4.2 Sürdürülebilir Turizm Alanında Çevreci Oteller İçin Oluşturulan
4.2.1 Ele Alınan Sürdürülebilir Sertifikasyon Sistemlerininin ve Ölçütlerinin
4.2.1.4 Mimari Konular:
Ao analisar a formação que o trabalhador tem no capitalismo é importante reportar ao modo de produção que este período assume e entender que está é fruto do desenvolvimento das forças produtivas, e é resultado do período que analisamos anteriormente. O modo de produzir deixou de ser artesanal- onde o homem conhece todo o processo produtivo- para ser industrial - onde o homem conhece cada vez menos o processo produtivo em que ele está inserido. Tem-se como pressuposto que a produção capitalista reproduz as relações de produção, implicando assim, em um processo educativo na vida dos homens. Partindo desse ponto, analisaremos o papel educativo que tem a forma de divisão e organização do trabalho no capitalismo e as conseqüências desta na qualificação e formação do trabalhador enquanto um sujeito que deve ser competente e habilidoso para lidar com as suas práticas de trabalho.
O capitalismo não é o mesmo na sua história, ele vai adaptando formas de organização conforme o momento que ele passa. Como é sabido, uma das características que se tem nesse modo produtivo são as constantes crises. O impacto de cada crise reflete na forma que a produção se readéqua para superar um futuro colapso. Na atualidade o capitalismo passa por transformações na produção,
tanto no que se refere aos produtos resultantes do trabalho como do conhecimento. Porém, as relações sociais estabelecidas no geral se mantêm, e isso se dá porque a sociedade capitalista se compõe de duas classes, uma de capitalistas ou burgueses (dominante) e a outra a classe que realiza o trabalho (dominada) que são trabalhadores ou operários - que é composta por pessoas sem os meios de produção e livres para vender sua força de trabalho em troca de subsistência. Os trabalhadores assim, não são donos dos meios de produção, mas somente de sua força de trabalho que é vendida ao capitalista e esse ato promove a expansão do capital. Como aponta Kuenzer no seu livro Pedagogia da Fábrica o produto não é do produtor, mas sim de propriedade do capitalista. Como é sabido ao produtor o que compete a ele é um valor diário para manter a sobrevivência deste e assim garantir a sua reprodução como assalariado. O trabalhador, como Kuenzer e também outros autores apontam baseando no que Marx formulou, gera um excedente quantitativo de trabalho que é a mais- valia e por meio da extração dessa pelo capitalista tem-se a produção de riqueza para o capitalista. Assim, existe uma expropriação, um roubo da força de trabalho por parte do capitalista para que este enriqueça. Como foi apresentado ao longo desse capítulo, entende-se que o trabalho é uma tarefa humana no mundo, e ele que permite ao homem que este saía de seu estado natural para o social e que por meio de sua ação na natureza produza meios de sobrevivência e riquezas. O capitalista só pode usufruir do trabalho fixando o trabalhador nele, pois só o homem pode transformar a natureza e assim produzir riquezas. Assim:
O capitalista se beneficia do movimento histórico, que desenvolveu no ser humano sua capacidade para infinitas possibilidades de adaptação e condições sociais para ampliar sua própria produtividade. Essa potencialidade humana é a base sobre a qual efetua-se a ampliação do capital. Portanto, a força de trabalho é uma mercadoria e, como tal, somente pode ser vendida no mercado pelo seu próprio possuidor – o trabalhador. O que recebe dessa venda é dinheiro, enquanto meio de circulação, possibilitando obter valores de uso, mercadorias que necessita para manter sua capacidade de trabalho e sua vida. (SILVA, 2005, p. 66)
Essa organização social interfere na formação técnica, científica, ideológica do trabalhador, pois todo esse processo formativo segue as diretrizes dos que necessitam de roubar a força de trabalho do trabalhador. A consequência desse fato é que o homem deixa de se conhecer no trabalho e começa a se ver como estranho
