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2. SİNEMA VE DİN

2.3. TİCARİ SÖMÜRÜ ARACI OLARAK DİNİ (HAZRETLİ) FİLMLER

3.1.2. Minyeli Abdullah

Os cursos de Desenho )ndustrial e Comunicação Visual da Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado surgiram na sequência dos cursos livres de artes e de professorado de desenho que lá existiam, juntamente com a contribuição de agentes provenientes do campo das artes e do )nstituto de Arte Contemporânea do MASP. De acordo com depoimentos, quando a ideia do curso foi lançada não se sabia ao certo qual a atividade ou função que aqueles profissionais exerceriam e em qual campo atuariam. Esta dúvida se refletiu na estru- tura curricular preparada para o ano de 9 , com atividades artísticas prevalecendo sobre as demais e a desconexão entre as disciplinas, como identificado por Donato Ferrari4 : abriram a Escola de Arte que incluía uma alusão a um curso de design .

Pelas grades apresentadas, nos primeiros anos não havia disciplinas diretamente relacionadas ao que atualmente chamamos de Design. Prevaleciam aulas artísticas com pouca influência das bases concretistas adotadas pela ESD). Assim, disciplinas como Ergonomia e (istória do design, como conhecemos na atualidade, não existiam. As disciplinas artísticas compreendiam, em sua maioria, oficinas de modelagem, escultura e o uso do papel e da madeira. Praticavam-se também aulas de gravuras, principalmente em metal - grande maioria - e xilogravura, diferente da litogravura conhecida hoje.

Quanto à relação com a escola carioca, tanto relatos de alunos quanto professores do período sinalizam que era de conhecimento a existência de uma Escola no Rio de Janeiro , mas as relações não eram diretas e os contatos estabelecidos não permitiram maior integração entre os cursos. Tais indícios podem ser observados na história registrada de ambos os cursos, apontando para modos diferentes de nascimento. A ESD),

O Ens ino P auli stano d o D es ign F AAP - F und aç ão Ar mand o Ál var es P ent ead o 155 com referências mais racionalistas, e a FAAP proveniente de um curso

de artes voltando-se mais para a subjetividade do processo, ditaram padrões ao campo acadêmico do design.

Referente à infraestrutura, segundo Auresnede Pires Stephan Eddy 4 , aluno da primeira turma 9 ), os alunos traziam as próprias ferramentas , pois havia laboratórios, mas ainda não havia equipamentos, e as aulas de oficina aconteciam em uma sala onde havia apenas duas serras tico-ticos . Cada aluno levava sua régua T, que usavam nas pranchetas provenientes do ex-)AC.

Naquele momento, o ambiente construído com proximidade entre corpo docente e discente foi uma característica positiva das mais relembradas por aqueles que vivenciaram o período, independentemente das

condições das instalações e desconhecimento do campo, como conta Caciporé Torres: Era uma troca. Não tinha aluno nem professor, tinha artista e futuros artistas. Foi uma fase muito gostosa, realmente criativa e importante para a história da arte, o ensino de arte no Brasil. 49 Desde a década de 9 0, aconteciam os Anuários de Artes, em que os alunos expunham seus trabalhos, e a presença do museu nos arredores da escola contribuía para fornecer importantes referências para as aulas e suas atividades, como apresentado pela )nstituição a respeito de 9 9:

O ensino das artes plásticas na FAAP ia muito além da classe. Alunos eram incentivados a participar de concursos, expunham anualmente seus trabalhos e usufruíam das vantagens de dispor de obras de arte ali ao lado, no museu. Como apoio às aulas e inspiração. Nessa época, a faculdade havia sido instalada definitivamente no prédio principal e a infraestrutura melhorada com a criação de novos ateliês, salas de projeção e ampliação do acervo da biblioteca. MATTAR, 0 0, p.

