FARKLI BİR ÖRNEK: HATÎB’İN HİBETÜ’L-VEHHÂB’I
1. Eser ve Müellifine Dair Genel Bilgiler
A empresa pesquisada fabrica fios de algodão e tecidos naturais, os quais são revendidos para outras empresas para a fabricação do produto final. São confeccionadas roupas, artigos para cama, mesa e banho, os quais são vendidos aos consumidores finais na forma de varejo. Para que os consumidores façam uso de bons produtos, sua matéria-prima tem que ser de qualidade e adequada às exigências necessárias.
4.1.6.1 Dimensão Categorias
Os consumidores pesquisados mostraram aceitabilidade em relação às categorias expostas no modelo tridimensional. A observação dos valores das médias ponderadas mostra essa constatação. Houve também média variabilidade de respostas, o que indica que os consumidores têm opiniões similares. O gráfico a seguir mostra os níveis de concordância e discordância das variáveis apresentadas.
66,7% 0,0% 0,0%0,0% 0,0%0,0% 0,0%0,0% 0,0%0,0% 0,0%0,0% 0,0%0,0% 0,0%0,0% 0,0% 6,7% 0,0% 6,7% 0,0% 0,0% 6,7% 33,3% 0,0% 26,7% 6,7% 6,7% 20,0% 13,3% 40,0% 60,0% 6,7% 46,7% 26,7% 60,0% 33,3% 40,0% 6,7% 6,7% 60,0% 6,7% 66,7% 26,7% 26,7% 26,7% 33,3% 0,0% 33,3% 13,3% 0,0% 0,0% 20,0% 20,0% 13,3% 0,0% 0,0% 0,0%
Econômica Econômica1 Legal Legal1 Ética Ética1 Discricionária Discricionária1
Discorda Totalmente Discorda Muito Discorda Pouco Nem concorda/nem discorda
Concorda Pouco Concorda Muito Concorda Totalmente
Gráfico 16: Resultados da Dimensão Categorias - Consumidores Fonte: Dados da Pesquisa
Os valores para cada categoria são apresentados conforme a seguir:
CATEGORIAS Valor Médio Desvio - Padrão Coeficiente de Variação (%)
ECONÔMICA 5,33 0,71 13,4
LEGAL 5,50 1,02 18,6
ÉTICA 4,40 0,93 21,3
DISCRICIONÁRIA 4,60 0,85 18,3
Tabela 22: Valores Quantitativos para a dimensão Categorias - Consumidores Fonte: Dados da Pesquisa
Os questionamentos referentes à categoria econômica foram respondidos com grande segurança pelos consumidores entrevistados. Todos eles pontuaram que os produtos estão de acordo com sua preferência, fazendo a devida ressalva de que roupas e artigos para cama e banho estão sujeitos muito mais às escolhas pelo gosto (estilo) do comprador, do que por características intrínsecas do produto. A adequação ao poder de compra também foi concordada.
“Sim, os produtos são bons, do jeito que os consumidores gostam ou querem”.
“Os preços são bons sim, acho que pelas roupas que eles vendem ta de acordo”.
Essas percepções foram corroboradas pela muita concordância de 66,7% dos consumidores que responderam à pesquisa quantitativa de que os produtos estão de acordo com os requisitos, e da pouca concordância de 60% de que os preços estão de acordo com seu poder de compra.
Apesar da média de respostas 5,33, esta não foi a categoria que obteve a maior consonância dentre as apresentadas.
A maior concordância veio da categoria legal; entretanto, esta conformidade não partiu necessariamente da crença por parte da comunidade pesquisada de que as características para abrangência social são totalmente de natureza legal. Na aplicação das entrevistas semi- estruturadas, foi possível a promoção de diálogos em que alguns consumidores mencionam que não há conhecimento de que a empresa atuou fora da legalidade, no entanto, acreditam que o interesse pela promoção de iniciativas sociais não parte unicamente pela intenção prioritária de estar em conformidade com requisitos legais.
“Não tenho conhecimento de a empresa ter atuado fora da legalidade. [...] Eu acho que ela cumpre o que deve ser feito nesse aspecto [...] Nada me levou a crer que a prioridade do projeto educacional, por exemplo, é estar dentro da lei. Mas acho sim que do ponto de vista legal está tudo de acordo”.
