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Mechanical evaluation of Screws and Endobuttons for Latarjet Fixation

3. MATERIALS AND METHODS

3.2 Methods

3.2.12 Mechanical evaluation of Screws and Endobuttons for Latarjet Fixation

Atualmente, no Brasil, formam-se profissionais de saúde que dominam diversas técnicas e tecnologias, entretanto, na sua maioria, são incapazes de lidar com subjetividade e a diversidade cultural das pessoas. Aliam-se às estas incapacidades, as habilidades necessárias para trabalho em equipe, de forma integrada e o enfrentamento de questões acerca da organização da assistência, implementação dos princípios do SUS, direito universal à saúde e à informação, necessidade de ampliação da autonomia das pessoas e lida com problemas comportamentais e sociais, por fim. (CARDOSO, 2012)

A formação em saúde não pode basear-se somente na procura eficiente de evidências ao diagnóstico, cuidado, tratamento, prognóstico, etiologia e profilaxia de agravos e doenças. Deve propor condições de atendimento às necessidades de saúde da população, da gestão setorial e do controle social em saúde, redimensionando o desenvolvimento da autonomia das pessoas até a situação de influência na formulação de políticas do cuidado. (CECCI &FEUERWERKE, 2004).

De acordo com a Norma Operacional Básica sobre Recursos Humanos do Sistema Único de Saúde (NOB/RH-SUS), a qualidade da atenção à saúde está relacionada com a formação de pessoas, que possuem domínio tanto de tecnologias para a atenção individual de saúde, quanto para a saúde coletiva. Segundo esse documento, resultado da ação direta do Conselho Nacional de Saúde (CNS) na formulação de uma proposta política para a área, novos enfoques teóricos e de produção tecnológica na área da saúde passaram a exigir novos perfis profissionais. (BRASIL, 2003)

Em 2003, o MS apresentou e aprovou, junto ao CNS, a “Política de educação e desenvolvimento para o SUS: caminhos para a educação permanente em saúde” (BRASIL, 2004), que teve e tem como objetivo acatar às exigências listadas na NOB/RH-SUS, propondo-se a alcançar relações orgânicas entre as estruturas de gestão da saúde, as instituições de ensino, os órgãos de controle social e os serviços de atenção.

Como demonstra a figura a seguir, os profissionais da ESF da 11ª CRES se participaram dos processos de Educação Permanente em Saúde no último ano, em que os cursos de atualização e as especializações foram os mais citados em 81% (n=188) e 62,1% (n=144), respectivamente (Figura 02).

Fonte: Elaborada pela autora

Figura 02: Distribuição dos profissionais da ESF da 11a CRES de acordo com o processo de educação permanente realizados nos últimos doze meses, 2012.

Nas especificações da categoria “outros”, surgiram como respostas mestrado (02); educação permanente mensal nas rodas de gestão (01); aperfeiçoamento em Vigilância à Saúde (01) e roda de médicos da APS do município (01).

Demonstra-se claro e evidente que o setor da saúde requer educação permanente para os profissionais inseridos nessa área. Acredita-se que a educação permanente em saúde tem como meta aperfeiçoar a formação, e consequentemente fortalecer o SUS.

A EP propõe que a transformação das práticas profissionais deva estar baseada na reflexão crítica sobre as práticas reais de profissionais reais em ação na rede de serviços (HADDAD, ROSCHKE & DAVINI, 1994). A EP na saúde utiliza como estratégia metodológica os temas decorrentes da problematização do trabalho em saúde. O Documento do MS para a Política de Educação e Desenvolvimento para o SUS (2004, p. 10) conceitua Educação Permanente como “uma realização do encontro entre o mundo de formação e o mundo do trabalho, onde o aprender e o ensinar se incorporam ao cotidiano das organizações e ao trabalho (...)”. Assim, os processos de qualificação dos profissionais que atuam na área da saúde deveriam ser alicerçados mediante problematização do seu processo de trabalho.

Ao ser indagado a respeito das iniciativas da gestão nacional, estadual e municipal nos processos de Educação Permanente em Saúde, observou-se que as três esferas de governo são incentivadoras dos processos de EP, manifestando-se com maior frequência, o gestor estadual através da Secretaria Estadual da Saúde (SESA), com 87,9% (n=204).

Fonte: Elaborada pela autora

Figura 03: Distribuição dos profissionais da ESF da 11a CRES de acordo iniciativa de educação permanente em saúde por ente federado, 2012.

A propositura da PNEPS perfaz que a ordenação da formação para a área da saúde como política pública ressalva a perspectiva da construção de espaços locais, microrregionais e regionais com aptidão para propagar a educação das equipes de saúde, dos agentes sociais e de parceiros para uma saúde de melhor qualidade.

Em nosso país, o setor da saúde vem buscando continuar o avanço do movimento pela Reforma Sanitária e para a concretização do SUS, protagonizado por importantes segmentos e movimentos sociais e políticos. Assim, as instâncias do SUS (nacional, estadual e municipal) devem executar função indutora de mudança, tanto no campo das práticas de saúde como no campo da formação profissional (BRASIL, 2009).

Observa-se a necessidade de uma ação estratégica de articulação entre o sistema de saúde (em suas várias esferas de gestão) e as instituições formadoras, para a organização dos serviços e dos processos formativos, dando ênfase a construção/ manutenção da educação em serviço/educação permanente em saúde.

A PNEPS apresenta Diretrizes sobre as Responsabilidades do Pacto de Gestão para a Área da Educação na Saúde nas três esferas de gestão do SUS, conforme as atribuições e responsabilidades presentes no Pacto pela Saúde. Nessa óptica, o proposto pretende ser lançador de um planejamento de gestão específico, que só apresentará resultados satisfatórios, mediante ações que incorpore e qualifique o sistema de saúde vigente e auxilie nas resoluções dos gestores da saúde (BRASIL, 2009).