em todo o processo de produção, estranhando não só a si como o produto do trabalho. Com esse processo têm-se impactos na qualificação do trabalhador, pois como aponta Kuenzer em seu livro Pedagogia da Fábrica existe sim um processo de desqualificação do trabalho, ao passo que o aprendido não tem significado para quem realiza o trabalho, mas sim para o capital. Se pensarmos no significado de qualificar algo, ou seja, acrescentar ao ser uma certa positividade que sirva para sua vida e seus desenvolvimento pleno percebe-se que ocorre é um processo contrário, pois o que se qualifica é o produto ao passo que o produtor se torna uma coisa, uma máquina de produzir. Acrescido a esse fato tem-se a forma que no geral o capitalismo educa os homens a viver. Ele tem como objetivo, acumular capital as custas da venda da mercadoria que promove o lucro, ou seja, a humana. Esse fato ensina os homens a ter comportamentos, atitudes e pensamentos que se relacionam com estes objetivos. Nesse sentido, buscamos o que Lombardi expõe em sua tese ao falar das posições contraditórias entre burguesia e proletariado nas suas propostas pedagógicas, pois para ele,
[...] contrário ao entendimento da educação como uma dimensão estanque e separada da vida social, parto do pressuposto de que não se pode entender a educação, ou qualquer outro aspecto e dimensão da vida social sem inseri-la no contexto em que surge e se desenvolve, notadamente nos movimentos contraditórios que emergindo processo das lutas entre classes e frações de classe. Afirmo, assim, que não faz o menor sentido discutir abstratamente sobre a educação, pois esta é uma dimensão da vida dos homens que se transforma historicamente, acompanhando e articulando-se às transformações dos modos de produzir a existência dos homens. (LOMBARDI, 2010, p. 222)
Fazer essa análise partindo do modo de produção faz sentido trazendo elementos do significado ontológico que o trabalho tem na vida e na história do homem. Compreender esse fato permite entender o processo com que o homem na sociedade atual se educa e como ele é educado. Esse entendimento se relaciona com o que Lombardi explana sobre o modo de produção e as formas de relações sociais estabelecidas, para ele:
Homens determinados, produzindo de modo determinado, estabelecendo uma teia indissociável de relações, é como Marx e Engels teceram teoricamente seu entendimento. Assim, forças produtivas, apropriação dos meios de produção, relações de produção, divisão social do trabalho, relações sociais (e estrutura social), relações políticas (e Estado), ideias ou representações (ou consciência dos homens), ideologias (como teorização
invertida de um mundo invertido) são categorias que vão aparecendo um encadeamento sincrônico e diacrônico que se expressa como totalidade na categoria modo de produção. (LOMBARDI, 2010. p. 228)
Sendo assim, a discussão de objetivos e finalidades da educação no sistema capitalista se dá porque a educação é um campo da atividade humana, e as ideias presentes nos processos educativos/ formativos correspondem às forças produtivas, as relações de produção presentes no capitalismo. Essa leitura permite que se faça uma análise da educação (ensino, instrução, cultura e outros pontos que formam o homem) partindo de pontos que Marx e Engels tratam sobre a sociedade civil, o que permite que se faça como assinala Lombardi três movimentos articulado que são:
1º. Possibilita uma profunda crítica do ensino burguês;
2º. Traz à tona como, sob as condições contraditórias desse modo de produção, se dá a educação do proletariado, abrindo perspectivas para uma educação diferenciada, ainda sob a hegemonia burguesa;
3º. Contraditoriamente, a crítica do ensino burguês e o desvelamento da educação realizada para o proletariado torna possível delinear a premissas gerais da educação do futuro; não como utopia, mas como projeto estratégico em processo de construção pelo proletariado. (LOMBARDI, 2010, p. 231)
Esses três pontos fundamentam a nossa análise a partir daqui, ou seja, de criticar o modelo de formação burguesa e ao mesmo tempo apontar um modelo educativo que valorize o trabalho não como elemento de troca pela sobrevivência, mas como instrumento humanizador, inclusive no espaço escolar.
