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I SİVAS ÂŞIKLARININ ŞİİRLERİNDE SOSYAL MOTİFLER

M DİĞER MOTİFLER

O que determina como uma organização sofrerá com as consequências de um risco é o tipo de ruptura e o nível de em que ela se encontra (CHOPRA; SODHI, 2004). Portanto, ao compreender claramente os tipos de risco na cadeia, os gestores podem construir abordagens eficientes para redução do risco.

Norman e Lindroth (2004) dividem o riscos de acordo com a probabilidade de ocorência e severidade das consequências. Os riscos podem ser da natureza de acidentes operacionais (aqueles que afetam o processo operacional ou são relacionados aos recursos da cadeia de suprimentos, tais como fogo, acidentes com caminhão, falha de máquinas, mão-de-obra, entre outros) e catástrofes operacionais (acidentes raros associados à difícil previsão e com impactos severos à empresa). Segundo Peck et al. (2003), o risco pode ter quatro diferentes níveis na cadeia: (1) em processo e produção de valor, abrangendo a gestão integrada de toda a cadeia; (2) em dependência de ativos e infraestrutura, afetando a eficácia e a continuidade do negócio; (3) no nível das organizações e relacionamentos interorganizacionais, surgindo da estratégia e microeconomia do negócio; e (4) no ambiente, acasionadas por meio da macroecomonia, política, sociedade, elementos de tecnologia e fenômenos da natureza. Os autores ainda classificam o risco em estratégico, financeiro, operacional, comercial e técnico. O estratégico envolve o risco de falha ou sucesso de um plano, por exemplo, mudança no comportamento do consumidor pode afetar as estratégias de marketing. O financeiro afeta o controle do fluxo de caixa e o desempenho financeiro das firmas. O operacional relaciona-se ao risco de uma falha humano. O comercial diz respeito ao risco de um relacionamento afetar a

sustentabilidade dos negócios. Por fim, o técnico refere-se à falha de um ativo (equipamento, estrutura, entre outros).

Tang (2006), através de extensa revisão de literatura, classifica o risco na cadeia de suprimenos em operacional e de ruptura. O risco operacional refere-se à incerteza de demanda do consumidor, do fornecimento e do custo, enquanto o risco de ruptura vem de causas naturais, como tornados, enchentes ou desastres causados pelo homem, como ataque terroristas.

Juttner, Chirstopher e Peck (2003) entendem os risco em três categorias, uma com fonte na organização e duas na cadeia de suprimentos (ambiental e rede) (Figura 14):

 Organizacional: fonte de risco encontrada dentro da firma (exemplo: falha de equipamentos e greve de funcionários);

 Ambiental: resultado de acidentes (exemplo: incêndio), político social (exemplo: ataques terroristas) e de forças da natureza (exemplo: terremotos);  Rede: resultante das interações entre as firmas. Sendo classificada em três categorias: falta de propriedade (falta de clareza na reponsabilidade de cada firma, decorrente de terceirizações ou aumento de concentração de empresas, visto que cadeias complexas tendem a linhas mais confusas de responsabilidades), caos (resultado da falta de confiança e falhas na comunicação) e inércia (decorrente da falta de flexibilidade dentro da cadeia de suprimentos, podendo ser incapacidade de reação a movimentos dos competitidores ou dos consumidores).

Figura 14 - Fontes de risco em SCRM.

Fonte: JUTTNER; CHRISTOPHER; PECK, 2003. tradução nossa.

De forma semelhante, Chirstopher e Peck (2004) consideram o risco em três dimensões (interna, externa e ambiental). Contudo, desdobram o risco em cinco categorias, duas internas à organização (processo e controle), duas externas à firma focal, mas internas à rede de relacionamentos interorganizacionais (demanda e fornecimento) e uma relacionada à rede de organizações (ambiental) (Figura 15):

 Processo: risco relacionado à ruptura na sequência de agregar valor ao produto/serviço dentro da firma.

 Controle: risco da falta ou equivocada aplicação de regras, políticas e procedimentos que regulam os processos.

 Demanda: risco relacionado a distúrbios no fluxo de produto, informação e capital entre a firma focal e o mercado à jusante.

 Fornecimento: risco relacionado à distúrbios no fluxo de produto, informação e capital entre a firma focal e o mercado à montante.

 Ambiental: risco decorrente de eventos político-social, econômico, tecnológico ou de organizações ligadas à firma focal através de outras cadeias que podem afetar a cadeia de suprimentos e o mercado.

Figura 15 - Fontes de risco em SCRM.

Fonte: CHRISTOPHER; PECK, 2004. tradução nossa.

