3. KATALOG: Osmanlı Kâğıt Paralarındaki Yazılar
3.6. VI Mehmed Vahdeddin Devri (Sl 1918-1922)
O cluster C agrega os sites que caracterizam o regime informacional de gestão da natureza da Ecologia Profunda, em seu núcleo mais puro: previsões e simulações climáticas, discursos científicos, aliados a sites que promovem a conservação da natureza como solução para a preservação de culturas indígenas. É dividido em c1, c2 e c3. Considerado marginal na rede, pois possui muito menos sites que os clusters A e B, a ecologia profunda apresenta tendências de seguir a ecologia social e a economia verde, prova disso são os inúmeros sites classificados de ecologia profunda que habitam os espaços informacionais dos outros clusters.
O subcluster c1 (GRAF.17) composto por autoridades científicas que debatem as mudanças climáticas. Os actantes mais referenciados são o blog Real Climate, Ecoequity, Skeptical science, Climateaudit, Simondonner e Indigenize!.
GRÁFICO 17 – Subcluster c1
Fonte: Dados da pesquisa
O Real Climate é o site de um grupo de pesquisadores sobre as mudanças climáticas, o mais referenciado desse cluster. Possuem um fórum de discussão restrita aos tópicos científicos, que não envolvem implicações econômicas ou políticas114. Acreditam que o aquecimento global é causado pelo homem. No primeiro item da seção ‘destaques’ está o vídeo de Al Gore sobre o aquecimento global, meme presente em sites que defendem a economia verde e medidas de redução de carbono, mas que não comentam questões sociais. Esse vídeo pode ser considerado um documento central de apoio ao regime de gestão da natureza da ecologia profunda.
A filiação científica a alguma instituição de pesquisa é imprescindível para ser autor do site. No editorial, ressaltam que os contribuintes não representam as visões das instituições onde trabalham, nem de agências que os financiam, que cada um é o único responsável pelo que publica e que ninguém recebe remuneração. O que, por princípio, vai contra ao que Bruno Latour nos pede para estar atentos, considerar as outras ligações de
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REAL Climate. Disponível em: <http://www.realclimate.org/index.php/archives/2004/12/about/. Acesso em: 18 dez. 2012.
um grupo de emissores de opinião, como receber financiamento de uma mesma fonte (LATOUR, 2011, p. 78). Então, podemos sentir um quê de inocência na afirmação dessa suposta imparcialidade na influência que outros actantes poderiam representar na construção dos seus processos de comunicação.
O Real Climate não é filiado a nenhuma organização ambiental. Mas, seu site cita e é citado por actantes da ecologia profunda, entre elas as conservacionistas Mongabay e Rainforest Portal, o que demonstra a existência desse regime informacional alicerçado por fundamentos científicos. A partir das pontes feitas pelo blog Effects de Terre e o site do Congresso da IUCN, o Real Climate se conecta também com o cluster B.
O design do site é muito simples, sem vídeos, áudios, imagens ou infográficos. Embora não possa ser considerado um site multimídia, porque faz uso basicamente de textos, ele possui uma Wiki115 onde conceitos sobre as mudanças do planeta são definidos como verdades absolutas. Dividido entre publicações por autores, por “mitos” – entre eles, It's all just the Sun, Modern changes simply part of natural cycle e Observed CO2 rise is natural116 – e por publicações de jornais científicos, o conteúdo pode ser acessado também por países, nessa ordem: Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália. Alemanha, França e ‘outros países’.
O cabeçalho usa uma foto da terra tirada em 1992, com nuvens sobre o sub- continente indiano, comprovando a tendência da ecologia profunda de “olhar a terra de longe”. O site tem uma barra fixa direita em todas as páginas, com as seguintes seções: comentários recentes, respostas aos comentários, páginas de conteúdo (índex e fontes de dados), as nove categorias do site (entre elas Ciência do Clima, Comunicando o Clima etc.), a seção de destaques e uma lista com 88 links externos, divididos entre ‘outras opiniões’ e ‘links científicos’. Nessa barra da direita, usa apenas uma imagem animada, uma série de capas de livros sugeridos.
