• Sonuç bulunamadı

4. ÖĞRETİM

5.2 Kavramsal Anlama Testine İlişkin Bulgular

5.2.2 Kalıtım Konusu İle İlgili Kavramlara İlişkin Öğrenci Fikirlerine Ait

5.2.2.1 Cinsiyetin Belirlenmesi ve Kalıtım Arasındaki İlişkiye Ait

Nesse capítulo serão apresentados os resultados e a discussão da pesquisa que envolveu levantamento documental e de campo, aplicação de instrumento de validação de indicadores, realização de atividades com diversos atores sociais e elaboração de instrumento de comunicação para os atores envolvidos e para a sociedade em geral.

O primeiro tópico apresenta uma atualização da evolução da coleta seletiva, em especial, operada pelas administrações municipais com organizações de catadores na Região Metropolitana de São Paulo, a partir de um estudo comparativo, entre os anos de 2004 e 2010. Esta atualização visa atingir um dos objetivos da pesquisa que é verificar os fatores que afetaram a coleta seletiva, a situação atual da gestão dos resíduos sólidos na RMSP, as mudanças ocorridas no período e permite avaliar os impactos das políticas públicas e do seu alcance na inclusão de catadores.

No segundo tópico são apresentados resultados da realização de duas rodadas de questionários da técnica Delphi, com especialistas, para a construção e validação dos indicadores de sustentabilidade da coleta seletiva municipal e das organizações de catadores.

O terceiro contém as contribuições dos participantes das oficinas regionais, realizadas no decorrer dos anos de 2007 e 2008, nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Recife, durante a 1ª rodada da aplicação do Delphi. O objetivo das oficinas regionais foi verificar a aceitação da metodologia de construção dos indicadores e dos índices e colher subsídios para a 2ª rodada técnica Delphi.

No quarto tópico apresentam-se os resultados obtidos nas três oficinas de validação dos indicadores realizadas com: 1) representantes de

organizações de catadores, 2) técnicos da SLU/BH, e da prefeitura de Belo Horizonte, e 3) técnicos do Instituto INSEA.

Duas matrizes de sustentabilidade são apresentadas no quinto tópico, uma referente à coleta seletiva e outra às organizações de catadores, ambas construídas a partir dos resultados obtidos no Delphi e nas demais fases da pesquisa. Nesse tópico também se encontra a proposta do Radar de Sustentabilidade da coleta seletiva, uma forma de comunicação dos índices obtidos a partir das matrizes, com o objetivo de facilitar o monitoramento e a evolução, em termos de sustentabilidade, pelas prefeituras e pelas organizações de catadores.

7.1 COLETA SELETIVA NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO

As 26 Regiões Metropolitanas do país concentram 34% da população brasileira e 84% da população urbana22. A Região Metropolitana de São Paulo – RMSP, o maior centro urbano do Brasil e da América do Sul, e a sexta maior área urbana do mundo, com cerca de 19.9 milhões de habitantes (IBGE, 2009) destaca-se como centro econômico é responsável por 57,3% do PIB estadual, 19,4% do nacional.

Os níveis de qualidade de vida variam muito entre os 39 municípios da RMSP, sendo que alguns apresentam indicadores comparáveis aos de países desenvolvidos, enquanto outros se comparam a países em desenvolvimento, e ainda persistem desigualdades econômico-sociais intra-regionais. Embora a gestão dos resíduos sólidos urbanos seja uma atribuição municipal, a inexistência de política de planejamento e gestão integrada para as Regiões

22 Observatório de Saúde da Região Metropolitana de São Paulo, 2010. Disponível em: www.observasaude.sp.gov.br.

Metropolitanas reflete-se na gestão dos resíduos sólidos, que se dá de forma fragmentada.

Estima-se que nos 39 municípios são geradas 16.233 toneladas por dia ou quase 6 milhões de toneladas por ano de resíduos sólidos domiciliares (CETESB, 2009). O município de São Paulo é responsável pela geração estimada de mais da metade (62,5%) desses resíduos. Os resíduos urbanos gerados na RMSP representam quase 10% dos resíduos sólidos urbanos (RSU) gerados no país (ABRELPE, 2008; CETESB, 2009).

A evolução da coleta seletiva na RMSP, entre os anos de 2005 e 2010, foi analisada a partir de dados secundários, de 2005 e primários, de 2010. Os dados referentes aos anos de 2004 e 2005 foram obtidos na pesquisa COSELIX (RIBEIRO et al., 2009 págs 32 e 33). O levantamento de dados referentes ao ano de 2010 foi realizado no âmbito da pesquisa aqui apresentada, e os resultados encontram-se no APENDICE I.

a) Geração e destinação final de resíduos sólidos domiciliares

Para avaliar a eficiência da prestação do serviço de coleta seletiva pelos municípios é importante verificar a relação entre a quantidade coletada de forma seletiva e total de resíduos domiciliares, coletados e destinados aos aterros sanitários. São considerados resíduos domiciliares os de origem domiciliar produzidos nas residências, em pequenos estabelecimentos comerciais e em empreendimentos de pequeno porte destinados à prestação de serviços coletados pela coleta regular municipal (CETESB, 2009, p. 6).

