THE EFFECT of POLITICAL RISK on DIRECT FOREIGN INVESTMENTS and EQUITY MARKET INDEX RETURNS: AN APPLICATION on G7 COUNTRIES
2. LİTERATÜR TARAMASI
É na escola que aprendemos a situarmo-nos no
mundo assumindo-nos como cidadãos,
preocupados com o que se passa à nossa volta e mobilizados para as grandes questões da atualidade.
Sampaio
Nesta vertente de análise seguida por Delors et al (1998) é fundamental referenciar os contornos delimitadores do conceito de educação hoje, que numa relação de
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interdependência dinâmica constituem a base que orienta o processo educacional do aluno: i) aprender a conhecer; ii) aprender a fazer; iii) aprender a viver juntos e iv) aprender a ser.
i.Aprender a conhecer
Percecionar o conhecimento adquire nas sociedades atuais uma nova dinâmica que tem por finalidade responder aos desafios que se colocam face à denominada sociedade da informação. Este novo modelo de organização das sociedades assenta num modo de desenvolvimento social e económico em que a informação, como meio de criação de conhecimento, desempenha um papel fundamental na produção de riqueza e na contribuição para o bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos.
Porém a condição para que a Sociedade da Informação se desenvolva reside na oportunidade de todos indivíduos poderem aceder às Tecnologias de Informação e Comunicação, existentes no nosso cotidiano e que constituem instrumentos indispensáveis às comunicações pessoais, de trabalho e de lazer, e própria inclusão social.
Portanto a delimitação concetual do termo conhecer abrange abordagens complexas e multidimensionais que não se restringem exclusivamente à assimilação/interiorização de conhecimentos padronizados, sendo que aprender a conhecer requer efetivamente no aluno competências que superem a simples observação dos factos.
É fundamental que o aluno seja capaz de observar e de se envolver face à realidade que vivencia no seu cotidiano, adquirindo uma postura analítica-reflexiva capaz de lhe fomentar o exercício de um raciocínio interventor.
É pertinente que o processo educativo parta do pressuposto que educar é uma tarefa complexa, na medida em que encerra em si a vertente da socialização, em que o termo socializar nos remete para a interação indivíduo-sociedade dinamizador das relações sociais que se constroem e se modificam no decurso das experiências e dos contextos com os quais se interage.
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Tal significa que conhecer não é uma tarefa que se confina exclusivamente à instituição escolar, mas que perdura no decurso da vida, acionando espaços de intercâmbio entre a escola-espaço local. Percecionar a aquisição de conhecimentos como sendo um processo contínuo que permite responder às rápidas mudanças da sociedade tem implícito a interação com uma outra dimensão no processo ensino aprendizagem, aprender a fazer.
ii. Aprender a fazer
A componente aprender a conhecer tem subjacente aprender a fazer de forma a tornar efetiva a articulação entre o campo da teoria e da prática. Partindo da constatação que a aquisição de conhecimento é um processo interativo (articulação entre o saber formal e informal) é fundamental refletir que aprender a fazer é acima de tudo o ser capaz de aplicar quadros referenciais teóricos que se iniciam a partir de um processo de questionamento/problematização.
De acordo com Camacho (2000) o saber-fazer é de facto o constructo central de todo o processo educacional, na medida em que consiste na capacidade do aluno se envolver de forma efetiva nas dinâmicas sociais e culturais que caracterizam o seu meio social. Este aspeto é fundamental uma vez que propicia ao aluno a aprendizagem de competências que ultrapassam a simples assimilação de conhecimentos, potencializando a análise assente na lógica da interação e de interdisciplinaridade.
Nas sociedades contemporâneas a componente aprender a fazer implica a capacidade de desenvolver tarefas complexas e dinâmicas, facto este que implica a incrementação de um trabalho de equipa onde diferentes agentes sociais, educativos e profissionais se articulam em prol de objetivos comuns, enfatizando a partilha de conhecimentos e de responsabilidades. O mesmo é dizer que a educação tem implícito o desenvolvimento de competências de relação e comunicação, como estrutura base de todo o processo de formação pessoal, social e profissional do aluno.
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A efetiva implementação de um trabalho em equipa tem inerente uma outra dimensão no processo ensino-aprendizagem, aprender a viver juntos.
iii. Aprender a viver juntos
Significa a necessidade em mobilizar no campo educativo a articulação contínua de forças sociais enraizadas e capazes de transmitir quadros de identidade social. É fundamental que o aluno sinta que o seu cotidiano é valorizado e visualize a escola como um espaço contínuo de aprendizagem e não meramente a inculcação de conhecimentos estandardizados, assim e segundo Dias (1993) na escola o indivíduo é sujeito de aprendizagem mais formal, no entanto, esta realidade não confina a educação ao sistema escolar, uma vez que não esgota a experiência total dos indivíduos.
Deste modo é pertinente realçar a importância que assume a colaboração entre a escola, família e a comunidade local, uma vez que se viabiliza a escola a interiorizar a diversidade social e cultural que rege e orienta uma dada comunidade.
A dinâmica interativa que se estabelece entre os diferentes agentes educativos proporciona ao aluno o desenvolvimento de competências de relação e de comunicação bem como a perceção de que o seu contributo é relevante o que requer a construção de uma atitude participativa na efetiva implementação de processos de desenvolvimento da comunidade onde se integra e com a qual interage.
iv. Aprender a ser
Focalizar a educação num quadro de desenvolvimento social e humano, suscita a compreensão da componente aprender a ser uma vez que remete para o campo da formação integral do aluno.
Segundo Delors et al (1998) a educação é considerada uma viagem interior, cujas etapas correspondem à maturação contínua da personalidade. Isto significa que inerente a todo o processo educativo está presente o desenvolvimento de competências nos domínios da
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criatividade e da responsabilidade social, levando o aluno, a colaborar e a envolver-se nas dinâmicas sociais locais.
Não podemos esquecer que a personalidade humana é algo que se constrói a partir das interações que se estabelecem entre o meio familiar, social e escola, deste modo e para Dias (1993, p.28):“Crescer é um pressuposto complexo e contínuo que passa por várias vivências (...) ”.
Perspetivar o conceito de educação a partir dos atrás referidos quatro pilares, tem subjacente uma análise que nos remete para a pertinência que assume nos dias de hoje a interação escola-família-comunidade para que sejamos capazes de responder à pluridimensionalidade e à complexidade da realidade social com a qual interatuamos.
Educar não é apenas ensinar, mas sim formar, valorizar no aluno, saberes que possam ser refletidos/problematizados e construídos numa lógica de responsabilidade social e de participação autêntica no exercício da sua cidadania.