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3. GÜNÜMÜZDE DEĞĠġEN, DÖNÜġEN KENTLER: ELEġTĠREL KURAM

3.5 Mekân‟da Estetik Açıklamalar

Azevedo (1993) comparou o desenvolvimento do comportamento auditivo de 0 a 13 meses entre 202 crianças de alto risco nascidas prematuras, sem deficiência auditiva e 194 crianças de baixo risco, sem histórico de prematuridade ou intercorrências neonatais. As crianças foram submetidas à audiometria com reforço visual, à avaliação das respostas aos estímulos verbais, não verbais e instrumentais. O estudo foi realizado tanto transversalmente quanto longitudinalmente. Encontrou nos resultados diferença significante entre os comportamentos do grupo de baixo e alto risco, sendo melhores as respostas do primeiro. Observou ainda, quanto às crianças de alto risco, diferença entre aquelas que apresentavam alterações neurológicas e as que não as apresentavam. As crianças de alto risco apresentaram desvio da normalidade em relação ao padrão de desenvolvimento auditivo esperado, porém, as que não apresentavam alterações neurológicas se recuperaram na faixa etária de 9 a 13 meses, o que não ocorreu com as crianças alteradas neurologicamente.

Cardinalli e Xavier (1995) encontraram diferenças significativas no desempenho de aspectos relativos à comunicação (recepção e emissão), desenvolvimento motor e

relevância no desenvolvimento dessas crianças. Concluíram que o desenvolvimento de linguagem em prematuros, no segundo e terceiro anos de vida, encontra-se defasado em relação às crianças nascidas a termo.

Pedromônico (1996) estudou 53 RNPT com peso < 2000g, hospitalizados por longo tempo, buscando verificar efeitos dessas condições no desenvolvimento da conduta interativa no primeiro ano de vida através de indicadores comportamentais relacionados à comunicação. Foi utilizado o Roteiro de Diagnóstico e Acompanhamento do Desenvolvimento de crianças de 0 a 36 meses de Costa et al (1992). Selecionou comportamentos por faixa etária que permitiam inferir sobre a conduta interativa denominando-os de comportamentos comunicativos por propiciar relação entre lactente e observador. Foi considerada a idade cronológica no estudo, tendo sido realizada comparação da ocorrência do comportamento com o resultado esperado para a faixa etária. A autora encontrou diferença estatisticamente significante no comportamento “produz sílabas isoladas ou em sequência” e tendência estatística em “aumenta a produção de sons quando lhe falam”, reage ao estranho e reage ao não. Encontrou tendência estatística dos meninos apresentarem mais o comportamento grita para chamar a atenção, tendência estatística de crianças nascidas com peso de 1500 g apresentar mais “sorrir para a imagem do espelho” do que crianças de muito baixo peso. Encontrou tendência das crianças AIG apresentarem “aponta para indicar desejo e brinca com a imagem refletida no espelho”. Houve diferença significante de criança menos tempo internada apresentar mais “sorri para a imagem refletida no espelho” e tendência maior destas crianças para “brinca de esconder”, quando comparadas às crianças com longo tempo de internação. Observou ainda diferença significante para “sorri, imita gestos, aponta para indicar desejo e executa ordens a pedido”, tendência estatística para “produção de sílaba isolada ou em sequência” e “reage ao não” em crianças com resultados de diagnóstico neurológico normais quando comparadas a crianças com alteração neurológica. A autora sugeriu atraso evolutivo das crianças PT em relação ao sorriso social e produção de sons. Encontrou que RNPT internados por mais de 10 d em UTI apresentaram ritmo mais lento na manifestação de comportamentos para a construção da identidade, o que representa risco para alteração no desenvolvimento. Concluiu que todas as crianças avaliadas possuem ritmo lento de evolução, não sendo afetadas pelas variáveis analisadas, exceto pela condição neurológica.

