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Mezahib ve Turuk-ı İslâmiye Tarihi Kitabı

Termos em inglês, como natural disaster, danger, natural hazard, susceptibility,

v

ulnerability e risk são usados no campo de estudos dos riscos geológicos.

Carvalho (1998), a respeito da expressão natural disaster e natural hazard, menciona as definições propostas pela UNDRO (United Nations Disaster Relief

Office) e pelo AGI (American Geological Institute).

Segundo a UNDRO (2008), natural disaster:

“ ... is the naturally occurring or man-made geologic condition or phenomenon

that presents a risk or is a potencial danger to life and property. ”

[ ... é uma condição ou fenômeno geológico natural ou induzido pelo homem que apresenta um risco ou é um perigo potencial para a vida e o patrimônio. ] De acordo com a AGI (2008), natural hazard:

“ ... is the probability of occurrence within a specified period of time and within

a given area of a potentially damaging phenomenon. ”

[ ... é a probabilidade de ocorrência de um fenômeno potencialmente prejudicial em um determinado período de tempo e numa dada área. ]

Ainda com relação ao termo natural hazard (tradução: evento perigoso), autores como Xavier (1996), Degg (1992), Faugères (1990) e Godard (1990) afirmam que o termo resume-se a duas realidades indissociáveis:

– a origem e pesquisa sobre os mecanismos permanentes ou responsáveis por sua ocorrência e evolução, a análise sobre a frequência e possibilidade de recorrência. Destacam-se a descrição dos agentes predisponentes e agentes deflagradores para os movimentos de massa em BH, apresentados no Capítulo 3; e

– a manifestação, ao atingir a população, caracterizada pelas modalidades dos eventos considerados e, podendo ser qualificada e quantificada segundo a severi- dade.

Varnes et al. (1984), Scheidegger (1994) e ISRD (2008) também definem natural

hazard como a probabilidade que uma condição razoavelmente estável possa

mudar abruptamente, ou como a probabilidade de ocorrência de certo fenômeno danificar potencialmente uma determinada área e em um determinado período de tempo.

Segundo Guzzetti (1999) a definição de natural hazard incorpora os conceitos de magnitude, local geográfico e retorno do evento em relação ao tempo. O primeiro recorre à intensidade do fenômeno natural, condicionando seu comportamento e poder destrutivo; o segundo refere-se à possibilidade em identificar o lugar onde o fenômeno possa acontecer; o terceiro recorre à freqüência temporal do evento. Albala-Bertrand (1993) detalha e sugere que sete parâmetros físicos sejam estabelecidos na caracterização de eventos perigosos:

– magnitude: máxima energia liberada por um evento particular em uma dada localidade;

– frequência: incidência média que um evento de uma dada magnitude ocorre em uma área;

– duração: espaço de tempo no qual um evento perigoso persiste; – extensão da área: área geográfica coberta por um evento;

– velocidade de avanço: período de tempo entre o surgimento de um evento e seu pico;

– padrão de dispersão espacial: padrão de distribuição de um evento sobre uma área geográfica afetada.

Zuquette e Gandolfi (2004) utilizam o termo safety threshold (limite crítico), como o limite entre um evento comum e um perigoso. Ainda, estes autores afirmam que “ ...

a probabilidade é condicionada por atributos que predispõem (relativos ao espaço) e deflagradores (relativos ao tempo), associados aos atributos modificadores, que afetam a probabilidade, tanto em relação ao tempo quanto ao espaço.”

A respeito do conceito do termo risk (tradução: risco), Varnes (1974) assim o define:

“ ... means the expected degree of loss due to a particular phenomenon.”

[ ... significa o grau de prejuízo esperado devido a um fenômeno particular. ] Varnes (1984) reforça que o landslide risk (risco de deslizamento de terra) é definido como o número esperado de vidas perdidas, as pessoas prejudicadas, danos à propriedade e rompimento de atividade econômica devido a um particular

landslide hazard (perigo de deslizamento de terra), para uma determinada área e

período de referência.

