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4. ÖĞRETİM

5.2 Kavramsal Anlama Testine İlişkin Bulgular

5.2.4 Mitoz ve Mayoz Bölünme Konularına İlişkin Öğrenci Fikirlerine

Um dos objetivos específicos desta pesquisa foi o de construir duas matrizes de sustentabilidade, uma para a coleta seletiva e outra para as organizações de catadores (Quadros 19 e 20), e a partir destas calcular os dois Índices de Sustentabilidade. Estas foram construídas a partir do processo de validação dos indicadores, das fórmulas de cálculo e das tendências à sustentabilidade. Os índices são valores numéricos que variam de 0 a 1. A metodologia de cálculo do Índice é apresentada no Capítulo 6.

A matriz é um importante instrumento de planejamento e gestão e permite ponderar os indicadores, chegar a um índice sintético e ao mesmo tempo medir os indicadores desagregados, o que possibilita identificar os pontos mais fortes e mais fracos e planejar ações (BELLEN, 2005; GUIMARÃES, 2009; JANUZZI, 2006). Este índice possibilita também estabelecer uma comparação quanto ao desempenho na gestão entre municípios, e organizações de catadores.

Na pesquisa aqui apresentada, os indicadores não foram agrupados, uma vez que o Quadro 9 mostra que estes abrangem em sua maioria várias dimensões da sustentabilidade.

Os indicadores são apresentados na ordem de importância a eles atribuída pelos especialistas.

7.3.1. Coleta seletiva

Em relação à coleta seletiva, dentre aqueles que têm maior aprovação (de 80% para mais), observam-se seis temas, um primeiro relacionado com a legitimidade da coleta seletiva (adesão e atendimento), um segundo aspecto relacionado com a eficiência do serviço (índice de recuperação de recicláveis e índice de rejeito), um terceiro associado com condições de trabalho nas centrais de triagem e um quarto que contextualiza a lógica da relação entre as prefeituras e as organizações. O quinto tema é relacionado aos custos e inclui três indicadores que buscam caracterizar os custos da prestação de serviço da coleta seletiva em relação à quantidade coletada, à relação custo-benefício face ao custo da coleta domiciliar e do aterramento, uma vez que inclui a quantidade de resíduos que é desviada do aterro. Este é um diferencial que aqui se apresenta e que se contrapõe à visão tradicional prevalecente (CICLOSOFT 2009) de calcular os custos da coleta seletiva em relação aos custos da coleta domiciliar. O sexto tema é relacionado com receita para viabilizar o sistema, o autofinanciamento, que depende principalmente da cobrança de taxa ou tarifa, o que de fato ainda é pouco comum no Brasil, sendo, na maior parte, cobrado junto ao Imposto sobre a Propriedade Territorial e Predial Urbano (IPTU) (SNIS, 2007).

Outros temas como educação, inclusão de catadores e gestão compartilhada tem aprovação acima de 70% e apenas parcerias fica abaixo de 70%.

Observa-se que a gestão compartilhada é muito valorizada na literatura de resíduos sólidos, entretanto se verifica que entre a teoria e a prática existe uma distância que precisa ser mais bem avaliada tanto no plano conceitual quanto da situação real. Existem diferentes entendimentos por parte dos diferentes atores envolvidos na pesquisa quanto ao significado dessa forma de gestão e as formas de avaliar seu funcionamento. Em virtude destas interpretações diferenciadas, o indicador obteve uma das menores avaliações.

Cabe destacar a decisão de manter o indicador de parcerias apresentado na segunda rodada e reprovado em suas características pelos especialistas. Isto se deve ao fato que no decorrer da pesquisa, embora todos os atores que participaram consideraram as parcerias muito importantes, não houve consenso sobre sua melhor formulação. Dada sua importância entende-se que este possa ser substituído no futuro, por um índice que contemple a diversidade e qualidade das parcerias.

Apresenta-se no Quadro 19 a Matriz de Sustentabilidade da Coleta Seletiva. Esta inclui o indicador, o peso a ele atribuído pelos especialistas, as tendências à sustentabilidade dos indicadores e o valor que varia de 0 a 1 (alta, 1ponto, média 0,5 ponto e baixa 0 pontos). O valor final é representado pela multiplicação do peso pelo valor.

