2.3. Araştırma Bulguları
2.3.1. Katılımcıların Demografik Özellikleri Hata! Yer işareti tanımlanmamış.
2.3.2.2. Modelin ve Hipotezlerin Test Edilmesine Yönelik Yapılan Düzenleyic
Diversos autores trabalharam com o objetivo de prover uma definição do termo ciência. Trujillo Ferrari (1974) definiu ciência como uma sistematização de conhecimentos, um conjunto de proposições logicamente correlacionadas sobre o comportamento de certos fenômenos que se deseja estudar: “A ciência é todo o conjunto de atitudes e atividades racionais dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação” (TRUJILLO FERRARI, 1974:8).
Todas as ciências caracterizam-se pela utilização de métodos científicos; no entanto, nem todos os ramos de estudo que utilizam esses métodos são ciências. Marconi e Lakatos (2003) concluem que a utilização de métodos científicos não é da alçada exclusiva da ciência, mas sem o emprego de métodos científicos não existe ciência.
O método é um conjunto de atividades sistemáticas e racionais que, permite alcançar o objetivo almejado, conhecimentos válidos e verdadeiros, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões dos cientistas (MARCONI e LAKATOS, 2003). A perspectiva tradicional do método científico sugere que os cientistas passam diretamente de uma curiosidade intelectual para a derivação de alguma teoria. Isso raramente acontece, normalmente os cientistas desenvolvem interesse por algum assunto, então o examinam com rigor e o estruturam em termos lógicos e abstratos. Com a identificação dos fenômenos relevantes ao assunto estudado é possível relacionar esses numa rede de relações causais – quais elementos causam ou influenciam outros elementos. Desse modo, é possível o desenvolvimento de uma teoria, um conjunto de proposições lógicas, inter-relacionadas, que explicam a natureza do fenômeno estudado (BABBIE, 1999).
O principal objetivo da ciência, segundo Hunt (1983), é descobrir leis e teorias que consigam explicar, prever, compreender e controlar fenômenos. Para Marconi e Lakatos (2003) o conhecimento científico é real (factual), porque lida com ocorrências ou fatos. Além disso, constitui um conhecimento contingente, pois suas proposições ou hipóteses têm sua veracidade ou falsidade conhecida pela experiência.
Segundo Babbie (1999), para testar a validade de uma teoria supostamente derivam dela hipóteses, que são predições sobre o que acontecerá em condições especificadas. Assim, hipóteses devem ser convertidas em termos operacionais, isto é, nas operações concretas feitas para testá-las. Finalmente, as operações especificadas são efetuadas, dados são coletados e manipulados como prescritos e a hipótese é testada. Se o experimento confirmar a hipótese, é validada a teoria geral da qual ela foi derivada. As teorias são normalmente aceitas com base no peso de diversos experimentos. Se um grande número de observações é mais bem explicado por uma teoria do que por qualquer outra teoria disponível, então essa provavelmente será aceita (BABBIE, 1999).
As teorias dificilmente resultam de processos totalmente dedutivos. As teorias são, mais comumente, resultado de uma longa cadeia de dedução e indução. Na indução, inicia-se com dados observados e se desenvolve uma generalização que explica a relação entre os objetos observados. Por outro lado, no raciocínio dedutivo se começa com alguma lei geral, que é aplicada a uma instância particular. Como exemplo, a explicação preliminar de uma relação empírica pode ser testada com a coleta de mais dados, de forma a usar os resultados para modificar a explicação, coletar novos dados e assim por diante. Portanto, raramente uma teoria se torna prontamente aceita. Ao contrário, as evidências são montadas aos poucos de forma a apoiar uma teoria em contínua modificação (BABBIE, 1999).
Considerando esse contexto, o presente trabalho seguirá o caminho dedutivo, partindo de especulações e pressupostos estabelecidos a partir de uma revisão bibliográfica existente na tentativa de propor um modelo e a dedução de generalizações. Para isso, a criação de questões é uma parte essencial do processo de descoberta e criação de teoria.
Portanto, o trabalho do pesquisador compreende todo um processo de construção de conhecimento para realizá-lo com a ajuda da metodologia científica. O autêntico pesquisador acadêmico atua no processo permanente da construção científica, tratando de apresentar formas mais competentes de intervenção na realidade, unindo o conhecimento teórico com a prática da sociedade. Dessa forma, a produção científica torna-se um instrumento de inovação disponível para que a sociedade possa saber lidar com a realidade (DEMO, 2000).
A utilização da metodologia científica permite a evolução e o progresso de uma ciência pelo encadeamento dos problemas bem definidos e, ainda, pela seqüência de soluções. Mas, para se constituir num progresso, as soluções devem ser confirmadas por uma teoria anterior, construída antes do seu conhecimento, ou realmente abrir caminho para a busca de uma explicação, que pode ser alcançada muito mais tarde, por meio de outros trabalhos (GRANGER, 1994).
Para Eco (1983), um estudo é considerado científico quando apresenta os seguintes requisitos:
• Especifica um tema reconhecível e definido de tal maneira que seja compreendido pelos outros (na área do conhecimento correspondente);
• Acrescenta algo que ainda não foi dito ou revê sob uma visão diferente o que já se disse;
• É útil para os demais;
• Fornece elementos para a verificação e a contestação das hipóteses apresentadas (critério de refutabilidade).
Demo (2000), por sua vez, afirma que um trabalho científico deve ter as seguintes partes essenciais, que podem ser aglutinadas de várias formas, mas com progressão lógica:
• o enunciado da pretensão ou da hipótese de trabalho; • os passos metodológicos;
• o referencial teórico ou o quadro de referências, para a devida argumentação e condição explícita da hipótese;
• a base empírica, se houver; • a conclusão ou os resultados.
Babbie (1999) afirma que, de uma maneira geral, o objetivo da pesquisa nas ciências sociais é compreender o comportamento. O movimento que vêm ocorrendo nas ciências sociais significa uma passagem da ênfase na descrição para a explicação sistemática. A oposição ao método das ciências sociais vem das ciências exatas e biológicas – física, biologia, química, etc. Guiados pela imagem tradicional da ciência discutida acima alguns cientistas físicos objetam que o “método científico” não pode ser aplicado ao comportamento humano. Na maioria, estes erros parecem advir da aceitação da imagem tradicional da ciência e da falta de compreensão da lógica da ciência na prática. Babbie (1999) acredita que o comportamento social humano pode ser submetido a um estudo científico tão legitimamente
como as ciências tradicionais. Como os cientistas físicos, os cientistas sociais buscam descobrir regularidade e ordem. Cientistas sociais buscam regularidade no comportamento social por meio da observação e medição cuidadosas, descoberta de relações e elaboração de modelos e teorias.