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Masalların Erken Yaşta Yabancı Dil Eğitiminde Kullanımına İlişkin

Ao propor a educação de adultos como prática de liberdade, Freire (1987) diz que a educação “não pode fundar-se numa compreensão dos homens como seres vazios a quem o mundo encha de conteúdos;... a educação não pode ser a do depósito de conteúdos, mas a da problematização dos homens em suas relações com o mundo.” Por isso, a educação problematizadora fundamenta-se na relação dialógica entre educador e educando, que possibilita a ambos aprenderem nos processos desenvolvidos.

A educação problematizadora trabalha a aprendizagem como um processo de construção de conhecimentos a partir de experiências significativas vivenciadas.

“Na aprendizagem por recepção, o aluno recebe os conteúdos que deve aprender em sua forma final, acabada; não necessita realizar nenhuma descoberta, além da compreensão e da assimilação dos mesmos, de modo que seja capaz de reproduzi-los, quando lhe for solicitado. A aprendizagem pela descoberta implica uma tarefa diferente para o aluno; neste caso, o conteúdo não se dá em sua forma acabada, mas deve ser descoberto por ele. Esta descoberta (...) deve ser realizada antes de poder assimilá-lo; o aluno reordena o material, adaptando-o à sua estrutura cognitiva prévia, até descobrir as relações, leis ou conceitos que posteriormente assimila” (MADRUGA, 1996).

A aprendizagem significativa caracteriza-se pela interação cognitiva entre o novo conhecimento e o conhecimento prévio, sendo este a variável que mais influencia a aprendizagem. Portanto, só podemos aprender a partir daquilo que já conhecemos, segundo nos aponta Moreira (2010), que também lembra que David Ausubel já nos chamava atenção para isso em 1963. Já nessa época ele afirmava que se queremos promover a aprendizagem significativa é preciso averiguar qual é o

Em contraposição à aprendizagem significativa, está a aprendizagem mecânica, na qual novas informações são memorizadas de maneira arbitrária, literal, não significativa. Esse tipo de aprendizagem, bastante estimulado no ensino, serve para "passar" nas avaliações, mas oferece pouca possibilidade de retenção, não requer compreensão e não dá conta de situações novas, pois o aprendiz não constrói seu conhecimento, não produz seu conhecimento (MOREIRA, 2010).

O ensino de novos conteúdos deve permitir que o aluno se desafie a aprender e a avançar nos seus conhecimentos. Para isso, é necessário um trabalho de continuidade e ruptura em relação aos conhecimentos que o aluno traz.

Sordi e Silva (2010) afirmam que,

“Postos em situação de reflexão, os estudantes aprendem, a partir de sua própria prática de trabalho, a problematizar a natureza dos problemas, compreender os nós críticos como condicionantes, construir explicações, alargadas pela contribuição grupal que faz circular informações, saberes e valores, ajudando a construir os pactos que organizam as ações sobre a realidade de modo mais profissional. Constrói-se uma rede explicativa dos problemas que legitimam a seleção das prioridades e sustentam a formulação de estratégias que levem em conta que cada ator se conheça e reconheça na ação coletiva, considerando a interação entre atores aliados, oponentes e/ou indiferentes” (SORDI; SILVA, 2010).

A Tendência Pedagógica Progressista “Crítico-Social dos Conteúdos” acentua a primazia dos conteúdos culturais universais, não bastando que sejam ensinados; ainda que bem ensinados, é preciso que exista uma significação humana e social, o confronto com as realidades sociais. Atribui à escola o papel de difundir os conteúdos e preparar o aluno para o mundo e suas contradições, fornecendo-lhe um instrumental, por meio da aquisição de conteúdos e da socialização, para uma participação organizada e ativa na democratização da sociedade. À escola também é atribuído o papel de mediação entre o individual e o social, exercendo a articulação entre a transmissão dos conteúdos e a assimilação ativa por parte do aluno (LIBÂNEO, 1982).

Os métodos de ensino utilizados na Tendência Pedagógica Progressista “Crítico-Social dos Conteúdos” trabalham a relação direta com a experiência do aluno, portanto o trabalho docente relaciona a prática vivida pelos alunos com os conteúdos propostos pelo professor. A relação professor-aluno se dá considerando que este aluno traz a experiência imediata num determinado contexto cultural, participa na busca da verdade ao confrontá-la com os conteúdos e modelos expressos pelo professor.

Entendida nesse sentido, a educação é "uma atividade mediadora no seio da prática social global", ou seja, uma das mediações pela qual o aluno, pela intervenção do professor e por sua própria participação ativa, passa de uma experiência inicialmente confusa e fragmentada (sincrética) a uma visão sintética, mais organizada e unificada (SAVIANI, 1980).

Libâneo (1982) aponta que esta tendência pedagógica tem como pressupostos de aprendizagem que o esforço próprio do aluno, que se reconhece nos conteúdos e modelos sociais apresentados pelo professor pode ampliar sua própria experiência e também que o grau de envolvimento na aprendizagem depende tanto da prontidão e disposição do aluno, quanto do professor e do contexto da sala de aula. Segundo o autor, aprender é a capacidade de processar informações e lidar com os estímulos do ambiente, organizando os dados disponíveis da experiência.

O aprendizado é um processo complexo; não acontece de forma linear, tranquila, por acréscimo, de modo a somar alguns novos elementos ao que sabíamos antes. Por isso, não se pode desconsiderar a percepção de como o aluno entrará em contato com novos conhecimentos inseridos em uma realidade concreta, para apropriar-se de novos conceitos e, ao apropriar-se destes, transformar-se (CYRINO; TORALLES-PEREIRA, 2004). O aprendizado não é nem acumulação nem substituição de informação; estrutura-se mediante redes de conexão que cada sujeito faz, “reelaborando associações singulares que se ampliam e ganham novos sentidos à medida que é capaz de desenvolver novas relações, envolver-se na resolução de problemas que esclarecem novas questões abrindo-se para aprendizagens mais complexas” (RIBEIRO, 1998).

1.5 O processo de mudança no ensino e a Faculdade de Medicina de Botucatu