THE EFFECT of POLITICAL RISK on DIRECT FOREIGN INVESTMENTS and EQUITY MARKET INDEX RETURNS: AN APPLICATION on G7 COUNTRIES
4. MODELLER ve HİPOTEZLER
Analisar as interações que se estabelecem entre escola-família-comunidade requer que sejamos capazes de compreender estes agentes educativos enquanto sistemas sociais, os quais desempenham um papel predominante enquanto agente de socialização no processo educativo do aluno.
Como referencia Relvas (1996) a família não se configura pelo somatório simplista dos elementos que a constituem, mas a utilização da terminologia família abarca em si uma complexidade que advém da interação que os diferentes membros estabelecem entre si, criando no seu sistema diferentes sistemas interatuantes.
Neste enquadramento também Diogo (1996), refere que:
a família terá de ser entendida como um sistema complexo de múltiplos processos interativos com o environnement em que se insere, e em relação ao qual não pode ser considerada, nem puramente passiva, nem absolutamente autónoma (Diogo, 1996, p.38).
A família, como um dos principais agentes educativos, deve ter um papel ativo na educação da criança, participando de uma forma adequada e positiva em todas as etapas do seu desenvolvimento e para que essa educação se efetue com qualidade deverá ser praticada em interação com outros agentes educativos que possam, de igual forma, contribuir para este processo educativo.
Segundo Nunes (2004), a família é:
a instituição primeira e permanente da vida, onde se nasce, se processa o crescimento e se constrói um projeto de vida autónomo. É a comunidade humana onde, de forma espontânea e gratuita, cada um, logo ao nascer, é reconhecido no seu carácter individual, irrepetível e insubstituível (Nunes, 2004, p. 33).
Compreender a família como uma rede complexa significa que a estrutura familiar tem subjacente a noção de globalidade, na medida em que existe entre os seus membros uma relação de interdependência (estabelecem entre si as trocas de reciprocidade mútua).
150
A estrutura familiar adquire um caráter único e complexo, uma vez que cada sistema familiar se rege por padrões sociais e culturais diversificados a partir dos quais constrói a sua dinâmica organizacional e funcional e o modo como se autorganiza influência o contexto das interações que estabelece entre os seus membros e o exterior.
Assim e de acordo Relvas (1996, p. 11): “cada família enquanto sistema é um todo mas
é também parte de sistemas e de contextos mais vastos nos quais se integra.”.
O que significa que o sistema familiar caracteriza-se por ser um sistema aberto que mantém troca com o exterior e que influencia e é influenciado pelos contextos nos quais se integra e interatua, daí que não se possa conhecer uma família se não se tiver em conta os contextos em que participa.
Contudo a estrutura familiar não se constrói apenas a partir de trocas externas, mas contém uma dinâmica interna própria que se desenvolve a partir das interações que estabelece no seu interior formando subsistemas que alimentam a sua vivência cotidiana, em que a família segundo Andolfi (1980) é um sistema entre sistemas.
O modo como os diferentes subsistemas se interrelacionam entre si permite visualizar e compreender a estrutura familiar, na medida em que cada um dos subsistemas desempenha papéis específicos que delimitam a sua integração e interação no sistema familiar e social.
Um aspeto importante que permite ao sistema familiar a manutenção do seu equilíbrio é que os papéis e as funções a desempenhar por cada um dos subsistemas assenta numa base flexível e adaptável às circunstâncias da mudança, o que significa que a estrutura familiar não é estática mas evolutiva (passa por diferentes períodos de evolução, ou ciclos vitais) o que requer desta a capacidade de fomentar relações dinâmicas entre feedbacks positivos e que permitem que se proceda à passagem para os diferentes estádios de evolução, bem como das influências recebidas do exterior, o que exige dos subsistemas familiares a adoção de novos papéis e funções e feedbacks negativos e que deste modo garantem a harmonia interna do sistema familiar.
