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4.2. Örgütsel Adalet

4.2.4. Örgütsel Adaletin Temelini Oluşturan Modeller

4.2.4.7. Grup Bağlılığı Modeli

do meio ambiente, à saúde, ao bem-estar dos homens e à economia global. A comunidade científica internacional em sua maioria concorda que o clima da Terra está sendo afetado pelo acúmulo de gases geradores do efeito estufa, como o dióxido de carbono, decorrentes da atividade humana, e que ações preventivas devem ser imediatamente tomadas. A resposta política internacional às alterações climáticas tomou corpo, no âmbito da ONU, com a Convenção Quadro sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Adotada em 1992, a convenção entrou em vigor em 21 de março de 1994. Com 186 signatários, ela estabelece uma proposta de ação para a estabilização das concentrações atmosféricas dos gases

geradores do efeito estufa, inibindo algumas ações humanas (contribuições antrópicas) caracterizadas como interferências perigosas ao sistema climático (CEBDS, 2009).

A UNFCCC – United Nations Framework Convention on Climate Change – é uma repartição específica da ONU que, dentre outras atribuições, trata dos projetos de MDL – Mecanismos de Desenvolvimento Limpo - e tem como atribuições: aprovar metodologias; formalizar a participação de ANDs – Autoridades Nacionais Designadas; credenciar entidades responsáveis pela avaliação externa (EODs – Entidades Operacionais Designadas) e; registrar os projetos e emitir os Certificados de Emissões Reduzidas (CERs). Para que um projeto possa ser registrado é necessária a elaboração de um documento de concepção de projeto (PDD – Project Document Design), onde deverá ser aplicada uma metodologia de definição de Linha de Base e de Monitoramento de Projeto. Essa metodologia deverá ser aprovada pelo Comitê Executivo do UNFCCC.

Essas metodologias são periodicamente reavaliadas em função de novas tecnologias e métodos mais rigorosos de quantificação de redução ou remoção de gases de efeito estufa. Para o registro do projeto, são averiguadas se as exigências e critérios de elegibilidade estabelecidos pela ONU, AND e EOD foram atendidos e, uma vez registrado, o projeto estará apto a ser implementado, começando a gerar CERs.

A categoria de linha de base das atividades em estudo é especificada de acordo com a lista de categorias de atividades de projeto MDL de pequena-escala contida no Apêndice B do Relatório da Conferência das Partes no Protocolo de Quioto em sua primeira sessão, realizada em Montreal de 28 de novembro a 10 de dezembro de 2005 (Report of the

Conference of the Parties serving as the meeting of the Parties to the Kyoto Protocol on its first session, held at Montreal from 28 November to 10 December 2005).

Os procedimentos e modalidades simplificadas para as atividades de projeto de MDL em pequena-escala se encaixam no tipo/categoria I.D – projetos de energia renovável/geração de eletricidade renovável para uma rede de abastecimento – sendo objetivo do estudo a geração de eletricidade a partir de fontes renováveis em substituição à energia fornecida pela rede pública. Já as categorias I.A, I.B e I.C envolvem tecnologias de energia renovável para fornecimento de energia elétrica, mecânica e térmica, respectivamente, direto ao consumidor.

À categoria I.D compreende as unidades de geração de energia renovável, como fotovoltaicas, hidrelétricas, de marés/ondas, eólicas, geotérmicas e de biomassa renovável, que forneçam eletricidade para um sistema de distribuição e/ou substituam a eletricidade de um sistema de distribuição que seja ou tenha sido abastecido por pelo menos uma unidade geradora de energia a partir da queima de combustíveis fósseis.

De acordo com as modalidades e procedimentos simplificados para as atividades de projeto MDL de pequena-escala, o estudo avalia a geração de eletricidade a partir de fontes renováveis, substituindo o fornecimento de eletricidade gerada pela rede pública. Conseqüentemente, a metodologia de monitoramento a ser utilizada deverá consistir da medição da eletricidade gerada pela tecnologia renovável. No caso de plantas coalimentadas, a quantidade de biomassa introduzida e seu conteúdo de energia deverão ser monitorados. Vale notar que poderá haver casos nos quais os combustíveis renováveis (i.e., gás de alto-forno) não serão supridos em quantidades suficientes para gerar a eletricidade necessária.

O estudo sobre a geração de energia elétrica à base de combustíveis renováveis do setor siderúrgico visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa ao substituir a geração de eletricidade à base de combustíveis fósseis pela geração através da cogeração. Mais especificamente, o estudo propõe a queima do excedente de gás de alto-forno para geração elétrica. Entre os gases causadores do efeito estufa, considera-se num estudo de termoelétrica somente o CO2. As emissões de metano (CH4) não serão modificadas no

estudo, tendo em vista que o gás de alto-forno, que contém aproximadamente 2% de metano, sofre combustão tanto no cenário de referência quanto no estudo e os compostos N2O (óxido nitroso) , HFCs ( hidrofluorcarbonetos), PFCs ( perfluorcarbonetos) e SF6

(hexafluoreto se enxofre) não se aplicam a este estudo.