Alguns exemplos da dinâmica do curso mostram-nos ainda que as atividades não eram muito diferentes das que praticamos hoje, como aulas teóricas em salas de aula, matérias práticas no espaço do ateliê em fase de construção naquele momento e, ainda, visitas a empresas de projeto de produto e com atividades que se utilizavam de técnicas industriais de produção, principalmente ligadas ao design de objetos. Nos primeiros anos do curso, dentre as empresas destacaram-se a )ndústria de Vidros Nadir Figueiredo e a )ndústria Automobilística Ford que, segundo as próprias palavras do professor Eddy, provocava uma reação de fascínio nos alunos. Outras importantes visitas realizadas foram: Empresa de Luminárias de Lívio Levi, uma indústria gráfica na Rua Augusta nome não encontrado , Sales Propaganda, empresa de Mauro Sales, que criou a campanha do Corcel carro em lançamento na época , Editora Abril e uma empresa de corte de chapas metálicas em Jacareí, interior de São Paulo.

4 Entrevista concedida à autora em /09/ 0 0. 49 Mattar 0 0, p. .

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Naquele momento de indefinições quanto à atuação no mercado, inclusive quando a primeira turma se formou, a Escola foi favorecida pela passagem de alguns dos mais importantes nomes das artes e da arquitetura, o que se reflete nas palavras do ex-aluno Auresnede Pires Stephan 0, que declara que acreditava que a FAAP seria a maior Escola de Design da América Latina, muito em função da contribuição dos que passaram pela instituição como docentes. Neste grupo, o professor Eddy destaca alguns nomes que despontaram como grandes profissionais e pioneiros do campo do design nas décadas seguintes, como Maurício Nogueira Lima, promovedor da gestalt e estudioso da cor autor do painel da fachada do Mosteiro de São Bento e Gontran Guanaes Neto, que dava aulas de pintura autor do mural existente na estação Marechal Deodoro do metrô de São Paulo .

O período dispunha de poucas informações sobre a profissão de designer, as notícias sobre o campo de atuação vinham por intermédio de publicações da época, da ABD) havia pouco tempo criada e

de cartazes, que ajudavam na divulgação. Os próprios docentes se abasteciam de informações provenientes de outros países como consequência de viagens e troca de contatos.

A heterogeneidade do grupo formado pelos primeiros colaboradores e suas profissões assinala um formato de curso de conteúdo diverso e de difícil conciliação entre seus membros e posterior reconhecimento, derivando, naquele período, algumas cogitações para facilitar os proces- sos, como conta Auresnede . De acordo com o professor, um dos obje- tivos iniciais cogitados para os cursos filiados à Faculdade de Artes Plásticas Desenho e Plástica, Desenho )ndustrial e Comunicação Visual era que a FAAP fundasse o )nstituto Superior de Design e formasse Arquitetos Paisagistas, Arquitetos Comunicadores Visuais, etc. a partir de uma profissão já consolidada Arquitetura , facilitando assim o reconhecimento dos seus profissionais.

A variedade deste contingente era expressa por muitos artistas e arqui- tetos, que também atuavam com design. Pelo que se observou nos relatos, não existia um método único de ensino. Eram professores de desenho geométrico, de geometria descritiva, de ilustração, mas nenhum deles, efetivamente, formado em design, o que só viria a acontecer com a formação das primeiras turmas, na década de 9 0. Assim, a prática pedagógica foi sendo construída com a troca de conhecimento e influências indiretas das experiências de seus agentes. Diferentemente do que acontece hoje, as aulas de conhecimento genérico, como a

sociologia, apesar de existirem ainda estavam em processo de adaptação para o campo do design. Não se falava em sociologia que abordasse o design, o que viria a acontecer após algumas experiências do campo, nas

0 Entrevista concedida à autora em /09/ 0 0. )dem.

O Ens ino P auli stano d o D es ign F AAP - F und aç ão Ar mand o Ál var es P ent ead o 157 décadas seguintes.

Os exercícios propostos nas disciplinas buscavam o entendimento dos conceitos artísticos e artesanais básicos, como no exemplo citado pelo professor Eddy :

[..] um exercício que eu sempre me lembro da FAAP é Estrutura de Papel, quando se pegava uma folha e quando eu dobrava a folha, ela tinha uma resistência totalmente diferente, ou um corte. E é algo que eu fiz na década de 9 0 e que se eu fizer hoje está totalmente no contexto.

Benzer Belgeler