• Sonuç bulunamadı

Bölge 3 Çevre kalitesinin yüksek olduğu bölgelerde bulunan köyler

4. TRAKYA BÖLGESĠNĠN ÇEVRE KALĠTESĠ YÖNÜNDEN GENEL DEĞERLENDĠRMESĠ

4.1. Bölgedeki Doğal Kaynaklar 1 Ġklim

4.1.7 Milli Park ve Tabiatı Koruma Alanları

Após a conclusão dos trabalhos da subcomissão, o produto desse fora encaminhado à Comissão da Ordem Econômica, a qual fora instalada no dia 1.º de abril de 1987, oportunidade em que foram eleitos o presidente e o relator. Tal comissão tinha como objetivo analisar os relatórios (ou anteprojetos) oriundos de cada subcomissão que deveriam, em seguida, serem rediscutidos pelas respectivas comissões temáticas, ficando aberto pelo prazo de cinco dias para proposituras de emendas. Ao final, deveria ser elaborado um texto novo (substitutivo), a partir das proposições recebidas, a ser encaminhado à comissão de sistematização.

Na Comissão de Ordem Econômica somente na 11.ª reunião é que teve lugar a discussão sobre o chamado Relatório (ou Substitutivo), que para a questão agrária foi reservado apenas 11 artigos (art. 33 a 43 – coluna 8 da Figura 2A do Apêndice). O resultado foi bem menos do que o esperado. No tocante ao anteprojeto Oswaldo Lima Filho, houve um amortecimento da chamada dívida ou hipoteca social da terra agrícola, uma vez que se deixou de lado a obrigação social sustentada pelo aquele relator, acatou a função social da proposta do constituinte Arnaldo Rosa Prata (art. 33, §1.º), bem como passou por cima dos TDAs reservando-as à lei ordinária (art. 34, §4.º). Na questão da indenização, permitiu o pagamento em dinheiro das benfeitorias existentes nos imóveis desapropriados para fins de reforma agrária, incluindo as benfeitorias úteis e voluptuárias (art. 34, §1.º). Além disto, o Relatório da Comissão de Ordem Econômica foi omisso quanto ao parâmetro para se calcular o valor das terras desapropriadas, o mesmo acontecendo com o Instituto da Área Máxima.

A votação do pré-relatório da Comissão de Ordem Econômica sofreu os mesmos torpedos e manobras regimentais que macularam todo o trabalho da Subcomissão, frustrando as esperanças da ANC.

Um rolo compressor representado por três blocos de emendas transformou o pré-relatório de Severo numa triste peça conservadora, especialmente recortada para bloquear a reforma agrária. Repetia-se assim a velha historia, tão de agrado dos terratenentes patrícios, de que, “quando o mato pega fogo, o veado faz aliança com a onça” (GOMES DA SILVA, 1989, p. 101).

Assim, foi que pretensos liberais (abrigados no PMDB e PFL) juntaram- se aos reacionários (PDS, PTB, PL e outros partidos) e impuseram aos progressistas mais uma derrota. Foi desta forma que a função social da propriedade foi rebaixada à condição de simples parágrafo de um artigo pela Comissão de Ordem Econômica, além da criação de um instituto despropositado denominado de “função social potencial” – a função será cumprida quando o imóvel “é ou está em curso de ser, racionalmente aproveitado” (art. 33, §2.º “a” – coluna 8 da Figura 2A do Apêndice).

A votação do Anteprojeto da Comissão de Ordem Econômica foi tumultuada e acompanhada de incidentes, assim como ocorreu com todos os trabalhos da Subcomissão de Política Agrícola e Fundiária e da Reforma Agrária. A radicalização de posições inconciliáveis terminou fatalmente em baderna. Ademais, o assassinato do advogado Paulo Fontelles, suplente de deputado federal e defensor de posseiros no Pará, acirrou mais ainda os ânimos.