A categoria legal obteve média significativa de 5,50 e dispersão média de dados de 18,6%. Essa dispersão, conforme pode ser visto pelo gráfico 16, mostra que 33,3% concordam pouco sobre a adequação da organização ao código de defesa do consumidor, e 40% também concordam pouco sobre o desenvolvimento das atividades dentro da legalidade. A não concordância total pode ser atribuída ao fato de que não é possível à organização estudada transmitir a ideia direta aos consumidores sobre se a adoção de programas e benefícios sociais é fundamentada unicamente na lei ou nos requisitos legais.
A categoria ética teve média de respostas de 4,40 e dispersão de opiniões de 21,3%. A não concordância ou não discordância esteve em 40% das opiniões sobre o respeito à integridade física e moral, e em 60% das opiniões sobre a divulgação de um código de ética. Alguns consumidores compreendem que essas informações são mais bem dispostas no âmbito interno à organização, mas que esse conhecimento poderia ser melhor disponibilizado a eles.
Na categoria discricionária, a média de respostas foi 4,60 e a variação média de 18,3%. A compreensão de que ações de natureza discricionária são realizadas pela empresa mostrou-se relativamente boa, já que ela não possui um balanço social ou outro mecanismo que propicie tal ação. Houve pouca concordância de 60% de que existem projetos educacionais ou ambientais na comunidade, e 46,7% nem concordam nem discordam que ela faz campanhas para melhoria da qualidade de vida das pessoas da região.
“Sei que a empresa faz projetos sociais, e acredito que alguns deles são por iniciativa própria. Ela faz também doações, mas não sei a frequência.
Acredito que assumir uma postura de responsabilidade social não é da noite pro dia, e que a empresa vem tentando trabalhar com isso na medida do possível”.
A consumidora que deu essa resposta conhece a empresa não de uma maneira física. Todas as informações por ela dadas foram obtidas pelo parceiro da empresa, e este sim é bastante conhecido na comunidade. Estas e outras opiniões mostram que o caráter discricionário existe na empresa, de acordo com os consumidores; no entanto, não se trata da característica central da organização.
Apesar de a média da categoria legal refletir a maior concordância de respostas dos consumidores, é válido ressaltar que não houve total conhecimento se a empresa é de fato fundamentada na busca pela realização de iniciativas sociais em conformidade com a lei; e, deste modo, fica a categoria econômica como a que melhor explana, na opinião dos investigados, a característica principal das ações e programas pela Têxtil realizados.
4.1.6.2 Dimensão Comportamentos e Respostas
Também chamada de responsividade social, esta dimensão apresentou opiniões um pouco menos favoráveis, isso porque as médias estiveram em torno de 4 e não mais que 5. Os consumidores investigados não acreditam que os tipos de resposta do modelo tridimensional são característicos da Têxtil. Importante ressalvar que todas as variações das opções dos consumidores mostraram-se com uma média dispersão.
66,7% 0,0% 0,0%0,0% 0,0%0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 6,7% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 6,7% 33,3% 6,7% 26,7% 6,7% 0,0% 0,0% 13,3% 20,0% 66,7% 33,3% 53,3% 33,3% 13,3% 46,7% 33,3% 20,0% 0,0% 53,3% 6,7% 46,7% 53,3% 40,0% 46,7% 33,3% 0,0% 6,7% 6,7% 13,3% 20,0% 13,3% 6,7% 20,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 13,3% 0,0% 0,0% 0,0%
Reativo1 Reativo Defensivo Defensivo1 Acomodativo Acomodativo1 Pró-Ativo Pró-Ativo1
Discorda Totalmente Discorda Muito Discorda Pouco Nem concorda/nem discorda
Concorda Pouco Concorda Muito Concorda Totalmente
Gráfico 17: Resultados da Dimensão Comportamentos e Respostas - Consumidores Fonte: Dados da Pesquisa
Os valores dos comportamentos e respostas podem ser analisados na tabela 23:
COMPORTAMENTOS E RESPOSTAS Valor Médio Desvio - Padrão Coeficiente de Variação (%)
REATIVO 4,13 0,61 14,9
DEFENSIVO 4,23 0,88 20,8
ACOMODATIVO 5,00 0,81 16,2
PRÓ-ATIVO 4,43 1,03 23,3
Tabela 23: Valores Quantitativos para a dimensão Comportamentos e Respostas - Consumidores Fonte: Dados da Pesquisa
Novamente o comportamento reativo foi o menos considerado como aplicável na empresa, em consonância com a compreensão dos stakeholders já analisados. A média de 4,13 explana tal consideração. Da comunidade investigada, 66,7% nem concordam nem discordam que a empresa desenvolve ações sociais depois de reclamações da comunidade; e 53% concordam pouco que os projetos feitos são para mitigar os impactos negativos que a empresa pode causar. As explicitações a seguir explanam em detalhes a opinião dos pesquisados:
“Eu não acho que uma reclamação pode ser suficiente pra provocar o acontecimento de uma ação social. E isso não acontece com a [Têxtil] porque ela nem deve sofrer reclamações ou conflitos oriundos aqui de fora”.