Para todos os sistemas, exclusive os que utilizam óleo combustível e/ou diesel, gás de aterro, gás residual, tratamento de águas residuárias e projetos agroindustriais, a linha de base são os kWh produzidos pela unidade de geração renovável multiplicados por um coeficiente de emissão (medido em kg CO2e/kWh), calculado da seguinte maneira:

a) Uma margem combinada (CM), consistindo da combinação da margem operacional (OM) e da margem de construção (BM), de acordo com os procedimentos

prescritos na “Ferramenta para calcular o fator de emissão de um sistema elétrico”; ou

b) A média ponderada das emissões (em kg CO2e/kWh) da matriz de geração atual.

Devem ser usados os dados do ano em que ocorra a geração do projeto (CQNUMC, 2009).

Os fatores de emissão de CO2 calculados de acordo com a ferramenta metodológica “Tool

to calculate the emission factor for an electricity system” aprovada pelo Conselho

Executivo do MDL têm como objetivo estimar a contribuição, em termos de redução de emissões de CO2, de um projeto de MDL que gere eletricidade para a rede.

Resumidamente, o fator de emissão do sistema interligado para fins de MDL é uma combinação do fator de emissão da margem de operação, que reflete a intensidade das emissões de CO2 da energia despachada na margem, com o fator de emissão da margem de

construção, que reflete a intensidade das emissões de CO2 das últimas usinas construídas.

É um algoritmo amplamente utilizado para quantificar a contribuição futura de uma usina que vai gerar energia elétrica para a rede em termos de redução de emissões de CO2 em

relação a um cenário de base. Esse fator serve para quantificar a emissão que está sendo deslocada na margem. A sua utilidade está associada a projetos de MDL e se aplica, exclusivamente, para estimar as reduções certificadas de emissões (RCEs) dos projetos de MDL (MCT, 2009). O Ministério de Ciência e Tecnologia fornece os valores anuais do fator de emissão de CO2 pela geração de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional

do Brasil.

A fórmula usada para medir as reduções nas emissões é descrita abaixo:

ER = (Ep * Gp) - (Ec * Gc) - (Et * Ct) – L ( 2.17)

onde:

Ep: Energia requerida do sistema nacional durante o cenário de linha de base (energia

produzida)

Gp: Intensidade de carbono da energia fornecida pelo sistema nacional durante o cenário

Ec: Energia requerida do sistema nacional durante o cenário de projeto (energia

consumida)

Gc: Intensidade de carbono da energia fornecida pelo sistema nacional durante o cenário

de projeto

Et: Energia produzida no cenário de projeto

Ct: Intensidade de carbono da energia no cenário de projeto

L: Emissões de carbono por vazamento

Uma vez que o cenário de referência (linha de base) tenha sido definido, é relativamente simples se determinar as reduções de gases de efeito estufa obtidas através do uso de combustível renovável na produção de energia elétrica pelas atividades do estudo. Economias líquidas na emissão (ER) são calculadas pela quantidade de energia da rede pública substituída, descontando-se todas as emissões relacionadas à operação da usina termoelétrica e qualquer vazamento.

A quantidade de energia da rede pública substituída é calculada como a diferença entre a energia requerida no cenário de referência menos a energia requerida do projeto em estudo, considerando-se que esta diferença foi causada pela energia adicional provida pelas atividades de projeto em estudo.

Como exemplo, a energia requerida para manter uma usina termoelétrica foi estimada em 10% da capacidade da termoelétrica. Portanto, uma termoelétrica de 5MW irá consumir 500kW. O valor anual de consumo da termoelétrica passa a ser de 3456MW, considerando que ela trabalhará 80% do tempo.

A Figura 2.22 mostra os dados de volume e preço do mercado de carbono para o ano de 2006.

Figura 2.22 – Níveis de emissão de CO2 e valores estimados da tCO2e para diversos mercados de

carbono no ano de 2006 (SANQUETTA, 2009).

A duração das atividades de cada projeto deve ser de cerca de 20 anos, enquanto o primeiro período de crédito de carbono dura cerca de 7 anos.

3 METODOLOGIA

Para alcançar os objetivos pretendidos foi empregada a seguinte metodologia baseada em aplicação de questionários para identificar a situação atual do setor e em fórmulas matemáticas para determinar a eficiência de equipamentos de controle de poluição.