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Mimaride Metafor ve Analoji ĠliĢkisi

3.1 Metafor Kavramı

3.1.3 Mimaride Metafor ve Analoji ĠliĢkisi

Além do estudo da literatura proposta, a pesquisa recorre ao Grupo Focal (GF) como estratégia para a coleta dos dados.

De acordo com Morgan (1997) Grupo Focal é definido como uma metodologia qualitativa, derivada de entrevistas grupais que ocorrem com a intenção de coletar informações por meio das interações grupais. Pode ser entendido como uma técnica imprecisa que consiste em uma sessão em grupo semiestruturada, moderada por um líder, realizada em um local informal com o propósito de coletar informações sobre um determinado tópico.

No dizer de GATTI (2005, p. 9) ao se fazer uso da técnica do GF, “há interesse não somente no que as pessoas pensam e expressam, mas também em como elas pensam e por que pensam” e, mais do que isso, há o interesse de buscar compreender diferenças e divergências, contraposições e contradições no discurso dos sujeitos. Essas considerações justificam a importância de utilizar essa técnica na pesquisa.

A coleta de dados realizada por meio do grupo focal apresenta como uma de suas maiores riquezas a possibilidade de os participantes elaborarem opiniões e demonstrarem atitudes na interação com outros indivíduos. Em geral, as pessoas têm a tendência de

necessitar ouvir as opiniões dos outros para, assim, formar suas próprias opiniões e, refletindo sobre elas, corroborar suas ações ou buscar modificar sua posição. No caso desta pesquisa, trata-se de seu próprio modus operandi no que tange a sua prática docente, e é exatamente esse movimento que o processo do grupo focal tenta captar e oportunizar. No mesmo ritmo de ação-reflexão-ação, objeto da prática reflexiva, em que os processos educativos competentes se baseiam, aporta-se o processo do grupo focal, que proporciona a interação entre os participantes sobre um tema específico.

Ainda segundo Gatti (2005) o trabalho com grupos focais torna possível compreender alguns aspectos de construção da realidade por determinados grupos sociais: práticas cotidianas, ações e reações a fatos e eventos, comportamentos e atitudes. Por essa razão, o GF constitui-se em um relevante técnico para o conhecimento das representações, percepções, crenças, hábitos, valores, atitudes, preconceitos e linguagens, quando no trato de um dado tema, por pessoas que partilham traços em comum, como é o caso do presente trabalho.

Nesta pesquisa, a escolha do Grupo Focal como instrumento de coleta de dados para análise do conteúdo ali produzido foi baseada na necessidade de se compreender a educação e seus processos educativos enquanto fenômenos integrais e contextualizados, trazendo à cena as professoras que realizam sua atividade cotidiana.

O professor entra em cena, o cotidiano de suas vivências emerge como cenário interpretativo, os significados e sentidos elaborados roteirizam as ações e posicionam a história, novos atores juntam-se ao palco, diálogos cada vez mais fortes substituem os sussurros de outrora. Novas cores e olhares tomam conta do palco: o roteiro transforma-se, novos panos abrem-se, revelando histórias encobertas, sentidos latentes, novas possibilidades. (FRANCO, 2012, p.66)

Além disso, a escolha por tal estratégia de coleta de dados se deu no intuito de gerar aprendizagens coletivas posto que todos os envolvidos, incluindo as participantes da pesquisa e a mediadora do grupo, se envolvem e, como resultado, não se consegue tão somente o produto em si, mas vivencia-se uma construção durante o diálogo sobre o tema proposto, nascendo assim um mote de reflexão para todos que dele participam e que, por princípio, fazem parte de um mesmo universo.

Gatti (2002), em referência ao conhecimento e às condições de sua produção, aponta:

Conhecimentos são sempre relativamente determinados sob certas condições ou circunstâncias, dependendo do momento histórico, dos contextos, das teorias, dos métodos, e das técnicas que o pesquisador escolhe para trabalhar ou de que dispõe. Portanto, o conhecimento obtido pela pesquisa é um conhecimento situado, vinculado a critérios de escolha e interpretação de dados, qualquer que seja a natureza desses dados. (GATTI 2012, p.12)

Para a eficácia na coleta dos dados por meio do GF, alguns pontos mereceram uma cuidadosa estruturação: a definição do local das reuniões; o agendamento prévio para melhor organização das participantes; o tempo dos encontros (nem excessivo ou tampouco insuficiente, durando em média uma hora e meia cada encontro); dentre outros detalhes, como a postura ética da pesquisadora-mediadora, que buscava garantir segurança para as participantes emitirem suas opiniões com privacidade, além da explicação prévia acerca dos objetivos da pesquisa e o foco de investigação, mantendo, assim, um clima de comprometimento e respeito por parte de todos e todas.

Contornados por esses cuidados, portanto, as discussões foram abertas em torno da questão proposta, e todo e qualquer tipo de reflexão ou contribuição foram e são importantes para a presente pesquisa.

A coleta de dados deste estudo teve o cuidado de contar com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), que consta nos apêndices e foi devidamente assinado pelas participantes do Grupo Focal, destacando a liberdade das integrantes de desistir da participação do estudo em qualquer momento da pesquisa.

Considerando os referidos cuidados e pressupostos, foram realizados oito encontros de Grupo Focal com participantes de duas escolas da rede pública estadual de ensino da cidade de São Paulo. Participaram treze professoras polivalentes que lecionavam nas escolas-campo. O roteiro com as questões abertas utilizadas como guia orientativo para os encontros de Grupo Focal apresenta-se, igualmente, como Apêndices. A caracterização detalhada das participantes da pesquisa, bem como das escolas-campo onde os dados foram coletados, serão apresentadas no terceiro capítulo desta dissertação, quando serão explicitadas as análises empíricas realizadas.

Benzer Belgeler