2.5. HİZMET KALİTESİNİ ÖLÇMEDE KARŞILAŞILAN SORUNLAR
3.1.1. İzmir İl Sağlık Müdürlüğü, Şubeleri ve Görevleri
A palavra indicador nos remete à ideia de algo que possa ser avaliado, mensurado, medido. Por sua definição, indicador é aquilo “que ou o que fornece indicações de pesos e medidas diversas (diz-se de um instrumento, dispositivo, etc); diz-se de ou organismo cuja presença (ou ausência) em determinada área serve como indicação da existência de certas condições ambientais.” (Houaiss, 2007, p.1604). Portanto, indicador é algo que pode fornecer indicações diversas, de presença ou ausência de condições específicas, desde que determinadas previamente.
Entre os anos 2000 e 2008, um grupo de pesquisadores psicanalistas realizou uma pesquisa multicêntrica de indicadores de risco para o desenvolvimento infantil, a pesquisa IRDI. Projetada a partir de uma demanda do Ministério da saúde para a inclusão de indicadores psíquicos na ficha de acompanhamento do desenvolvimento13, o grupo de pesquisadores desenvolveu, com base na teoria psicanalítica, o instrumento IRDI composto por 31 indicadores clínicos de risco para
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o desenvolvimento infantil observados nos primeiros 18 meses de vida da criança. Dentre os diversos objetivos da pesquisa, o principal foi verificar o poder dos indicadores para a detecção precoce de problemas de desenvolvimento infantil. (Pesaro, 2011, p. 18).
Com uma amostra de 727 crianças de zero a dezoito meses, os exames foram divididos por faixa etária: de zero a quatro meses incompletos, de quatro a oito meses incompletos, de oito a doze meses incompletos e de doze a dezoito meses. Durante os exames, foram anotados os indicadores clínicos presentes, ausentes e não-verificados. Nesta pesquisa, a ausência dos indicadores sugere um risco para o desenvolvimento da criança. Ou seja, quando presentes, os IRDIs são indicadores de desenvolvimento, e quando ausentes, são indicadores de risco para o desenvolvimento. (Kupfer, et al., 2009).
Os indicadores da pesquisa IRDI, elaborados a partir de eixos teóricos extraídos da teoria psicanalítica, com base na noção psicanalítica de sujeito, entre eles: 1) suposicão do sujeito, 2) estabelecimento da demanda, 3) alternância entre ausência/presença e 4) instalação da função paterna que, segundo Kupfer et al. (2003), são expressões fenomênicas indicativas da instalação ou constituição da subjetividade. Segundo Pinto (2009), em linhas gerais, o primeiro eixo é a antecipação que a mãe ou o cuidador faz através da leitura de pequenos aspectos emitidos pelo bebê; o segundo é o jogo que possibilita uma espécie de intervalo entre a demanda e a satisfação que propiciará a simbolização no futuro; o terceiro é o reconhecimento pela mãe ou cuidador de reações involuntárias do bebê, como solicitações e pedidos dirigidos ao cuidador; o quarto e último é a entrada de um terceiro entre a criança e a mãe, que pode ser o pai, o interesse da mãe por algo além do bebê, uma atividade diferente da maternagem, que fundará para aquele ser uma primeira experiência de barramento. (Pinto, 2009, p. 24)
Faz-se importante notar que durante a estruturação da pesquisa não houve uma discussão sobre os fundamentos teóricos de cada indicador.
Nas palavras de Pesaro (2001):
Compreende-se que a constituicão psíquica é que vai marcar e sistematizar as funções orgânicas, anatômicas, musculares e neurofisiológicas do bebê ou da criança pequena a partir do laço que estabelece com o outro humano. Por isso, entra em jogo, na apreensão dos indicadores, o sistema de relação entre mãe e filho, o que nos leva a ter
indicadores que dizem respeito ao bebê e outros que se relacionam à mãe ou ao cuidador, compondo, no conjunto, essa relação mãe-bebê (Pesaro, 2001, p. 25).
A construção dos indicadores, instrumento de leitura da constituição subjetiva, foi realizada por experts que, baseados na vasta experiência clínica e no saber acumulado pela Psicanálise, permitiu tal elaboração apoiada em noções e teorizações psicanalíticas. A composição dos quatro eixos na trama com o trabalho materno é o que permitirá a instalação de um sujeito psíquico. Contudo, a presença do sujeito psíquico só pode ser constatada através dos sinais que a criança produz. Os sinais são, portanto, os indicadores, que servem tanto para a referência de observação quanto para o conhecimento do curso da instalação de um sujeito bem como de seu desenvolvimento. “É preciso esclarecer que o que se expressa fenomenicamente não são evidentemente os eixos, e sim os seus indicadores” (Pinto, 2009, p. 24).
De maneira esclarecedora, Campana et al. (2012) fez questão de ressaltar que, por mais que seja relevante a existência de instrumentos capazes de detectar sinais de risco para o desenvolvimento e profissionais habilitados para utilizá-los, é importante levar em conta que nem todas as formas de expressão terão garantias de detecção dado que, por ser um protoloco, apresenta um escopo decorrente de seu recorte conceitual e limitações de aplicação. Desse modo, apontam para cinco princípios sobre o uso dos indicadores, dentre os quais destacamos:
3. O desenvolvimento é sempre um conjunto de especulações a partir das quais são lidas as transformacões observadas. Assim, o que se considera do desenvolvimento é sempre recorrtado pela abordagem de origem, que nunca recobre todas as possibilidades existentes.
4. A natureza da especulação é teórica e a observação é empírica. O que se observam são expressões possíveis, graças a certas contingências, de especulações oriundas do âmbito teórico. A isto chamamos indicador. (Campana et al., 2012, p. 3).
Tendo como objeto de pesquisa a inclusão escolar, pode-se levar em consideração que, do mesmo modo que os IRDIs, a natureza desta especulação é teórica e o que se busca observar, empiricamente, são as expressões possíveis decorrentes do campo teórico.
A partir deste instrumento, pensou-se em desenvolver um outro instrumento, análogo aos IRDIs, e que pudesse contribuir para o alcance do êxito na educação inclusiva, que chamaremos aqui por indicadores de sucesso da inclusão escolar.