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2.8. Limit ve Süreklilik Kavramlarının Öğretimi ile ilgili Yayın ve AraĢtırmalar

2.8.2. Limit ve Süreklilik Kavramlarının Öğretimi ile ilgili Yurt Ġçinde

CBFI 14pontos SSI 14pontos SFI 24pontos AS 14pontos AF 14pontos TOTAL 94pontos teste 2º teste 1º teste 2º teste 1º Teste 2º teste 1º teste 2º teste 1º teste 2º teste 1º teste 2º teste teste teste CAMILA 9 13 0 0 10 13 0 0 14 14 0 0 33 40 ESTEBAN 12 14 0 0 12 14 0 3 14 14 0 0 38 45 HEVELYN 11 14 0 0 8 12 0 0 14 14 0 0 33 40 LUCIMAR A 5 9 0 0 1 1 0 0 14 14 0 0 20 24 EDUARDA 4 11 0 0 5 7 0 0 14 14 0 0 23 32 SABRINA 7 10 0 0 2 6 0 0 8 14 0 0 17 30

Nota: Escore máximo do teste: 94 pontos. 1º Teste: Agosto/2011 – 2º Teste: Dezembro/ 201.

Tarefa 1 (CBSI) = classificação com base na sílaba inicial; tarefa 2 (CBFI) = classificação com base no fonema inicial; tarefa 3 (SSI) = supressão da sílaba inicial; tarefa 4 (SFI) = supressão do fonema inicial, tarefa 5 (AS) = análise silábica, tarefa 6 (AF) = análise fonêmica.

Fonte: Dados da pesquisa.

Tínhamos como hipótese que as habilidades da consciência fonológica se desenvolveriam no decorrer do ano, na medida em que as crianças fossem progredindo em relação às etapas evolutivas da aquisição da escrita, conforme indicaram vários estudos que relacionaram as

habilidades de reflexão fonológica e as hipóteses conceituais da escrita pela criança e sugeriram que crianças com hipóteses mais avançadas em relação ao sistema de escrita, demonstram melhores resultados em tarefas de consciência fonológica (SILVA, 2003; LEITE; MORAIS, A. 2011).

No segundo teste, aplicado já ao final do ano letivo escolar, em dezembro, verificamos que ocorreu algum progresso apenas nas tarefas que envolviam a consciência de sílabas. Como no caso da Lucimara (6;3 anos), que contabilizou 5 acertos na tarefa de classificação com base na sílaba inicial (CBSI), aplicada no início do estudo, e 9 acertos na mesma tarefa aplicada ao final do estudo. Eduarda (6;3 anos) também apresentou um progresso maior nessa tarefa, passando de 4 pontos no primeiro teste para 11 pontos no 2º teste.

Ao analisarmos o desempenho das crianças no segundo teste, verificamos que as crianças demonstraram avanços em relação ao primeiro. Isso ocorreu, sobretudo, na tarefa de análise silábica, todas as crianças acertaram 100% dos itens no segundo teste, além dessa tarefa ser considerada pelos estudiosos da consciência fonológica como uma das mais fáceis. Nesse caso, vale ressaltar que, embora a sala de aula não tenha sido objeto de nossa análise, verificamos que a professora realizava divisões silábicas orais, pois, sucessivamente, ela dizia as palavras e as crianças batiam palmas dividindo as palavras em sílabas.

Já na tarefa de supressão da sílaba inicial (SSI), que exige uma operação cognitiva mais elaborada da criança, na qual o aprendiz teria que operar com rimas e aliterações, no caso, excluir a primeira sílaba da palavra e dizer o que sobraria, Lucimara (6;3 anos), Eduarda (6;3 anos) e Sabrina (6;5 anos) apresentaram o desempenho mais baixo, tanto no primeiro quanto no segundo teste.

Nos dois testes, o maior índice de acertos ocorreu nas tarefas que envolviam as habilidades de segmentação silábica, que correspondem às tarefas 1, 3 e 5: classificação com base na sílaba inicial (CBSI), supressão da sílaba inicial (SSI) e análise silábica (AS).

