2. MATERYAL VE YÖNTEM
2.3. Deneysel Materyal ve Yöntem
2.3.6. Mössbauer Spektroskopisi
Outra abordagem realizada visou o ensino da compreensão e exploração de textos narrativos tendo como ponto de partida o texto “Quando o Outono não apareceu” (Apêndice 9 e Apêndice 10).
Aquando da planificação conjunta, considerámos que, em vez de apresentarmos o texto apenas com a leitura do mesmo, decidimos utilizar uma imagem ilustrativa do texto que reencaminhasse a turma para a sua exploração. Posto isto, iniciei um diálogo com os alunos de forma a compreender quais os conhecimentos prévios dos mesmos sobre o tema do texto que iriam ler em seguida, analisando a imagem exibida. Contudo, não pude explorar esta imagem com grande precisão pois, alguns alunos já tinham conhecimento sobre o tema do texto em questão, o qual já tinham realizado uma pré-leitura ou mesmo uma cópia no apoio pedagógico que possuem fora das aulas.
Seguidamente, realizei a leitura modelo do texto “Quando o Outono não apareceu”, utilizando variações expressivas, de forma que os alunos reconhecessem a presença de várias personagens. Por sua vez, na realização do jogo de leitura, considerámos que, em vez de cada aluno, à vez, ler uma pequena parte do texto, decidimos escolher um aluno para ser o narrador, um para ser a Abelha Mensageira e formar com os restantes alunos cinco grupos para interpretar os animais, as árvores, as andorinhas, os esquilos e as rãs e os lagartos respetivamente. Porém, por sugestão dos alunos a leitura dialogada foi realizada não em grupos mas sim pelos alunos, à vez. Neste sentido, foram escolhidos os alunos para representarem as várias personagens. Na verdade, esta sugestão foi pertinente pois, desta forma todos os alunos experimentavam variações expressivas da Língua Oral durante as intervenções das suas personagens no encadeamento do texto. Desta forma, os alunos evoluem a sua comunicação oral e escrita, quando considerada a valorização de vivências, conhecimentos, referências e interesses dos mesmos (ME, 2004). Importa referir que o aluno com necessidades educativas especiais foi apoiado pela colega estagiária durante a leitura.
Após realizada a leitura dialogada e, também, em respostas às solicitações de alguns alunos realizou-se a dramatização do texto. Assim, os alunos escolhiam qual personagem que queriam representar e procediam com a dramatização.
Considerei pertinente a dramatização do texto porque, para além de partir dos interesses dos alunos e facilmente os restantes ficaram entusiasmados, era uma excelente forma dos alunos desenvolverem as possibilidades expressivas do corpo.
De acordo com as OCP do 1º ciclo, os alunos nestes jogos dramáticos “irão desenvolvendo pequenas improvisações explorando, globalmente, as suas possibilidades expressivas e utilizando-as para comunicar” (ME, 2004, p. 84).
Posteriormente foi realizada a exploração do texto através do qual os alunos identificaram os momentos essenciais da ação, tendo
em conta o seu encadeamento, as personagens, os espaços e a linha temporal. Na verdade, foi a partir deste reconto que emergiram as principais caraterísticas do tipo de texto narrativo. Com base nesta exploração propus à turma a realização de uma representação esquemática com as principais caraterísticas do texto. Posto isto, questionei os alunos acerca da ação
localizada no espaço e no tempo, das personagens e do acontecimento narrado no texto. Conforme se encontra patente na OCP do 1.º ciclo, cabe ao professor criar condições materiais e humanas de verdadeira comunicação com o aluno (ME, 2004).
Em todas as questões realizadas solicitei a um aluno, à vez, para escolher a etiqueta e imagem correspondente da caraterística abordada e colocar no cartaz “Texto Narrativo” afixado no quadro. Posto isto, sugeri que efetuassem o registo do esquema nos seus cadernos de português, uma vez que sentissem dificuldades na estruturação de um texto recorriam a este para se guiarem nas suas produções.
De seguida, sugeri a construção de um cartaz intitulado “Estrutura de um texto narrativo”, com o intuito de proporcionar o ensino explícito da estruturação de um texto narrativo, nomeadamente, a organização das três partes específicas do mesmo: introdução, desenvolvimento e a conclusão. Para melhor acompanhamento dos alunos na assimilação dos aspetos, os alunos foram convidados a registar no cartaz, colocado no quadro, as ideias sugeridas acerca das componentes narrativas pertencentes a estrutura
de um texto narrativo. Posteriormente, os alunos também fizerem esse registo nos seus Figura 18. Aluno a estruturar as
caraterísticas do texto narrativo.
Figura 19. Aluno a efetuar o registo no cartaz.
cadernos. Constatei que a turma esteve atenta e mostrou-se interessada em participar nestas atividades. Interagiram, responderam, identificaram e nomearam corretamente a estrutura de um texto narrativo.
Partindo desta exploração e de forma a verificar se a turma teria adquirido as competências específicas de compreensão e estruturação de textos narrativos, sugeri que criassem um texto narrativo, em pares, com base num conjunto de gravuras em sequência do manual. De acordo com as OCP do 1º ciclo, os alunos necessitam “experimentar múltiplas situações que desenvolvam o gosto pela escrita” (ME, 2004, p. 151).
Durante a realização desta tarefa os alunos interagiram e conversaram com os seus pares, revelando resultados positivos.
Saíram criações muito próprias, significativas e coerentes com as imagens indicadas, bem como contemplavam as principais componentes de uma narrativa. Esta tarefa revelou-se prazerosa e estimulante para a turma. Todos os pares apresentaram à turma os seus textos produzidos de forma satisfatória e alguns alunos utilizaram diversas modificações expressivas, identificando as personagens presentes no seu texto produzido.
De ressaltar a importância da realização deste género de atividades, através das quais “se mobilizem situações de diálogo, de cooperação, de confronto de opiniões; se fomente a curiosidade de aprender; se descubra e desenvolva […], o gosto de falar, de ler e de escrever” (ME, 2004, p. 136).