O segundo site mais referenciado em c1 é o Skeptical Science, com o slogan “Sendo céptico sobre o cepticismo ao aquecimento global”. O site é mantido por John Cook, do Instituto Global Change, da Universidade de Queensland, na Austrália. Ele diz não ser um especialista somente em clima (tem trabalhos científicos em outras áreas), mas é o animador de uma equipe de 24 pesquisadores, entre cientistas do clima, geólogos, ambientalistas e outros. O objetivo é comentar o que as revistas científicas dizem sobre aquecimento global, sempre ressaltando que o homem é o principal causador do problema.
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Disponível em: <http://www.realclimate.org/wiki/index.php?title=RC_Wiki>. Acesso em: 18 dez. 2012.
Cook informa que o blog não possui financiamento e conclama os leitores à doação, uma prática comum entre os actantes da ecologia profunda.
A primeira seção do site, Argumentos, é uma tabela que contém, do lado direito, os mitos do clima, e do lado esquerdo ‘o que a ciência diz’. Segundo o site, 97% dos especialistas em clima concordam que o homem é a causa do aquecimento global. São processos de convencimento que reforçam os princípios desse tipo de gestão da natureza.
FIGURA 24 – Tela da versão mobile do site Skeptical Science
Fonte: SKEPTICAL, 2012, on-line117
Outro site em destaque em c1 é o Indigenize!, importante por fazer a ligação desse subcluster c1 ao c2 e A. Criado pela professora colegial Tina Fields, PhD em eco- psicologia, o site tem conteúdos profissionais, mas sobretudo, como indica a mensagem de boas vindas, “Welcome to the online home of Tina Fileds”, há conteúdos de denotação íntima no que diz respeito aos seus hábitos cotidianos e às suas crenças espirituais. É ligado ao site do Banco Nacional do Desenvolvimento através da ONG Climate Change Education, fica na fronteira do cluster C com os outros principais.
O site mistura conservacionismo e xamanismo, em apoio aos movimentos indígenas norte-americanos. Tina se declara indigenous wisdom (algo como mulher de sabedoria indígena) e tem 56 seguidores. O termo padrão, presente em todos os sites da filosofia indígena norte Americana é a expressão “AHA – AHO”, que significa ‘Por todas as
nossas relações’ (lema principal indígena norte-americano). Outros signos são relacionados à visão global do animismo, xamanismo e espiritualidade céltica. A linha editorial dos posts é de sensibilização para questões de conservação e quatro seções de links denotam suas conexões: ‘aliados da terra’, blogs de amigos ecléticos, organizações imaginativas e ajudas sustentáveis. O que comprova que o discurso espiritual/xamânico, embora por razões não científicas, possui o mesmo objetivo do discurso dos cientistas alarmistas do aquecimento global sobre conservação de florestas e espécies.
Um ator que sai desse padrão no cluster C, nem cientista nem indígena, é o Ecoequity, que propõe a equidade como solução para o problema do acúmulo de carbono em volta da terra: delimita que os países que produzem mais, per capita, possam pagar mais a conta do aquecimento global. Sugere pensar qual o preço do desenvolvimento para países mais pobres em relação ao fato de que os Estados Unidos, quem mais produz carbono no mundo, pouco adere a protocolos e acordos para emissão de carbono.
O segundo subcluster, c2(GRAF.18) é centrado na Mongabay, ONG cujo principal objetivo é divulgar imagens e informações sobre a natureza, focado em espécies e ecossistemas em extinção (muitas fotos macro).
GRÁFICO 18 – Subcluster c2
A partir da ligação com o blog de Lou Gold (no gráfico acima, em vermelho), o Mongabay se conecta com o cluster de ecologia social e é diretamente ligado ao site oficial da Rio+20, delimitando as fronteiras semânticas entre os discursos da economia verde e ecologia profunda.
O terceiro sublucster, c3 (GRAF.19), é formado pela Forests, Rain Forests Portal, Climateark e Water Conservation: são quatro sites alimentados pela Ecological Internet118, cuja missão é empoderar o que eles chamam de ‘movimentos globais para sustentabilidade ambiental’. São actantes especialistas em preservação de florestas, ecossistemas e povos indígenas. Se não fosse pela presença, nesse cluster do site Indigenous Peoples Issues (classificado como ecologia profunda) e do New Earth Rising (economia verde), poderiam ter se fundido em um só nó, porque os quatro sites replicam os mesmos conteúdos. Se conectam com o restante da rede a partir dos nós da Mongabay e são ligados ao Real Climate.
GRÁFICO 19 – Subcluster c3
Fonte: Dados da pesquisa