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F- Araştırmanın Sınırlılıkları ve Kapsamı

I. BÖLÜM

2. ÖTEKİLEŞTİRME

1.3. Süleyman Hilmi Tunahan Cemaatine Mensup Kadınlar ve Moda

1.3.6. Modaya Yönelimde Ötekileştirilmenin Rolü

Por político entendemos, conforme Bourdieu (2000), um campo constituído pelas instituições e atores vinculados e regulados pelas instâncias de poder, sendo o mesmo formado por estruturas que operam conjuntos de valores vinculados à regulação e regulamentação dos fluxos e processos no tecido social.

Para Bourdieu (2000) as relações de poder estruturam e são estruturadas pelas comunicações, que asseguram o reconhecimento e a validação do papel de um ator ou campo no conjunto da sociedade.

Logo o poder está diretamente associado a capacidade de manipulação de estratégias discursivas e comunicacionais inerentes a um processo social ou histórico, sendo as disputas de poder relações de competição simbólica que conferem a determinado ator ou campo maior ou menor força frente as demandas e questões que implicam o tecido social.

"O reconhecimento do poder simbólico só se dá na condição de se descreverem as leis de transformação que regem a transmutação das diferentes espécies de capital em capital simbólico e, em especial, o trabalho de dissimulação e de transfiguração (numa palavra, de eufemização) que garante uma verdadeira transubstanciação das relações de força fazendo ignorar- reconhecer a violência que elas encerram objetivamente e transformando-as assim em poder simbólico, capaz de

produzir efeitos reais sem dispêndio aparente de energia." (BOURDIEU:2000:15)

O poder do campo político coloca-se na esfera macro-social, tratando das questões gerais de regulação da sociedade em geral, disputando seus atores a capacidade de mobilizar e integrar forças, simbólicas ou reais, materiais, para validar suas estratégias e fazeres. Isto se dá tanto no interior do campo como em relação aos campos externos, sua existência, sua permanência, seus regulamentos, seus códigos, seus princípios de seleção e exclusão.

Logo seu poder está vinculado ao manejo das demandas e aos processos ideológicos presentes nesta sociedade e seu reconhecimento que se faz através de sua identificação às questões sociais. Esteves (1998:s.p.) considera a política como “o legítimo controle dos cidadãos”. Assim, temos que campo político desenvolve uma atividade de manutenção, controle e negociação dos valores maiores¿ de uma sociedade.

Ou seja, no interior do campo político circulam as negociações e os processos decisórios que direcionam, balizam e influem nos destinos de várias instâncias de um estado-nação, desde um bairro ou município até o poder federativo, sendo assim o campo envolvido – ou responsável – pelas questões e processos decisórios, de validação e coesão do poder nas sociedades.

Podemos notar então - de forma bastante didática - que são integrantes do campo político as instituições legislativas e executivas nos mais variados níveis – prefeituras, assembléias, deputados... – seus atores e também as instituições que usam ou buscam estes espaços para afirmar suas identidades e valores. Ou seja, vemos no campo político os atores e agentes envolvidos diretamente nos elementos constituintes e representativos do sistema democrático.

Da mesma forma integram o campo político grupos de pressão, como ONG´s, partidos e agremiações políticas, sindicatos, entidades empresariais, etc., que atuam, negociam e interagem dentro do campo promovendo os fazeres e processos de e para a sociedade. Nas palavras de Bourdieu:

“(...) o campo político é o lugar em que se geram, na concorrência entre os agentes que nele se encontram envolvidos, produtos políticos, problemas, programas, análises, comentários, conceitos, acontecimentos, entre os quais os cidadãos comuns, reduzidos ao estatuto de ‘consumidores’, devem escolher, como probabilidades”. (BOURDIEU, 2000:164)

Em nossa visão o principal capital, valor e até mesmo elemento de troca para os atores do campo político são o apoio e a aderência dos demais campos e cidadãos às suas demandas e oferta. Isto faz com que se ampliem ou reduzam o espaço e a força de cada um nos conflitos internos do campo.

Logo, pautar e induzir o debate sobre as questões com potencial para ampliar o poder de determinado ator inerente ao fazer do campo pode ser considerado um processo natural. Como o próprio Bourdieu dispõe em outra passagem:

“As estratégias discursivas dos diferentes atores, e em especial os efeitos retóricos que têm em vista produzir uma fachada de objetividade, dependerão das relações de força simbólicas entre os campos e dos trunfos que a pertença a esses campos confere aos diferentes participantes ou, por outras palavras, dependerão dos interesses específicos e dos trunfos diferenciais que, nesta situação particular de luta simbólica pelo veredicto ‘neutro’, lhes são garantidos pela sua posição nos sistemas de relações invisíveis que se estabelecem entre os diferentes campos em que eles participam.” (BOURDIEU, 2000:56)

Neste processo de conflito e busca de capital simbólico e, conseqüentemente, poder; o apoio e adesão da sociedade às suas lutas, bandeiras e ideologias vão permitir a um ator ou integrante ampliar sua esfera de influência e poder sobre o campo como um todo.

Criemos aqui um espaço para ilustração do processo dos movimentos de forças políticas nos campos e como elas interagem, usando como metáfora um dos mais antigos jogos do mundo, Go, também conhecido como Weiqi. Ele Nasceu na China antiga entre 2000 AC e 200 AC. O objetivo deste jogo é controlar mais território do que o adversário. Esta proposta gera no tabuleiro campos de forças que interagem entre si para dominar.

As peças se relacionam como atores, estabelecendo “campos de liberdade”, sendo este o termo usado para definir uma linha aberta à interação, campo aberto para atuar. Tal qual vemos disputarem poder, influências em domíniose discursos dentro das práticas políticas.

Os graus de liberdade são determinados pelos pontos vazios adjacentes aos “atores”. As pedras para continuar no tabuleiro, têm de ter graus de liberdade (possibilidade de ação), para continuar no tabuleiro. Podemos fazer um paralelo, durante uma partida de jogo percebendo-se um bom exemplo dos conflitos de forças dentro e fora dos campos com diferentes atores. Vejamos as imagens:

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Na imagem acima as pedras ligadas por linhas a outras pedras, por esta aliança partilham os seus graus de liberdade(fig1) e consequentemente restringem a liberdade do adversário. Quando uma pedra ou grupo de pedras é cercada por pedras adversárias, de forma a ficar sem graus de liberdade, é capturada e removida do tabuleiro de jogo e o grupo que cerca ganha todo o território (fig. 2.1) antes dominado pelo adversário.

No campo da política isto também acontece, quando as forças políticas de um grupo predominam e restringem a ação dos adversários, têm suas idéias dominando o campo e ampliando sua capacidade de interação e domínio.