2.3. Modern Mimarlıkta Teknoloj
2.3.1. Mimari üretimde teknolojinin yer
01 Católica Apostólica Romana 129,2 (-0,2)
02 Sem Religião 12,8 (42)
03 Assembleias de Deus 11,0 (30)
04 Evangélica sem vínculo institucional* 5,4 (329)
05 Igreja Batista 3,9 (21)
06 Espírita, Kardecista 3,0 (20)
07 Congregação Cristã no Brasil 2,8 (-11)
08 Outras igrejas evangélicas pentecostais 2,4 (31)
09 IURD 2,0 (-24)
10 Religião não determinada ou mal definida 1,9 (681)
*Somando evangélicos de missão e pentecostais sem vínculo Fonte: Pesquisa de Orçamentos Familiares (2009), do IBGE
25 Rodrigo Cardoso (2011). Um pastor moderno entre os radicais. In: Isto É, São Paulo: n. 2167, maio 2011.
1.3.2 Assembleia de Deus – Ministério São Bernardo do Campo: sur-
gimento e características
Esse grupo chegou à cidade de São Bernardo do Campo por volta do ano de 1944, como distrito missionário vinculado à Assembleia de Deus em São Caetano do Sul - SP26. O primeiro templo foi inaugurado em 24 de junho de 1950 e, em 1956, a instituição passou a ser liderada pelo Evangelista Roberto Montanheiro. Em 1961, Montanheiro foi ordenado pastor pela Convenção das Assembleias de Deus, Ministério de Madureira, liderada pelo Pastor Paulo Leivas Macalão e, em seguida, adquiriu autonomia, desligando-se da igreja de São Caetano do Sul, mas ainda continuou vinculado ao Ministério de Madureira (atual CO- NAMAD – Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil – Ministério de Madu- reira). Em 2007, através de sua Assembleia Convencional, decidiu pela constituição de con- venção própria denominada Convenção Nacional da Assembleia de Deus Ministério de São Bernardo do Campo, tendo a prerrogativa de indicar e consagrar candidatos a evangelistas e pastores; cassar ou exonerar evangelistas e pastores que contrariassem o código disciplinar; além de exercer plenos poderes administrativos.
À época de sua constituição jurídica (1957), a IEAD, MSBC27, tinha apenas 130 in- tegrantes. Segundo dados da instituição28, atualmente concentra cerca de quinze mil mem- bros, sendo que desses, aproximadamente dez mil estão localizados especificamente em SBC, o restante são integrantes de congregações espalhadas por cidades do Estado de São
26 Cf. História da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, Ministério de São Bernardo do Campo 1946 – 2011:
65 anos de uma história de amor, consagração e fidelidade a Deus. SBC: s.n., 2010. Obra historiográfica publi- cada em comemoração aos 65 anos do surgimento do grupo. Dados compilados por Marcelo Alves Dantas, Val- ter Borges dos Santos e Marcelo Rocha.
27 Cf. Regimento Interno. Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério São Bernardo do Campo. SBC:
2007. Organização religiosa sem fins lucrativos, devidamente inscrita no CNPJ sob o nº 59.162.313/0001-99, com base jurídica no artigo 5º incisos IV, V, VI, VII e VIII da Constituição da República Federativa do Brasil e, ainda nos artigos 44, inciso I, III, IV e V do Código Civil Brasileiro, aprovado pela lei nº 10406 de 10/01/2002, fundada em 28 de agosto de 1957 pelo Pastor Raimundo Nonato Barreto e pelo Evangelista Roberto Montanhei- ro, adquirindo personalidade jurídica em 10 de Outubro de 1957 com o registro de seus atos constitutivos no 1º Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas de São Bernardo do Campo sob o nº de ordem 11 da página 4 e apontado sob nº 437 página 25 do protocolo A do livro A. Reconhece como órgãos diretivos a Diretoria Executi- va, a Assembleia Geral Ordinária, a Assembleia Geral Extraordinária e a Convenção Nacional da Assembleia de Deus Ministério de São Bernardo do Campo (CONADEMSBC). Além dos grupos societários, mantém um insti- tuto teológico (IBENE – Instituto Bíblico de Ensino Evangélico) voltado para a formação de pastores e apresenta como departamentos auxiliares a Secretaria de Evangelismo e Missões (SEMI), a Secretaria de Educação Cristã e o Jornal Periódico A Voz da Assembleia.
