Evaluation of Urban Brand Image and Urban Brand Value Perceptions on Some Variables of Physical Education and Sport School Students: Gümüşhane
1. Materyal Metod
As decisões corporativas se dão em ambientes cada vez mais complexos, globalizados e diversificados, em termos de valores e interesses, incluindo aí desde os seus stakeholders internos até a opinião pública ou política internacional, em alguns casos. Essa situação gera, segundo Girone (2003), áreas de vulnerabilidade não apenas de natureza ética, mas, inclusive, de violação da legislação, se os funcionários tiverem conduta imprópria. Assim, um programa ético ajuda a empresa a reduzir esses riscos ao converter a filosofia da empresa em instrumentos organizacionais oficializados por escrito que dêem sustentação ao processo. Girone cita como instrumentos os credos corporativos, códigos de ética, programas de educação e treinamento, comissões de ética, ouvidoria, linhas diretas e auditorias de ética. Neste trabalho, abordaremos os códigos de ética, considerando que, por sua abrangência, poderão ser o instrumento de base para as ações de comissões de ética, de auditorias de ética e dos programas de educação nessa área.
Para os fins deste trabalho consideraremos Código de Ética e Código de Conduta sem distinção entre eles, como é prática nas organizações, embora existam autores que prefiram separar princípios éticos, que são os referenciais
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fundamentais, de códigos de conduta, estes últimos mais prescritivos de comportamentos.
O Código de Ética das empresas apresenta os seus princípios éticos, sua visão, missão, valores e as diretrizes que constituem o referencial para a conduta ética dos colaboradores. Este documento, especialmente quando focaliza mais detalhadamente o comportamento esperado, torna-se um guia de conduta e, com freqüência é denominado, a exemplo da CPFL Energia, de Código de Ética e de Conduta Empresarial (CPFL, 2006).
Com freqüência, os funcionários se deparam com situações em que devem tomar decisões de cunho ético dentro da empresa, cada vez de forma mais ampla, se considerarmos que as compras, por exemplo, antes guiadas principalmente pelo aspecto econômico, hoje passam a ser espelho de posicionamento ambiental (compras verdes, de produtos ecológicos, que agridem menos a natureza) e social ( comprar de fornecedores locais, de organizações da economia solidária). O Código de Ética (CE) pode e deve ser uma base para essas decisões.
Uma pesquisa realizada pela Fiesp com 543 indústrias paulistas de pequeno, médio e grande porte, constatou que 14,1% delas possuem CE documentado, 15,9% estão elaborando, 15% não o possuem, mas dizem esperar elaborá-lo em breve, e 33% não possuem mas consideram importante (FIESP 2003).
Outra pesquisa, realizada pela ADVB, com 3.110 empresas, em 2006, mostrou que 20% das empresas da amostra possuíam código de ética formalizado, número que se encontrava em 18% na pesquisa realizada no ano anterior, pela mesma instituição.
Já a pesquisa AAPSA (2005) apontava 41% de respostas positivas neste quesito.
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Segundo Ferrell50, uma tomada de decisão ética começa com o
reconhecimento da importância do questionamento ético e do reconhecimento da necessidade de escolha em tipos de ações que podem ser avaliados como certos ou errados. Exemplificando, tomemos o exemplo de um chefe que agride verbalmente sua assistente num dia de resultados abaixo do esperado. O que antes poderia ser tolerado como atitude de um chefe mal-humorado hoje pode ser avaliado à luz do que entendemos como assédio moral, implicando um julgamento da atitude que sai da esfera do normal, do tolerável.
As questões de discriminação por raça, gênero, idade também estão nessa categoria. Esse reconhecimento de estar frente a uma questão que vai demandar um posicionamento ético depende, ainda segundo Ferrell51, de fatores individuais do desenvolvimento cognitivo moral do funcionário e da cultura da empresa. A existência da discussão prévia do comportamento no código de ética vai ajudar o funcionário a tomar sua decisão, sem esquecermos que a pressão dos colegas ou grupos de trabalho, as medidas tomadas pela alta administração, quando surgem questões de cunho ético, e o exemplo dos líderes também tem grande influência sobre a decisão (GIRONE, 2003).
A conscientização crítica de alguns funcionários pode variar e alguns considerarem determinadas atitudes questionáveis como normais, o que leva a necessidade da administração em ajudá-los a identificá-las e aprender a lidar com elas. É importante que haja canais em que o funcionário possa participar da discussão das questões éticas abordadas pelo código. Citaremos como exemplo os “canais de acesso ao código de ética e ao sistema de gestão e desenvolvimento da ética, elaborados pela CPFL52 para seus colaboradores: em casos de questões
contábeis, fiscais e auditoria:
• acesso pessoal ao gerente de auditoria; • acesso telefônico por 0800;
Em casos de demandas referentes ao código de ética e de conduta empresarial:
50 FERREL, 2001 apud GIRONE, 2003. 51 FERREL, op.cit.
111 • acesso pessoal ao gerente de ouvidoria; • acesso telefônico via 0800;
• acesso eletrônico por e-mail;
• caixa postal para envio de correspondência à ouvidoria.
Em seu documento, a CPFL53 afirma a obrigatoriedade de conduta
ética pelos contratados e terceirizados, por que freqüentemente são percebidos pelo público externo como funcionários, e por agirem no interior da empresa. Para que haja respaldo jurídico nessa exigência, ela sugere que o responsável pela empresa contratada assine um termo específico de conhecimento e de compromisso de respeito integral ao código de ética da empresa, como obrigação-parte de seu contrato.
É bem verdade que a conduta moral esperada não se instala automaticamente com a existência de um código de ética nem de um carimbo ‘cumpra-se’. É de vital importância para a vitalidade do documento que ele reflita possibilidades reais e que as pessoas estejam preparadas para compreender e utilizar o instrumento, com canais de comunicação adequados.
Outro desafio que se coloca é a adoção do mesmo código de ética da matriz de companhias multinacionais em países em desenvolvimento, garantindo um padrão global de gestão. Kang (2002) assinala que alguns gestores de companhias multinacionais em países em desenvolvimento podem argumentar que se seguirem os estritos códigos de ética de suas matrizes poderão ser incapazes de competir com as empresas domésticas e, com isso, colocarem seus negócios em risco se não pagarem propina, por exemplo. Mesmo assim, o autor afirma que é possível ser bem sucedido seguindo à risca códigos severos. A meta da cidadania global corporativa seria, então, termos certeza de que todas as companhias operassem nos mesmo padrões éticos onde quer que estivessem fazendo negócios.