• Sonuç bulunamadı

2. FEMA 356 YAKLAŞIMI

2.4 Analiz İşlemleri

2.4.7 Yük Kombinasyonları

2.4.9.3 Lineer olmayan Statik Yöntem

Na doutrina, não há unanimidade sobre existir ou não disparidade entre direito da integração e direito comunitário. Isso se evidencia nos textos de Maristela Basso, que às vezes utiliza os dois termos indeterminadamente, ao lecionar que “o Direito comunitário, ou Direito da integração, é aquele que vamos estudar nas faculdades de Direito e que os europeus já estudam”, direito esse que “nasce e se desenvolve nas zonas de ‘mercado comum’, dos processos de integração e formação de blocos econômicos de Estados”.41

Nessa mesma vertente, Jorge Luiz Fontoura Nogueira42 e Carlos Fernando Mathias de Souza,43 sendo que este último, em dado momento, ressalta que ‘direito comunitário’ é mais usado naquilo que a doutrina denomina de ‘linguagem européia’, e a expressão ‘direito da integração’ é mais usada entre os latino-americanos. Entretanto, pode-se encontrar outros doutrinadores que sustentam existir distinção entre as duas expressões. Por exemplo, Wagner Menezes,44 que resume o objeto do direito da integração à disciplina dos processos de integração pactuados nas zonas de livre comércio e nas uniões aduaneiras, nos quais se verifica o regime intergovernamental de relações internacionais, ao passo que o direito comunitário diz respeito aos níveis de integração mais avançados, em que prevalece a marca da supranacionalidade das instituições comunitárias.

Em complementação, e afiançando os conceitos já expostos neste trabalho, alegam ser o direito comunitário produzido por órgãos supranacionais, sendo sua aplicabilidade imediata, direta e de força hierárquica superior no território dos Estados Partes. Já o direito da

40 DRUMMOND, Maria Cláudia. A Democracia Desconstituída. O Déficit Democrático nas Relações

Internacionais e os Parlamentos da Integração. Tese de Doutorado. Brasília: UnB, 2005.

41 BASSO, Maristela. Perspectivas do Mercosul através de uma visão econômico-jurídica. Revista do Centro

de Estudos Judiciários. Brasília, nº 2, mai.–agos. 1997. Disponível em < http:/www. Justicafederal.gov.br >. Acesso em: 22.6.2008.

42 FONTOURA, Jorge. Fontes e formas para uma disciplina jurídica comunitária. Revista do Centro de

Estudos Judiciários. Brasília, nº 2 mai-ago. 1997.

43 SOUZA, Carlos Fernando Mathias de. Direito de integração, internacionalização da justiça e duas

palavras sobre o Mercosul. Revista de Informação Legislativa, Brasília, a. 36, nº 142, 1999. p. 27-34.

44 MENEZES, Wagner. Mercosul: desenvolvimento institucional e o direito da integração. In: D’ ANGELIS,

Wagner Rocha (cood.). Direito de Integração e Direitos Humanos no século XXI. Curitiba: Juruá, 2002. p.125-165.

integração, apesar de envolver parcelas do direito comunitário, se incumbe, fundamentalmente, de normas oriundas de órgãos intergovernamentais e a sua inserção no ordenamento jurídico de cada Estado Parte é feita por meio de ato estatal interno desses Estados.

Nesse mesmo sentido, Mario Antonio Roque Midón 45 divide o direito comunitário em duas categorias - direito da integração primário ou inferior - formado por normas que necessitam de autorização de lei nacional para ingressar no ordenamento jurídico do Estado Parte, e - direito da integração superior ou comunitário - integrado por normas de aplicabilidade automática, direta e de hierarquia superior sobre o direito interno. [grifo nosso]

Alberto M. Sánchez46 declara filiar-se a essa mesma corrente, visualizando relação de gênero e espécie entre ambas, mas adota terminologia própria. Assim, de um lado, enxerga o direito comunitário - caracterizado por normas de aplicabilidade imediata, integra-se automaticamente ao direito interno sem mediação normativo-receptiva; tem efeito direto - aplica-se não só aos Estados Partes, mas também a seus cidadãos e empresas; e possui primazia - preferência e superioridade sobre qualquer outra norma do ordenamento interno inclusive constitucional, quer anterior, quer posterior. E, de outro lado, vê o direito pré- comunitário que, sem reunir tais características, apresenta-se como instrumento regulador dos processos de integração que não alcançaram ainda estágios mais avançados, necessitando do instituto da recepção para se fazer valer em cada Estado-membro.

Menciona-se ainda a existência, em menor escala, de doutrinadores que sequer admitem a existência de um direito da integração ao discorrerem sobre o arcabouço jurídico dos processos de integração econômica. Nessa oportunidade, preferem exclusivamente definir direito comunitário e classificar as normas integracionistas como sendo normas de direito internacional público. Entre esses doutrinadores, firma-se o entendimento de que onde não exista direito comunitário, porém haja normas disciplinando relações econômicas integracionistas, ter-se-á um direito internacional público especificamente destinado a tal realidade, ou, como dizem, um direito internacional público regional47.

Nessa ótica caminhou o plenário do STF, ao endossar o voto do ministro Relator Celso de Mello, no julgamento do Agravo Regimental na Carta Rogatória nº 8.279.

45 MIDÓN, 1998. Op. Cit.

46 SÁNCHEZ, Alberto M. Derecho de la integración: um recorrido múltiple por las experienciais de la Unión

Europea y del Mercosur. Buenos Aires: RAP, 2004.

47 TRINDADE, Otavio Augusto Drummond Cançado. O Mercosul no direito brasileiro: incorporação de normas

Fundamentando-se nas lições de Francisco Rezek48, o Supremo destacou que nas regiões integradas em que o fenômeno da recepção seja exigido pelos Estados-membros, portanto, sem a aplicabilidade automática do direito comunitário, o que existe regulando as relações interestatais, é um direito internacional público regional.

Em resumo, sobre este tema, entende-se que não se pode ignorar a existência e a importância do direito que regula os processos de integração econômica, qualquer que seja a sua abrangência, pois todas as associações econômicas possuem instrumental normativo significativo, que poderá, amanhã, disciplinar aspectos relevantes do processo de integração.

Benzer Belgeler