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MOTİVASYON KAVRAMINA GENEL BAKIŞ

MOTİVASYON TEORİLERİ

A) KAPSAM TEORİLERİ

4. Mc Clelland İhtiyaç Teoris

OBJETIVOS

Permitir a interação entre os alunos surdos, ouvintes e os professores para viabilizar a comunicação;

Aprofundar os conhecimentos teóricos e práticos da Libras para auxiliar o processo de ensino e aprendizagem dos alunos surdos e; Conscientizar os educadores da importância da Libras e da Língua Portuguesa para ampliar o conhecimento de mundo dos alunos surdos facilitando a inserção dos mesmos no mercado de trabalho.

Quadro 9: Objetivos do curso de formação continuada: Básico de Libras oferecidos pela DE Fonte: Núcleo Pedagógico – DE

No que se refere ao curso Básico de Libras, vimos que este se trata de uma continuidade do primeiro – Introdução a Libras – e, ao destacar como um de seus objetivos a interação entre surdos, ouvintes e professores, possibilita um envolvimento de todos com o uso desta língua, priorizando a comunicação por meio daquela que vem a ser a primeira língua da comunidade surda, já que esta é tão eficaz quanto qualquer língua oral, tratando-se “[...] de uma língua plena, com estrutura gramatical própria, independente e diferente da

língua oral na utilização do espaço visual para o desenvolvimento de todos os níveis linguísticos: fonologia, morfologia e sintaxe. [...]” (ALMEIDA, 2000, p.98).

De acordo com o Relatório sobre a Política Linguística de Educação Bilíngue – Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa (2014) a escola deve promover formas para a aquisição da Libras, pelas crianças, pelas famílias e comunidade escolar. Neste sentido, é necessário prever espaços para que ocorra esta aquisição uma vez que a maioria das crianças surdas não possui no âmbito familiar a qual se encontram inseridas acesso a essa língua e, será no espaço escolar por meio da interação e conversação que esta aquisição ocorrerá. Segundo Lopes (2006),” [...] a língua de sinais é um elemento mediador entre o surdo e o meio social em que vive. Por intermédio dela, os surdos demonstram suas capacidades de interpretação do mundo desenvolvendo estruturas mentais em níveis mais elaborados [...]” (LOPES, 2006, p. 72).

Além disso, ao aprofundar o conhecimento teórico e prático da Libras para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem dos surdos, bem como, conscientizar os professores da importância de ambas as línguas - Libras e Língua Portuguesa - para ampliar seu conhecimento de mundo e facilitar sua inserção no mercado de trabalho, observa-se que novamente a diferença linguística é aqui ressaltada, como ponto de reflexão por parte dos professores.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006), em relação aos surdos, em seu Artigo 24 assegura o aprendizado na língua de sinais; bem como a promoção da identidade linguística da comunidade surda e a garantia de que a educação seja ministrada nas línguas e nos modos e meios de comunicação mais adequados às pessoas em ambientes que favoreçam ao máximo seu desenvolvimento acadêmico e social.

Assim, ao propor como objetivo uma conscientização, por parte dos professores, sobre a importância da Libras e da Língua Portuguesa para ampliar o conhecimento de mundo dos alunos surdos facilitando a inserção dos mesmos no mercado de trabalho, é respeitada a especificidade linguística e cultural dos mesmos, com vista ao favorecimento de seu desenvolvimento social.

Neste sentido, o Relatório sobre a Política Linguística de Educação Bilíngue – Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa (2014) destaca:

A Libras é uma língua visual, sinalizada com movimento das mãos e corpo (o que alguns entendem como gestos); o Português escrito é língua de leitura. Essas línguas se aproximam do ponto de vista físico, pelo aspecto visual, uma pelo movimento das mãos e pela dinâmica face a face; a outra pelo movimento dos olhos sobre o texto. Assim, as estratégias empregadas

pelos sinalizantes da Libras e falantes do português são diferentes: a LIBRAS usa a estratégia de sinalização com fonologia de sinais, e o Português, a estratégia da fala, da leitura e da escrita com códigos próprios de registro. Porque os surdos não vivem em espaços fechados próprios, eles precisam conhecer a língua dominante e oficial de seu país como meta de bem-estar social, além da escolarização. Nesse caso, a onipresença da leitura e da escrita do português no mundo moderno favorece indiretamente a inserção social dos surdos nesse mundo. (BRASIL, 2014, p.12)

Ao se abordar a diferença linguística nos cursos de formação continuada na área da surdez, esta deve ser considerada de forma positiva, pois segundo Santana:

As pessoas surdas sempre foram estigmatizadas, consideradas de menor valor social. Afinal, faltava-lhes a característica eminentemente humana: a linguagem (oral, bem entendido) suas “virtudes” cognitivas. Sendo destituídos dessas virtudes, os surdos eram “humanamente inferiores”. A língua de sinais era considerada apenas uma mímica gestual, havendo desde então, preconceitos para o uso de gestos para a comunicação. Hoje, a exclusão profissional e social dos surdos nos faz confirmar, mais uma vez, que a linguagem pode ser fonte de discriminação e de organização social restrita. Essa segregação não ocorre somente quando há diferenças de nacionalidade, cor, perfil socioeconômico ou religião. (SANTANA, 2007, p. 31)

Assim reconhecer a Libras como primeira língua da comunidade surda, permitir que os professores se conscientizem da importância de ambas – língua de sinais e língua portuguesa – ao mesmo tempo em que reconhece o surdo como membro de uma comunidade linguística diferenciada e aprofunda o conhecimento sobre esta língua são finalidades que contribuem para efetivar o processo de inclusão escolar dos alunos surdos.

Os estudos de Quadros (1997) apontam que a língua de sinais seria uma expressão natural da capacidade para a linguagem, enquanto que a língua portuguesa não conseguirá acionar naturalmente este dispositivo, devido a falta de audição. Sendo assim, os surdos não irão adquirir esta língua de forma natural e espontânea, como ocorre em relação a Libras. Neste sentido, caberá a escola a responsabilidade de desenvolver esta língua nas crianças com surdez.

Ao refletir sobre o ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa pelos surdos; bem como, conscientizar os educadores da importância da Libras e do português para ampliar o conhecimento de mundo dos alunos surdos facilitando a inserção dos mesmos no mercado de trabalho, ambos os cursos de atualização, proposto pela Diretoria de Ensino estudada, consideram a Libras como primeira língua de instrução para estes alunos, sendo que esta

contribuirá para a aprendizagem do português em sua modalidade de leitura e escrita o que contribuirá para a possibilidade de um ensino bilíngue.

No que se refere aos conteúdos destes cursos faz-se necessário destacar que estes serão analisados em conjunto, numa tentativa de não deixar esta discussão redundante por se tratar de temas que se assemelham em ambos os cursos. Neste sentido, os quadros abaixo, ilustram os conteúdos trabalhados nos cursos de Introdução e Básico de Libras, respectivamente:

Curso: INTRODUÇÃO A LIBRAS