Chancón et al. (2006) e ISRD (2008) fazem uma ratificação dos conceitos hazard e

de eventos perigosos e de risco. Ainda, estes autores propõem uma uniformização de conceitos.

Observa-se portanto que os termos hazard e risk, relativo a eventos naturais extremos, não são sinônimos. O termo hazard trata especificamente da probabilidade da ocorrência de um fenômeno prejudicial. O termo risk refere-se somente aos prejuízos provocados por tal fenômeno (Chancón et al., 2006; ISRD, 2008).

Na Tabela 2.3, apresentam-se conceitos básicos de estudos atinentes ao risco, por Zuquette (1993).

Tabela 2.3 – Conceitos básicos de estudos do risco, por Zuquette (1993).

Termo Conceito

Evento Fenômeno com características, dimensões e localização geográfica

registrada no tempo. Evento perigoso

(hazard)

Representa um perigo (latente) que se associa a um fenômeno de origem natural ou provocado pelo homem, que se manifesta em um lugar específico, em tempo determinado, produzindo efeitos adversos nas pessoas, nos bens e/ou no meio ambiente.

Processo perigoso

Conjunto de fenômenos que antecedem o evento perigoso puro (hazard) e que é tomado erroneamente como sinônimo de evento perigoso (hazard) que conceitualmente são diferentes.

Vulnerabilidade

Característica intrínseca de um sujeito, sistema ou elemento que estão expostos a um evento perigoso (hazard), correspondendo à predisposição destes em serem afetados ou suscetíveis a perdas. É expressa em uma escala que varia de 0 (sem perdas) a 1 (perdas totais).

Risco

É a probabilidade de que ocorram perdas (econômicas, sociais e ambientais), além de um valor considerado normal ou aceitável para um lugar específico durante um período de tempo determinado. É considerado o resultado da relação entre um hazard e vulnerabilidade dos elementos (seres humanos, residências entre outros) expostos.

Fonte: Adaptado de Zuquette (1993).

Ainda, a União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS-WGL,1997), sugere as seguintes definições, resumidas na Tabela 2.4.

Tabela 2.4 – Conceitos básicos de estudos do risco, por IUGS-WGL (1997).

Termo Conceito

Risco (risk)

Medida da probabilidade e intensidade de um efeito adverso para a saúde, propriedade ou ambiente. Geralmente, é o produto da probabilidade pelas conseqüências.

Perigo (danger)

Fenômeno natural (movimento de massa gravitacional)

geometricamente e mecanicamente caracterizado.

Ameaça (hazard)

Uma condição com potencial para causar conseqüências indesejáveis. Ameaças de escorregamento devem ser descritas por zonas e magnitudes.

Elemento sob risco (Element at risk)

População, edificações, infra-estrutura e componentes ambientais existentes na área potencialmente afetada pelos movimentos de massa.

Vulnerabilidade (vulnerability)

Grau de perda potencial para um dado elemento ou grupo de elementos dentro da área afetada por um evento.

Risco Individual (individual risk)

Risco de perda de vida ou perdas materiais para um indivíduo que vive ou desenvolve atividades nos domínios da zona exposta aos movimentos de massa.

Risco social (societal risk)

Risco de múltiplas perdas (ou mortes) para a sociedade como um todo, causado pelos movimentos de massa.

Fonte: Adaptado de IUGS-WGL (1997).

Nesse trabalho aplica-se o termo “susceptibilidade” como a probabilidade da ocorrência de um evento, no caso específico, para os movimentos de massa gravitacionais.

Existe relação direta entre os eventos naturais extremos e as atividades humanas, alterando a sensibilidade ao perigo. A citar, os movimentos de massa não seriam perigosos se as encostas não fossem ocupadas. Ainda, a probabilidade de perigo poderia ser intensificada por um corte inapropriado ou uma chuva extrema.

Zuquette e Pejon (2004) apresentam fluxograma que relaciona componentes do meio ambiente envolvidos na geração de eventos perigosos (Figura 2.4).

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