• Sonuç bulunamadı

1.7. Alana Katkıları

2.1.5. Meşruiyet

Para desempenhar com êxito o seu papel e vencer a “incerteza de nossos tempos”, segundo Burak (2009, p. 1124), o professor do século XXI deverá incluir algumas práticas que auxiliarão na concretização dos objetivos propostos no processo de ensino para a aprendizagem de Matemática:

1) Organizador e pesquisador, adotando medidas para conhecer os seus alunos, no que diz respeito às suas condições socioculturais, suas expectativas e competências cognitivas, as quais servirão como parâmetros para a escolha e seleção de situações e ações adequadas que possibilitem a formação de conceitos e construção do conhecimento;

2) Mediador, estabelecendo um elo entre o conhecimento construído historicamente e o conhecimento do aluno, promovendo discussões e debates sobre resultados, observando os procedimentos utilizados pelos alunos e oferecendo a ele a oportunidade de rever esses procedimentos e reconhecer uma solução mais adequada;

3) Incentivador, dando estímulo e orientação à prática cooperativa entre os alunos, incentivando a troca e o confronto de ideias e oferecendo e indicando textos e literatura suficiente para embasá-las;

4) Problematizador, buscando e criando novas hipóteses sobre as situações discutidas, incentivando os alunos à investigação sobre os conteúdos estudados, afim de levá-los a um maior aprofundamento e a novos conhecimentos

5) Avaliador, procurando observar as manifestações dos estudantes e o processo de ensino para a aprendizagem utilizando para isso, instrumentos distintos e adequados, observações e checagem de conteúdos em situações contextualizadas, verificando se está ou não acontecendo um progresso dos estudantes em relação à Matemática; para isso, faz- se necessário repensar os métodos, as técnicas e os materiais utilizados, bem como utilizar a auto-avaliação assim que constatar diferenças entre o que se espera e o que o estudante apresenta como aprendizagem.

Faz-se necessária a imposição de alguns desafios para que essas capacidades se mostrem presentes no ensino para a aprendizagem de Matemática em diferentes níveis e modalidades de ensino. Burak (2009) sugere quatro desafios:

1) Conhecer o objeto de estudo da Educação Matemática na perspectiva de uma visão internalista e da Educação Matemática na

perspectiva do ensino e aprendizagem, pois isso pressupõe um diálogo mais efetivo com as ciências humanas e sociais; 2) Distinguir e promover estudos de bases epistemológicas, sociológicas,

psicológicas, filosóficas, educacionais e até mesmo ambientais que podem fundamentar uma prática pedagógica capaz de favorecer nos estudantes a construção de capacidades desejáveis para um cidadão do século XXI; 3) Conhecer as proposições de transformação da Educação, particularmente àquelas pertinentes ao campo da Pesquisa em Educação

Matemática; 4) Reorientar a formação dos profissionais de modo a

fazer frente às necessidades atuais da sociedade, implicando em construir um novo papel do professor e da escola. (BURAK, 2009, p. 1125, grifo do autor)

Concordamos com as propostas desses desafios, especialmente ao sentirmos a necessidade de uma mudança no processo de ensino para a aprendizagem de Matemática. A Matemática não pode mais ser concebida por nossos alunos como uma ciência abstrata e sem aplicação no seu dia a dia; e, para que isso se concretize, é imprescindível uma mudança no perfil dos educadores matemáticos em prol de uma Educação que prepare nossos alunos para enfrentar com astúcia e coragem, os desafios que porventura possam surgir na sua vida cotidiana e nas suas profissões.

Precisamos buscar uma Educação que proporcione condições necessárias ao aluno para concretizar a construção de conhecimentos, preparando-o para uma vivência crítica e consciente, e estimulando-o à prática da autonomia, da reflexão, da discussão e do raciocínio. Julgamos ser necessário, abortarmos as práticas pedagógicas arcaicas e obsoletas e adotarmos uma postura inovadora em prol de um maior dinamismo e de uma maior efetividade do processo de ensino e aprendizagem da Matemática. Concordamos com Rosa e Orey (2012) ao dizerem que:

Desta forma, esperamos que as novas tendências de ensino em Educação Matemática proponham a criação de ambientes de aprendizagem para a Matemática, nos quais a atuação do professor seja a de orientador e mediador das atividades propostas nesses ambientes, enquanto que os alunos tenham liberdade de propor, desenvolver, criar, elaborar e modelar idéias que são necessárias para a construção do conhecimento matemático. Neste sentido, a elaboração de uma proposta educacional significativa, que atenda as novas demandas do ensino, que auxilie a

engajar os alunos no processo de ensino-aprendizagem em matemática, que os motive a aprender a aprender e que os ajude a se transformar em cidadãos atuantes na sociedade, é um desafio que se impõe a todo sistema educacional. (ROSA e OREY, 2012, p. 262, grifo dos autores)

Entretanto, a Educação Matemática não pode ser considerada, apenas como mais uma ferramenta ou um método facilitador do processo de ensino para a aprendizagem de Matemática. É um campo do conhecimento que pode levar a alcançar outros objetivos e merece ser analisado de uma maneira mais criteriosa. Julgamos necessário que o professor possa dedicar mais o seu tempo ao estudo da Educação Matemática, para conhecê-la melhor e adquirir habilidades suficientes para entendê-la de forma mais evidente e, assim, no decorrer de suas aulas, aprender a fazer Matemática com mais significação.

Por fim, encontramos respaldo em Abnadur, Barbieri e Burak (2004) quando descrevem o seguinte:

A Educação Matemática é muito mais abrangente do que parece ser, não cabe, portanto a esta ciência a simples aquisição de informações sobre a Matemática e de automatismos que permitam desenvolver cálculos com rapidez. A compreensão e aprendizagem de métodos e processos matemáticos e o desenvolvimento de habilidades e atitudes mentais são aspectos indispensáveis à educação matemática. Trata-se então de aprender a fazer Matemática e não de aprender uma ciência feita. (ABNADUR, BARBIERI e BURAK, 2004, p. 5)

Com base nessa visão de Educação Matemática, que considera o sujeito da aprendizagem e se vale das várias áreas do conhecimento que ajude a desenvolver um ensino na perspectiva de uma aprendizagem que tenha sentido e significado para o estudante, e também no papel que nós, educadores matemáticos, devemos desempenhar a partir dessa visão, apresentamos, agora, uma perspectiva para nos situarmos e entendermos a Modelagem Matemática.