3.2. Hatay ile İlgili Türkiye’nin Yaptığı Anlaşmalar
3.2.1. Sancak Sorununun Milletler Cemiyeti’ne Taşınmasına Kadar
3.2.2.1. Milletler Cemiyeti’nde Hatay ile İlgili Alınan Kararlar
Para baixar seus custos, os compradores negociam melhor qualidade, níveis mais elevados de atendimento e preços menores. Esses resultados são obtidos encorajando disputas competitivas entres as empresas que compõem a indústria (fornecedores em geral) (BARNEY; HESTERLY, 2011).
Conforme a cooperativa em estudo, existem três processos de negociação entre construtoras e fornecedores os quais são o Tradicional, a Venda Futura e o Portal de Compras (on-line).
No modelo Tradicional (Figura 5), a negociação ocorre da seguinte forma:
a) 1ª etapa: inicia o processo solicitando às construtoras (via e-mail, telefonema, whatsapp) suas demandas para um determinado insumo e período. a periodicidade das solicitações é fundamentada nos levantamentos obtidos, em grande parte, dos lançamentos de obras a médio/longo prazo (06-12 meses) e daquelas em andamento; b) 2ª etapa: as construtoras enviam suas previsões de compras, incluindo a quantidade e
os últimos preços comercializados com o fornecedor (pode ser cooperado ou não ou da sua preferência);
c) 3ª etapa: a cooperativa compila todas as demandas e envia ao fornecedor (único) solicitando uma coleta de preços;
d) 4ª etapa: o fornecedor envia sua condição comercial com os preços para aquela quantidade demandada;
e) 5ª etapa: a cooperativa analisa a proposta recebida, elabora uma contraproposta com novos preços alvos e apresenta ao fornecedor com a finalidade de fechar a negociação.
Após a conclusão de todas as etapas supracitadas, o fornecedor apreciará os novos requisitos e emitirá o aceite ou não. Em caráter positivo, é elaborado pela cooperativa o Termo de Compromisso (Anexo B) entre a construtora e fornecedor. No caso da negativa, caberá a cooperativa renegociar outras condições.
Fonte: Elaborado pelo autor (Ferramenta Lucidchart - Diagrama BPMN) de acordo com a coleta de dados (entrevista) – CooperCon/Ce.
Conforme a Figura 6, o modelo Venda Futura segue basicamente as mesmas etapas da negociação Tradicional desde a escolha do fornecedor até a validação de preços.
A diferença é que no modelo de Venda Futura (etapa 3), geralmente, não existe uma demanda de consumo definida pelos cooperados. Para dar uma previsão aos fornecedores, a cooperativa utiliza o mapeamento de obras e de dados específicos obtido de empresas especializadas no setor para gerar uma Expectativa de Consumo como o objetivo de formalizar uma promessa de parceria. Outro detalhe é a menor exigência de prazo para aquisição das demandas é para 03 (três) meses.
Figura 6 – Processo de negociação Venda Futura
Fonte: Elaborado pelo autor (Ferramenta Lucidchart - Diagrama BPMN) de acordo com a coleta de dados (entrevista) – CooperCon/Ce.
Por fim, na Figura 7, é possível compreender a negociação via Portal de Compras. É uma ferramenta online desenvolvida pela CooperCon/Ce em conjunto com a empresa de tecnologia 2L/Mosaic, onde é possível negociar em torno de 2.219 itens da construção civil dentre mais de 15 mil produtos (FONTENELLE; XAVIER, 2017).
As particularidades dessa modalidade são:
a) acesso ao portal através de login e senha para os cooperados e fornecedores; b) pode ocorrer vários vencedores para um mesmo insumo;
c) sem limitações para produtos e barreiras geográficas;
d) possibilidade de inserir, além dos preços preteridos, restrições quanto à escolha de fornecedores, marcas e demais especificações que julgar necessárias;
e) escolha das melhores propostas através da tradução de algoritmos matemáticos complexos.
Figura 7 – Processo de negociação Portal de Compras (on-line).
Fonte: Elaborado pelo autor (Ferramenta Lucidchart - Diagrama BPMN) de acordo com a coleta de dados (entrevista) – CooperCon/Ce.
As etapas de negociação através do Portal de Compras seguem os mesmos padrões do modelo Tradicional e Venda Futura, porém todos os processos ocorrem de forma digital. Ressalta-se que o Termo de Compromisso é substituído pelo Acordo Eletrônico, onde as construtoras confirmam o aceite das condições (assinatura eletrônica) negociadas pela cooperativa com os fornecedores. A exigência para aquisição da demanda é a curto prazo, ou seja, para 03 (três) meses.
Para a cooperativa, o ideal é negociar insumos que proporcione maior retorno com menor esforço. O intuito é trabalhar com mais grupos de negociação através do Portal de Compras e, desta forma, ter menos custos para atender quase a totalidade dos insumos da construção civil. No que tange à expansão, o objetivo é ampliar os negócios para outros estados através desta ferramenta digital em parceria com outras coopercons.
No Gráfico 4 fica evidente o grau de utilização de cada processo de negociação pela cooperativa. Decorre-se ainda as problemáticas envolvendo cada um destes.