O modelo de formação atual se enquadra ao modelo de produção social vigente e esse recai nos espaços de atuação do trabalhador (fábrica, setores de produção em geral, locais de trabalho), mas principalmente no local voltado de forma específica para a formação do trabalhador, que é a escola. A concepção de educação nesse trabalho não tem como âncora a escola, pois o entendimento é que a educação como uma prática social não é de exclusividade da escola, porém, não podemos esquecer que a escola é um espaço de instrução e de ensino que participa da formação do homem, constrói valores, repassa saberes e por isso ela deve ser analisada com cuidado.
A escola no capitalismo, ou melhor, a escola burguesa segue postulados do pensamento liberal. Em linhas gerais Zanela (2003) aponta que os liberais entendem que o homem é um ser individual, e possui aptidões e talentos diferenciados de
indivíduo para indivíduo e por isso existe a necessidade das diferenças sociais e assim entender a subjetividade do indivíduo, como ser singular e não como componente de uma coletividade. Esse pressuposto justifica a escola que atende a certas necessidades (do modelo econômico vigente), e a consequência é que ela é uma instituição que desempenha o papel de formar de uma lado os que mandam e do outro os que obedecem. Essa formatação da escola tem como consequência uma concepção de mundo centrada no individualismo, e esse é concebido como algo natural e de grande valor numa sociedade baseada na competição. A escola como instituição que não é neutra, pelo contrário, é um palco de disputa ideológica, tem o predomínio de interesses burgueses, ou seja, interesses ligados na atualidade às demandas do mercado, que a burguesia domina. O impacto desse fato na formação do trabalhador primeiramente é ensinar e educar os trabalhadores para servir aos interesses do capital seja negando a luta de classes, seja ensinando o trabalhador a ser cada vez mais habilidoso para lidar com as ferramentas tecnológicas da ordem imposta no mundo do trabalho e assim promover o aumento do lucro para o capitalista.
A escola para os capitalistas tem um papel estratégico importante, pois ela:
Diante do temor dos operários, a escola da classe dominante, estendida e imposta à classe trabalhadora, não aborda questões como salários, greves, desemprego, guerras coloniais. “O capitalismo exige que a escola lhe forme trabalhadores que se saibam vulneráveis, espera-se devido à sua formação restrita que não venham a revelar-se demasiado exigentes em matéria de salário, proporcionar-lhes-ão o mínimo possível de instrumentos intelectuais que os ajudariam a questionar o sistema (ZANELA, 2003, p. 172).
Em meio a essa organização da escola, a concepção que se apresenta é a do capital humano7 que de certa forma justifica dois pontos, um de que a educação é o
7 Segundo verbete elaborado por Lalo Watanabe Minto sua origem está ligada ao surgimento da
disciplina Economia da Educação, nos Estados Unidos, em meados dos anos 1950. Theodore W. Schultz, professor do departamento de economia da Universidade de Chicago à época, é considerado o principal formulador dessa disciplina e da idéia de capital humano. Esta disciplina específica surgiu da preocupação em explicar os ganhos de produtividade gerados pelo “fator humano” na produção. A conclusão de tais esforços redundou na concepção de que o trabalho humano, quando qualificado por meio da educação, era um dos mais importantes meios para a ampliação da produtividade econômica, e, portanto, das taxas de lucro do capital. Aplicada ao campo educacional, a idéia de capital humano gerou toda uma concepção tecnicista sobre o ensino e sobre a organização da educação, o que acabou por mistificar seus reais objetivos. Sob a predominância desta visão tecnicista, passou-se a disseminar a idéia de que a educação é o pressuposto do desenvolvimento econômico, bem como do desenvolvimento do indivíduo, que, ao educar-se, estaria “valorizando” a si próprio, na mesma lógica em que se valoriza o capital. O capital humano, portanto, deslocou para o âmbito individual os problemas da inserção social, do emprego e do desempenho
instrumento de desenvolvimento econômico de uma nação, ou seja, quanto mais “educada” é a nação mais desenvolvida economicamente ela será; e isso explica no nível macro as diferenças sociais e de classe, significando assim que o problema da riqueza ou da pobreza é um problema individual e não de estrutura. Essa teoria mascara o real interesse que se tem das classes dominantes com a educação que é de legitimar o seu poder em todas as esferas e também de nivelar por baixo os que só possuem sua força de trabalho. E nesse sentido:
Em consonância com o processo histórico de desenvolvimento do modo de produção capitalista, a teoria do capital humano preconiza uma educação escolar pública que forme o trabalhador com uma base mínima de conhecimentos gerais. Aparentemente, a escola pública pode aparecer, como demonstra Frigotto, como sendo improdutiva, mas a improdutividade da escola “é uma mediação necessária para a reprodução das relações capitalistas” (p. 134). De modo que o capital precisa da escola, não de forma direta e imediata, no sentido de qualificação profissional especializada, mas de forma indireta ou mediata, como uma instituição capaz de formar o “trabalhador coletivo”, sem necessariamente um saber específico. (Zanela, 2003, p. 178).
