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Erken Yaşta Yabancı Dil Öğretiminde Aktivite

2.2. Erken Yaşta Yabancı Dil Eğitimi

2.2.2 Erken Yaşta Yabancı Dil Eğitiminde Yönelimler ve Yaklaşımlar

2.2.2.5. Erken Yaşta Yabancı Dil Öğretiminde Aktivite

De posse da listagem dos pacientes fornecida pelo SAME, contendo: nome, número do prontuário, idade, endereço, cidade, estado, CEP, telefone, estado civil e data do atendimento, realizou-se a seleção dos atores desta pesquisa de acordo com os seguintes critérios de inclusão: ser morador na área urbana de Londrina, ter idade acima de trinta anos de idade, ter sido atendido no PS do HU com o diagnóstico médico de crise hipertensiva no ano de 2010, mesmo que

negasse a doença, porém, por contato telefônico concordasse em receber a pesquisadora em seu domicílio para que pudesse conhecer a finalidade da pesquisa e manifestar o interesse ou não de nela participar. Foram excluídos os pacientes com incapacidade cognitiva e de comunicação para que não houvesse interferência nos achados da pesquisa. Essa característica foi conferida com base na coerência da conversa durante o contato telefônico e durante a entrevista.

Por contato telefônico viabilizou-se o agendamento de visita domiciliar para que os pacientes pudessem conhecer a finalidade da pesquisa. Caso concordassem em participar do estudo, assinavam o termo de consentimento livre e esclarecido (Apêndice A) e escolhiam um local e horário em que pudessem ser entrevistados, visando a garantir o sigilo das informações acerca de sua experiência com o processo saúde-doença.

A coleta dos dados transcorreu de junho de 2011 a junho de 2012, com 9 homens, por meio de entrevista não estruturada do tipo não diretiva que teve como questão de partida a seguinte pergunta: – Conte-me sobre a experiência em relação aos cuidados com a sua saúde?

Durante o procedimento, foram feitas perguntas que provocavam uma ampliação da resposta original em busca de maiores detalhes, explicações ou mesmo aprofundamento do tema. Essas perguntas são denominadas por Wright e Leahey (2009) como “questões circulares”, pois direcionam-se às informações originadas do próprio participante e contribuem para a compreensão da experiência vivenciada. Cabe ainda acrescentar que as questões circulares, de acordo com sua nomenclatura, estabelecem um movimento circular ao gerar novas respostas e novas perguntas.

Minayo (2005, p. 91) relata que as “entrevistas podem ser consideradas conversas com finalidade e se classificam de acordo com sua organização”.

A entrevista aberta ou em profundidade é aquela em que o informante é convidado a falar livremente sobre um tema e as perguntas do pesquisador, quando são feitas, buscam dar mais profundidade às reflexões (MINAYO, 2005).

As entrevistas foram audiogravadas por gravador digital, transcritas literalmente após os encontros e deletadas.

Em seguida, foram analisadas segundo o referencial metodológico da Teoria Fundamentada nos Dados (TFD), conhecida internacionalmente por Grounded Theory.

Trata-se de método que tem por finalidade conhecer o fenômeno no contexto em que este ocorre, observando a interrelação entre os significados e ação.

Segundo os idealizadores da TFD, Glaser e Strauss (1967), essa metodologia consiste na descoberta e no desenvolvimento de uma teoria a partir das informações obtidas e analisadas sistemática e comparativamente. Para eles, a teoria significa uma estratégia para trabalhar os dados em pesquisa que proporciona modos de conceitualização para descrever e explicar.

Esses autores apresentam um método de análise comparativa constante, com o qual o pesquisador, ao comparar incidente com incidente nos dados, estabelece categorias conceituais que servem para explicar o dado. A teoria, então, é gerada por um processo de indução, no qual categorias analíticas emergem dos dados e são elaboradas conforme o trabalho avança, uma vez que as categorias começam a emergir dos dados.

Este é um processo que Glaser e Strauss (1967) descrevem como amostragem teórica: o pesquisador decide que dados coletar em seguida, em função da análise que vem realizando. Nesse sentido, a amostragem adotada não é estatística, mas teórica, visto que o número de sujeitos ou situações que devem integrar o estudo é determinado pelo que eles denominaram de saturação teórica. Isso significa que, quando as informações começam a ser repetidas, dados novos ou adicionais não são mais encontrados.