Em âmbito nacional, fica a responsabilização da promoção e integração de todos os processos de capacitação e desenvolvimento de recursos humanos à política de educação permanente e o desenvolvimento de ações e estruturas formais de educação técnica em saúde com capacidade de execução descentralizada. Propõe-se também a articulação junto às escolas técnicas de saúde uma nova orientação para a formação de profissionais técnicos para o SUS, diversificando os campos de aprendizagem e promovendo a aproximação dos movimentos de educação popular em saúde da formação dos profissionais de saúde, em consonância com as necessidades sociais em saúde. (Ibid, Ibid)

Dentre as responsabilidades estaduais na Educação na Saúde, destaca-se a formulação e apoio a gestão da educação permanente em saúde no âmbito estadual, promovendo a integração de todos os processos de capacitação e desenvolvimento de recursos humanos à política de educação permanente, apoiando e fortalecendo a articulação com os municípios e entre os mesmos para processos de educação e desenvolvimento de trabalhadores para o SUS. (Ibid, Ibid)

No âmbito municipal, todos os municípios devem formular e promover a gestão da educação permanente em saúde e processos relativos à mesma, orientados pela integralidade da atenção à saúde, criando estruturas de coordenação e de execução da política de formação e desenvolvimento e participando do seu financiamento. (Ibid, Ibid)

Além do incentivo das três esferas de governo, os profissionais em estudo, por iniciativa própria, ainda recorriam a outras estratégias para atualização, tais como leitura de livros e revistas especializadas (77,2%), participação em eventos científicos (68,5%), participação de cursos à distância (56,0%) e outros (1,3%). Na especificação do item “outro, surgiram como respostas às pesquisas de artigos científicos na plataforma de dados da Bireme

assim como em outras bases científicas (02) e curso de especialização na modalidade a distância (01) (Figura 04).

Fonte: Elaborada pela autora

Figura 04: Distribuição das estratégias de atualização realizadas por iniciativa própria dos profissionais da ESF da 11a CRES, 2012.

Nos dias atuais, acredita-se que a educação permanente seja uma diária necessidade dos profissionais de saúde, em que a concorrência desse mercado de trabalho quão celetista, cada vez mais exige profissionais constantemente qualificados e em pleno acompanhamento das mudanças temporais.

Observa-se a necessidade e o interesse dos profissionais em se manterem atualizados frente a esse mercado de trabalho competitivo e celetista. Assim, para viabilizar os processos de formação e de aprendizagem, destacam-se as TDIC, que se mostram a cada dia

como necessárias, adequadas e imprescindíveis ferramentas educacionais nos processos de qualificação profissional.

Inseridos neste processo de inovação tecnológica educacional, 81,5% (n=189) dos profissionais em estudo revelaram já ter realizado cursos de aperfeiçoamento ou especialização utilizando as TDIC, como meios e estratégias no processo pedagógico.

Dentre as modalidades de tecnologias digitais utilizadas pelos profissionais em estudo, cursos à distância EAD foi a mais apontada, com 56,5% (n=131) (Figura. 5).

Fonte: Elaborada pela autora

Figura 05: Distribuição das principais TDIC utilizadas pelos profissionais da ESF da 11a CRES, 2012.

Nos dias atuais já é possível potencializar e fortalecer os processos de Educação Permanente e em Serviço com a inclusão de aparatos tecnológicos, interagindo o conhecimento adquirido na rotina diária no processo de trabalho e práticas das equipes com as contribuições tecnológicas de um caminho progressor e construtivo de qualificação e aprendizagem profissional. Para isso, faz-se necessário o fortalecimento dos modelos educativos a distância com prerrogativas de problematização e integração com projetos de Educação Permanente em serviço.

Nesta visão, a OPAS e o consórcio de instituições educativas projetaram a organização do Campus Virtual em Saúde Pública, um espaço educativo de acesso restrito aos profissionais da área, a qual é realizada cursos de formação permanente de profissionais, técnicos, pessoal administrativo e auxiliar da saúde pública. O Campus apresenta um portal de acesso para consulta livre, propagando informações e conhecimentos ao público, por meio de diferentes funcionalidades: biblioteca virtual, difusão de publicações e eventos, foros e debates, informações da atualidade, etc, contribuindo com o enriquecimento dos programas de educação permanente para os profissionais da área da saúde (BRASIL, 2009).

Dentre as TDIC mais utilizadas pelos profissionais em estudo, destacou-se a EAD, que indubitavelmente caracteriza-se hoje como importante e necessária abordagem educacional frente esse processo de globalização. A metodologia de EAD transformou-se no final do século XX num dos grandes fatores de discussão no âmbito educacional. Nascimento e Trompieri Filho (2002, p. 88) apud Valente (2011) conceituam EAD como sendo "[...] a modalidade de ensino/aprendizagem no âmbito da qual os educadores e educandos não estão necessariamente juntos, fisicamente, mas podem estar interligados por meio de ferramentas tecnológicas [...]". Assim, o papel da EAD é tornar mais fácil o acesso do aluno à informação, tornando-o como sujeito ativo na construção e aquisição cognitiva e agente de sua própria formação.

A EAD também pode ser conceituada como uma modalidade de ensino que tem buscado conciliar o uso das tecnologias ao processo educacional, objetivando a ampliação de possibilidade de educação (SARMET & ABRAHÃO, 2007)

A Secretaria de Educação a Distância (SEED) foi criada em dezembro de 1995 evidenciando a intenção do governo em investir na educação à distância e nas tecnologias como uma das estratégias para democratizar e ascender o padrão de qualidade da educação pública brasileira (PIMENTEL & PINTO, 2009).

Benzer Belgeler