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Mitokondriyal DNA Sitokrom Oksidaz Alt Ünite 1 (CO1) Gen Bölgesi Verileri

4. ARAŞTIRMA BULGULARI

4.1 Mitokondriyal DNA Sitokrom Oksidaz Alt Ünite 1 (CO1) Gen Bölgesi Verileri

Desde os primórdios da civilização humana já se fazia Psicologia. A memória da Psicologia coincide com a busca ancestral humana, da ânsia do sujeito humano de conhecer a si, por meio de questionamentos acerca da vida mental (SANTANA, 2012).

De acordo com os manuais de História da Psicologia, pode-se inferir que a Psicologia fora gestada e nascida no epicentro dos discursos filosóficos, e batizada no século XVI, época renascentista, por teólogos, professores, educadores e outros filósofos modernos. Uma vez que estes foram os primeiros a utilizar o termo Psicologia como Philipp Schwarzerd, Johann Thomas Freigius, Rudolph Goclenius, Marko Marulik [...]. Entretanto, a Psicologia só teria seu registro de nascimento redigido no Iluminismo por meio do Positivismo, assim sendo reconhecida como instituição a partir de 1879. Em que a historiografia psicológica insiste afirmar que o reconhecimento da filha Psicologia do Clã Saberes Humanos, situada como a primeira 1ª Classe da CDU [...], se daria por meio de fatos ocorridos ao longo dos anos até 1879. Mas em especial pelo trabalho do médico Wundt, o padrinho da ciência psicológica (SANTANA, 2012, p.18).

No Brasil colonial, as teorias e práticas psicológicas estavam situadas nos domínios dos jesuítas. Sendo utilizadas na tentativa de reconfiguração da subjetividade indígena e negra, que eram as duas realidades étnico-raciais que perturbavam uma elite branca que já situava em terras brasileiras (SANTANA, 2012).

Nas primeiras décadas do século XIX, as práticas e as teorias passam a fundamentar o projeto de construção de um modelo social parecido como o modelo eurocêntrico. Masiero (2005, p. 2000) argumenta que o Brasil foi um terreno fértil para os teóricos racistas, pois o país era acometido pelo fenômeno da “miscigenação racial promíscua”. Sendo assim, as minorias sociais como índios e

negros, como os descendentes destes dois grupos étnico-raciais, e também com a interação com os brancos, assim, resultando os pardos e crioulos. Minorias como índios e negros sofreram as consequências da representação equivocada e às vezes reducionista a partir do conhecimento produzido e disseminado pela Psicologia.

A Medicina e a Educação se figuram como áreas responsáveis pela utilização das práticas e teorias psicológicas fundamentadas no eurocentrismo. No século XIX, a ciências médicas se autodenominavam responsáveis por orientar os sujeitos a percorrer os caminhos da felicidade. Assim, as atividades dos profissionais da medicina do século XIX eram postas em práticas a partir das exigências da elite brasileira, uma vez que a saúde pública do país vivia uma situação de proliferação de inúmeras doenças infectocontagiosas (GÓIS JUNIOR, 2003; MASSIMI, 2007; SANTANA, 2012; SOARES, 2010).

No que se refere à Medicina, em especial a psiquiatria, as teorias e práticas psicológicas são articuladas a eugenia criada pelo psicólogo naturalista e estatístico Francis Galton, o fundador da ciência do melhoramento humano (MASIERO, 2005). As teorias e práticas racistas passam ser associadas ao Movimento Higienista e as campanhas sanitárias que vão potencializar as teorias e práticas raciais no âmbito do Brasil. Pois, com o inchaço das cidades, devido ao o fim da escravização e chegada dos imigrantes europeus. No que tange à Educação, ela articula as teorias e práticas psicológicas aos ideais da Escola Nova, que sugeria a formação de valores e virtudes sociais na formação dos sujeitos (WANDERBROOCK JÚNIOR; BOARINI, 2015; SANTANA, 2012).

Na era Vargas (1930-1945), as teorias e práticas psicológicas são utilizadas ainda visando o avanço dos resultados educacionais por educadores e pedagogos. Nos anos 70, período do Regime Militar, as teorias e as práticas psicológicas articuladas pela Psicanálise, pelo Psicodrama e pela Psicologia Humanista passam a ser utilizadas como mecanismos de controle social e ideológico (SCARPARO; GUARESCHI, 2007). Bock (2010, p. 247) revela que nesse período o papel da psicologia brasileira e dos psicólogos estava comprometido com os interesses da

elite braseira. Porém, nesta mesma década, a Psicologia no Brasil se constrói em outra perspectiva, tornando-se também crítica e engajada com as problemáticas da população do Brasil (SANTANA, 2012).

O reflexo desta psicologia crítica e engajada dos anos 70 é fortalecida pela pós-graduação, que vem construir várias áreas de concentração dentro de algumas perspectivas como Psicologia Social, Psicologia Clínica, Psicologia das organizações e do trabalho, Psicologia cognitivista-comportamental, Psicanálise, Psicologia da Educação entre outras. Por sua vez as diversas perspectivas vão implicar na diversidade de temáticas que articula diversos pressupostos teóricos, metodológicos, procedimentos e, sobretudo, as necessidades da sociedade mais multiculturalista e diversificada.

Em virtude da expansão dos programas de pós-graduação, que também são responsáveis pela construção da memória da ciência, a produção científica no Brasil cresceu consideravelmente nas últimas décadas (SOUZA; SANTIN; SCHARDONG, 2012).

Segundo Tourinho e Bastos (2010), a história da Pós-graduação no Brasil se confunde com história da criação da CAPES, em 1951. Sendo assim, os Programas de Pós-graduação no contexto nacional são um empreendimento relativamente recente (TOURINHO; BASTOS, 2010).

No que tange à produção científica, é preciso averiguar não somente a quantidade, mas sua qualidade e a sua responsabilidade social. Neste sentido, Tourinho e Bastos (2010) acreditam que é preciso refletir, sobretudo, acerca do futuro, desafios e do papel dos Programas de Pós-graduação no país.

Em novembro de 2008, o Seminário ‘Horizontes da Psicologia’ levantou questões importantes no que versa o papel da Psicologia, bem como da pós- graduação para o desenvolvimento do país. Ele foi estruturado em três grandes eixos: 1) Lacunas, Metas e Condições para a Expansão da Pós-Graduação em Psicologia no País; 2) Perfil e Metas de Qualificação e Internacionalização dos

Programas de Pós-Graduação em Psicologia; 3) Perfil, Avaliação e Metas de Produção Intelectual dos Programas de Pós-Graduação em Psicologia.

No último eixo, em tese pode ser encaixada uma preocupação no que se refere à produção de conhecimento. Segundo Tourinho e Bastos (2010), pode ser um movimento de transformação que se espera da Pós-Graduação em Psicologia. Uma possível transformação pautada no crescimento da PGP, no atendimento das necessidades sociais, na visibilidade que pode ser alcançada pela produção gerada nos PPGP, em como essa produção científica poderia ser considerada no sistema de avaliação. E por fim entender como os PPGP devem se organizar internamente para dar respostas específicas às temáticas menos universais e mais multiculturais.

Na atual conjuntura, de acordo com dados da Plataforma CAPES há 82 PPGP que comtemplam os níveis Mestrado, Doutorado e Mestrado Profissional.