28 Devido à ausência de índices estatísticos, trabalhos acadêmicos e informações publicadas especificamente
sobre a IEAD - MSBC, essa pesquisa fundamentou-se em registros oferecidos pela própria instituição, devida- mente confrontados pelas informações obtidas na pesquisa de campo, em entrevistas com lideranças e pessoas ligadas ao grupo.
Paulo, em municípios localizados no sul de Minas Gerais, na Bahia, em Pernambuco e em Goiás29.
E como poderíamos pintar o rosto desse grupo atualmente? Para delineá-lo, propu- semos, como já indicamos na introdução, a realização da pesquisa de campo, constituída pela aplicação de questionário30 e realização de entrevista semiestruturada31, junto aos membros (homens ou mulheres) da IEAD, MSBC, observando o perfil socioeconômico dos/as entrevistados/as; o sexo; a etnia; a idade; as novas identidades religiosas desenvolvi- das por estes/as; a influência da mobilidade na construção de novas formas religiosas; as motivações e o itinerário religioso desenvolvido pelos sujeitos em movimento para formular um fluxograma resultante dessas escolhas.
Nossa pesquisa estabelece como universo de análise as congregações ligadas à IEAD – MSBC, localizadas em SBC. Para a aplicação dos questionários, adotamos a divisão geo- gráfica estabelecida pela prefeitura do munícipio de SBC para a discussão do Orçamento Participativo32. Inicialmente foi prevista a distribuição de vinte questionários por região que efetivamente tivesse a presença de congregações da IEAD – MSBC. Considerando que das vinte regiões geográficas, há templos da IEAD – MSBC em dezesseis33 seriam distribuídos trezentos e vinte questionários. No entanto, por especificidades do campo, em algumas regi- ões foram distribuídos um número maior, totalizando então 475 questionários entregues. Desses, 168 foram devidamente respondidos, devolvidos e validados para análise.
Esclarecemos que o questionário distribuído foi dividido em quatro blocos, visando traçar o perfil sócio econômico, o vínculo religioso, o perfil religioso e a sociabilidade dos sujeitos religiosos membros da IEAD, MSBC. As características de perfil sócio econômico das pessoas entrevistadas levaram em conta idade, sexo, estado civil, renda, escolaridade e
29 Cf. dados divulgados pela Secretaria e Estatísticas da IEAD, MSBC e publicados no periódico A Voz da As- sembleia de Deus, ano XIII, n. 94, dez/2011.
30 Anexo II.
31 Anexos III e IV. Como indicado na introdução, o conjunto de pessoas entrevistado foi composto por cinco
líderes - dois pastores, um evangelista e dois presbíteros - além de cinco leigos, quatro mulheres e um homem. Nosso critério para seleção dos/as entrevistados/as considerou a disponibilidade para a realização da entrevista e o perfil religioso do sujeito. As entrevistas não foram gravadas, em atendimento à solicitação dos/as responden- tes, sendo apenas registradas por escrito para a análise posterior.
32 Visando a participação cidadã na elaboração do Orçamento, a Prefeitura do Munícipio de São Bernardo do
Campo, através da Secretaria de Orçamento e Planejamento Participativo, constituiu vinte regiões geográficas classificadas pelas letras do alfabeto, da letra A até a letra T (ver mapa 5). Disponível em: <http://www.saobernardo.sp.gov.br>. Acesso em: 20/05/2011.
etnia. Quanto à distribuição por sexo, o grupo de pessoas que responderam o questionário foi constituído por 48% de homens e 52% de mulheres. Essa divisão não foi intencional, mas uma conjuntura delineada pelo próprio campo. Salientamos ainda que essa proporção não representa a real formatação do grupo, considerando que conforme informações da pró- pria instituição, as mulheres representam 70% do grupo religioso, média superior à aponta- da pelo IBGE que é de 54,8% (Jacob, 2003: 40 – 41).