Ulvund & Smith (1996) procuraram investigar as habilidades de comunicação pré- verbal de 103 lactentes e seu valor preditivo no desenvolvimento de linguagem aos 5 anos de idade. As crianças tiveram peso médio de 1135 grs. ao nascimento e IG média de 30 semanas, 1/3 das crianças tiveram sérias complicações, as quais os autores chamaram de risco. As habilidades de comunicação foram medidas aos 13 meses por meio da escala ESCS, sendo excluída a medida de Iniciar interação social devido à baixa frequência de ocorrência. As habilidades cognitivas foram medidas por meio do índice de desenvolvimento mental Bayley aos 3 e 5 anos, as habilidades de linguagem foram avaliadas aos 2 e 3 anos por meio da escala de desenvolvimento da linguagem de Reynell, e aos 5 anos foi aplicada a escala de inteligência Standford-Binet (SB:FE). Habilidades motoras foram avaliadas aos 2 anos pelo índice de desenvolvimento psicomotor. Foram consideradas as idades corrigidas. Encontraram relação consistente entre as medidas de ESCS x status cognitivo e x habilidades de linguagem aos 5 anos. As crianças pré-termo não utilizaram palavras durante as avaliações. Os autores acreditam que correlações não podem ser explicadas com base na continuidade da linguagem iniciada precocemente. Iniciar atenção conjunta, responder atenção conjunta e iniciar comportamentos de pedido foram as medidas da ESCS mais correlacionadas às competências cognitivas e de linguagem, além de encontrarem também correlação com responder pedido. Houve forte validade preditiva das medidas de ESCS para habilidades posteriores. Acreditam que as crianças que são mais hábeis em iniciar comportamentos proporcionam um ambiente melhor de aprendizagem.

Perissinoto (1996) levantou que fatores de risco para o desenvolvimento da linguagem como infecções perinatais, peso ao nascimento, alterações respiratórias, dentre outros, levam a alterações na formação e maturação biológicas que por sua vez influenciam na aquisição e desenvolvimento de linguagem. Acredita que a correção da idade cronológica pode levar a distorções em relação ao acompanhamento do desenvolvimento e mascarar alterações. Sugeriu o acompanhamento de etapas de evolução (aquisição, desenvolvimento e abrangência) dos prematuros. Revisando a literatura encontrou como ponto de convergência um ritmo de evolução de linguagem mais lento no prematuro. Enfatizou que, além das habilidades inatas da criança, o meio ambiente também tem influência no desenvolvimento da linguagem, sendo necessário

Basseto et al (1998) compararam o comportamento auditivo e linguistico de 46 crianças nascidas prematuras e com baixo peso com 45 crianças nascidas a termo e com peso normal. As avaliações foram realizadas nas idades de 12, 18 e 24 meses quanto à emissão e recepção de linguagem e ainda quanto ao processamento auditivo. Encontraram diferença estatisticamente significante, com pior desempenho para o grupo de prematuros quanto à emissão aos 12 meses. Não foram encontradas diferenças nas avaliações de processamento auditivo ou recepção de linguagem em nenhuma das idades testadas.

Jennische e Sedin (1998) compararam o desempenho de linguagem aos 6 anos e 5 meses de idade entre três grupos de crianças: 213 crianças nascidas prematuras, 71 crianças nascidas a termo, ambos com histórico de necessidade de cuidados intensivos neonatais e 40 crianças nascidas a termo sem alterações ou histórico de cuidados intensivos. Os autores avaliaram aspectos de fala das crianças na conversa espontânea e de forma semi direcionada e realizaram ainda entrevista com os pais. Por fim, examinaram ainda a existência de correlação entre a avaliação de linguagem e fatores neonatais. Encontraram como resultados que havia bom desenvolvimento de fala aos 6 anos mesmo nas crianças que necessitaram de cuidados intensivos. Encontraram pequena diferença quando correlacionaram o aspecto idade gestacional. As alterações foram notadas pelos parceiros de comunicação para a idade gestacional entre 28 e 31 semanas. As alterações mais graves de fala e linguagem foram encontradas nas crianças termo com necessidade de cuidados intensivos, havendo correlação entre estes déficits de linguagem e alterações no ultra-som cerebral.

Em relação à interação na troca de turnos entre mães x lactentes, Reissland e Stephenson (1999) acreditando na hipótese que mães de lactentes nascidos prematuros diferem de mães de lactentes nascidos a termo, filmaram e observaram o comportamento nas situações de brincadeira livre, troca de fraldas e alimentação, de 5 pares de mães x bebês prematuros na maternidade e após 6 semanas da alta e 8 pares de mães x bebês termo na maternidade e após 7.8 semanas da alta. Codificaram as emissões das mães dirigidas aos seus bebês e as vocalizações dos lactentes. Encontraram como resultados que os lactentes termo vocalizam mais frequentemente diante das emissões da mãe quando observados em casa. Por outro lado, as mães de bebês prematuros respondiam mais frequentemente às vocalizações dos mesmos do que as mães de bebês termo. Para os autores o estudo indicou que os lactentes termo

e pré-termo e suas respectivas mães tinham um padrão diferente na troca de turno, e como os pré-termo não demonstravam prontidão para tomar seu turno, as mães sobrepunham o turno dos mesmos, podendo esse comportamento ter um efeito prejudicial ao desenvolvimento de linguagem.