151 Como refere Watzlawick et al (1993):
A diferenciação do comportamento, o reforço, a aprendizagem, o crescimento definitivo e a partida dos filhos, tudo indica que, se por um lado, a família é equilibrada pela homeostasia, por outro intervém no processo, fatores de mudança importantes e simultâneos, que um modelo de interação familiar deve incorporar (Watzlawick,1993, p.288).
A família enquanto sistema social é auto regulado por regras e normas ou seja a interação que estabelece entre os subsistemas que a incorporam e o contexto social envolvente é delimitado pela existência de fronteiras e/ou limites a partir dos quais estabelece trocas de informação entre o sistema familiar, os subsistemas e o meio social e cultural envolvente e delimita a dinâmica organizacional da estrutura familiar. Isto significa que as fronteiras permitem delimitar quem participa no sistema familiar bem como de que forma deve participar ou seja, estabelecem as funções e os papéis a desempenhar por cada um dos subsistemas que incorpora e interatua no sistema familiar.
Deste modo, poder-se-á dizer que a função das fronteiras ou limites no sistema familiar consiste em orientar e organizar a conceção hierárquica, uma vez que determina a sua orgânica funcional, conferindo-a de uma estrutura complexa e única, segundo Relvas (1996) não há duas famílias iguais, embora todas sejam famílias e funcionem como tal.
A compreensão do contexto de interações em que se movimenta a interação escola- família-comunidade requer que compreendamos a escola numa perspetiva sistémica.O sistema escolar deve ser entendido não apenas como um espaço veiculador de conhecimentos formais, mas também como mecanismo de transmissão de valores sociais e culturais valorizadores da articulação entre os saberes formais e informais.
Benavente (1994) desenvolve o conceito de educação não formal/informal como sendo:
Todas as áreas de atividade humana em que cada indivíduo aprende e aperfeiçoa as suas maneiras de fazer e o seu saber. Estas atividades têm em geral um caracter interdisciplinar (...) (Benavente,1994, p.245).
152
A educação informal visa fundamentalmente a aquisição de novas capacidades e não a acumulação de conhecimentos típicos da educação formal. Esta afirmação, tem presente uma conceção abrangente de educação, na medida em que encerra em si a noção que educar não se resume à conceção reducionista do conhecimento, mas educar é uma tarefa contínua que comporta a multidimensionalidade da realidade familiar, escolar, social, cultural, o que significa que o aluno deve ser compreendido como subsistema em que interatua não apenas com a família e a escola fragmentada ou isolada, mas que no decurso do seu processo de desenvolvimento psicossomático estabelece uma contínua interação entre os diferentes conhecimentos que lhe advém dos diferentes contextos sociais, familiares, escolares.
Neste sentido a escola, assume-se como um sistema social aberto na medida em que encerra na sua estrutura organizacional e funcional um sistema de interações que lhe provêm do contexto social, cultural e familiar, vivenciado pelos alunos, que diariamente estabelecem trocas recíprocas entre a escola-família-comunidade local.
É fundamental promover a interação escola-família, não excluindo a comunidade, enquanto espaço social e cultural em que se movem os diferentes agentes sociais e educativos, o que significa que a comunidade não pode ser apenas percecionada enquanto espaço geográfico limitado, mas sim, como um espaço onde há vida, onde os indivíduos constroem laços de solidariedade social.
Espiney (1995) define comunidade local como:
Rede flexível de estruturas, agentes e dinâmicas locais, agregadoras de parcerias, estímulo de participação e geradoras de mudança. A comunidade é entendida como um sistema social aberto a qual estabelece redes de comunicação e interação com a escola-família na construção da sua própria identidade social e cultural (Espiney, 1995, p.23).
Marques et al. (1988) define comunidade enquanto sistema ecológico formado pela escola, família, bairro e redes de vizinhança e instituições locais, assim e na perspetiva do autor a definição concetual de comunidade educativa, permite de certo modo alargar o conceito de educação, isto porque não se confina a tarefa de educar apenas à escola, mas refere que a comunidade educativa integra a escola, a família e a comunidade local,
153
enfatizando deste modo, as interações entre estes agentes educativos, o que significa que a educação comporta em si um processo territorializado e/ou localizado, em que a educação tem de ser colocada no local.