Nessa perspectiva, faz-se necessário o desenvolvimento de uma sensibilidade teórica, a qual permite ao pesquisador uma percepção dos significados dos dados e, a partir daí, a elaboração da teoria (GLASER; STRAUSS, 1967). Um dos requisitos básicos para o desenvolvimento dessa sensibilidade teórica é o pesquisador iniciar seu trabalho de campo sem preconceitos prévios, com o intuito

de estar aberto às informações da coleta dos dados.

Dentre os componentes que emergem dos dados estão as categorias que, segundo essas autoras, são abstrações do fenômeno observado nos dados e formam a principal unidade de análise da TFD. A teoria se desenvolve por meio do trabalho realizado com as categorias, que faz emergir a categoria central, sendo geralmente um processo como consequência da análise.

As fases da análise dos dados segundo Strauss e Corbin (2008) são:

Codificação aberta. O passo inicial, uma vez redigido o texto da observação ou entrevista, consistirá em quebrar os dados em pequenos pedaços, e cada um deles representará um incidente específico ou fato. Para isso, os dados foram analisados linha por linha e parágrafo por parágrafo, buscando-se incidentes e fatos. Cada incidente foi codificado como um conceito ou abstração do dado.

Um exemplo de análise pode ser visualizada no quadro 3.

Quadro 3- Exemplo de codificação aberta dos dados.

ENTREVISTA CÓDIGOS

Minha experiência é eu procurar um médico, / tomar o remédio que ele passa e continuar tomando. Vou para um canto ve outro e remédio em cima./ Eu não me sinto descuidado, porque eles tomam conta de mim, tanto no HU, como no HC e no posto de saúde. Só que eu percebo que o hospital me dá mais atenção. Eu chego lá, chamam por meu nome e me dão muita atenção, então eu continuo com o hospital me cuidando [...]/.

- Procurando atendimento médico (H.1.1) - Tomandos os remédios prescritos (H.1.1)

- Preferindo seguir o tratamento oferecido pelo o hospital ao invés da unidade de atenção básica, porque se sente atendido com mais atenção (H.1.1)

Fonte: Do próprio autor.

Codificação axial. Uma vez identificadas as categorias, efetuou-se nova comparação, dessa vez entre categorias, o que determinou uma melhor estruturação do conceito. Desse modo, ocorreu um processo de redução das categorias e, por meio de comparação, identificou-se a ideia que melhor explicou o fenômeno daquele grupo de categorias. Assim, foram identificadas as categorias e seus componentes (subcategorias e elementos).

No quadro 4 pode-se visualizar um exemplo de categorização Axial:

Quadro 4 - Exemplo de Categorização Axial

CÓDIGOS CATEGORIAS

- Procurando atendimento médico (H.1.1)

- Começando a ir ao médico só depois que ficou doente (H.6.1)

- Indo ao médico somente quando começou a ter uns probleminhas de saúde (H.8.1)

- Médico dando uma receita ao diagnosticá-lo com

pressão alta (H.9.6) PROCURANDO MÉDICO

- Não gostando de ir ao médico (H.4.6)

- Não sabendo dar explicação porque para ele difícil ir ao médico (H.4.6)

- Negando ter procurado ajuda em relação ao problema do intestino (H.5.5)

- Pensando em buscar ajuda para saber o que está acontecendo com o intestino. já pensou várias vezes mas até o momento não foi ainda (H.5.5)

- Considerando não buscar auxílio para o problema no intestino por não apresentar nenhum sintoma (H.5.5) - Relatando nunca frequentar o médico para nada (H.7.4)

- Não buscando auxílio médico, apesar da dor (H.8.6)

NÃO PROCURANDO MÉDICO

Fonte: Do próprio autor.

Codificação seletiva. Uma vez identificadas as categorias e seus componentes, passou-se a ordená-las de maneira a identificar uma que seria central, ou melhor, aquela categoria com a qual todas se relacionavam. Para chegar a ela, foram elaborados esquemas que foram, então, aplicados aos dados. Depois, verificou-se qual deles melhor expressou a experiência interacional homem- processo saúde-doença de usuários de serviços de urgência e emergência.