2.5. HİZMET KALİTESİNİ ÖLÇMEDE KARŞILAŞILAN SORUNLAR
2.6.1. Müşteri Kavramı
2.6.1.2. İç Müşteri
Antes de adentrarmos nas questões que tangem as situações de sucesso da inclusão, faz-se necessário deixar claro o significado atribuído a este conceito no presente contexto.
Segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa, sucesso é definido como um substantivo masculino: 1. aquilo que sucede; acontecimento, fato, ocorrência <os sucessos da história>; 2. qualquer resultado de um negócio, de um empreendimento Ex.: <bom sucesso> <mau sucesso>; 2.1. bom resultado; êxito, triunfo <tentou sem sucesso conquistá-la>; 3. pessoa ou coisa vitoriosa, de grande popularidade (p. ex., livro, filme, peça teatral, autor, diretor, artista, intérprete, etc.). E encontramos fracasso definido como substantivo masculino: 1. som estrepitoso provocado pela queda ou destroçamento de algo; barulho; estrondo <a casa desabou com um fracasso assustador >; 2. falta de êxito; malogro; derrota <o empreendimento foi um fracasso> <os muito ambiciosos custam a aceitar o fracasso>.
Autores como Patto (2000) e Charlot (2000) abordam a questão de sucesso e fracasso no campo da Educação. Charlot (2000) debruçou-se sobre o tema do fracasso escolar com base na relação do aluno com o saber, a partir da qual o fracasso é compreendido como uma experiência que o aluno vive e interpreta, e este se tornou o seu objeto de estudo sobre o fracasso em termos das diferenças singulares entre o saber e a escola. Já Patto (2000) procurou isolar as raízes escolares do fracasso (os reprovados, fracassados, crianças de classes populares etc.) de suas condicionantes histórico-sociais ao investigar as práticas escolares (discursivas e não-discursivas). Parece que ambos procuraram focalizar suas investigações para além do sistema de ensino e das generalizações, levando em conta as experiências vividas por cada um
dos alunos ditos “fracassados”, considerados indivíduos singulares. Entretanto, os conceitos de fracasso por eles considerados, limitaram-se ao campo educacional, não ultrapassando os limites para a área da inclusão escolar. Não nos aprofundaremos aqui no tema do fracasso escolar, principalmente no que diz respeito às pesquisas dos autores acima citados, pois isso nos levaria a uma extensa e diferente discussão. Mas apresentar este tema nos serve para demonstrar que alguns autores se utilizam das noções de fracasso e sucesso em outros campos de investigação, o que nos autoriza a utilizá-los no presente trabalho.
Também podemos encontrar em Mannoni (2003) uma referência ao fracasso12 na Educação ao utilizar-se da experiência de Jean Itard, pedagogo que, face ao problema do retardamento mental, tenta impor sua própria concepção de mundo à criança e acaba encontrando o mal-entendido dessa comunicação:
Itard imagina que Victor vive no mundo da necessidade pura (...)Victor se encontra, assim, tomado como objeto de cuidados e curiosidade, para em seguida, tornar-se objeto de medidas reeducativas e, é aqui, mais exatamente, que vai criar-se um certo mal-entendido fundamental. Victor anda não está em condições de articular demanda. Isso parece angustiar o médico (...). Ao longo da experiência de Itard, encontramos (...) o fracasso na comunicação com o Outro (...). O que vemos ao nível da estrita observação? Um adulto desarvorado diante de uma criança que não articula demanda alguma. O adulto quereria, a partir dessa ausência de demanda, encontrar na criança um desejo. Mas parece que não há lugar para o reconhecimento do desejo em um adulto que se refere sem cessar à necessidade (Mannoni, 2003, p. 199).
Parece que na tentativa de adaptar a criança ao que se esperava e de ver seu método de ensino prosperar ao transmiti-lo a Victor, Itard exclui o que dizia respeito a sua singularidade, impedindo que dele pudesse emergir uma demanda, fadando suas tentativas de comunicação e, portanto, de educação ao fracasso.
O que Mannoni apresenta como sendo fracasso na educação: a referência irrestrita à necessidade será, talvez, o que mais se aproxima do conceito de fracasso e, portanto, oposto da noção que pretendemos utilizar nesta pesquisa. O sucesso na inclusão escolar seria: reconhecer a singularidade, permitir o inesperado e, partir
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Até o momento, ficou claro que o objetivo desta pesquisa é o de obter indícios de sucesso da inclusão escolar a partir dos relatos colhidos com as educadoras. Contudo, haja vista o que apresentamos no capítulo anterior sobre as ideias antitéticas, palavras que possuem duas significações opostas, podemos considerar que ao tomar uma das significações como objeto de estudo, estamos, automaticamente, abordando a outra significação. Nesse caso, precisamos levar em conta que, mesmo acompanhando a análise de Mannoni sobre o fracasso da educacão de Victor de Aveyron, podemos pensar sobre o que seria, então, o oposto dele: o sucesso.
disso, reconhecer a criança como um sujeito às voltas com o desejo. Assim afirma Mannoni (1999)
O que conta é procurar, para além do deficiente, a palavra que o constitui como sujeito às voltas com o desejo (Mannoni, 1999, p. 196).
Não podemos deixar de notar que, na busca pela utilizacão das noções sucesso/fracasso, encontramos autores que deram ênfase ao fracasso como “coadjuvante” de seus objetos de estudo. É provável que durante suas investigações e constatações, a noção de sucesso tenha aparecido, ainda que em segundo plano, dado que, como pudemos averiguar, aquele que fala de fracasso fala também de seu oposto.
Nosso objetivo será buscar as evidências de sucesso nos processos inclusivos e, como veremos adiante, de que maneira as evidências de fracasso aparecem e se aparecem. Nesse caso, o sucesso da inclusão escolar vai depender do que exatamente? Das particularidades da criança em situação de inclusão? Do que o ambiente escolar oferece para o favorecimento desse processo? Ou da somatória destas e de outras variáveis? Tentaremos encontrar respostas para estas questões através da discussão dos dados colhidos nas entrevistas, como veremos no capítulo 8.