“Não. Acredito que essa não é essa a motivação [...]”.
De acordo com as respostas, os consumidores acreditam que a motivação para realização de ações sociais da empresa não está propriamente no foco em resolução de problemas, pois eles acreditam que a Têxtil não tem muitas questões desta natureza para considerar. Eles evidenciam que não ouviram falar sobre a empresa com problemas.
O comportamento defensivo obteve 4,23 de média de respostas. Verifica-se que os pesquisados não consideram muito esse tipo de comportamento ou resposta na empresa. Dentre eles, 53,3% nem concordam nem discordam sobre a receptividade da organização para relevância de problemas sociais, e 46,7% concordam pouco que os programas desenvolvidos objetivam mitigar acidentes ou conflitos.
De maneira acomodativa, a Têxtil foi vista com média de respostas 5. De fato, este comportamento foi o melhor colocado pelos consumidores como o tipo de responsividade da organização. Houve pouca concordância de 53% de que as ações sociais são feitas para
cumprir as exigências legais; e 47% nem concordam nem discordam que os programas feitos são aqueles que os funcionários precisam e o governo solicita.
“Não sei se os projetos são muito abrangentes, ou se eles envolvem as pessoas de fora, porque pelo menos para mim isto não está claro. Acredito que essa informação não é muito divulgada. Mas a sociedade não cobra não. Nem se posiciona sobre isso. O governo também não”.
“Acho que eles devem fazer como os funcionários precisam, mas não tenho certeza. O governo eu acho que não interfere”.
Para os consumidores investigados, a empresa procura dispor práticas e iniciativas que satisfazem o público interno. Esse é o entendimento deles. Entretanto, em relação ao alinhamento às exigências do governo ou da opinião pública, eles acreditam que esta iniciativa não há de fato, não por falhas ou falta de empenho da Têxtil, mas por características da comunidade e do governo, os quais não demonstram exigências ou interesse necessários para tal.
O comportamento pró-ativo obteve uma média de 4,43 e desvio padrão de 1,03. Os projetos feitos por iniciativa própria foram pouco concordados pelos investigados, com 46,7%; e a mesma opinião, com 33%, foi para os projetos contra erradicação do trabalho infantil, analfabetismo e outros. Sobre isso, os entrevistados pontuaram:
“Não tenho certeza sobre a existência desses projetos. Conheço o projeto educacional, mas não sei como funciona mesmo”.
“Acho que o foco não é para antecipar-se aos problemas, só se eles forem em grande quantidade, mas nunca ouvi falar que a [Têxtil] enfrenta grandes conflitos ou questões problemáticas”.
Os consumidores, na verdade, atribuem maior parte de sua falta de conhecimento às lacunas da empresa no que tange à sua transparência e disposição de informações para os agentes externos. Realmente, não há uma cultura ou hábito de muitas empresas da localidade de praticar tal procedimento, como também, os consumidores ou a comunidade não dispõem de interesse necessário para isso.
Dentre as respostas dos consumidores analisadas, fica a compreensão de que os comportamentos evidenciados no modelo tridimensional de performance social de Carroll (1979) não são totalmente aplicáveis ou característicos da Têxtil. Mas pela natureza e tipologia de suas opiniões, é possível relacionar o comportamento acomodativo como o mais
direcionado à organização, já que alguns consumidores reiteram que possivelmente a empresa pode estar alinhada às opiniões ou requerimentos do público externo, se houver.
4.1.6.3 Dimensão Ações e Programas
Esta dimensão obteve grande número (o maior) de opiniões de nenhuma concordância ou nenhuma discordância. O que ocorre é que os consumidores não verificaram como foco da organização em questão as ações abordadas, tendo pouca concordância apenas com a ação segurança do produto. O gráfico 18 dá uma ideia.