A utilização do Portal de Compras representa 25% de todo o faturamento, cuja expectativa é de 50% até o fim de 2018 e para o próximo ano ser a maior em utilização. A problemática ainda são os custos dos investimentos da implantação da tecnologia e da necessidade constante de atualização e otimização dos processos até atingir a operação ideal.
Em relação ao modelo Tradicional, apenas 5% de utilização. As dificuldades encontradas são: Custos com mão de obra para coleta dos dados; Exigência de maior prazo de demanda (6-12 meses) e com isso mais suscetível às oscilações da economia; Baixo comprometimento contratual pelas das construtoras em cumprir prazos longos; Receio dos fornecedores ofertar preços sem garantia de consumo acordado; Maior dependência e conveniência pelo cooperado em enviar suas demandas.
Por fim, a utilização do modelo de Venda Futura representa 70%. Mesmo com o levantamento das demandas obtidas através de expectativas, possibilita um melhor cumprimento contratual pelos cooperados e dá mais garantias aos fornecedores em relação ao consumo acordado. A desvantagem ainda é a utilização de colaboradores para a condução deste processo.
Fonte: Elaborado pelo autor de acordo com a CooperCon/Ce (Entrevista Estruturada).
Para aquisição dos insumos, existem particularidades quanto ao seu processo de negociação, visto que a maioria pode ser tratada nos três modelos apresentados. Para aqueles insumos que necessitam de projetos específicos como elevadores, geradores, esquadrias de alumínio e etc, estes devem ser negociados individualmente e com um envolvimento mais preciso da cooperativa, sendo ainda vetadas as tratativas via Portal de Compras.
Para todos os modelos supracitados, após o findo negocial, o cooperado fecha contrato com o fornecedor (mediante assinatura do Termo de Compromisso, no qual consta o preço alvo e expectativa de consumo) e, a partir daí, inicia-se processo de aquisição e faturamento diretamente com a construtora (REVISTA CONSTRUÇÃO MERCADO, 2008). Gráfico 4 – Representação do faturamento de acordo com as principais modalidades de negociação.
É cobrado de cada construtora uma Taxa de Assistência Técnica (TAT) equivalente a 2% (dois por cento) com base em cada pedido faturado ao cooperado, cabendo ao fornecedor repassar à cooperativa as devidas informações de faturamento. A finalidade da cobrança é para manutenção e apoio administrativo da cooperativa.
Para a cooperativa, as principais dificuldades enfrentadas em todo o processo de negociação são:
a) descumprimento da aquisição de insumos contratada pelo cooperado;
─ para o fornecedor não é vantajoso oferecer preços abaixo do mercado quando não ocorre a aquisição dos produtos do acordo;
b) fechamentos de acordos entre construtora e fornecedor sem consentimento da cooperativa;
─ acordos bilaterais entre cooperados enfraquecem a atividade cooperativista e contraria a ética acordada na filiação;
c) quebra de sigilo nos acordos negociados na cooperativa;
─ o repasse indevido de informações (preços alvos) para fornecedores não-cooperados com o intuito de obter melhores condições;
d) desconhecimento sobre a cultura cooperativista;
─ muitos dos cooperados são insipientes sobre o cooperativismo quanto a aplicação dentro do contexto econômico na qual os cooperados estão inseridos;
e) foco apenas nos preços;
─ nem sempre é ofertado preços mais vantajosos, cabendo aos cooperados serem mais perceptíveis quanto às outras vantagens oriundas da negociação cooperativista.
Complementando a alínea “a”, a CooperCon/Ce aprovou em 2017 a criação do Código e Comitê14 de Ética que visa a fidelização do cooperado à cooperativa, a eliminação
de atitudes prejudiciais à cooperativa originadas dos cooperados, funcionários e fornecedores e a manutenção do interesse coletivo acima do individual.
No de caso descumprimento15, seja pelo cooperado ou fornecedor, o comitê
responsável avalia o caso e propõe tratativas ao Conselho Administrativo. O membro deste conselho entra em contato com o diretor da parte infratora a fim de colher informações e
14 Formado por 5 (cinco) membros dos conselhos e 1 (um) funcionário. Entrevista estruturada. 15 O conhecimento das transgressões pela cooperativa pode ocorrer por uma auditoria ou através de denúncias pelo canal Formulário de Ética disponibilizado eletronicamente. Disponível em: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdL2Mau3yEZ_d53OdlQeZ_1twf3qtvkJjI-8_-
expor a situação com o intuito de encontrar soluções que venham sanar as devidas transgressões.
Sobre essa questão, Oliveira (2015) trata a “falta ou esquecimento da educação cooperativista por parte dos cooperados” como a principal infidelidade destes com a cooperativa, perdendo esta a principal força de sua vantagem competitiva resultante da interação com os fornecedores e clientela.
A possível solução para este problema, de forma geral, é sustentada nas seguintes ações (OLIVEIRA, 2015):
a) cadastro dos cooperados;
b) desenvolvimento de núcleos de cooperados sustentados por agentes;
c) disponibilização de informações verdadeiras e atualizadas para os cooperados;
d) desenvolvimento de um plano estratégico com adequados indicadores de desempenho; e) estabelecimento de classes de cooperados com benefícios e restrições específicas, de
acordo com o nível de interação de cada cooperado para com a cooperativa; f) foco nos jovens e nos filhos dos cooperados.