Nas tarefas que envolviam a segmentação em fonemas, classificação com base no fonema inicial (CBFI), supressão do fonema inicial (SFI) e análise fonêmica (AF), com exceção do Esteban, nenhuma criança pontuou, o que indica como o fonema parece ser uma unidade linguística difícil de ser operada, contrariando a previsão de alguns estudiosos da consciência

fonológica. Esteban (6;9 anos), com hipótese alfabética, conseguiu realizar apenas um item dessas tarefas, dizendo o fonema, e para responder aos outros itens, mesmo já operando com fonemas, ele dizia o nome das letras. Dessa forma, não consideramos como acertos respostas para as quais a criança respondia com o nome das letras, no entanto, vamos comentá-las na análise do desempenho das crianças.

5.2 As diferentes habilidades da consciência fonológica e o nível conceitual de escrita: operando com sílabas, rimas e aliterações ou com fonemas...

Conforme podemos verificar na tabela 3, a evolução das hipóteses conceituais das crianças acerca do sistema de escrita e o desenvolvimento das habilidades fonológicas parecem inter- relacionadas. Ainda que as crianças tivessem um desempenho inferior a 50% nas duas ocasiões da aplicação das tarefas de consciência fonológica, observamos que as crianças que demonstraram avanços em suas hipóteses conceituais de escrita, também demonstraram avanços em relação às habilidades fonológicas. Esses resultados vão de encontro a estudos como os de Morais, A. (2004; 2011) que investigam as relações entre as habilidades da consciência fonológica e a apropriação da escrita por crianças falantes da língua portuguesa e indicam a existência de uma influência mútua entre as habilidades fonológicas e o desenvolvimento da escrita.

Tabela 3: Desempenho nas tarefas de consciência fonológica e a hipótese conceitual de escrita

Hipótese de Escrita AGOSTO 1º Teste CF AGOSTO Percentagem de acertos 1º Teste Hipótese de Escrita DEZEMBR O 2º Teste CF DEZEMBRO Percentagem de acertos 2º Teste

CAMILA SIL-ALF 33 35 % SIL-ALF 40 43 %

ESTEBAN ALF 38 40 % ALF 45 48 %

HEVELYN SIL-ALF 33 35 % SIL-ALF 40 43 %

LUCIMARA SIL 20 21 % SIL3 24 26 %

EDUARDA SIL3 23 24 % SIL3 32 34 %

SABRINA SIL-ALF 17 18 % SIL-ALF 30 32 %

Nota: CF= Consciência Fonológica. Escore máximo do teste: 94 pontos.

Fonte: Dados da pesquisa

Os sujeitos do nosso estudo obtiveram bons desempenhos nas tarefas de segmentação em sílabas, conforme podemos verificar na tabela 4, que mostra o desempenho das crianças nessas tarefas e a hipótese conceitual de escrita à época da coleta de dados. Uma análise do resultado geral do teste de consciência fonológica (TAB. 2) mostra que foi o desempenho das

crianças nas tarefas de segmentação em sílabas que garantiu o seu resultado global no teste variando entre 20% a 40% no 1º teste, e de cerca de 30% a quase 50% no 2º teste, já que nenhum dos sujeitos, com exceção do Esteban, pontuou nas tarefas de segmentação em fonemas (TAB. 3).

Na tabela 4, podemos verificar também que as crianças com hipóteses um pouco mais avançadas de escrita obtiveram melhores resultados nas tarefas de segmentação em sílabas, sobretudo na tarefa de supressão da sílaba inicial, com exceção da Sabrina10, que, com hipótese silábico-alfabética, obteve baixos desempenhos nessa tarefa, tanto no 1º quanto no 2º teste.

Tabela 4: Desempenho nas tarefas de segmentação em sílabas e a hipótese conceitual de escrita

CLASSIFICICAÇÃO COM BASE