A escola assim cumpre um papel fundamental no interior do capitalismo, pois a ela cabe formar os indivíduos para determinadas tarefas e também receber como natural a estrutura que se enquadra o trabalhador. O efeito dessa lógica é que a formação que deveria ser plena é fragmentada, sem relação com a vida e somente servindo a lógica organizativa e produtiva do mercado, a consequência é que além do homem ter uma formação esvaziada de conhecimento científico e filosófico o que é aprendido serve aos interesses de uma só classe, a burguesa. A escola assim tem a função de modelar comportamentos, com ênfase em processos organizativos que visam à aquisição de habilidades, atitudes e conhecimentos específicos úteis para os indivíduos se inserirem no sistema, se enquadrarem nas demandas do mercado saberem como proceder na cadeia produtiva.
A partir das diretrizes do mercado, tem-se um delineamento do perfil do trabalhador e consequentemente isso reflete na formação deste. O perfil que se
profissional e fez da educação um “valor econômico”, numa equação perversa que equipara capital e trabalho como se fossem ambos igualmente meros “fatores de produção” (das teorias econômicas neoclássicas). Além disso, legitima a idéia de que os investimentos em educação sejam determinados pelos critérios do investimento capitalista, uma vez que a educação é o fator econômico
considerado essencial para o desenvolvimento. Disponível em:
http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/glossario/verb_c_teoria_%20do_capital_humano.htm Acesso em: dezembro de 2012.
busca na atualidade é de um trabalhador que assuma diversas funções, tenha conhecimentos atualizados, iniciativa, flexibilidade, competência técnica, capacidade de criar, de inovar, lidar com múltiplas informações e tecnologias, ou seja, cada vez mais o trabalhador assume diversas tarefas em um só corpo. Nesse sentido, um dos pontos para caminharmos é compreender todo esse processo de definição do que deve ser o trabalhador e sua formação. É preciso entender o modelo engendrado do contexto capitalista para sanar os efeitos da crise econômica.
Focaremos principalmente na organização ocasionada pela crise do petróleo na década de 1970, que é a reestruturação produtiva8, pois essa explica muito como as novas demandas do capitalismo têm influência direta no processo de formação do trabalhador. Após a década de 1930, com a crise de 1929 existia no mundo, principalmente nos países imperialistas, a lógica do Estado de Bem Estar que estabelecia relação entre o desenvolvimento social econômico, por meio de estratégias no âmbito político. E as estratégias que se colocavam como prática eram o pleno emprego, aumento da renda, do consumo e da produção. Esse estímulo a um novo modo de vida no mundo por meio da efetivação de leis trabalhistas de responsabilidade do Estado perduraram até a década de 1970, onde se tem uma nova crise econômica, que teve como estopim a crise do petróleo, e essa teve como consequência aceleração da inflação, desemprego e baixo crescimento econômico. Esse contexto ocasionou uma feroz crítica ao Estado de Bem Estar Social e a partir de então o Estado foi tirando de si a responsabilidade por políticas públicas deixando essas ao bem prazer das grandes corporações e empresas, ou seja, da lógica do mercado, e assim surge o Estado mínimo. Nessa lógica de organização do Estado ligado ao mercado, cabe ao indivíduo o poder de decisão econômica e social. É importante frisar aqui que o Estado sempre monta estratégias de superação das crises e essas refletem nas políticas sociais, e a educação não fica fora desse jogo. Nesse contexto, o que se estabeleceu como estratégia da crise foram às privatizações do setor público, dando asas para iniciativa privada em todos os setores de bens sociais, e também a retirada de poder do governo para que estes
8 Esse processo se deu por causa da crise iniciada na década de 1970 onde se teve uma queda da
taxa de lucros do capital em países centrais e esse fato gerou o baixo crescimento da produção e da produtividade e repercutiu no mundo trabalho, inclusive provocando em todo o mundo uma grande onda de desemprego. Esta reestruturação capitalista trouxe diversas mudanças institucionais e organizacionais como a desregulamentação das relações sociais, as privatizações, descentralização das atividades que antes eram de responsabilidade do Estado.