Diniz et al (1999) buscaram verificar correlações entre intercorrências neonatais de 88 crianças pré-termo com peso menor que 2000 gramas ao nascimento e os resultados retrospectivos de avaliações fonoaudiológicas realizadas entre 0 a 11 meses, 12 a 23 meses e 24 a 36 meses. Observaram correlação positiva entre as variáveis idade gestacional e peso e o desempenho nas avaliações. Não foram encontradas diferenças significativas nos resultados de avaliações fonoaudiológicas quanto às variáveis sexo, idade, presença de HPIV.

Jennische e Sedin (1999) compararam as habilidades linguísticas aos 6 a 6 m de crianças que necessitaram de cuidados intensivos neonatais (NIC) com crianças saudáveis (GC). Dividiram o grupo NIC em três subgrupos de acordo com a idade gestacional (GI prematuridade extrema ou muito prematuros, GII prematuridade moderada e GIII crianças termo que necessitaram de NIC). Encontraram em geral que os grupos GI, II e III têm maior dificuldade em movimentos padrões de mãos e dedos e funções motoras de boca do que GC, apresentaram pontuação mais baixa que os controle em todas as áreas da linguagem e nas tarefas de discriminação auditiva. Para os autores o estudo mostrou que crianças NIC diferiram de crianças saudáveis em habilidades linguísticas aos 6 ½ anos. Além disso, os resultados indicaram que crianças NIC moderadamente PT e T também têm escores mais baixos do que o GC. Afirmaram que as crianças dos grupos NIC têm dificuldades em obter bons resultados nos testes de habilidades linguísticas mais frequentemente do que seus controles. Os resultados evidenciaram ainda que as áreas de discriminação auditiva, imitação de posições articulatórias e sentenças e também as áreas de compreensão de estruturas gramaticais lógicas, reconto e fluência verbal podem ser mais prejudicadas nos PT com menos de 32 semanas do que nos moderadamente PT. As dificuldades em recordar informações da historia foram encontradas em todos os grupos NIC PT, mas não no grupo NIC T. Além dos dados relacionados à linguagem, houve diferença significante na idade mental entre GC e os grupos NIC. Quanto aos fatores de risco neonatais,

desconforto respiratório, dificuldade respiratória moderada, septicemia, estão associados a dificuldades em várias áreas linguísticas.

Godoy et al (2000) buscaram caracterizar o desenvolvimento de 14 crianças nascidas prematuramente de idade entre 8 a 24 meses, com peso ao nascimento inferior a 2000 gramas avaliando-as em relação aos comportamentos comunicativos e simbólicos por meio da escala CSBS. Os sujeitos foram agrupados em 4 por faixas etária de 8 a 11, 12 a 15, 16 a 19 e de 20 a 24 meses. As avaliações foram filmadas para posterior análise. Os autores descreveram o perfil de todas as crianças quanto à função comunicativa, meios comunicativos gestuais, vocais e verbais, reciprocidade, sinais sócio-afetivos e desenvolvimento simbólico. Observaram aumento do aparecimento de gestualizações com o aumento da faixa etária. Houve baixo desempenho quanto ao desenvolvimento dos aspectos simbólico, estando envolvidas neste item escalas de compreensão de linguagem, inventários e complexidade de diferentes esquemas de ação. Concluíram que os bebês pré-termo e de baixo peso apresentam desenvolvimento comunicativo dentro da normalidade e aspectos simbólicos defasados. Acreditam que essa defasagem seja influenciada por pouca estimulação do bebê pré-termo.

Isotani et al (2002) buscaram verificar o efeito da prematuridade e baixo peso no terceiro ano de vida comparando 30 crianças nascidas pré-termo (PT) com 30 crianças nascidas a termo (T). Utilizaram para a avaliação do desenvolvimento das crianças o Teste de Desenvolvimento Psicomotor (TEPSI). Encontraram como resultados que o grupo PT apresentou piores resultados em relação aos T nas áreas de coordenação e linguagem. Não foram encontradas diferenças entre os grupos quanto à variável sexo. Observaram concordância entre diagnóstico neurológico e a avaliação do desenvolvimento.

