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E. Mu‘tezile’nin Ehl-i hadîse Yönelik Kullandıkları Kavramlar

1. Haşviyye ) ةيوشحلا (

Nesta seção, é apresentada uma breve caracterização da região do Azevedo e da cidade de Moeda quanto à produção, coleta e destinação final dos resíduos sólidos.

O levantamento qualitativo da situação dos resíduos sólidos no Azevedo foi feito através do trabalho de campo para obtenção de informações sobre as possíveis destinações desses resíduos gerados na área de estudo, além de entrevistas feitas com moradores e agentes da prefeitura responsáveis pela gestão dos resíduos no município. Também foram feitas visitas ao lixão de Moeda.27

26Quanto aos sitiantes cabe ressaltar que eles não foram considerados na pesquisa, devido ao objetivo de

traçar um perfil dos moradores do local. Percebeu-se que, se fossem considerados os hábitos e costumes dos sitiantes, os resultados seriam muito diferentes e não estariam condizentes com a realidade da comunidade.

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O Município de Moeda, com uma população de 4.689 habitantes (IBGE, 2010), onde está localizado o Azevedo, produz cerca de uma tonelada de lixo ao dia, segundo dados fornecidos pela Prefeitura de Moeda.

Quanto à coleta e destinação dos resíduos sólidos a observação em campo considerou: queima nos quintais; disposição nos pontos de coleta pública (lixeira e caçamba); resíduos lançados nos cursos d’água e estradas; outros.

Na comunidade do Azevedo, existem dois locais públicos para disposição de resíduos sólidos. Uma caçamba, de responsabilidade da Prefeitura Municipal, e uma lixeira construída pela Associação do Meio Ambiente de Moeda (AMA-Moeda). Apesar de a caçamba existir desde 2004, foi somente a partir da implantação da lixeira em 2008 que a comunidade começou a se organizar, minimamente, para a sistematização da coleta do lixo.

A caçamba está situada no principal ponto de lazer da comunidade: em frente ao “bar” e ao lado do campo de futebol e da escola. Ali também se localiza o ponto final do ônibus. A lixeira foi construída no local onde a população já “deixava” os resíduos, em frente à cachoeira, numa bifurcação da estrada que liga o Azevedo à estrada asfaltada para Moeda e para Belo Horizonte, um local de grande tráfego de pessoas e automóveis. Apesar de estarem localizadas em pontos estratégicos, ao longo da via principal, a lixeira e a caçamba estão distantes da maioria das residências. Visto que as casas estão distribuídas ao longo de vias secundárias estreitas e de difícil acesso, além de afastadas umas das outras; essa distância desfavorece a utilização das lixeiras pelos moradores, principalmente pela dificuldade em transportar os resíduos até elas.

A lixeira construída possui telas resistentes e portão com trinco, o que dificulta o acesso de animais, mas não tem cobertura, estando assim os resíduos expostos à chuva. Já a caçamba é aberta, ficando os resíduos expostos e permitindo que se espalhe devido à presença de animais e à ocorrência de eventos naturais, como chuva e vento. Tem-se em ambas a presença de muitos insetos e a exalação de um forte e desagradável odor, por permanecer o lixo por vários dias na caçamba e na lixeira. Percebe-se, ainda, que o chorume (líquido de cor escura proveniente da decomposição de matéria orgânica e

vulgarmente chamado de “choro do lixo”) escorre para fora da lixeira e da caçamba e percola pelo solo. Isso se dá porque a coleta dos resíduos sólidos na região não é feita com regularidade pela Prefeitura Municipal, não atendendo assim a necessidade do local. Segundo informações fornecidas por diversos moradores, a coleta por vezes se dá quinzenalmente.

Ambos os locais recebem todos os tipos de resíduos: orgânicos, plásticos, metais, vidros, papéis e outros, não havendo na região nenhuma política de coleta seletiva. Durante a pesquisa, foram coletadas algumas informações a partir de depoimento dos moradores, a saber:

• em geral, a Prefeitura recolhe o lixo quinzenalmente; porém, essa periodicidade varia de acordo com a quantidade de lixo que está acumulado na lixeira, sendo o motorista do ônibus que circula na região que avisa se tem lixo a ser recolhido;

• sempre há lixo fora da lixeira;

• o lixo é recolhido por um caminhão basculante que troca a caçamba cheia por uma vazia;

• o lixo que cai do caminhão no caminho, durante a coleta, não é recolhido;

• maior quantidade de lixo é acumulada nas lixeiras nos finais de semana;

• o lixo da caçamba, na frente do “bar”, é espalhado pelos cachorros e comido pelas vacas, o que causa a elas graves problemas, “algumas perdem inclusive a capacidade reprodutiva”;

• os resíduos que se encontram espalhados pelo chão, como cacos de vidro e restos de construções, costumam ferir os pés das crianças que comumente andam descalças pelos caminhos.