Vários autores alertam sobre a dificuldade de se obter dados comparativos referentes à produção de resíduos sólidos entre diferentes países ou municípios, devido ao uso de diferentes nomenclaturas para as categorias de resíduos sólidos gerados no ambiente urbano (ACURIO et al., 1997; MILANEZ, 2002; LOPES, 2003; ABRELPE, 2009). Os resíduos sólidos urbanos

são aqueles produzidos nas residências, nos pequenos geradores comerciais, nas atividades de limpeza pública, como é o caso da varrição de vias e logradouros públicos e cuja competência é da administração municipal. Também há variações de quantidades em municípios, devido a fatores tais como: tipo de atividade produtiva predominante, nível socioeconômico, sazonalidade de ocupação e existência de programas de coleta seletiva, dentre outros. Há ainda a questão da freqüência da medição, pois nem todos os municípios fazem pesagens diárias ou periódicas (CETESB, 2009).

As quantidades de RSD coletadas, em 2005 e 200923 são apresentadas na Tabela 2.

Tabela 2 - Coleta de resíduos domiciliares, quantidades coletadas e variação

percentual na RMSP, 2005 e 2009.

Municípios da RMSP

Coleta de RSD 2005 2009

(t/dia) (t/dia) Variação (%) 39 municípios 17.692 16.213 - 8,4 38 municípios (exceto São Paulo) 4.692 5.213 11,1

São Paulo CETESB* 7.000 11.000 10.342 11.618 57,0 12,3 PMSP**

*Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares - CETESB, 2005, 2009 **Assessoria de Comunicação da PMSP, maio de 2010.

23 A partir de dados estimados da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental- CETESB, nos Inventários Estaduais de Resíduos Sólidos, de 2005 e 2009, e em dados fornecidos pela Prefeitura Municipal de São Paulo, em 2010.

Embora a CETESB alerte para que as estimativas de geração não sejam utilizadas como fonte de informação de dados de geração ou coleta de resíduos (CETESB, 2009, pg.6), cabe destacar a dificuldade na obtenção de dados confiáveis e a discrepância entre os dados fornecidos pela prefeitura municipal de São Paulo e os da CETESB (Tabela 3).

Também é importante observar que segundo os dados da Prefeitura de São Paulo, o crescimento da quantidade de resíduos domiciliares, entre os anos de 2005 e 2009, não foi muito significativa, o que pode gerar dúvidas quanto à confiabilidade dos dados (Tabela 3).

Tabela 3 - Coleta de resíduos domiciliares do município de São Paulo, no

período 2004 - 2009. Coleta de RSD (t/dia) 2004 2005 2006 2007 2008 2009 CETESB* 13.000 7.000 7.000 12.700 10.600 11.000 Prefeitura de São Paulo** 10.096 10.342 10.879 10.737 11.082 11.618 *Inventários Estaduais de Resíduos Sólidos Domiciliares- CETESB - 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, e 2009.

**Assessoria de Comunicação da PMSP, maio de 201024.

Essa variação nas quantidades identificadas da coleta de RSD pela Prefeitura Municipal de São Paulo altera significativamente o resultado da quantidade total de resíduos coletada na RMSP, e afeta a avaliação dos demais municípios no que se refere ao cálculo da evolução do percentual coletado

24 Os dados foram informados em t/ano e transformados pela autora em t/dia. Para o cálculo foram considerados 26 dias de coleta.

nesses (se considerados os dados da CETESB), ao longo dos anos, em relação ao total produzido na RMSP.

Em 2010, a disposição final de RSD coletados na RMSP é feita, na sua totalidade, em aterros sanitários.

Os Mapas 1 e 2 apresentam a localização e condições da disposição final dos RSD na RMSP, em 2005 e 2009 e mostram que a situação melhorou significativamente nesse período25. Também apresentam o fluxo e as distâncias percorridas pelos resíduos sólidos domiciliares na RMSP para uma disposição final adequada em aterros sanitários.

O número de municípios que realizam a disposição final em outros municípios aumentou de 23, em 2005 para 32, em 2009. Na RMSP, de estimadas 5.236,6 t/dia de RSD geradas nos 38 municípios (São Paulo dispõe em condições adequadas), 2.0658,6 t/dia (39,3%) ainda estão sendo dispostos em condições controladas. Esse tipo de disposição, na qual os requisitos de engenharia necessários para a segurança não foram tomados, representa riscos ao ambiente e à saúde pública, uma vez que diante de chuvas excessivas estas áreas podem rapidamente se transformar em lixões.

Aumenta também a disposição final em aterros sanitários privados. Esses aterros, em sua maioria operam em condições adequadas. A tendência futura, nas regiões metropolitanas e cidades médias é a disposição final em aterros instalados em áreas cada vez mais distantes, devido às dificuldades de obtenção de áreas para instalação de aterros e à resistência das comunidades quanto à sua proximidade (GÜNTHER e GRIMBERG, 2006; BESEN, 2006). Estas distâncias representam aumento de emissões de CO2, desperdício de

tempo, gastos com transporte, assim como desgaste das vias públicas.

25 Em 2009, na RMSP, 8 municípios dispunham no aterro de Itaquaquecetuba em condições controladas e 2 em Santa Isabel, em condições controladas. Os demais dispunham em condições adequadas (aterros sanitários).