Befi-Lopes (2003) discutiu sobre os problemas encontrados para a identificação das alterações da linguagem infantil, pois há controvérsia entre os profissionais quanto a conceitos e desordens de linguagem, dificultando o estabelecimento de padrões de normalidade e alteração. Considerou importante a atenção dos profissionais que lidam com desenvolvimento de crianças de risco. Revisando a literatura, encontrou fatores que colocariam a criança em risco para alterações de linguagem: anóxia, hiperbilirrubinemia, baixo peso. Encontrou controvérsias em relação à prematuridade,

os problemas de linguagem, outros que apenas crianças com muito baixo peso diferem das crianças nascidas com peso normal em relação ao desenvolvimento da linguagem, os demais prematuros, não. Outros ainda observaram alterações de linguagem em prematuros de baixo peso apenas com a associação de outros fatores que possam prejudicar o desenvolvimento da mesma, porém tais bebês prematuros quando apresentavam baixo peso associados a outros comprometimentos teriam problemas de linguagem mais graves que os bebês que nasceram com peso normal e com outras intercorrências.

Oliveira et al (2003) acompanharam o desenvolvimento de linguagem de 10 lactentes de baixo peso (PIG) nascidos a termo (RNT) e 10 lactentes PIG pré-termo (RNPT) até os 12 meses de idade e aos 18 meses, comparando-os com um grupo de 47 lactentes a termo classificados como adequados para idade gestacional (AIG). Utilizaram para a avaliação longitudinal o Roteiro Informatizado de Anamnese e a Early Language Milestone Scale (ELM). Não encontraram diferença quanto à variável sexo entre os lactentes PIG e AIG. Observaram comportamento mais irritável dos RNPT comparados aos RNT, além dos primeiros apresentarem menos vocalizações, sorriso, reações afetivas positivas e evitarem mais frequentemente contato visual especialmente aos 12 meses. Observaram ainda menor envolvimento com os brinquedos e maior latência em iniciar resposta aos estímulos nos RNPT. Os lactentes de ambos os grupos apresentaram desempenho adequado para a idade cronológica até os 6 meses quanto à sons vocálicos e balbucios silábicos. Já aos 9 meses, observaram atraso em relação à extensão de vocalizações silábicas, porém não houve diferença estatística significante quando comparados ao grupo de RNT AIG. Aos 12 meses observaram atraso na expressão verbal estatisticamente significante em comparação ao desempenho dos RNT AIG. Além disso os RNT PIG mostraram atraso significativo na produção de primeiras sílabas com significado e os RNPT AIG apresentaram atraso significativo quanto à produção da primeira palavra. Aos 18 meses não foram encontradas diferenças estatisticamente significante entre os grupos.

Jennische & Sedin (2003) estudaram o desenvolvimento de linguagem em crianças que necessitaram de cuidados intensivos neonatais (NIC), a fim de verificar se há diferença em habilidades linguísticas entre meninas e meninos que passaram por

desempenho destes com 71 crianças pré-termo controle saudáveis. Foram avaliados vários aspectos da fala espontânea, funções motoras, compreensão, além de discriminação auditiva, inventário fonêmico, memória auditiva e fluência. Foram ainda incluídos o Peabody (PPVT), o ITPA e memória de dígitos. Encontraram que meninas controle obtiveram melhores resultados que meninos em algumas tarefas. No grupo NIC meninas obtiveram resultados significantemente melhores que meninos. No grupo NIC de menor IG (23 a 31 semanas) em geral houve pouca diferença entre os gêneros e as meninas foram melhores. Nesse grupo as meninas diferiram do grupo controle em várias áreas, enquanto que os meninos diferiram em poucas áreas e obtiveram melhores resultados que os meninos controle em memória auditiva. Apenas as meninas NIC neste grupo tiveram idade mental menor que as meninas do grupo controle. Ainda, meninas NIC mostraram piores resultados que o seu controle em aspectos da fala espontânea, habilidades linguísticas e na pontuação somada de vários aspectos. No grupo de IG maior ou igual a 37 semanas, os quais também foram submetido à NIC, as meninas tiveram melhores resultados. As meninas NIC e meninos NIC tiveram desempenho inferior à dos grupos controles em todas as áreas. Meninas NIC foram piores em relação ao grupo controle em mais áreas quando comparado com meninos NIC. Segundo os autores a associação entre a reanimação e baixos escores nas habilidades avaliadas pode indicar que algumas crianças sofreram falha no desenvolvimento da linguagem como sequela de asfixia perinatal. Concluíram que meninas NIC foram melhores que os meninos NIC, entretanto elas não alcançaram o nível das meninas controle, como aconteceu com os meninos. Afirmaram que um número de fatores neonatais é associado com desvios no desenvolvimento da linguagem em crianças NIC, com diferentes implicações para os meninos e meninas.