Indicadores de sustentabilidade da coleta seletiva

Tendências à sustentabilidade Peso Valor V F

Alta Média Baixa

1 Adesão da população ≥ 80% 40,1% - 79,9% ≤ 40% 0,91 2 Atendimento da população 80% a 100% 40,1% - 79,9% ≤ 40% 0,90 3 Taxa de recuperação de recicláveis –TRMR ≥ 20% 10,1% - 19,9% ≤ 10% 0,89 4 Taxa de rejeito ≤ 10% 10,1% - 29,9% › 30% 0.87 5 Condições de trabalho 80% a 100% 50,1% - 79% ≤ 50% 0,84

6 Instrumentos legais na relação

com org. de catadores Contrato ou Convenio remunerado

Convenio

sem remuneração Não há contrato ou convenio 0,83 7 Custo do serviço/ quantidade

seletiva ≤ R$ 175,00/t R$ 170, 1 - R$ 350,00 ≥ R$ 350,00/t 0,82

8 Custo da coleta seletiva/ regular

+ destinação final ≤ 50% 50,1% - 199,9% ≥ 200% 0,81

9 Autofinanciamento 80% a 100% 50,1% - 79,9% ≤ 50% 0,80

10 Educação /divulgação Permanente

Quinzenal/Mensal

Bimestral e Trimestral

Anual/pontual 0,79

11 Custo da coleta/ manejo de RS ≤ 50% 50,1% - 74,9% ≥ 75% 0,78

12 Inclusão de catadores avulsos 80% a 100% 50,1% - 79,9% ≤ 50% 0,74

13 Gestão compartilhada Existe e funciona Existe, mas não

funciona

Não existe 0,73

14 Parcerias 80% a 100% 50,1% - 79,9% ≤ 50% 0,62

7.3.2 Organizações de catadores

Com relação aos indicadores propostos para as organizações de catadores, parte significativa deles foi bem avaliada, sendo que de um total de 21 indicadores, 75% obteve média acima de 0,80.

Observam-se três temas, um primeiro relacionado com o funcionamento da organização (participação dos membros, regularização, instrumentos legais na relação com a prefeitura, parcerias e autogestão). O segundo está associado com a situação socioeconômica e condições de trabalho (renda, produtividade, diversificação das atividades, aspectos associados com saúde e uso de equipamentos, capacitação, benefícios, rotatividade dos membros, relação de ganhos entre gêneros). O terceiro relacionado com a eficiência do serviço (taxa de recuperação de recicláveis e taxa de rejeito, adesão da população, equipamentos e veículos).

Destacam-se sete indicadores: 1) renda, 2) adesão da população, 3) segurança e salubridade do ambiente de trabalho, 4) saúde do trabalhador, 5) taxa de rejeito, 6) taxa de recuperação de materiais recicláveis e 7) participação em reuniões (Quadro 20).

Ao observar estes indicadores que tem uma média que varia de 0,87 a 0,95, pode se verificar que os principais aspectos associados com condicionantes econômicos, sociais, organizacionais, institucionais e de saúde foram muito bem avaliados pelos especialistas. Os outros indicadores, muitos deles complementares tiveram nota média acima de 0,74, e apenas os dois indicadores de parcerias, pelas razões já expostas ficaram abaixo desta média. Nesse caso apesar de ambos terem sido prejudicados na ponderação em função da dificuldade de medição é importante destacar que no cômputo final são dois indicadores de uma mesma categoria, parceria, portanto de certa forma estes representam um peso maior no cálculo do índice.

Indicadores de sustentabilidade das organizações de catadores

Tendência à sustentabilidade Peso Valor* VF

Alta Média Baixa

1 Renda média mensal por membro ≥ 2 salários

mínimos salários mínimos De 1 a 2 dois ≤ 1 salário mínimo 0,95 2 Adesão da população