Baseado em trabalho de Ghoshal (1987), Manuj e Mentzer (2008a) desenvolveram uma categorização de risco com foco em cadeias globais de suprimentos, com quatro principais tipos de risco associados diretamente à operação, fornecimento, demanda e segurança na cadeia de suprimentos:

 Fornecimento: ruptura no fornecimento, inventário, programação, acesso à tecnologia, aumento de preço, problemas de qualidade, incerteza da tecnologia, complexidade do produto, frequência de mudança de material.  Operacional: ruptura na operação, fabricação ou processamento inadequado,

alto nível de variação no processo, mudanças em tecnologia e operação.  Demanda: ruptura por introdução de novo produto, moda, sazonalidade, novo

concorrente e efeito chicote.

 Segurança: ruptura na segurança de sistema de informação, segurança da infraestrutura, descontinuidade nos transportes devido a terrorismo, vandalismo, crime e sabatagem.

E outros quatro tipos decorrentes da combinação entre as quatro primeiras, sendo:  Macro: ruptura devido à mudança de salários, câmbio e preços.

 Político: ruptura por ações do gonverno, como sanções e restrições a quotas.  Competitivo: ruputura por falta de história sobre atividades e movimentos de

 Recurso: ruptura por falta de antecipação de recursos necessários.

Contudo, Manuj e Mentzer (2008b) aprofundam apenas os quatro primeiros tipo de risco (fornecimento, operacional, demanda e segurança). O risco de fornecimento é definido como a distribuição de resultados associados a eventos adversos no fornecimento inbound, que afetam a habilidade da firma em atender a demanda de qualidade e quantidade dos clientes. O risco operacional é relacionado à ocorrência de eventos adversos dentro da firma, que afetam a habilidade interna da firma em produzir produtos e serviços, a qualidade e o tempo de produção e a lucratividade. O risco em demanda configura-se como a destruição de resultados associados a eventos adversos nos fluxos outbound, que afetam a probabilidade dos clientes colocarem pedido com a firma focal ou variar volume e qualidade desejadas pelos consumidores. O risco de segurança é a distribuição de resultados relacionados a eventos adversos que ameaçam os recursos humanos, a integridade das operações e sistemas de informação, podendo levar a resultados como interrupção do transporte, furto de informações, propriedade intelectual, vandalismo, crime e sabotagem.

Baseado no trabalho de Manuj e Mentzer (2008b), Christopher et al. (2011) ampliam a categorização de risco inserindo o risco de sustentabilidade, que se refere ao aumento da vulnerabilidade na cadeia, devido ao impacto do suprimento global na sociedade, economia e meio ambiente.

Conforme sugerido por Christopher e Peck (2004), seguido por Christopher et al. (2011) e utilizado neste trabalho, os riscos de processo e controle, internos à organização, podem ser agrupados em uma mesma categoria de risco e definidos como o risco interno da firma que pode afetar a cadeia de suprimentos (CHRISTOPHER; PECK, 2004).

De forma semelhante Christopher et al. (2011), agruparam os riscos ambiental e de sustentabilidade, entretanto, seguindo a classificação das fontes de risco (organizacional, de rede de suprimentos e ambiental) de Juttner, Peck e Christopher (2003), descrito anteriormente neste capítulo, o risco ambiental tem sua fonte no macro ambiente, enquanto o risco de sustentabilidade, por sua vez, tem sua fonte na organização e na cadeia de surpimentos. Embora sejam dois tipos de riscos ligados

ao ambiente externo, um é originário por ele e o outro o ameaça, o que não ocorre entre os riscos de processo e de controle, no qual a fonte de risco é a organização. Portanto, esse estudo sugere a classificação de risco em cinco categorias, (1) processo e controle, (2) fornecimento, (3) demanda, (4) ambiental e (5) sustentabilidade, conforme apresentado no quadro 7. A definição adotada para o risco de fornecimento e risco de demanda é de Manuj e Mentzer (2008b), para o risco de processo e controle e ambiental é de Christopher e Peck (2004) e para o risco de sustentabilidade de Christopher et al. (2011). Todas as definições foram citadas anteriromente neste capítulo e no item 1.6 (definição de termos).

Fonte do

risco Tipos de risco

Juttner, Peck e Christo- pher (2003) Elaboração

própria Exemplos et al. (2011) Christopher

Manuj e Mentzer (2008a) Christopher e Peck (2004) Organi- zacional Risco de processo e controle Falta e variação da qualidade de produto. Risco de processo e controle Risco operacional Risco de processo e controle Rede Risco de fornecimento Ruptura no fornecimento e fornecedor não confiável. Risco de

fornecimento Risco de fornecimento Risco de fornecimento

Risco de demanda Variações na demanda de produtos Risco de

demanda Risco de demanda Risco de demanda Ambien-

tal Risco ambiental

Flutuação cambial e variações climáticas Risco ambiental e sustentabili- dade Risco macro, político e de recurso. Risco de ambiental Organi- zacional / Rede Risco de sustentabili- dade Altas emissões de CO² e trabalho infantil - - -

Quadro 7 – Classificação de riscos em fornecimento global.

Fonte: Modificado de CHRISTOPHER et al. (2011). Tradução nossa.

