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Magnetic Resonance Imaging of The Distal Radial Epiphysis: Forensic Age Estimation in Living Individuals

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Em 1985 concretizou-se o fim da Ditadura Militar, com a eleição via Colégio eleitoral de Tancredo Neves (1986), principiando-se o processo de redemocratização 122 do país que já

em 1990 elegeu, por voto direto, Fernando Collor de Mello como Presidente da República. No curso desse processo de redemocratização, convocou-se uma Assembléia Nacional Constituinte para que formulasse uma nova Constituição.

Em 1988, com a promulgação da nova Constituição da República, a educação foi

contemplada num contexto de exaltação dos princípios democráticos e de liberdade com uma vasta previsão constitucional.

A educação veio concebida não apenas em um tópico específico dentro da Ordem Social (título VIII, Capítulo III, Seção I, art. 205 e ss.), mas também espalhada em outros capítulos; fora reconhecida como um direito social, juntamente a outros, como saúde, trabalho, e segurança social (art. 6˚), e incluída no Capítulo destinado à criança e à família como um direito prioritário (art. 227).

No que diz respeito ao seu tratamento em seção específica, fora definido o objetivo

primeiro da educação, qual seja proporcionar o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para a cidadania e sua qualificação para o trabalho (art. 205).

Em seu art. 206, a Constituição trouxe os princípios sobre os quais o sistema de ensino

deve se desenvolver, dentre os quais destacamos a igualdade de acesso e permanência na escola; a liberdade de ensino, pesquisa e aprendizado; e a garantia de padrão de qualidade 123.

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O Regime Militar, iniciado em 1964 caracterizou-se por ser um período e intensa opressão e restrição de liberdades. Nesse contexto, a educação sofrera um forte impacto negativo. Logo após o golpe, fora extinto o então Plano Nacional de Educação (1962) que, entre outros, impunha ao Governo Federal, nos termos da LDBN 2.024/1961, a destinação de 12% de suas receitas arrecadadas com impostos para a educação e trazia metas quantitativas e qualitativamente bem definidas no sentido de promover a matricula da totalidade de crianças entre 7 e 11 anos no ensino fundamental. Em 1971, 2 anos após a edição do Ato Institucional n˚5, peça legislativa altamente antidemocrática, fora promulgada a LDBN 5.692/1971, que refletia os traços da ditadura militar verificados na incorporação de determinações no sentido de uma racionalização perversa do trabalho escolar e na adoção do ensino profissionalizante no Segundo Grau de forma absoluta e universal. (GHIRALDELLI JÚNIOR, Paulo. História da Educação brasileira, pp. 104, 105 e 124)

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Art. 206. “O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; VI - gestão democrática do

Já no art. 208, o constituinte trouxe algumas garantias como a oferta obrigatória e

gratuita do ensino fundamental (I) e a progressiva universalização do ensino médio gratuito (II) 124.

Ainda, fora reconhecido, de forma inovadora, ao acesso ao “ensino obrigatório e

gratuito” a condição de direito público subjetivo (art.208, §1˚), um direito do indivíduo,

ainda que coletivamente considerado, a que corresponde uma prestação obrigatória pelo Estado, passível de ser exigida em juízo quando de seu descumprimento; efetivada mediante a previsão da responsabilização da autoridade competente _ prefeitos municipais e governadores de estado e distritais (art.208, §2˚) _ pelo seu não oferecimento ou por sua oferta irregular.

No mais, a constituição previu a instituição de um regime de colaboração entre os entes

políticos para a organização dos sistemas de ensino (art. 211), em especial entre Estados e

Municípios para assegurar a universalização do ensino obrigatório (entes responsáveis pela oferta do ensino fundamental) (Art. 211, §§1˚ e 2˚), e determinou a vinculação de suas

receitas em percentuais mínimos específicos a serem aplicados anualmente na

manutenção e no desenvolvimento do ensino 125, despesas essas posteriormente definidas

e delineadas no texto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN, Lei

9.394/1996 126).

ensino público, na forma da lei; VII - garantia de padrão de qualidade; VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos termos de lei federal.”

124 Art. 208 “O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: I - ensino

fundamental ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria” texto original, alterado pela Emenda Constitucional n˚ 14, de 12 de setembro de 1996 que passou a vigorar com a seguinte redação “ensino fundamental, obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, sua oferta gratuita para todos que a ele não tiveram acesso na idade própria”.

125 O Art. 212 da Constituição Federal de 1988 determina que a União aplique anualmente “nunca menos de

dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino”, observada a prioridade ao atendimento das necessidades do ensino obrigatório (ensino fundamental). Essa vinculação de suas receitas para o desenvolvimento do ensino corresponde à norma de observância obrigatória, cuja inobservância importa em autorização da intervenção da União nos Estados e no Distrito federal e destes nos Municípios. (Art. 34 “A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: VII- assegurara a observância dos seguintes princípios constitucionais: e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências na manutenção do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.”) (Art. 35 “O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federa, exceto quando: III- não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.”)

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A LDBN de 1996 “considera como de manutenção e desenvolvimento do ensino as despesas realizadas com vistas à consecução dos objetivos básicos das instituições educacionais em todos os níveis,; mas

Por fim, determinou fosse promulgada legislação que estabelecesse um plano nacional de

educação, de duração plurianual, cujo objetivo fosse determinar a conjugação de esforços

do Poder Público para a erradicação do analfabetismo, universalização do atendimento

escolar, melhoria da qualidade de ensino, formação para o trabalho e promoção

humanística, científica e tecnológica do país 127.

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