Também foram feitas observações sobre os resíduos no local durante a realização da presente pesquisa, constatando:

• os restos do “jardim” (galhos de poda, mato, folhas etc.) são queimados em vários quintais, transformando-se em perigo de incêndio na região no período seco, tendo por inúmeras vezes causado queimadas de dimensões alarmantes;

• na maioria dos casos, o lixo orgânico é aproveitado no quintal como alimento para animais ou adubo para a horta;

• o lixo seco e de sanitários geralmente é queimado no quintal, nem sempre em locais adequados;

• objetos usados, utensílios domésticos com defeito e móveis velhos são encontrados nos quintais;

• todos os moradores entrevistados sentem a necessidade de mais lixeiras e/ou caçambas e mais próximas;

• no riacho próximo à igreja foram encontrados vários resíduos inorgânicos como plásticos, latas e vidros e também resíduos orgânicos como folhas e gravetos jogados no local;

• próximo ao bar, foram encontrados resíduos em área com cobertura vegetal nativa;

• no entorno da Escola Municipal, foram encontradas embalagens de alimentos, papel de bala, copos plásticos, garrafas PET, entre outros; também havia entulho de construção civil em frente ao prédio;

• no entorno do campo de futebol, foram encontradas muitas embalagens de alimentos, copos e garrafas PET;

• na Pousada e no córrego próximo a ela, foram vistos restos de churrasco, fralda descartável, preservativos, embalagens diversas;

• os caminhos estavam “marcados” pelo lixo; foi observada uma criança caminhando com a mãe e comendo um biscoito, e, ao final, jogou a embalagem na estrada.

Numa outra etapa da pesquisa, houve entrevistas com autoridades, técnicos, funcionários da prefeitura que registraram:

• a Prefeitura faz a coleta duas vezes por semana em Azevedo. O lixo é coletado em caminhão basculante que leva uma caçamba vazia e troca pela cheia. O responsável pela coleta e motorista do caminhão é funcionário efetivo da Prefeitura e também vereador municipal (informação prestada pela Assessoria de Gabinete – Prefeitura de Moeda). Essa informação não foi confirmada pelos moradores do Azevedo e nem pelo presidente da AMA-Moeda.

• O lixo de Moeda é recebido uma ou duas vezes por semana no aterro controlado, situado no Bairro Água Boa no município de Congonhas, numa média de 21 toneladas por mês. Moeda não paga pelos serviços de transferência dos resíduos e o convênio venceu em 30/11/2009, sem perspectiva de renovação (funcionário da Prefeitura de Congonhas, responsável pela recepção e controle do lixo de Moeda).

• Segundo o presidente da AMA-Moeda, a lixeira foi produzida e idealizada pela associação, sem apoio de instituições. O trabalho foi voluntário, com ajuda da comunidade e sitiantes. Segundo ele, a lixeira está cumprindo sua função e a expectativa dos membros da AMA-Moeda. “Foi um bom começo, apesar de que ela deve ainda ser coberta. Apesar de a lixeira não atender a todas as famílias, pois está distante de algumas residências, a recepção é das melhores e com elogios. É necessário que seja mais organizada a disposição e a coleta. A comunidade quer mais lixeiras. A coleta feita pela Prefeitura é insuficiente”.

Também foi feita visita ao “Lixão” em Moeda, situado na Rua Sebastião Coutinho, atrás da Prefeitura, no centro da cidade e às margens do Ribeirão Contendas. A Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM) notificou a Prefeitura de Moeda quanto ao problema do local onde o "lixão" se encontra. A notificação exige solução do problema e mudança de local. Segundo a Assessoria de Gabinete da Prefeitura de Moeda, está sendo elaborado um projeto para transferência do local, mas não apresentou dados. O problema, afirma a assessoria, é que em Moeda não há área adequada para se construir

um aterro controlado ou sanitário, as áreas disponíveis são todas de preservação, próximas a nascentes e córregos. Os resíduos sólidos de Moeda são transferidos para a cidade de Congonhas duas vezes por semana, em caminhão coberto com lona, e não há nenhuma forma de tratamento durante a permanência no depósito (lixão). A Assessoria de Gabinete confirmou a informação, já relatada, de que Moeda não paga a Congonhas pela transferência dos resíduos. Quanto à quantificação dos resíduos produzidos, a Assessoria de Gabinete diz não ter controle e, portanto, não sabe a quantidade de resíduos produzidos no município e transferidos para Congonhas.