≥ 80% 40,1% - 79,9% ≤ 40% 0,91

3 Segurança e saúde do trabalho ≥ 80% 50,1% - 79,9% ≤ 50% 0,89

4 Taxa de recuperação de recicláveis -TRMR ≥ 20% 10,1% - 19,9% ≤ 10% 0,89

5 Atendimento aos requisitos de saúde do

trabalhador ≥ 80% 50,1% - 79,9% ≤ 50% 0,87

6 Uso de EPIs ≥ 80% 50,1% - 79,9% ≤ 50% 0,87

7 Participação dos membros em reuniões ≥ 80% 50,1% - 79,9% ≤ 50% 0,87

8 Taxa de rejeito ≤ 10% 10,1% - 29,9% ≥ 30% 0.87

9 Membros capacitados em relação ao total ≥ 80% 50,1% - 79,9% ≤ 50% 0,84

10 Produtividade por catador ≥ 2 t/mês 1,1 - 1,9 t/ mês ≤ 1 t/ mês 0,84

11 Regularização 100% 50,1 - 99,9% ≤ 50% 0,84

12 Instrumentos legais na relação com a

Continuação: Indicadores de sustentabilidade das organizações de catadores

Tendência à sustentabilidade Peso Valor* VF

Alta (valor 1) Média (valor 0,5) Baixa (valor 0)

13 Atendimento aos requisitos de

autogestão ≥ 80% 50,1% - 79,9% ≤ 50% 0,82

14 Rotatividade dos membros ≥ 25% 24,9% - 49,9% ≤ 50% 0,80

15 Benefícios aos membros ≥ 80% 50,1% - 79,9% ≤ 50% 0,79

16 Horas trabalhadas membro/ total da

organização 80% -100% 50,1% - 79,9% ≤ 50% ≥ 100 0,77

17 Relação de ganhos entre gêneros 100% 70,1% - 99,9% ≤ 70%

0,74

18 Equipamentos e veículos

próprios/cedidos ≥ 80% 50,1% - 79,9% ≤ 50% 0,74

19 Diversificação das atividades e

serviços ≥ 80%

50,1% - 79,9% ≤ 50% 0.74

20 Qualidade das parcerias ≥ 80% 50,1% - 79,9% ≤ 50% 0,71

21 Diversificação das parcerias ≥ 80% 50,1% - 79,9% ≤ 50% 0,66

Os três indicadores acrescidos ao conjunto das organizações de catadores: 1) Taxa de recuperação de materiais recicláveis (TRMR), 2) Taxa de rejeito (TR) e 3) Adesão são calculados da mesma forma da coleta seletiva, porém leva-se em conta a à área atendida pelas organizações.

Quanto à Matriz de Sustentabilidade das Organizações de Catadores, esta foi acrescida de três indicadores em relação ao resultado final do Delphi. O motivo desta inclusão deve-se à importância dada a estes indicadores nas oficinas específicas. Em especial na oficina de organizações de catadores que consideraram a necessidade de sua inclusão. A inclusão foi possível, uma vez que estes mesmos indicadores foram avaliados pelos especialistas e ponderados para a coleta seletiva.

8 COMUNICAÇÃO DOS INDICADORES E ÍNDICES

Um dos grandes desafios com relação aos indicadores e índices de sustentabilidade, além de sua legitimação pelos usuários consiste em sua comunicação para diferentes públicos. JESINGHAUS (1999) afirma que a transparência do sistema e a forma de comunicação dos resultados são fundamentais para qualquer ferramenta de avaliação de sustentabilidade.

Dois sistemas de indicadores de sustentabilidade, complexos e muito disseminados utilizam representações para a comunicação, o Dashboard of Sustainability e o Barômetro da Sustentabilidade. A palavra dashboard, ou painel, se refere ao conjunto de instrumentos de controle situado abaixo do pára-brisa de um veículo (BELLEN, 2005). A representação gráfica recente do dashboard se dá por meio de um painel visual de três grupos ou blocos de mostradores que procuram mensurar o desempenho econômico, social e ambiental de diferentes escalas territoriais ou empreendimentos (BELLEN, 2005). Trata-se de um índice agregado de vários indicadores dentro de cada um dos mostradores; e a partir do cálculo dos índices se obtém o resultado final

de cada mostrador. Uma função adicional calcula a média dos mostradores e

chega ao Índice de Sustentabilidade Global (Sustainable Development Index - SDI).

BELLEN (2005, p.129) argumenta que HARDI (2000), “considera que

esta ferramenta identifica pontos fortes e fracos e auxilia os tomadores de decisão, públicos e privados, a repensar suas estratégias de desenvolvimento e a especificação de metas e destaca tratar-se de uma apresentação atrativa e

concisa da realidade que pode chamar a atenção do público-alvo”.

Segundo BELLEN (2005) o Barômetro da Sustentabilidade é uma ferramenta que busca combinar indicadores e mostrar seus resultados à sociedade por meio de índices que calculam ou medem o progresso em direção