Por todos os vícios já expostos acima, como uma Assembléia Congressual e os incidentes ocorridos durante os trabalhos das comissões deixaram um grande vazio em alguns temas que deveriam ser melhor trabalhados. Assim, coube a Plínio Arruda propor a Ulisses Guimarães, presidente da ANC, a realização de algumas sessões extraordinárias para que se pudesse discutir temas chaves, mais calmamente, antes de serem levados a plenário. No que tange à reforma agrária, foi marcada uma sessão extraordinária para a noite de 6 de agosto de 1987 para se tratar exclusivamente dessa temática. Foram escolhidos 15 constituintes, proporcionalmente à expressão das respectivas bancadas: três do PMDB, dois do PFL e um para cada um dos partidos da casa.

O PT representado pelo deputado Plínio Arruda Sampaio (SP) se pronunciou fazendo uma análise da questão agrária no intervalo de 1964 a 1985; ressaltou a inviabilidade do texto em discussão (pré-relatório da Comissão de Ordem Econômica) e a responsabilidade do PMDB, maioria no plenário, pelos retrocessos que estavam ocorrendo na votação da reforma agrária. Plínio ainda deixou claro que a reforma agrária não tem como objetivo o aumento de produção ou da produtividade agrícola às custas da deterioração da natureza, invasão de áreas indígenas e dos genocídios no campo, mas destina-se a assegurar a democracia, eliminação da pobreza e o crescimento equilibrado sem que se degrade a natureza e espolie o produtor rural.

O PMBD foi representado pelos constituintes: José Dutra (AM), Severo Gomes (SP) e Gonzaga Patriota (PE). Primeiro realizou um diagnóstico da situação agrária no país e definiu como objetivo da reforma agrária a contenção do êxodo rural e o combate à miséria e a violência no campo. Severo fez a proposta de exigir todos os elementos indicativos do cumprimento da função social da propriedade, defendeu a imissão imediata na posse, a indenização pelo valor real e em dinheiro quando houver erro na classificação para fins de desapropriação por interesse social e estabelecimento de valores absolutos para os tamanhos de propriedade abaixo do qual não se realizaria nenhuma desapropriação. Gonzaga operacionalizou a reforma agrária em cinco tópicos: desapropriação para fins de reforma agrária por interesse social das terras improdutivas, iniciando nas áreas de conflito, mediante justa e previa indenização; limitação de áreas de propriedade; Indenização da terra nua paga em TDAs e das benfeitorias em dinheiro; reforma agrária com o objetivo de estabelecer relações entre o homem, a propriedade rural e o uso da terra, capaz de produzir justiça social; a distribuição e redistribuição das terras com os trabalhadores rurais condicionadas a sua função social e dentro das diretrizes fixadas para a política de desenvolvimento rural.

O PFL representado por Allysson Paulinelli e Oswaldo Almeida apenas reacendeu as mesmas discussões travadas na Subcomissão de Política Agrícola, Fundiária e da Reforma Agrária.

O PTB, representado por Roberto Jefferson, criticou os partidos que não apresentaram sugestões ao PNRA e condenou o uso de cadáveres (assassinados pelo latifúndio) como argumento emocional a favor da reforma

agrária, manifestando, em documento, pela função social da propriedade e pela imissão na posse após perícia judicial, fez distinção entre reforma agrária e reforma fundiária, propôs planejamento agrário e ações complementares para consolidar a reforma.

Apresentaram-se ainda o deputado Aldo Arantes do PC do B, o senador Mauro Borges do PDC-GO, o deputado Amaury Muller do PDT-RS, o deputado Fernando Santana do PCB-BA42, o deputado Gerson Peres do PDS-

PA e o senador Jamil Haddad do PSB-RJ, além de outros pronunciamentos avulsos.

Encerrados os trabalhos das Comissões Temáticas estas entregaram à Comissão de Sistematização suas propostas de base para um rascunho da Carta Magna, que abrangeria 501 artigos. Tais propostas foram recebidas e examinadas e, após duas semanas, mais de mil emendas foram apresentadas, umas rejeitadas outras aprovadas. Foi assim que, no dia 6 de julho de 1987, surgiu da Comissão de Sistematização o projeto da nova Constituição tão aguardado (BONAVIDES; ANDRADE, 2004).