4 do NM , 4 do N1 e 1 do N2) afirmaram utilizar plenamente as boas práticas quanto a manutenção de canais de diálogo e engajamento com as partes interessadas, de diálogo estruturado e monitoramento dessas relações, buscando atender às necessidades de suas partes interessadas (ETHOS, 2008).