73,3% 0,0% 0,0%0,0% 0,0%0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 13,3% 6,7% 13,3% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 6,7% 33,3% 33,3% 6,7% 0,0% 0,0% 0,0% 6,7% 0,0% 73,3% 66,7% 46,7% 53,3% 73,3% 40,0% 6,7% 33,3% 66,7% 46,7% 26,7% 26,7% 6,7% 6,7% 0,0% 53,3% 46,7% 26,7% 20,0% 26,7% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 6,7% 6,7% 46,7% 40,0% 6,7% 26,7% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0%
Consumo Consumo1 Meio Ambiente Meio Ambiente1 Discriminação Discriminação1 Segurança do Produto Segurança do Produto1 Segurança do Trabalho Segurança do Trabalho1
Discorda Totalmente Discorda Muito Discorda Pouco Nem concorda/nem discorda Concorda Pouco Concorda Muito Concorda Totalmente
Gráfico 18: Resultados da Dimensão Ações e Programas - Consumidores Fonte: Dados da Pesquisa
Da conformidade ou não com as variáveis apresentadas, têm-se os seguintes valores para cada ação ou programa apresentado:
AÇÕES E PROGRAMAS Valor Médio Desvio - Padrão Coeficiente de Variação (%)
CONSUMO 4,23 0,51 12
MEIO-AMBIENTE 3,53 0,78 22,2
DISCRIMINAÇÃO 4,23 0,78 18,4
SEG. PRODUTO 5,23 0,75 14,4
SEG. TRABALHO 4,53 0,78 17,2
Tabela 24: Valores Quantitativos para a dimensão Ações e Programas - Consumidores Fonte: Dados da Pesquisa
As médias ponderadas referentes às ações e programas consumo, meio ambiente e discriminação mostram valores iguais para o consumo e discriminação, e pequena aceitabilidade para o meio ambiente. Conforme já abordado, ações com foco no meio ambiente não são desenvolvidas na comunidade local, bem como a disposição de informações sobre preservação ou educação ambiental. O foco no consumo também foi pouco evidenciado, tanto pelos entrevistados quanto pelas pessoas que participaram da pesquisa quantitativa, mas agora deveu-se ao fato do pouco conhecimento sobre a disposição das normas técnicas e o atendimento pós-venda:
“Eu não posso te afirmar com certeza, até nunca prestei atenção pra esse fato sabe. Mas acho que a empresa deve dispor sim as normas técnicas, é necessário né”.
Em relação ao foco discriminatório, 53,3% concordam pouco que desconhecem o acontecimento de discriminação social ou racial entre funcionários ou com outras pessoas no âmbito da empresa. Sobre isso, pontuam:
“Acho que a discriminação mesmo é uma coisa muito forte e até ruim pra empresa, e ela deve fazer de tudo pra que isso não aconteça. Não ouvi falar que isso aconteceu, e se acontece mesmo acho que só quem fica sabendo mesmo é o pessoal de dentro. O foco social? Pode ser sim a discriminação, mas não sei te dizer com certeza”.
A segurança do produto foi o centro de atenções que obteve maior aceitabilidade, com média 5,23 e 46,7% de muita concordância sobre o não oferecimento de riscos do produto para a saúde dos consumidores; e 40% de muita concordância que a empresa atende às normas de excelência do padrão de qualidade do produto.
Existe uma confiança dos consumidores em relação ao produto vendido e uma crença de que a empresa deve fazer o possível em relação à sua fabricação para que eles sejam de qualidade. Possivelmente, a Têxtil deve proporcionar aos seus funcionários programas e benefícios sociais que os fazem melhor dispostos para as tarefas diárias, na busca de uma qualidade de trabalho boa para que eles possam produzir eficientemente, já que conforme os funcionários o foco de atuação social da empresa são eles próprios.
Por fim, a segurança do trabalho acompanhou a percepção das outras ações e programas: consumo, meio ambiente e discriminação. Dentre os consumidores pesquisados, 67% não têm o efetivo conhecimento de que ocorreram acidentes no trabalho nos últimos dois anos, o que é um dado positivo para a empresa. Em contrapartida,46,7% nem concordam nem discordam que os funcionários utilizam equipamentos de proteção para realizar suas
atividades no trabalho. Esta última compreensão foi originada da falta deste tipo de informação, já que está intimamente relacionada a características internas da organização.
Em suma, a percepção dos consumidores sobre a postura social da Têxtil pode ser observada conforme o cubo a seguir:
Figura 18: Cubo Tridimensional – Percepção dos Consumidores Fonte: Adaptado de Carroll (1979)
Em detrimento das análises anteriores, as três dimensões evidenciadas não foram totalmente concordadas pelos consumidores. A análise mostra que muitas das variáveis da dimensão ações e programas não foram concordadas nem discordadas, ou seja, eles não veem muita aplicabilidade delas como foco social da Têxtil.