Godoy et al (2003) avaliaram o desenvolvimento de linguagem de 15 crianças nascidas prematuras na faixa etária de 16 a 30 meses de idade com IG entre 25 e 36 semanas, com peso ao nascimento de 710 a 1860 gramas e com histórico de asfixia e/ou hemorragia peri- intraventricular ao nascimento. Utilizando o Roteiro de Avaliação fonoaudiológica encontraram atrasos no desenvolvimento da linguagem receptiva e expressiva para essas crianças em relação à sua faixa etária, relacionando-os com a imaturidade biológica do prematuro e as ocorrências de hemorragia ventricular e asfixia.

Jansson-Verkasalo et al (2003) afirmaram que os processos neurais que contribuem para anormalidades no desenvolvimento cerebral, cognitivo, de linguagem e dificuldades escolares em prematuros de baixo peso são pouco entendidos. Estudaram o processamento de audição versus habilidade de nomeação em um grupo de prematuros de muito baixo peso (PTMBP) para determinar se o processamento auditivo inconsciente dos sons da fala, a codificação neural das características acústicas e a discriminação sensorial das características fonéticas são deficientes nos PTMBP e ainda se as características deste processamento podem ser relacionadas ao desempenho de nomeação de objetos dos PTMBP. A amostra contou com 12 crianças PTMBP de 4 a e 3m, com peso médio de 1066 grs ao nascimento. As crianças apresentavam acuidade auditiva normal e 11 das crianças apresentavam alterações na RMI. O grupo controle foi caracterizado por 11 crianças saudáveis as quais foram pareadas com os sujeitos da pesquisa quanto à idade, gênero e tempo de educação materna. Aos 2 anos foi aplicado o inventário de desenvolvimento comunicativo de MacArthur (CDI) e na idade de 4 anos foi usado o teste de nomeação de Boston. Registraram os ERPs auditivos fornecendo sílabas finlandesas semi-sintéticas aos sujeitos na forma padrão, com mudança na duração da vogal ou mudança na consoante. A partir desse procedimento, obtiveram o pico mismatch negativity (MMN). Encontraram correlação significativa entre a pontuação na avaliação do vocabulário aos 2 e aos 4 anos. O grupo pré-termo pontuou significativamente abaixo do grupo controle no teste de Boston. 6 dos 12 pré-termo foram avaliados como tendo dificuldade na nomeação. O MMN eliciado pela mudança na duração da vogal foi significativamente atenuado no grupo de pré-termos quando comparados ao grupo controle. A amplitude do MMN na mudança de duração da vogal foi significativamente menor no grupo pré-termo com dificuldade de nomeação do que no grupo pré-termo sem dificuldade de nomeação e do que nos 5 controles. O MMN para mudança na consoante foi significativamente menor em amplitude nos pré-termo com dificuldade de nomeação do que nos seus respectivos controles e do que nos pré-termo sem essa dificuldade. Concluíram que os PTMBP com dificuldades de nomeação tiveram dificuldade para discriminar inconscientemente mudanças nas sílabas, implicando num déficit no processamento auditivo central dos sons da fala, o que não ocorreu com os

A respeito do impasse em relação à correção da idade na avaliação de crianças nascidas prematuras, Pereira e Funayama (2004) compararam aspectos de linguagem receptiva e expressiva de 69 crianças pré-termo entre 2 a 15 meses de idade, com classificação PIG e AIG, quanto à idade cronológica e a idade corrigida. Utilizaram para a avaliação da linguagem um dos itens do Roteiro de Avaliação Fonoaudiológica de Costa et al (1992) desenvolvido pela UNIFESP, denominado de “caracterização de aspectos comportamentais”, subitem “linguagem”. Analisaram o desempenho nas idades cronológicas em comparação ao esperado e, após correção da idade, houve novo confronto do desempenho em relação à normalidade. Encontraram atraso para a linguagem receptiva apenas em crianças de 0 a 3 meses de idade cronológica, sendo que essas crianças recuperaram o desempenho na idade corrigida. Quanto à linguagem expressiva, encontraram 12% das crianças com desempenho adequado de acordo com a idade cronológica, encontrando que 40% das crianças adequaram-se ao esperado e 47,5% ainda encontravam-se atrasadas; houve atraso tanto no nível