fiquem nas mãos das grandes corporações capitalistas, principalmente as nascidas dos países imperialistas, principalmente as norte americanas. A partir desse momento, o reino do mercado é que vai direcionar como nunca os objetivos da formação do trabalhador.
Retomando aos modelos de produção vigentes até década de 1970 – taylorismo e fordismo- estes começaram a não atender a demanda da produção e com a crise do petróleo, e o incremento das novas tecnologias, se tem a necessidade de um novo trabalhador com novas habilidades, mantendo-se o ritmo de exploração e produção de mais- valia. Esse novo trabalhador passa a seguir o modelo de produção japonês (toyotismo), e este demanda um perfil de trabalhador que tenha um conhecimento amplo do processo de trabalho, que seja flexível, com capacidade de tomar decisões, resolver os problemas, ser um trabalhador polivalente, multifuncional deixando de ser um trabalhador especializado em determinada tarefa de forma rígida e hierárquica como determina o taylorismo- fordismo. Esse modelo produtivo trouxe algumas inovações e ao mesmo tempo ele como apresenta Silva (2005) promoveu o:
Aumento da taxa de inovação impulsionando a produtividade, surgimento de novos setores de produção, alta mobilidade do capital em busca de maiores possibilidades de extração de mais-valia, maior pressão sob o controle do trabalho, enfraquecimento da resistência dos trabalhadores em função do desemprego, retrocesso nesse modelo do poder sindical, diminuição do emprego regular e ampliação das formas precárias de contratação, reposicionamento do trabalho internamente ao conjunto dos trabalhadores, maior desemprego de pessoas que realizam o trabalho simples e combinação da mais-valia absoluta e relativa. (SILVA, 2005, p. 197)
Todo esse ritmo ditado pela produção toyotista interferiu na organização do ensino do trabalhador, pois deixa- se de somente especializar numa tarefa para se ter atitudes de multifuncionalidade na produção. O significado de tudo isso no mundo empresarial para os “homens de negócio” e que esses colocam a necessidade de rever a formação do trabalhador no sentido de integrar as competências necessárias à organização do capital. Essa reorganização do ensino e da instrução do trabalhador também coloca em questão qual o papel do indivíduo no que se refere ao aprendizado e a sua capacidade de assumir responsabilidades, pois exige-se no dia a dia do trabalho cada vez mais trabalhadores capacitados que saibam muitos mais do que o ofício em si, são posturas e comportamentos diferenciados de períodos anteriores. Essa revisão da formação é reflexo da reestruturação produtiva
juntamente com a ideia de capital humano. A finalidade que se coloca: educar para o trabalho, ou seja, preparar o trabalhador para o mercado de trabalho e apontar a educação como fator determinante para a superação dos problemas nacionais. Essa concepção de qualificação que se funda na formação do trabalhador, seja no ensino básico, técnico ou superior, em todo o mundo, gerou uma série de modificações nas políticas públicas de formação. Tinha-se a finalidade de cada vez mais se enquadrar o que era ensinado ao que demandava o setor produtivo. Tem-se a partir de então, a preparação da mão de obra especializada segundo as necessidades mercadológicas e não da preparação humana e até mesmo do ofício em si, pois não