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C. Ehl-i hadîs’in Mu‘tezile’ye Yönelik Kullandıkları Kavramlar

1. Tartışmalarda Kullanılan Özel Nitelikli Tenkit Kavramları

1.5 Mecûsiyye ) ةيسوجم (

Nesta seção são apresentados alguns trabalhos que contemplam o uso da modelagem e do geoprocessamento no trato com os resíduos sólidos, relacionados ao planejamento, à gestão, ao manejo e à disposição final.

Nunes et al. (2007) abordam e empregam duas metodologias de inferência espacial para seleção de áreas potenciais para disposição de resíduos sólidos urbanos: a análise de multicritérios e redes neurais artificiais (RNA). A primeira abordagem é baseada em transformações das variáveis por lógica fuzzy e cálculo dos respectivos pesos pelo método AHP (Analitycal Hierarchy Process). O AHP fornece elementos para que se possa escolher determinada alternativa, através da decomposição e síntese das relações entre os critérios visando uma priorização dos indicadores, para aproximar-se da melhor resposta. A segunda abordagem é baseada em RNA, utilizando estruturas multicamadas, com algoritmo de treinamento baseado em retropropagação de erro. Para a inferência da RNA, as amostras de treinamento foram os mesmos planos de entrada da análise de multicritérios. Foi feita uma análise comparativa a partir do cálculo do erro médio quadrático e tabulação cruzada dos resultados dos dois métodos de análise espacial. Como resultado, verificou-se que os métodos apresentaram-se bastante coerentes com a realidade.

Freire (2009) apresenta uma análise da situação dos municípios mineiros em relação aos lixões, categorizando-os em níveis de risco que permitam a tomada de decisões em favor da recuperação de áreas críticas, utilizando análise espacial e geoprocessamento

com base nas condições previstas pela legislação que rege a destinação de resíduos sólidos urbanos no estado de Minas Gerais.

Moraes et al. (2010) apresentam a aplicação de técnicas e ferramentas de geoprocessamento para selecionar áreas potenciais para implantação de aterro sanitário, estabelecendo áreas restritas e áreas possíveis a essa implantação. Os autores afirmam que essas técnicas e ferramentas, aplicadas a estudos ambientais, subsidiam diversas demandas do planejamento e gestão territorial, aumentando a capacidade de avaliação, planejamento e gerenciamento da dinâmica das cidades, incluindo o planejamento e implantação de soluções relacionadas à destinação final dos resíduos sólidos urbanos. Em se tratando do tema “gerenciamento dos resíduos”, mais especificamente das atividades de gerenciamento de resíduos da construção civil, Simões (2009) analisou a rede de recebimento de pequenos volumes de resíduos da construção civil, composta pelas URPV (Unidade de Recebimento de Pequenos Volumes), utilizando técnicas de modelagem e geoprocessamento. O foco do trabalho foi diagnosticar a adequação da rede, quantidade e localização das unidades, frente aos seus principais usuários (os carroceiros) e realizar estudos preditivos e propositivos para seu melhor desempenho. Para apoiar o desenvolvimento desse trabalho, foram aplicados modelos de análises espaciais para mapear áreas que apresentassem impedâncias no acesso dos carroceiros às unidades, bem como suas áreas de cobertura de atendimento, simular áreas propensas à ocorrência de deposições irregulares e áreas potenciais para receberem novas instalações. A análise espacial baseou-se na técnica de análise de multicritérios e contou com “conhecimento” de técnicos do setor e carroceiros, por meio de entrevistas aplicadas por meio do método Delphi (método sistemático e interativo de tomada de decisão em grupo que se caracteriza por cada membro do grupo apresentar suas ideias, mas nunca face a face com os demais elementos).

Ornelas (2011) propõe a aplicação de conceitos, técnicas e procedimentos inerentes à modelagem ambiental, ao geoprocessamento e análise espacial, para auxiliar na gestão de resíduos sólidos urbanos, por meio de metodologias para seleção de locais para a implantação de aterros sanitários, definição de pontos de entrega voluntária (PEV) de resíduos recicláveis e definição de rotas de coleta e destinação dos resíduos sólidos

urbanos. As metodologias propostas são baseadas em métodos de análise espacial, em ambiente SIG, segundo normas e diretrizes estabelecidas pelos órgãos competentes quanto gestão dos resíduos. O autor afirma que as metodologias utilizadas são ferramentas úteis, uma vez que visam fornecer informações que auxiliam no planejamento das ações relacionadas à gestão que pressupõem o conhecimento do espaço geográfico com informações espacialmente distribuídas.

O trabalho de Lorentz (2011) apresenta contribuições para a gestão dos resíduos de serviços de saúde, oferecendo alternativas para o aprimoramento da atividade de coleta e transporte, tendo em vista as necessidades decorrentes da implantação do Plano de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos (PGRSS) pelos estabelecimentos do setor de saúde – em especial os hospitais. Nesse trabalho, a autora avalia a aplicação de um método de roteirização (modelagem de rota) para definição e escolha do percurso de coleta e transporte dos resíduos de serviços de saúde, a partir da representação espacial da malha viária urbana (modelo de rede), dos pontos referentes à localização dos estabelecimentos do setor de saúde e das quantidades de resíduos por eles gerados. Os trabalhos fornecem uma abordagem objetiva, quantitativa e técnica do tema da gestão dos resíduos sólidos, principalmente nas questões relativas à destinação final deles. Os autores, em geral, citam a importância de se analisar esse assunto sob diversas abordagens e declaram que existe um aspecto qualitativo relevante a ser considerado, apesar de não o fazerem nessa oportunidade. Salienta-se então a importância de se avaliar o aspecto social, subjetivo e/ou qualitativo nesses contextos. Considerações sobre os preconceitos que cercam o assunto, bem como questionamentos sobre a relação entre produção de resíduos e modos de vida, não são feitas. Os problemas enfrentados por profissionais que lidam com os resíduos não são abordados. Enfim, os aspectos qualitativos não são contemplados. Para que se tenham condições de enfrentar o problema de forma eficiente e eficaz como se propõe nos trabalhos citados, torna-se necessário aliar às técnicas e métodos da modelagem e do geoprocessamento esses aspectos referentes às questões sociais. O desafio é poder modelar esses aspectos qualitativos que envolvem o complexo tema da gestão dos resíduos sólidos.

Portanto, quanto à abordagem da destinação dos resíduos sólidos nos municípios, a maior preocupação se concentra, como citado por alguns dos trabalhos apresentados, na forma de localizar as melhores áreas de disposição final e não na abordagem do problema na sua origem, ou seja, na comunidade que produz os resíduos.

Cintra (1994) argumenta que é preciso estudar o relacionamento entre o produtor e o lixo que ele produz, o que irá contribuir para uma melhoria na qualidade ambiental, degradada pela má disposição da grande quantidade e variedade dos componentes do lixo. Essa autora ainda assevera que um estudo assim colocado é interdisciplinar e, portanto, aborda não apenas o homem ou o lixo, mas sim a relação homem x meio ambiente no qual o lixo está inserido.