Em 2012, após diversos desenvolvimentos em SCRM, Sodhi, Son e Tang (2012) consolidaram diversas categorizações de risco utilizadas em estudos relevantes da

área, demonstram a ampla diversificação existente no escopo do risco e afirmam que ainda falta um consenso dos acadêmicos com relação aos tipos de riscos (Quadro 9).

Artigos Escopo do risco Juttner et al.

(2003) Baseado em fontes: fonte de risco ambiental, fonte de risco de rede e fonte de risco organizacional Speckman e

Davis (2004) Seis dimensões de fontes de risco em cadeia de suprimentos: (1) inbound supply, (2) information flow, (3) financial flow, (4) segurança dos sistemas de informação interno da firma, (5) relacionamento com parceiros e (6) responsabilidade social corporativa.

Cavinato

(2004) Baseado em cinco subcadeias/redes como fonte de risco: (1) físico, (2) financeiro, (3) informação, (4) relacional e (5) inovação. Chopra e

sodhi (2004) Categoria de risco na cadeia de suprimentos em alto nível de ruptura: (1) sistemas, (2) previsão, (3) propriedade intelectual, (4) recebimento, (5) inventário e (6) capacidade.

Christopher e Peck (2004)

Categorização de risco na cadeia de suprimentos: (1) processo, (2) controle, (3) demanda, (4) fornecimento e (5) ambiental.

Kleindorfer e

Saad (2005) Baseado em fontes e vulnerabilidade de riscos: (1) contigência operacional, (2) perigos naturais e (3) terrorismo e instabilidade política. Bogotaj e

Bogotaj (2007)

Categorização de risco em cadeia de suprimentos: (1) risco de suprimentos, (2) risco de processo, (3) risco de demanda e (4) risco de controle.

Sodhi e Lee (2007)

Categorização do risco na cadeia de suprimentos na indústira de eletrônicos em decisões estratégicas e operacionais: (1) fornecimento, (2) demanda e (3) risco contextual.

Tang e Tomlin (2008)

Categorização do risco na cadeia de suprimentos: (1) fornecimento, (2) processo, (3) demanda, (4) propriedade intelectual, (5) comportamental e (6) político/social. Manuj e

Mentzer (2008a)

Categorização do risco na cadeia de suprimentos: (1) fornecimento, (2) operacional, (3) demanda e (4) outros riscos, incluindo segurança e riscos correntes. Manuj and Mentzer (2008b) elaboraram outra categorização: (1) fornecimento, (2) operacional, (3) demanda, (4) segurança, (5) macro, (6) política, (7) competitividade e (8) recurso.

Oke e Gopalakrishn an (2009)

Considerar baixo-impacto, alta-frequência e alto-impacto, baixo-frequência em três grandes categorias: (1) fornecimento, (2) demanda e riscos no setor de varejo. Rao e

Goldsby (2009)

Categorização do risco na cadeia de suprimentos: (1) framework e (2) problema específico e (3) risco de tomada de decisão.

Quadro 9 - Diversas visões do risco na cadeia de suprimentos em artigos que têm por objetivo olhar a SCRM compreensivamente.

Outrossim, Norrman e Lindroth (2004) relatam que as fontes de risco são associadas aos seus contextos. Corroborando, Vanacy et al. (2009), afirmam que o tipo de indústria pode determinar o tipo de risco de maior probabilidade e dano à cadeia de suprimentos, como por exemplo, a indústria de eletrônicos deve-se atentar aos pequenos ciclos de vida de produto e à alta incerteza de demanda, enquanto o setor aeroespacial deve-se preocupar com a complexidade dos produtos. Para Juttner, Christopher e Peck (2003) o tipo da indústria ou da cadeia de suprimentos é determinante na percepção e no conceito de risco dos gestores.

No contexto de cadeias globais, Manuj e Mentzer (2008b) observaram os riscos mais relevantes aos gestores: câmbio, transporte, previsão de demanda, qualidade, segurança, ruptura do negócio, sobrevivência, propriedade de inventário, cultura, dependência e oportunismo, flutuação do preço de combustíveis e riscos que podem afetar os clientes e fornecedores.

Manuj e Mentzer (2008b) relatam que as fontes de riscos são interligadas, formando estruturas complexas, na qual um risco pode influenciar um outro (Figura 16). Por exemplo, erros em previsões de demanda podem acarretar em aumento de estoque de matéria-prima e produto acabado que, por sua vez, pode falir uma organização, e a cadeia de suprimentos sem um membro poderá ter riscos tanto na demanda, como na oferta de produtos. De forma semelhante, Chopra e Sodhi (2004) afirmam que a ação mitigadora de um determinado risco pode potencializar outro risco, exemplificando, o lean manufacturing reduz os níveis de inventário e pode aumentar o risco da cadeia atender a uma variação de demanda) (CHOPRA; SODHI, 2004). A próxima seção discutirá as estratégias de mitigação.

Figura 16 - Riscos na cadeia global de suprimentos. Fonte: MANUJ; MENTZER, 2008b.

Benzer Belgeler