Quanto ao perfil por idade, podemos identificar que o maior contingente está con- centrado no conjunto que compreende a faixa etária de 20 a 40 anos, perfazendo um total de 56% das pessoas entrevistadas, superior ao grupo formado por todas as outras faixas etárias somadas (tabela 3). Por outro lado, o grupo que compreende a faixa etária entre 50 a 70 a- nos perfaz 15%. Esses dados se aproximam aos índices demográficos da população de SBC, que apresenta tendência de diminuição no número de crianças, adolescentes e jovens, e au- mento de adultos e idosos34. Logo, estamos tratando de uma população adulta, em idade produtiva e economicamente ativa, o que pode ser comprovado pela questão relativa ao vín- culo empregatício, já que 63% das pessoas afirmam que estão empregadas.
Tabela 3 – Perfil por idade
Idade Menos de 20 8% 13 De 20 a 30 28% 48 De 31 a 40 28% 48 De 41 a 50 19% 32 De 51 a 60 10% 17 De 61 a 70 5% 08 De 71 a 80 1% 01 Mais de 80 1% 01
Quanto à etnia (tabelas 4 e 5), aceitamos estritamente a declaração dos sujeitos, con- siderando a relevância de sua auto percepção. Nesse sentido, os registros divergem em rela-
34 Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgados no Sumário de Dados 2010 do município. Disponível em: <http://www.saobernardo.sp.gov.br/secretarias/sopp/sumario.asp>. Acesso em: 20/05/2011.
ção a outras pesquisas que analisam os grupos pentecostais, mas são relativamente próximos aos indicados por Norbert Hans Christoph Foerster (2009) em sua tese sobre a Congregação Cristã no Brasil. Em comparação com os dados propostos por Foerster (2009) e com os ín- dices demográficos do município de SBC, o número de pessoas vinculadas à IEAD, MSBC que se declaram brancas é inferior aos/as integrantes da Congregação Cristã no Brasil em SBC (CCB, SBC) e à população de SBC; a porcentagem de indivíduos que se declaram par- dos é superior aos da população de SBC e aos/as integrantes da CCB SBC, bem como o número de pessoas que se declaram negras é superior às populações citadas. Ressaltamos que, ao observarmos os indivíduos do grupo, percebemos que a auto identificação propor- ciona algumas distorções, pois muitos sujeitos que poderiam ser reconhecidos como pardos declaram-se brancos, além de um número razoável de pessoas negras que se apresentam como pardas. Tabela 4 – Etnia %IEAD, MSBC %CCB SBC % População SBC Brancos 40% 73% 67% Pardos 44% 23% 25% Negros 14% 4% 8% Tabela 5 – Etnia Etnia IEAD, MSBC Branca 67 40% Negra 23 14% Parda 74 44% Outra 04 2%
Em relação ao rendimento em salários mínimos (tabela 6), o grupo apresenta núme- ros próximos aos indicados pelo IBGE (Jacob, 2003). Em relação a outros grupos pentecos- tais (IPDA, IURD e CCB), apresenta um número inferior ao total de pessoas que declaram
não possuir nenhuma renda, sendo 26% na IEAD, MSBC quando nos outros grupos pente- costais esse percentual aproxima-se dos 40%. Isso pode ser explicado, dentre outros fatores, pela atual conjuntura econômica, diversa daquela quando o Censo (2000) foi realizado e também porque nessa pesquisa tratamos de um grupo específico, sendo que o IBGE consi- dera a IEAD como um único grupo. Considerando homens e mulheres, 63% informam que estão empregados atualmente. Ao analisar especificamente o grupo formado por homens 75% declaram estar empregados, enquanto 51% das mulheres informam possuir essa condi- ção.
Os sujeitos que apontam terem rendimento entre 01 e 03 salários, constituem-se no maior grupo (49%) e, nesse aspecto, esses indicadores confirmam projeções já formuladas, como por exemplo, a análise proposta por Foerster (2009). Assim, podemos afirmar que o rendimento médio – 01 a 03 salários mínimos - das pessoas ligadas a IEAD, MSBC, é supe- rior ao identificado entre os indivíduos ligados a Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA) e Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), inferior ao dos/as frequentadores/as da CCB e superior à renda per capita do município que é de R$ 505,4535.
Tabela 6 – Renda média